14.12.16

mimar os filhos no natal. certo ou errado?

Emma Tapping é mãe de três filhos. E decidiu que vai dar, neste Natal, 96 presentes a cada um dos três filhos. Exagero? “Se me perguntarem se mimo os meus filhos, não digo que não o faça durante o Natal, mas não o costumo fazer durante o ano”, diz. Explica ainda que a reacção dos filhos ao abrir os presentes “compensa” o esforço e o dinheiro gasto nos mesmos.

Esta situação reacende uma discussão tão tradicional como esta quadra. Dar muitos presentes aos filhos é bom ou não? É algo que depende apenas das possibilidades monetárias dos pais ou vai muito além disso? E pais que dão menos presentes gostam menos dos filhos? Tudo isto é discutido nesta época. E como em todos os temas que envolvem pais e filhos, existem muitas respostas possíveis.

Não acho necessário que uma criança receba apenas um presente. Não me choca que os pais decidam isto. Tal como não me choca que recebam mais alguns. Mas sempre de forma moderada e doseada. Isto porque uma criança que recebe dez presentes acaba por não ligar à maioria deles. Provavelmente acaba fixada em apenas um e ignora os outros. Uma criança que receba 96, ainda por cima com mais dois irmãos a receber igualmente 96, nem se irá recordar dos últimos dez, quanto mais dos 96 presentes.

E não fico convencido com a explicação da reacção. Porque a reacção das crianças será sempre (pelo menos na maioria dos casos) apaixonante para os pais. Por outro lado não defendo que pais que dão menos presentes gosta menos dos filhos. Compreendo também que para pais com muito dinheiro se torne complicado saber impor um limite a um desejo dos filhos (ou dos próprios pais).

Neste domínio gosto de pais que são selectivos no momento de oferecer presentes aos filhos. E que escolhem os momentos em que dão os presentes, de modo a que cada um deles seja valorizado de forma especial. Se isto é fácil? Talvez não seja para alguns pais. Se estes pais são melhores do que os outros? Também não creio que seja por aí. São opções. E humildemente acredito que dar 96 presentes não é a melhor opção para a criança.

2 comentários:

  1. Como mãe e desde que o sou que me preocupo com os bens materiais e a importância que a sociedade lhes dá.
    A minha filha de 6 anos recebeu pouquissimos presentes embrulhados de nós, os pais. No Natal deste ano irá recener o primeiro presente embrulhado que lhe damos, em 6 anos.
    Todos os seus aniversários lhe oferecemos a nossa companhia durante todo o dia,escolhemos um meio de tranaporte para viajar e fazemos um passeio "diderente" com ela. Este ano seria a vez do avião mas o mano bebé nasceu em Fevereiro e em Setembro (data do aniversario dela) ainda era bebé e decidinos ir sem ele até ao Porto, ela não quis porque disse que sem o mano não ia gostar.
    É muito complicado gerir a ausencua de presentes. Mas o raciocínio que aplicaste no post é correcto. No natal e aniversários existe sempre a tendencia de competir, entre familiares,pelo melhor/maior presente, sendo assim, enquanto pais,decidinos sair da competição e a nossa filha de seis anos não é de todo menos mimada.
    E por isso termino sempre os meus comentários com "mimos", que se oferecem sem gastar dinheiro :)

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    1. Quando se entra em competição está tudo perdido :(

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