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31.1.16

como arranjar namorado(a)...


De acordo com o Google elas querem saber, em primeiro lugar, como arranjar namorado depois dos quarenta. Existem também as que desejam arranjar namorado depressa. As que procuram um namorado na escola e também as mulheres que procuram um namorado, mesmo assumindo que são feias ou tímidas.


Já eles, e também de acordo com o Google, querem saber como arranjar namorada no GTA San Andreas (para quem não sabe é um jogo). Depois disto querem saber como arranjar namorada no GTA V (confesso que estava dava jeito ao meu boneco pois costumo jogar online e desde que tenho o jogo que o rapaz não tem namorada). Segue-se o desejo de encontrar uma namorada na Internet. Depois na escola e, por fim, no Facebook.

O que elas e eles têm em comum é que procuram resposta a esta pergunta nas redes sociais. Mas, verdade seja dita, quem é que nunca procurou resposta a uma pergunta no famoso motor de busca. Atrevo-me até a dizer que não deve existir um único tema, por mais absurdo que possa parece, que não seja encontrado no Google.

30.1.16

só para quem tem medo de andar de avião

Existem muitas pessoas que têm medo de avião. Mas que acabam por ter que fazer determinadas viagens de avião. Existem cursos para tentar fazer com que as pessoas percam o medo mas existem também algumas dicas que talvez possam ajudar aqueles que têm receio de viajar mas que acabam por ter que voar.

Jason Hanson, um antigo agente da CIA, revelou algumas dicas para pessoas que têm medo de andar de avião. Jason começa por dizer que os momentos críticos de uma viagem são os primeiros três minutos e os últimos oito. É nesta altura que existe a maior probabilidade de o avião se despenhar. Como tal é importante estar alerta nestes períodos de tempo e não estar descalço. Isto porque quando um avião se despenha as pessoas têm aproximadamente 90 segundos para abandonar o aparelho antes do fumo e fogo o deixem incapacitado.

Posto isto, e tendo em conta este período de tempo, o ideal é ficar sentado em lugares que estejam situado, no máximo, a cinco filas de distância de uma saída. Não sei se este tipo de informações ajudam quem tem receio de voar mas é sempre bom saber quais (em teoria) os momentos mais complicados de uma viagem e quais os lugares mais seguros.

29.1.16

pensamento da semana #29


É substituir a vodka por outra qualquer bebida e estamos perante um dos mais famosos pensadores de fim-de-semana. E quem nunca viveu um momento destes que atire a segunda pedra pois já todos atirámos a primeira.

quem é melhor no sexo?

São provavelmente os anúncios mais famosos do mundo e também dos mais caros. Refiro-me às publicidades que são mostradas durante o intervalo do Super Bowl, nos Estados Unidos da América. Os 38 segundos que aqui partilho não precisaram desse momento para alcançar a fama mundial. Apesar deste anúncio, da autoria da PETA, ter sido criado para o intervalo de uma das maiores competições desportivas do mundo, foi banido pelos executivos da televisão norte-americana por conter “níveis de sexualidade” que ultrapassam o normal. Mesmo assim, em apenas quatro dias já tem mais de 1,6 milhões de visualizações no youtube.



Ao estilo da PETA este anúncio tem por missão encorajar o veganismo. E ao estilo da PETA o caminho escolhido é tudo menos ausente de polémica. No anúncio aparecem dois casais a ter relações sexuais, um deles come carne, o outro não. De acordo com a PETA a performance sexual de quem come carne é muito fraquinha, ao contrário de quem não a come. “Os vegetarianos aguentam mais tempo”, dizem. A defesa é que comer gorduras saturadas e o colesterol da carne podem aumentar o risco de desenvolver doenças cardíacas, hipertensão e que isto poder ser perigoso para a vida amorosa pelo facto de que são causas comuns de disfunção eréctil.

Fica a questão: quem é melhor no sexo? Quem come carne ou quem não come? Ou será que uma coisa não implica a outra?

não deixa de ter a sua piada ou a vingança serve-se fria

Está a ser avançado nas notícias que Carrillo já assinou contrato com o Benfica para as próximas cinco temporadas. O contrato só tem início na próxima temporada pois até ao final desta o jogador ainda está ligado ao Sporting. Para quem não está por dentro dos assuntos do futebol, quando faltam seis meses para terminar o contrato de um jogador este é livre para assinar por outro clube sem que o seu actual clube tenha de ser recompensado financeiramente.

Há muitos anos que Benfica e Sporting não viviam uma época com uma rivalidade tão forte. Não escondo, enquanto adepto, que gosto deste tipo de coisas desde que (e isso já aconteceu este ano) as coisas não baixem aquele que é considerado o nível aceitável do bom senso. O que é verdade é que este ano temos aquele que será o Sporting mais forte dos últimos anos e que tem tudo para se conseguir sagrar campeão depois de um longo jejum. O Benfica, depois de alguns momentos inconstantes, está agora a praticar um bom futebol e depende apenas de si para conseguir ser tricampeão. O Porto vem logo ali atrás de ambos e isto faz com que o ambiente seja muito quente. Especialmente entre os dois eternos rivais de Lisboa.

Este ano começou com a “bomba” que foi a mudança de Jorge Jesus do Benfica para o Sporting. Faço parte do grupo de benfiquistas que não “chora” a partida do treinador. Mas não vou ao ponto de dizer que o Sporting ficou mal servido de treinador. Porque não ficou. Aliás, Jorge Jesus é a maior valia que o clube tem neste momento. Mesmo com os defeitos que tem sabe mais de futebol a dormir do que a restante estrutura do clube acordada. Isto é um facto. E qualquer benfiquista sabe que o Sporting está bem servido de treinador.

Depois desta bomba, e com tantos outros casos pelo meio, chega outra grande bomba que é a aquisição de Carrillo por parte do Benfica. Enquanto benfiquista, e tendo em conta o que tem sido esta época e alguns ataques feitos ao clube, acho que existe algo de poético nesta transferência. À parte disto, tal como defendo que os benfiquistas reconhecem o valor de Jorge Jesus também os sportinguistas reconhecem o valor de Carrillo. Sabem que o Benfica não foi buscar um jogador qualquer. Sabem que se trata de um dos melhores jogadores do plantel. E se muitos sportinguistas dizem que os benfiquistas preferiam que Jorge Jesus tivesse ido para o estrangeiro, aposto que muitos sportinguistas preferiam que o jogador também fosse para fora, ficando longe de Benfica e Porto.

A minha única surpresa no meio disto tudo é achar que o jogador já estaria “reservado” pelo Porto. Sempre achei que esse seria o destino de Carrillo. Mas muda-se (sem maldade) para o lado certo da Segunda Circular. Aposto que isto vai pegar fogo nas próximas horas. E aposto que os próximos meses da vida de Carrillo não vão ser fáceis. Basta ler as caixas de comentários dos sites onde a notícia está a ser avançada.

somos especiais (enquanto fazemos falta)

Existe uma certa ideia em torno das pessoas especiais. Existem pessoas a quem todos se referem como especiais. Pessoas que são mais acarinhadas por algumas. Que são elogiadas por outras. Pessoas que, por norma, são vistas como tendo muito valor, fazendo muita falta numa ou determinada situação. Não discordo desta ideia. Realmente existem pessoas que nos são mais especiais do que outras por uma ou outra razão. Mas defendo também que esta ideia de “ser especial” está associada ao alcance dos nossos olhos ou, eventualmente, das nossas necessidades.

E existem diversos exemplos que ajudam a defender o meu ponto de vista. E posso começar por uma equipa de futebol. Já passei por muitas e em todas elas existiam jogadores com mais qualidade do que os outros. Enquanto esses jogadores não faltavam à equipa eram elogiados por todos. “É uma sorte termos o jogador x ou y” e “que nunca nos falte” são coisas que ouvi diversas vezes. Até que esses jogadores mudam de clube ou não podem jogar por este ou por aquele motivo. Até chegar a hora do primeiro jogo sem esses jogadores ainda se lamenta a ausência. Até que o jogo tem lugar e corre bem. Ou seja, ninguém dá pela falta do tal jogador especial. Passado pouco tempo já ninguém se lembra do jogador.

Outro exemplo pode ser uma qualquer empresa. Quantos trabalhadores são elogiados? “Esta empresa sem ti não andava”, dizem. “Devíamos ter mais trabalhadores como tu”, dizem. “És um exemplo”, acrescentam. São aqueles trabalhadores que são vistos como especiais. Até que chega o momento de serem despedidos. O trabalhador especial passa a ser o funcionário número 2323 que vai receber x para se ir embora. Ou então até ao momento em que o funcionário decide mudar de empresa. Todos lamentam/choram a sua partida. Todos questionam o futuro. Mas a empresa não pode ficar parada. O funcionamento mantém-se. E aquilo que era feito por essa pessoa passa a a ser feito por outra. E passado algum tempo já não sentem falta da tal pessoa especial.

E ainda dou mais um exemplo. Um grupo de amigos onde existe alguém que se destaca. É o mais brincalhão, é o mais divertido, é o mais amigo do amigo ou outra coisa qualquer. É o amigo especial do grupo. Até ao momento em que a vida afasta esse amigo do grupo. Os restantes continuam juntos. Só aquele é que se afastou. A vida continua. Os restantes amigos continuam juntos. E passado pouco tempo já ninguém se lembra de falar do tal amigo especial. E todos participamos em situações como estas ou outras semelhantes. Aquilo que define o ser especial está associado aquele ditado que diz qualquer coisa como longe da vista, longe do coração.

a resposta a todas as perguntas da tua vida



Em quantas destas perguntas pensaste? A quantas deste resposta? E para quais delas gostarias de ter resposta? E se tivesses possibilidade de saber algo sobre a tua vida aproveitavas ou preferias não saber?

28.1.16

quando foi a última vez?

Quando foi a última vez em que fizeste algo pela primeira vez?

a barbie ganhou uma beleza mais real

Em tempos existiu uma Barbie, a famosa boneca que foi criada há 57 anos. Agora existem 33 novas bonecas. São sete tons de pele, 22 cores de olhos e 24 penteados diferentes. E mesmo as caras são diferentes com narizes maiores ou mais pequenos e lábios mais grossos ou mais finos. E os corpos também são diferentes, naquela que é a grande novidade daquele que é um dos ícones mundiais de beleza. Existem mais altas, mais baixas, com mais anca e com menos anca. E os sapatos de salto alto passam a ter concorrentes como as sandálias e botas de cano alto.

Este tema pode ser visto como apenas uma aposta de marketing que tem por objectivo abranger um maior número de clientes. Percebe-se que vai muito além disso quando a boneca mais famosa do mundo consegue ser capa da prestigiada revista Time com uma citação onde se lê “podemos deixar de falar do meu corpo?”. A Mattel assume que esta aposta tem por objectivo oferecer ao seu público um vasto leque de ofertas que se enquadrem na forma como as crianças observam o mundo.

Mas aquilo que pode ser visto como uma atitude nobre representa igualmente um risco para a marca. Por exemplo, estas novas bonecas estão distribuídas por três tipos de corpo: petite, tall and curvy, que em português é qualquer coisa como pequena, alta e e curvilínea. A Mattel passou meses a tentar encontrar a melhor forma de traduzir os nomes para os diferentes países e o motivo é simples: como escolher nomes que não ofendam ninguém? Um missão quase impossível.

Além disto, a marca tem a noção de que muitas pessoas não vão fazer distinção entre as diferentes bonecas. Ou seja, muitas pessoas vão tentar vestir a roupa de uma Barbie original a uma curvy, tall ou petite. E isto vai provocar problemas e fará com que muitos clientes contactem a Mattel para perceber o motivo pelo qual as roupas não dão para todas as bonecas. Mesmo assim, considera que não poderia ficar fora desta “corrida”, até porque as vendas da boneca têm vindo a diminuir ao longo dos últimos anos. Por outro lado, a Mattel tem consciência de que aqueles que odeiam, acabam sempre por escolher esse caminho.

Esta mudança conseguiu recuperar o tema do “corpo real”. E as notícias em torno deste tema alimentam essa temática. Espalha-se a ideia de que a Barbie tem um corpo mais real. A própria capa da revista alimenta essa discussão quando se escolhe para citação uma espécie de desabafo da boneca que parece estar incomodada com as questões em torno da sua silhueta pouco real. A verdade é que as quatro Barbies são reais sendo que nenhuma é mais real do que a outra. Vão existir países onde existem mais mulheres parecidas com uma delas, outros com outra e por aí fora. Mas nenhuma é mais real do que as outras.

Ninguém pode negar que é positivo que a marca tenha uma maior oferta a nível de corpo, cor, cabelo, rosto e cor de olhos. É algo que permite chegar a mais clientes e agradar a mais pessoas. Mesmo aos fãs da boneca original que passam a ter mais opções para adquirir. Mas tenho a certeza de que nem todos vão ficar satisfeitos. Acredito que estas mudanças ainda vão dar que falar. Vão existir pessoas que vão falar mal das bonecas. Vai existir quem defenda que em vez de quatro modelos de corpo deveriam ser mais alguns. A título de curiosidade, estas novas bonecas vão estar à venda em Portugal a partir do final de Março com um preço aproximado de 9,99 euros.

em forma a caminho dos enta

Não sei se é um fenómeno comum a muitos países mas noto que por cá, em Portugal, existe uma cultura dos “velhos”. Com isto quero dizer que facilmente se separam os novos, e neste grupo estão as pessoas que ainda não chegaram aos trinta anos, dos outros. Sendo que os outros, grupo onde já estou incluído, são os velhos. Em Portugal facilmente olhamos para as pessoas com mais de trinta anos como os velhos.

E existem muitos exemplos que comprovam isto. Estamos a ver um jogo de futebol na televisão e os jogadores com mais de trinta anos são vistos como velhos. “Já não vai para novo”, dizem os comentadores. Depois existem as mulheres, com mais de trinta anos, que exibem uma silhueta de fazer inveja a meninas de vinte anos. E todas as pessoas olham para estas mulheres como se estivessem a observar o Taj Mahal. “Estás muito bem para quem foi mãe”, é algo que dizem. Mesmo que os filhos já tenham mais de dez anos.

Depois, todos ficam boquiabertos quando se deparam com fotografias de homens e, especialmente, mulheres que vão a caminho dos quarenta anos mas que têm corpos musculados e tonificados. Parece que são pessoas com poderes sobrenaturais. São uma espécie de super-heróis que conseguem estar em forma numa idade onde já não era suposto praticar desporto ou ousar estar em forma. E se as pessoas já tiverem mais de quarenta anos o espanto é ainda maior. O fenómeno é ainda mais estranho para quem observa.

E estes são apenas alguns exemplos que revelam a forma como se olha para alguém que ainda não chegou ao quarenta ou que acabou de passar essa idade como sendo uma pessoa “velha”. E se olhamos assim para uma pessoa de trinta e poucos, vemos uma pessoa de cinquenta como alguém que se está a despedir da vida. É pena esta cultura dos velhos que na realidade são novos. Em muitos casos são até mais novos do que aqueles que têm, nos documentos de identificação, uma idade inferior.

aquilo que é imprescindível para agradar a uma mulher na cama

Sexo, prazer e satisfação são temas que andam longe de uma qualquer equação matemática com um único resultado certo. É algo que depende sempre de cada pessoa, daquilo de que gostam, daquilo que gostam de fazer ao outro e de muitas outras coisas. Mas segundo a edição britânica do jornal Metro, que consultou um conjunto de especialistas na área da sexualidade, existem algumas coisas que são como o código postal, ou seja, meio caminho andado para agradar a uma mulher na cama. A saber:

Barulho, muito barulho
Existe algo libertado em ouvir o parceiro gemer, soltar um grito entusiasta ou mesmo um rosnar. As mulheres gostam do lado “animalesco” dos homens e isso dá-lhes mais prazer. (Da próxima vez que ouvirem os vizinhos a fazer barulho recordem-se deste ponto pois é sinal de que já conhecem a lista de coisas imprescindíveis que agradam às mulheres).

Mostrar confiança
O homem até pode ser inexperiente. Mas tem de mostrar o oposto dando até a sensação de que controla tudo. A segurança – que pode ser adornada com sorrisos marotos – é algo que elas apreciam.

Não deixar nada ao acaso
Indo directo ao assunto, é explorar a totalidade do corpo delas.

Força
Estar em forma ajuda pois a maioria das mulheres gostam de homens que estejam em forma, tanto na cama como fora dela.

Elogios
Na cama existe espaço para o lado romântico que passa por elogios. Se forem sinceros ainda melhor.

Domínio
Quem manda sou eu! Uma postura assim pode ser tudo aquilo que faltava na relação. Isto pode ser um teste para o próprio homem e elas gostam desta postura.

Estão duas pessoas na cama (ou noutro sítio)
Partindo do princípio que estão duas pessoas na cama, e mesmo tendo em conta o domínio da situação, convém ouvir aquilo que a mulher está a dizer. Até porque isso é necessário para que se perceba aquilo de que elas mais gostam. São válidas perguntas.

Um, dois, experiência!
A rotina é o pior que pode existir. Experimentar coisas novas e não fechar a mente a brinquedos ou jogos eróticos. A surpresa pode ser enorme.

Incentivos
Se a mulher gosta de algo, há que explorar esse cenário e com incentivos para elas.

Comunicação
Falar, antes e depois, é melhor do que muitas pessoas julgam. E elas agradecem que eles tenham essa iniciativa.

portugal é lindo. lisboa é bonita. e o resultado está muito bom

27.1.16

objectificação da mulher. de quem é a culpa?


A temática “objectificação da mulher” nunca irá passar de moda. Acredito que discutir este tema será constantemente actual. Por mais mudanças que existam no mundo este tema, como tantos outros, acabará por mudar também, algo que fará com que o debate também permaneça em destaque. E muitas das discussões vão ser em torno dos culpados. Afinal, quem é que tem culpa neste caso? Os homens? As próprias mulheres? A publicidade? Ou outra coisa qualquer?

O vídeo que aqui partilho é recente e é capaz de ser das melhores campanhas que vi em torno deste tema. A ideia parte de uma pesquisa feita no Google sobre o tema e depois diferentes mulheres analisam a forma como foram representadas em determinado anúncio, sendo ainda possível observar partilhas nas redes sociais.

Para ponto de partida da discussão nada melhor do que falar de Madonna Badger, a autora desta campanha e a pessoa que ficou chocada com o resultado da pesquisa efectuada na internet. E é bom começar por aqui porque Madonna Badger é a autora de alguns anúncios da Calvin Klein (aqui) que tratam a mulher tal e qual como os anúncios que constam nesta campanha, o que levou a que assumisse que já foi parte do problema.

Este vídeo levanta também outras questões. Por exemplo, são mostrados anúncios que têm como público alvo as mulheres. São publicidades que têm produtos que muitas mulheres desejam sem criticar o conteúdo que lhes deu a conhecer o produto que passam a querer. No vídeo é também possível encontrar diversas partilhas, nas redes sociais, efectuadas por mulheres. Saindo desta campanha e permanecendo nas redes sociais é muito fácil encontrar dezenas de milhares de fotos, e este é apenas um exemplo, de mulheres que usam o corpo (e a pouca roupa) para promover o exercício físico. E abordo isto apenas para trazer as mulheres para a discussão.

O caminho mais fácil seria dizer que a culpa da objectificação da mulher é da inteira responsabilidade do homem. Ou das campanhas publicitárias. Mas esta campanha, ou a autora da mesma, mostra que também elas são responsáveis por diversas campanhas. As imagens nas redes sociais mostram também que muitas mulheres não precisam de homens que as tratem como objectos porque conseguem fazer isso sozinhas. Mas, e isto também tem de ser dito, a culpa delas não anula a culpa deles. Porque seria falacioso varrer a culpa para elas e sacudir as mãos como se nada fosse.

Muitos homens também têm culpa no cartório. Muitos homens (infelizmente) ainda tratam as mulheres como objectos. E isto pouco tem para discutir por ser a pura verdade. O ponto que esta campanha levanta, pelo menos quando se conhece a história da autora, é que também as mulheres têm culpa. Mas nem todas têm a capacidade, como Madonna Badger teve, de assumir o erro e corrigir aquilo que se critica nos outros.

Resumindo, e talvez seja um dos motivos pelo quais esta discussão será sempre actual, todos têm culpa. Todos cometem erros. A diferença, pelo menos uma pequena mas importante parte dela, está nas pessoas que querem que o outro lado do mundo mude aquilo que criticam enquanto não percebem que seria muito mais fácil mudar aquilo que se faz de errado.

ter opinião não é ser do contra

Um das coisas que mais aprecio numa pessoa é que tenha opinião. Não necessariamente sobre tudo. Porque isso já é entrar naquele domínio das pessoas que não gostam de ficar para trás, porque é isso que acham que acontece, quando nada têm para acrescentar a uma conversa. E estas pessoas são aquelas que acrescentam sempre algo a uma conversa, mesmo naquelas em que não estão a participar, apenas ouvem duas pessoas conversar mas acabam por sentir a necessidade de dizer algo.

Gosto de pessoas que tenham opinião, especialmente daquelas que sabem argumentar a sua opinião. Não é necessária uma qualquer tese com fundamentos científicos que ninguém consegue refutar. Basta apenas que saiba defender aquilo em que acredita com algo mais do que um vazio “porque sim” ou “porque não”, algo que é aceitável e compreensível até certa idade mas que a partir de determinado ponto só faz com que a pessoa fique despida de credibilidade e revele ausência de argumentos.

Gosto de pessoas que não vão em carneiradas apenas porque sim. Isto no sentido de que não têm problemas em deixar de olhar para um quadro que capta a atenção das restantes dez pessoas que estão na mesma sala. Tal como gosto de pessoas que não abandonam as carneiradas apenas porque sim. Gosto de pessoas que não olham para o mesmo quadro que atrai a atenção das outras por um motivo mais válido do que tentar mostrar que se é diferente. Ou seja, que não se olhe quando até se tem vontade de olhar, apenas na esperança de que os outros dez notem a sua diferença. Gosto que a pessoa que está numa posição diferente das restantes saiba explicar o motivo pelo qual prefere observar outro quadro.

Ter opinião não é ser do contra. Ou pelo menos, uma coisa não exige a outra. E não tem qualquer credibilidade quando não existem argumentos que justifiquem o ser do contra. Ter opinião é muito mais do que isso. Vai muito além do tentar que mostrar que sou diferente (quase sempre na esperança de ser melhor e superior) do que os outros. Tal como uma pessoa não deixa de ter opinião quando diz a outra que concorda com determinado ponto de vista que é igual aquele em que se acredita. Ter opinião é visto como ser do contra mas vai muito além disso. A distância é tão grande que muitos perdem-se no caminho e contentam-se com o ser do contra.

os melhores 5:32 minutos que podem gastar hoje (não é preciso agradecer)

aceitas o desafio? (só para amantes de café)

Em média bebo dois cafés por dia, sendo que um deles faz parte da meia de leite que bebo ao pequeno almoço. Mas gosto de apreciar um bom café. Algo que é mais “fácil” para mim por não colocar açúcar no café. E digo isto porque sou da opinião de que todos os cafés sabem praticamente ao mesmo quando têm açúcar. Sem o açúcar a conversa é completamente diferente.

Não sei se é comercializado em Portugal mas existe um café que tem o sugestivo nome de Death Wish Coffee (imagem aqui) e que tem, como cartão de visita o facto de ser o café mais forte do mundo. Este café é feito de grãos de café robusta, que tem mais cafeína do que o arabica, que é, por norma, mais utilizado. O Death Wish Coffe garante ter mais 200% de cafeína do que aquela que se encontra numa normal chávena de café.

Os dados em torno do Death Wish Coffee fazem com que este produto resulte num interessante desafio. Caso te cruzasses com este café, o que farias?

a) Bebia, mas com “muito” açúcar;
b) Bebia, mas apenas misturado com leite;
c) Pedia outra marca, mais fraca;
d) Bebia e não queria açúcar nem leite que isso é coisa para meninos.

tanta coisa errada numa só imagem

26.1.16

a pior altura do ano para os “encalhados”

Diariamente recebo mais de uma dezena de emails dedicados ao Dia dos Namorados. São jantares aqui. São estadias ali. São programas para estes. E mais planos para os outros. Existe de tudo um pouco. Desde ofertas para os casais mais românticos do mundo até aos casais que se amam loucamente mas que vivem esta data de forma mais descontraída. E isto, que é perfeitamente normal quando se trabalha na minha área, faz com que esta provavelmente seja a pior altura do ano para os “encalhados”, rótulo que gostam de dar aos solteiros.

Imagino a pessoa que gostava de ter uma relação mas que ainda não encontrou a pessoa certa. “Celebre o Dia dos Namorados com um jantar extraordinário no restaurante X”, lê várias vezes aos dia. Imagino a pessoa que acabou um namoro de longa data recentemente. “Já tem planos para o Dia dos Namorados? Temos o programa ideal para si”, lê várias vezes ao dia. Ou aquela pessoa que tem ataques de nervos sempre que se depara com um casal apaixonado. “Onde vai ficar no Dia dos Namorados? O hotel Y tem preços especiais que incluem uma massagem a dois”, lê diversas vezes aos dias.

Muitas pessoas começam a lidar com a febre desta data lá para dia 10 de Fevereiro. Quem, como é o meu caso, tem uma caixa do correio profissional na área da comunicação, lida com este tipo de emails, e reforço que isto é normal porque é necessário contar com as publicações mensais que fecham edições com bastante antecedência, desde o início do ano. A regra será sempre separar o lado pessoal do profissional mas não deve ser nada fácil, para quem não gosta da data ou para quem não a celebra da forma que desejava, ser inundado com informações que preferia nunca receber. E o mesmo se aplica a qualquer data festiva ao longo do ano. No meu caso nada disto me incomoda. Aliás, até agradeço porque as informações são bastante úteis.

caiu em desuso mas sabe tão bem

“Obrigado” é algo que caiu em desuso. O acto de agradecer o que quer que seja parece ser um luxo ao qual muitos não se querem dar. Por isso não agradecem nada. Quanto muito oferecem um tímido sorriso que acreditam substituir o obrigado. E não o dizem porque acham que já está implícito em algum gesto ou simplesmente porque não têm de agradecer o que quer que seja. Por isso sabe muito bem quando me cruzo com pessoas que ainda dizem “obrigado” diversas vezes, quando apenas uma bastava. Que dizem “nunca tinha feito um trabalho tão giro” e que saem de perto de mim com um sorriso nos lábios. Assim vale a pena trabalhar. Fazem falta mais pessoas assim. Obrigado a vocês.

e o pior fato de carnaval deste ano é...

Alguns sites já acabaram com a comercialização mas outros continuam a vender aquele que tem tudo para ser o pior fato de Carnaval deste ano. Disponível para menino e menina, dos quatro aos doze anos. Custa pouco mais de 24 euros (19,7 no tamanho 4-6 anos).

a nova moda nas dietas

Início do ano e a Primavera são provavelmente as alturas do ano em que mais pessoas dão início a uma dieta/plano alimentar. Agora, porque do final do ano vem a promessa de mudança e na Primavera porque o Verão está mesmo a chegar. E se no Verão existem modas no que aos biquínis diz respeito, apenas para dar um exemplo, também nesta altura do ano existem novas tendências para as dietas, até porque nem todas as pessoas têm facilidade em manter a silhueta que tanto desejam e também porque existem pessoas que se adaptam melhor a determinado plano alimentar.

Uma das grandes tendências alimentares nesta altura do ano é o juicing, uma alimentação feita à base de sumos naturais que são confeccionados com frutas, vegetais, sementes e ainda outros suplementos de origem orgânica. Este plano alimentar é dos mais populares com bastantes seguidores. Mas parece que o juicing tem os dias contados.

O souping está a roubar seguidores ao juicing. O nome não engana e trata-se de um plano alimentar em que só é permitido comer sopa. E o que não falta na Internet são receitas para quem pretende seguir este tipo de regime alimentar. E opiniões sobre ambos apontam para que o souping seja uma melhor escolha porque as sopas retêm as fibras e também porque os sumos têm um baixo índice glicémico o que motiva picos de insulina que originam fome. Na altura do frio as sopas fazem ajudam a que a pessoa se sinta mais cheia e satisfeita.

Mas também não basta querer comer sopa. Existem dicas a ter em conta. Por exemplo, sopas instantâneas costumam ter muito sal e conservantes. Se as sopas são aquecidas com temperaturas exageradamente elevadas acabam por perder alguns nutrientes e vitaminas, algo que lhes “rouba” o selo de saudável. A melhor opção são sopas caseiras pois neste caso quem faz controla tudo.

Planos alimentares como estes não costumam ser bem recebidos. Existem sempre críticas. Confesso que não sou fã do juicing, nem era capaz de seguir um plano assim. Consigo ser um maior adepto do souping mas para mim a sopa é ideal para o jantar sendo que não abdico de um almoço mais rico. Acredito que a melhor opção passa sempre pela moderação e por pequenos ajustes alimentares. Foi o que fiz e, sem nunca deixar de comer aquilo que me apetecia, perdi o peso que desejava.

vai vir charters (ele é que sabia)

Não sei se ainda está presente na memória de todos mas quando Paulo Futre foi candidato à presidência do Sporting disse algo como “vai vir charters da China” para ilustrar a sua aposta em contratar jogadores chineses para representarem os leões. Futre perdeu as eleições. Os charters nunca vieram. Mas agora acontece algo que faz com que todos os portugueses recuperem a mítica frase do antigo jogador.

Não há volta a dar. O futebol português é fraco. Quando se compara a nossa liga com as restantes europeias ficamos a perder em quase tudo. E o espelho disto são jogos com cerca de 600 pessoas no estádio. E ordenados em atraso. Clubes que contratam a prometer aquilo que sabem não conseguir pagar. E por aí fora. As polémicas fora do campo são mais do que muitas e todo este ambiente acaba por ser pouco atractivo para os investidores quando aqui mesmo ao lado, noutra liga qualquer, o investimento terá sempre melhor retorno.

Por isso, tiro o meu chapéu a quem consegue atrair investidores para o futebol português. Mas, por outro lado, não pode valer tudo para o conseguir. Não podemos baixar as calças só para ter dinheiro no nosso futebol. E é mais ou menos isto que Pedro Proença conseguiu fazer ao assinar um contrato com a Ledman, uma multinacional chinesa que irá patrocinar a nossa II Liga. A acordo prevê que o campeonato passe a ter o nome da empresa. Até aqui tudo bem, tal como a verba anual a ser distribuída por todos os clubes. O pior é o resto.

Este contrato obriga a que sejam incluídos dez jogadores chineses nos dez melhores clubes do campeonato sendo que existe uma “obrigação” de que estes jogadores joguem, de modo a evoluir. Se um clube colocar o jogador chinês a jogar durante 90 minutos recebe 2000 mil euros por jogo. Se jogar 30 minutos tem direito a 1000. Existem ainda três treinadores adjuntos chineses que também vão ter de ser colocados nos clubes.

Se nada tenho contra o patrocínio e contra o dinheiro dado aos clubes, mas sou contra a obrigação de inclusão de jogadores chineses. Simplesmente porque acredito que isto vai mudar as equipas. Tal como sou da opinião de que devem jogar os melhores. É certo que podem dizer que existem “arranjinhos” entre empresários, presidentes e treinadores. Mas, caso existam, são feitos às escondidas e olhos que não vêem, coração que não sente. Este acordo faz com que tudo seja feito à “descarada”. Por exemplo, o clube terá de optar entre ter um bom jogador a jogar ou um inferior que garante um encaixe de dois mil euros por jogo (caso seja titular).

Estas medidas vão fechar ainda mais as portas aos jovens jogadores portugueses que são cada vez mais colocados de lado. É pena que se olhe para os nossos campeonatos como se a única coisa que lhe falta é dinheiro. Quando não é! E dou sempre o exemplo do futebol inglês. Os jogadores com passaporte europeu podem jogar em qualquer clube. Os jogadores não comunitários têm de provar o seu valor para jogar. Neste caso têm de ser presença assídua nas suas selecções. E esta medida promove a qualidade das competições ao mesmo tempo que não fecha as portas aos jogadores locais. E há muito que defendo que necessitamos de uma medida destas no nosso futebol. Os clubes não se endividavam tanto ao contratar jogadores estrangeiros de qualidade duvidosa ao mesmo tempo que passavam a apostar nos jovens jogadores portugueses que além do talento são muito mais baratos.

não havia necessidade

Pais que beijam filhos na boca é algo que não me incomoda. Incomodar é capaz de não ser a melhor escolha porque na realidade é algo que não me diz respeito. Dito de outra forma, não me faz confusão quando vejo um pai beijar o filho na boca desde que a criança ainda seja pequenina. Não sei precisar a idade em que isso deveria acabar mas acho que a partir de determinado momento não faz sentido, aos meus olhos, um pai continuar a beijar o filho na boca. E refiro-me a fazer isto em público.

E se há algo que não faz mesmo sentido (no sentido de não ser apropriado em público) é uma filha beijar o padrasto na boca. Ainda para mais quando a filha tem 33 anos e o padrasto 54. E ainda mais quando ambos são figuras públicas. No caso, a filha é Cléo Pires e o padrasto, Orlando Morais. E como se tudo isto não bastasse, quando existem rumores de que com apenas 15 anos a filha manteve uma relação amorosa com o padrasto.

Até porque, pouco tempo antes, Cléo Pires lamentou o dia em que foi tornado público um suposto romance entre ambos. “Aos 15 anos passei por uma situação que me levou ao fundo do poço. Alguém infeliz inventou uma história cruel e nojenta que alimentou a maluquice de muita gente. Forjaram uma nota dizendo que minha mãe tinha entrado em casa e tinha flagrado eu e meu pai (Orlando Morais) na cama transando”, partilhou nas redes sociais, em legenda à capa da publicação (revista Veja) que dava eco à polémica história.

Agora, para assinalar o aniversário do padrasto a actriz entende que a melhor forma de o fazer é com uma fotografia em que ambos dão um beijo na boca. Algo que levou a que muitas pessoas aconselhassem a que não o tivesse feito por considerarem que amor de pai e filha (sobretudo naquela situação específica) não se prova com beijos na boca. Defendem, estas pessoas, que um abraço teria um significado muito mais especial do que um beijo na boca.

Como referi no início do texto não me diz respeito se um pai e uma filha, mesmo nestas condições, se beijam na boca. Isso é com eles. Entendo apenas que existem comportamentos que devem ser mantidos em privado. Também não tenho nada contra casais que gostam de se beijar e apalpar loucamente mas acho que não o devem fazer, e estou a referir-me aqueles beijos quentes e demorados, por exemplo na mesa de um café ao lado de outros clientes. Neste caso específico, acho apenas que não existia necessidade de recuperar uma história que a marcou pela negativa (e que já estava esquecida) para depois alimentar a mesma com a partilha de um beijo na boca entre ambos. Como diria Diácono Remédios, “não havia necessidade”.

o diário a rum ou a vida de um jornalista

Existem filmes indicados para ver a dois. Existem filmes para fazer rir. Outros para fazer chorar. E ainda mais alguns para meter medo. Existem filmes para todos os gostos e para tudo e mais alguma coisa. E, para mim, O Diário a Rum é um filme que também merece ser colocado num determinado grupo. Mais especificamente no grupo dos jornalistas e profissionais da área da comunicação.

Não sendo um filme extraordinário, O Diário a Rum (2011) consegue ter aquela que considero ser uma das melhores prestações de Johnny Depp. Mas, e esquecendo o protagonista, considero que é daqueles filmes que todos os jornalistas deveriam ver. E o mesmo se aplica a quem tem o desejo de trabalhar na área. E digo isto porque qualquer pessoas que já tenha passado por uma redacção irá rever-se em diversos momentos do filme.

São as conversas do colega sobre os outros. São as conversas do colega sobre o local de trabalho. São as conversas sobre o chefe. É a conversa do chefe sobre aquilo que pretende para a publicação. É o jornalista que deseja fazer determinado trabalho mas que ouve o chefe dizer "esquece lá isso". São as ideias que, sendo boas, ficam na gaveta, porque vão mexer com algo que não é suposto mexer. São os palpites para o tempo que a publicação ainda dura. E qualquer um destes momentos (vários ou mesmo todos) vão ser familiares a qualquer jornalista. Tal como determinados jogos de interesses que se jogam nos bastidores.

À parte disto é um filme divertido e leve, com um bom elenco, que vai muito além de Johnny Depp. Tem uma fotografia de fazer inveja a muitos filmes e, como já tinha referido inicialmente, um bom desempenho do famoso pirata das caríbas. Por fim, e apenas como curiosidade, foi neste filme que Johnny Depp e Amber Heard, agora marido e mulher, se apaixonaram.

25.1.16

e é isto...


Brincadeiras à parte, considero que um eventual boicote de actores e realizadores negros aos Óscares não faz qualquer sentido. E posso começar por pegar na foto de Leonardo DiCaprio para falar em injustiças. O actor, de 41 anos, há muito que merece ganhar um Oscar e ficou para trás de forma injusta em diversas edições. Recordo-me também de Ben Affleck, que viu o seu filme Argo ganhar o Oscar para Melhor Filme mas que foi cortado da lista de melhores realizadores. Ou, e apenas para dar mais um exemplo, Sean Penn que chegou a dizer que não ia a cerimónias porque ganhavam sempre os mesmos.

E podia, entrando sempre em considerações pessoais, falar de Glenn Close, Gary Oldman, Alan Rickman ou Richard Gere, que também nunca conquistaram uma estatueta e que o poderiam ter feito. E poderia dizer o mesmo de Samuel L. Jackson, Will Smith (que curiosamente nas suas duas nomeações perdeu para Forest Whitaker e Denzel Washington), Chiwetel Ejiofor e Don Cheadle (que perdeu a corrida para Jamie Foxx na sua única nomeação), entre tantos outros bons actores.

Transformar as questões da academia, que são sempre duvidosas pois cada um de nós olha para o cinema de forma diferente, em racismo é exageradamente injusto. Não merecem esse tratamento os actores brancos que foram nomeados para este ano tal como não merecem os actores negros que trabalham em Hollywood. É, ou deveria ser, tudo uma questão de qualidade e aqui é que deveria estar a discussão.

a ordem natural das coisas não envolve gays nem mulheres que abortam

O veto de Aníbal Cavaco Silva à alteração da lei do aborto e à adopção por casais gay trouxe novamente para a praça pública a discussão em torno de dois assuntos tão sensíveis. E apesar de estarmos em 2016 continua a existir muita gente que se mostra contra as alterações à lei do aborto e sobretudo à adopção por parte de casais gay porque isso vai contra a “ordem natural das coisas”, defendem.

Cada vez que ouço “ordem natural” fico a pensar no que é isso? Acredito que algumas pessoas queiram referir-se a filho que têm um pai e uma mãe. Mas será isto a tal “ordem natural” da vida? Mesmo supondo que a mãe é alcoólica e que o pai bate na mulher e no filho? Esta suposta “ordem natural” vai garantir uma maior felicidade à criança do que caso seja criada por um casal gay que resgata a criança de condições destas dando-lhe amor e uma melhor preparação para a vida.

E será que aquela “ordem natural” da mãe alcoólica e do pai violento impedem que o filho seja gay? Tal como será que uma educação dada por pais gays obriga a que o filho também o seja? Por outro lado, se queremos viver segundo a “ordem natural” das coisas não deveremos regressar aos tempos da cavernas de modo a viver como aqueles homens e mulheres viviam. É que foram os primeiros. E sendo assim, temos de respeitar a sua “ordem natural”. Ou será que vemos algumas coisas como evolução e uma igualmente natural alteração à tal “ordem natural” enquanto outras nunca podem ter acesso a uma espécie de clube privado avesso a determinadas mudanças?

Nos dias que correm existem cada vez mais crianças que são filhos de pais separados. É certo que continuam a ter um pai e uma mãe (ou não), mas também vivem fora da “ordem natural” das coisas, nem que seja do casamento que deveria ser até que a morte separe os pais. E isto já é uma grande mudança em relação aos meus tempos de escola em que poucas crianças eram filhos de pais separados. Isto para dizer que aquilo para que muitos olham como “ordem natural” do que quer que seja acaba por mudar com os tempos. E as pessoas têm de se adaptar às mudanças que vão tendo lugar ao longo dos tempos. É uma questão de mentalidades.

simba? que se f***, é só um cão

“Volta e meia os animais de estimação, mais especificamente os cães, são notícia. Infelizmente, na maioria dos casos só se dá destaque a um cão quando este morde/ataca alguém. Faz-se desse animal o maior mal que existe no mundo. Depois, quando um cão salva alguém, consegue algum destaque mas nunca o mesmo daqueles que morderam alguém e que meio mundo deseja que sejam abatidos. Depois, e infelizmente, surgem notícias em que os cães são as vítimas de maus tratos por parte de energúmenos. Mas, mesmo estes, só conseguem ser notícia depois de conquistar as redes sociais. Algo que aconteceu com Simba.

Para quem não conhece a história de Simba, trata-se de um Leão da Rodésia, que alegadamente terá sido assassinado com tiros de caçadeira por um vizinho que é caçador profissional. Andreia Mira, a dona de Simba, ouviu dois tiros de caçadeira e o ganir de um cão. Por precaução chamou Simba que acabou por aparecer ensanguentado, acabando por morrer nos seus braços. Esta história foi partilhada nas redes sociais por Diogo, marido de Andreia e a história tornou-se viral fazendo de Simba um símbolo da luta contra os maus-tratos a animais pois os donos estão dispostos a tudo para que seja feita justiça e nem as ameaças de morte de que foram alvo os irá travar.

Quando surgem histórias infelizes como esta surgem sempre (e em grande número) comentários de pessoas indignadas. Mas não estão indignadas com a morte do animal. Revoltam-se com o tempo de antena que é dado a um cão. “Simba? Que se f***, é só um cão”, é uma boa forma de resumir o modo de pensar destas pessoas. Pessoas essas que defendem que existem problemas muito maiores por resolver. Este modo de pensar faz com que estas pessoas vejam os maus-tratos a um animal de estimação como algo completamente banal e inferior.

Quem já teve um cão, e eu tive um durante 14 anos, sabe que não é apenas um cão. É um membro da família. E não é tratado como inferior apenas porque ladra. É tratado como mais um. É um dos nossos. Sofre-se tanto quando está doente como acontece com outro qualquer familiar. Planeiam-se férias a contar com ele. Dizer que é um membro da família é a melhor forma de resumir tudo. E quem já teve um cão saberá o bem que sabe chegar a casa e ser recebido com a maior alegria do mundo. Alegria essa que é pura e despida de interesses pois nada pedem em troca. Sei o que aquele casal está a sentir porque apesar de o meu cão não ter sido abatido, morreu nos “meus” braços. E sei o vazio que senti e que ainda sinto. Sei aquilo por que os meus pais passaram. Sei o que é entrar numa casa e ficar sempre à espera que ele apareça sabendo que isso não irá acontecer.

Quem nunca teve um cão e acha que não passa disso mesmo, de um cão, experimente ter um. Caso tenham coragem para isso. E predisposição para um amor como provavelmente nunca tiveram nas suas vidas. Ou percam algum tempo a ler relatos, como é o caso deste casal, de pessoas cujas vidas mudaram no dia em que decidiram ter um cão. Como foi o caso de Luís Franco-Bastos que já explicou isso mesmo nas redes sociais. O talentoso humorista é um bom exemplo daquilo que um cão adoptado, neste caso Balotelli, pode fazer por uma pessoa.

Quanto às pessoas que defendem que a morte de Simba não merece destaque porque existem problemas maiores. É um facto que existem problemas maiores. Mas isso não retira importância ao facto de um animal de estimação ter sido abatido com tiros de caçadeira. Não significa que se ignore o problema e que se olhe para o lado aceitando esta barbaridade como algo normal. E isto aplica-se a este caso como a todos os problemas considerados menores. E o problema nunca vão ser os problemas menores. O problema mais grave passa pelas mentalidades menores. Essas é que lixam isto tudo.”

Escrevi este texto no dia 24 de Março do ano passado (aqui). Hoje sorri ao saber que já está a decorrer, no Tribunal de Idanha-a-Nova, o julgamento do autor dos tiros que pode enfrentar uma pena de prisão que pode ir até dois anos e multa de 240 dias. Que a morte deste animal não tenha sido em vão. E que o julgamento não passe despercebido nas notícias e nas redes sociais.

a ana realmente malhoa

Para muitas pessoas ir ao ginásio significar ir “malhar”. Quantas pessoas que treinam com frequência já ouviram algo como “andas a malhar bem”, apenas para dar um exemplo. Na realidade malhar tem significados que vão das pancadas ao gozo passando pelo exercício físico, sendo que neste caso, a expressão é mais popular no Brasil. Depois de olhar para as mais recentes fotografias de Ana Malhoa, e tendo em conta o apelido da cantora, só me apraz dizer que realmente a Ana Malhoa. Fisicamente, como é evidente nas fotografias, e musicalmente pois parece que o próximo vídeo do seu mais recente tema conjuga ginásio e música.



Gosto de pessoas que promovem um estilo de vida saudável e a frequente prática desportiva. Podem ter os corpos mais trabalhados e tonificados, algo que agrada mais a uns do que a outros, podem passar mais tempo no ginásio, algo que é do agrado de algumas pessoas, ou podem também passar mensagens positivas em torno da alimentação. Resumindo, gosto de quem promove este estilo de vida, algo que acaba por ter sempre influência junto de alguém e que, em alguns casos, pode ser o ponto de partida para que alguém mude vida.

De resto, as coisas são os que são. Ana Malhoa não é das pessoas mais populares em Portugal. Talvez seja melhor dizer que não é das mais consensuais. Há quem aprecie o seu estilo e goste das suas músicas. Há quem critique tudo o que diz respeito à cantora. E com estas imagens passa-se exactamente o mesmo. Há quem defenda que é a mulher portuguesa mais sensual e há quem a considere artificial dos pés à cabeça. São opiniões.

portugal com tino (abstenção e não só)

Existem vários dados, em relação às eleições presidenciais, que podem ser analisados em separado. A começar, a esmagadora vitória de Marcelo Rebelo de Sousa. Acredito que poucas pessoas (se é que elas existem) tinham dúvidas da vitória. A questão era perceber se a vitória seria por muitos ou por poucos. E nem mesmo o facto de ter vencido em todos os distritos consegue ser surpreendente. Não existem dúvidas de que Marcelo Rebelo de Sousa é o Presidente desejado.

Marisa Matias não deixa de ser uma agradável surpresa. O seu honroso terceiro lugar será uma surpresa para algumas pessoas mas não para muitas. E é mais um reflexo do crescimento do Bloco de Esquerda e da influência que vai conquistando aqui e ali, isto depois de ter sido um partido que aparentava estar muito perto do colapso. Acho que Marisa Matias é vista como uma espécie de “sangue novo” na política nacional. O tal sangue novo que alimenta muitas pessoas, sobretudo de gerações mais novas.

O Partido Socialista volta a ser igual a si mesmo, tal como tinha acontecido nas legislativas se bem que aqui não há volta a dar aos resultados. Maria de Belém, a candidata oficial dos socialistas teve um dos piores resultados para um candidato apoiado pelo partido. Existia Sampaio da Nóvoa mas ficou a ideia de que o partido nem sabia muito bem quem apoiar. Uma estratégia diferente, e apenas com um destes dois candidatos, talvez tivesse um resultado maior. Na onda das desilusões está também Edgar Silva, um dos piores candidatos (tendo por base os números) apoiado pelo PCP.

Depois existe aquela que para mim é a grande surpresa da noite. E refiro-me a Vitorino Silva, o afamado Tino de Rans que conseguiu ser o sexto candidato mais votado, com 3,31% dos votos, ou seja, pouco mais de 150 mil votos (Edgar Silva teve mais de 177 mil). Durante parte da noite especulou-se que Vitorino Silva ficaria mesmo à frente do candidato do PCP e, por exemplo, no Porto teve 5% dos votos, batendo inclusivamente Maria de Belém.

Neste texto já tinha dado a minha opinião sobre Vitorino Silva. Volto a dizer o mesmo pois considero que tem muito para dar à política e este resultado, tendo em conta a fraca mediatização da campanha, revela isso mesmo. Com o certo polimento político Tino pode vir a dar muito que falar. Sempre que digo isto aparecem pessoas que dizem que Vitorino Silva é “burro” e que, por exemplo, nunca poderá ser Presidente. Quando digo que Vitorino Silva pode ser importante na política não significa que defenda que vá ser Presidente da República ou Primeiro-Ministro. Mas a política vai muito além destes dois cargos. E é nesse sentido que digo que Tino de Rans, um homem do povo que poucas pessoas levam a sério, pode ser muito bem aproveitado politicamente. E com ele chegam muitos votos.

Por fim a abstenção. Mas esta já não me surpreende em Portugal. Somos um País de inconformados. Mas inconformados de café e de discussões com amigos. Todos sabemos o que está mal em Portugal. Todos sabemos o que deveria ser feito. Todos discutimos política com amigos. Até que surge a pergunta: “votaste para mudar algo?” e a maioria das pessoas perde qualquer argumento quando a única resposta que tem para dar é “não fui votar”.

estar no sítio certo à hora certa

Estar no sítio certo à hora certa é meio caminho andado para que a vida de alguém possa ter uma mudança radical. E este ditado popular pode significar diferentes coisas. Existem histórias de manequins que foram descobertas nos mais diferentes locais. Existem jogadores de futebol que tiveram a sorte de ser vistos por determinada pessoa num determinado jogo. Existem actores que deram início à carreira devido a um conjunto de factores inesperados. E isto pode tudo resultar no tal ditado de estar no sítio certo à hora certa.

Nos dias que correm, o sítio certo e a hora certa estão ligados às redes sociais. Que com uma imagem e uma simples frase conseguem ter o poder necessário para que tudo mude. Num passado recente Justin Bieber ficou fixado com a imagem de uma desconhecida. Partilhou uma imagem do seu rosto na sua conta instagram, escrevendo, na legenda da fotografia "oh meu Deus, quem é ela?!" E isto foi o suficiente.

A jovem é Cindy Kimberly, uma espanhola que vive em Madrid. Cindy, que passou a ser mundialmente conhecida, estuda e trabalhava como babysitter por 3,80 euros à hora. Agora vai participar num desfile da Semana da Moda de Madrid e o seu telefone não para de tocar com todo o tipo de propostas e ofertas de emprego. Só foi necessário estar no sítio certo à hora certa. Neste caso, no instagram certo e tudo mudou!

24.1.16

como fazer ciúmes ao ex-namorado

1 – Envolver uma amiga.
2 – Pedir (à amiga) que partilhe uma foto nas redes sociais.
3 - Convém que exista nudez e ousadia na imagem que se dá à amiga para que esta partilhe.
4 – Fingir que a partilha da imagem e o conteúdo da mesma são apenas coincidências.
5 – Esperar que a fotografia tenha muito sucesso nas redes sociais.
6 – Esperar também que o namorado tenha ciúmes e lamente o que está a perder.

(Receita de Kate Hudson)

nunca é demais relembrar

Hoje é dia de eleições. Não custa nada dedicar parte do dia para votar naquele que se considera ser o melhor Presidente da República para suceder a Aníbal Cavaco Silva. Os candidatos são diversos e defendem ideias mais ou menos diferentes. Basta apenas votar. A diferença faz-se com esse simples gesto. Deixo aqui o meu apelo ao voto.

23.1.16

duas coisas na mesma questão

Ao que parece, e segundo a imprensa espanhola, Sara Carbonero terá sido insultada na ruas do Porto. A mulher de Iker Casillas foi abordada por um suposto grupo de adeptos portitas que lhe terão dito “Quem achas que és? A nova Victoria Bekcham?” Estas palavras foram ouvidas pela espanhola enquanto andava às compras. E supostamente estão ligadas à insatisfação dos adeptos do dragões após o erro de Casillas que custou a derrota no jogo em Guimarães. A imprensa espanhola que deu conta da notícia insinuou que “está à vista que, em Portugal, alguns ainda não se acostumaram a semelhante grau de estrelato galáctico no planeta futebol”.

Considero que isto é misturar duas coisas distintas na mesma questão. A primeira diz respeito à paixão que existe em torno do futebol e que altera o discernimento de algumas pessoas. Foi Sara Carbonero por ser mulher de Iker Casillas, que por acaso deu um enorme “frango” no seu último jogo ao serviço do Porto. Se fosse outro guarda-redes seria outra mulher a ser alvo da ira dos adeptos. E quanto maior o ordenado e menor a prestação, maior a ira. E os adeptos que fazem este tipo de coisas acabam por não ter o discernimento necessário para separar a carreira do guarda-redes espanhol da vida pessoal da sua mulher que não é jogadora do clube e que não tem culpa que Casillas não agarre a bola.

Por outro lado, aquele comentário de que alguns portugueses não estão habituados a estrelas é completamente absurdo. Ou a imprensa espanhola está esquecida dos tempos difíceis que o guarda-redes espanhol viveu, dentro e fora do campo, ao serviço do Real Madrid, clube onde não faltam estrelas? Esquecem-se do tratamento que os espanhóis davam ao casal? E esquecem-se também, que mesmo não jogando por cá, Portugal tem aquele que é considerado o segundo melhor jogador do mundo e um atleta muito mais mediático do que Iker Casillas.

A questão aqui é apenas uma. A paixão pelo futebol que altera a razão a alguns adeptos. E isso acontece no Porto, em Lisboa, em Madrid e em tantas outras cidades europeias e mundiais onde o futebol é vivido com muita paixão. Isto não tem a ver com os portugueses, com parte deles, nem com os adeptos (em geral) do Porto. Tem si a ver com o futebol. Misturar as coisas e dizer que os portugueses não estão habituados a estrelas é absurdo. E não deixa de ter a sua piada que defendam Iker Casillas agora quando passaram anos a culpa-lo de tudo e mais alguma coisa no Real Madrid. Até Sara Carbonero foi considerada culpada de problemas no balneário do Real Madrid.

22.1.16

é isto que vai acontecer nas próximas horas


É o que dá ter um jantar marcado com gente boa. E não sou pessoa de beber só por beber. Para mim, vinho (e tantas outras bebidas alcoólicas) só faz sentido quando partilhado com pessoas especiais durante conversas igualmente especiais. E é isso que vai acontecer nas próximas horas.

depois do menino de 11 anos, a escrava sexual de 14

Cada vez mais ler notícias dá-nos a sensação de que este mundo está louco. Isso ou o facto de o universo online dar destaque a problemas que não são de agora mas que têm uma maior destaque e alcance devido ao poder do universo online. Ontem descobri a triste história de um menino espanhol de apenas onze anos que decidiu colocar um ponto final na sua vida (texto aqui). Hoje descubro a história de uma menina britânica que é igualmente um murro no estômago.

Megan Stephens (não é o seu nome verdadeiro) tinha apenas 14 anos quando foi de férias com a mãe para a Grécia. Na altura, e numa noite em que frequentou um bar de praia, conheceu um jovem albanês, de seu nome Jak, por quem se apaixonou. Megan explica agora que fazia parte de uma família disfuncional (os pais tinham problemas de alcoolismo) e que o seu grande desejo, a roçar o desespero, era ser amada. Volto a dizer que tinha apenas 14 anos.

Como aquela ideia de amor conseguiu convencer a mãe de que o futuro de ambas passava pela Grécia. Como tal, não regressaram ao Reino Unido. A sua mãe foi viver com o dono do tal bar e Megan acabou a viver com Jak que a tratava bem e era encantador, explica agora a um jornal inglês. O encanto mudou. O homem adorável deu lugar a outro controlador e surgiu a possibilidade de se mudarem para Atentas onde Jak tinha um primo que garantia emprego a ambos em cafés locais.

Na realidade, Megan acabou envolvida numa rede de tráfico sexual. Em conversa com o The Guardian, a jovem, agora com 25 anos, recorda a primeira vez em que foi violada. O namorado deu-lhe uma caixa de cartão que tinha de entregar em determinada morada. Quando lá chegou foi recebida por um homem que a encaminhou para um quarto, sem janelas, onde estava uma câmara de filmar montada num tripé. Foi violada. A violação foi filmada e no final o homem pagou-lhe. Nesse momento abriu a caixa e percebeu que estava cheia de preservativos. Megan diz que esta foi a primeira vez que teve relações sexuais.

Dali até trabalhar como prostituta em bordeis (ou ruas) de Itália foi um instante. Megan recorda ainda a noite em que teve relações sexuais com 110 clientes num espaço de 22 horas, acabando por ficar doente, algo que levou o proxeneta a encerrar o bordel. Em seis anos contraiu sífilis seis vezes. Foi também obrigada pelos traficantes a enviar postais à mãe onde dizia estar bastante feliz com a sua vida (escondendo a prostituição).

Megan acabou por ajudar uma jovem polaca a fugir com um cliente mas assume que nunca lhe passou pela cabeça fazer isso. Diz também que este testemunho serve para que as pessoas compreendam que não é fácil fugir de uma realidade daquelas. Megan foi detida mas nunca teve coragem para contar o que quer que fosse por ter medo do seu futuro bem como da sua mãe. A sua “salvação” foi um ataque psicótico que levou a que estivesse internada três meses, altura em que contou tudo, em que a sua mãe foi alertada e em que regressou ao Reino Unido.

O regresso foi tudo menos fácil. Consumo excessivo de álcool e relações amorosas mal sucedidas marcaram o regresso da jovem. Acabou por ir para um centro de apoio e arranjou emprego. Agora, com 25 anos e sóbria há sete meses, decidiu escrever um livro e contar a sua história. Tem ainda o desejo de abrir uma instituição de caridade para ajudar pessoas que tenham passado pelo mesmo.

No texto do menino espanhol dei conta do medo provocado pela lucidez de um jovem que encontra na morte a única solução para não ir ao colégio. Assusta-me igualmente que uma menina de 14 anos tenha como objectivo ser amada por alguém e que esse desejo signifique convencer a mãe a ficar num país diferente assim que conhece um homem. E assustar-me que ao longo de seis anos, com “dias” em que tem de ter relações sexuais com mais de uma centena de homens, tenha o discernimento necessário para ajudar uma amiga a fugir mas que não tente essa solução para si. É tudo muito assustador!

o tamanho importa? sou dotado? acabou o mito...

O tamanho importa ou não? Afinal sou ou não dotado? E sim, estou a falar disso mesmo em que estás a pensar neste momento. Refiro-me ao tamanho do pénis e à quantidade de mitos que existem em torno deste assunto. Quanto ao tema da importância do tamanho, talvez seja melhor perguntar às mulheres. Porque isso dependerá sempre de cada uma delas. Mas pelo menos a polémica em torno do ser (ou não) bem dotado pode ter finalmente um final.

Isto porque um estudo britânico publicado no International Journal of Urology apresenta a média de todas as medições efectuadas ao longo dos últimos anos (em ambiente científico) na Europa, Ásia, África e Estados Unidos da América. E sem demoras avanço para os valores. Diz que o tamanho médio do pénis, quando erecto, é de 13,12 centímetros. Quando está flácido o tamanho médio é de 9,16 centímetros.

De acordo com este estudo somente 2,28% dos homens têm um pénis considerado anormalmente pequeno. Curiosamente, a mesma percentagem diz respeito aos homens que têm um pénis considerado exageradamente grande. Resumindo, quase todos os homens estão na média. Deste estudo fazem parte outros vinte sendo que a maioria dos homens analisados tinham ascendência europeia. O estudo avança ainda que não existe uma relação entre raça e tamanho do pénis, um dos grandes mitos deste tema.

Um dos objectivos deste estudo é colocar um ponto final na insegurança (injustificada) de muitos homens que acreditam ser pouco dotados. O outro diz respeito ao fabrico de preservativos mais seguros e confortáveis. Por isso, uma mensagem para os homens: a probabilidade de estarem dentro da média é enorme. E uma mensagem para as mulheres: a probabilidade deles serem pouco dotados ou exageradamente dotados é igualmente diminuta. Acho que a discussão, no que ao este tema diz respeito, deve dizer respeito ao uso e não ao tamanho.

já passaram oito anos...

Recordo-me como se fosse hoje de entrar na redacção e de um colega me ter dito que tinha morrido o Heath Ledger. Ainda pouco se sabia sobre a morte, especulava-se em torno de droga, algo que não se confirmou. Parece que foi ontem mas faz hoje oito(!!!) anos que morreu Heath Ledger. Falando apenas de cinema fica a sensação de que ficou tanta coisa de qualidade por fazer. Para a história fica o melhor vilão de sempre (e a melhor longa-metragem) de um filme Batman.

só és uma mulher real se passares no underboob challenge

Existem alguns momentos em que cometo o erro, e isto já aconteceu vezes sem conta, de acreditar que já descobri aquilo que havia para descobrir. Ou que pelo menos não ficarei excessivamente surpreendido com alguma novidade. Até que o “mundo” me dá um par de bofetadas ao mesmo tempo que se ri na minha cara e diz: “aprende que ainda vais ficar boquiaberto muitas vezes”.

Algo que aconteceu com a última tendência que está a multiplicar-se nas redes sociais, sobretudo na China, um pouco por todo o mundo. Esta tendência, chamo este nome porque é assim que é descrita, destina-se a mulheres. Especificamente às mulheres reais que querem provar isso mesmo. Aliás, só as mulheres reais é que conseguem ultrapassar esta prova.

O nome é Underboob Pen Challenge e não deixa margem para dúvidas. Consiste em colocar uma caneta (há que vá mais além e recorra a objectos maiores) presa numa das mamas. Segue-se uma selfie e a necessária partilha numa rede social sem esquecer a hashtag #underboobpenchallenge. As mulheres que conseguirem cumprir estes requisitos podem ficar descansadas que são reais. Quanto às outras... temos pena mas ainda não é desta que são vistas como mulheres reais. Deixo uma foto de uma mulher real que passou o teste.

21.1.16

tudo poderia ser diferente

Há muito que Vitorino Silva, o célebre Tino de Rans, se transformou num fenómeno nacional. Em 1993 e 97 o então calceteiro foi eleito Presidente da Junta de Freguesia de Rans. Uns anos mais tarde, em 1999, salta para a ribalta com o seu discurso num congresso do PS que acaba com um caloroso abraço a António Guterres. Desde então lançou um livro, um disco e participou em programas de televisão e reality shows. Também perdeu eleições e agora candidata-se a Presidente da República.

Não tenho dúvidas de que Vitorino Silva não vai ser o próximo Presidente da República. Mas acredito que tem potencial para ser mais do que aquilo que é neste momento, um candidato a quem muitas pessoas acham piada mas não mais do que isso. Vitorino Silva tem algo que nem todas as pessoas conseguem ter que é uma ligação forte com o povo. As pessoas gostam de políticos assim. Gostam do lado real e da partilha das lutas diárias das pessoas. Tem também uma presença em televisão que faz com que seja reconhecido.

Mas não tem o resto. E nesta equação o resto faz uma grande diferença. Toda a diferença. Não tem o “polimento” político necessário para uma luta destas. Tem um discurso político modesto e que as pessoas não levam a sério. E tudo isto faz com que provavelmente muitas pessoas não apostem em si. Acredito que com uma campanha desenvolvida pelas pessoas certas nos lugares certos tudo poderia ser diferente. Um discurso político acertado, uma imagem política correcta sem descurar aquilo que o une ao povo faria de Vitorino Silva um candidato completamente diferente.

Não digo que isso bastasse para ser Presidente da República. Porque de certeza que não bastava. Mas numa altura e num País em que as pessoas estão cada vez mais fartas de políticos que prometem, prometem, falam, falam mas que acabam por ser todos iguais, um Tino consegue ser, para muitas pessoas, uma espécie de lufada de ar fresco político. E com alguns melhoramentos poderia ser levado mais a sério.

duas imagens, dois desafios

Primeira imagem. Irina Shayk na nova campanha da Givenchy ao lado de um modelo. Numa das fotos da campanha (a que aqui partilho) muitas pessoas confundiram o modelo com Cristiano Ronaldo, ex-namorado da manequim russa. Neste caso faço parte dos que foram “enganados”. Quando vi a imagem pela primeira vez encontrei o Cristiano Ronaldo de barba. Na realidade o modelo dá pelo nome de Chris Moore


Segunda imagem. Adriana Santana, uma concorrente do Big Brother Brasil, partilhou uma fotografia da sua barriga de grávida nas redes sociais. Gerou-se uma pequena polémica pois “meio mundo” garante que se vê o bebé na barriga da brasileira. Em dois sites distintos encontrei dois desenhos, igualmente distintos, dos supostos bebés que as pessoas conseguem vislumbrar. Neste caso faço parte da suposta minoria que não vê nada mais do que uma mulher grávida.

últimas palavras de um menino de 11 anos antes de se suicidar

“Papá, mamã, estes 11 anos que estive com vocês têm sido muito bons e nunca os esquecerei tal como nunca vos irei esquecer. Papá, tu ensinaste-me a ser uma boa pessoa boa e a cumprir promessas, tal como brincaste muito comigo. Mamã, tu cuidaste muito de mim e levaste-me a muitos sítios. Os dois são incríveis e juntos são os melhores pais do mundo. Tata (irmã), aguentaste muitas coisas por mim e pelo papá. Estou muito grato e gosto muito de ti. Avô, tu sempre foste muito generoso comigo e preocupaste-te comigo. Gosto muito de ti. Lolo, ajudaste-me com os trabalhos de casa e sempre me trataste bem. Desejo-te muita sorte para que possas ver Eli. Digo-vos isto porque não aguento mais ir ao colégio e não há outra maneira de não ir. Espero que um dia sejam capazes de me odiar um pouco menos. Peço-vos que não se separem pois só a ver-vos juntos é que serei feliz. Sentirei saudades vossas e espero que um dia nos venhamos a encontrar no céu. Adeus para sempre.

Ah, mais uma coisa, espero que encontres trabalho depressa Tata.

Diego González”

Esta carta foi escrita por um menino de apenas, reforço, apenas onze anos que se atirou de uma janela de um quinto andar. Especula-se que Diego fosse vítima de bullying e foi agora conhecida uma outra história de uma aluna do mesmo colégio que se tentou matar.

Espanta-me a “frieza” de uma criança de onze anos que consegue ter a lucidez para escrever uma carta destas antes de colocar um ponto final na própria vida. Assusta-me tudo aquilo que pode levar a uma situação destas e que poderá ocorrer em tantos espaços onde os pais não têm qualquer controlo. Fico com medo da forma como algumas crianças de tenra idade lidam com situações de maus tratos, escondendo dos progenitores aquilo que se passa. E não imagino a dor dos pais que são obrigados a ler uma carta destas escrita por um filho de apenas onze anos.