24.6.16

brexit: porque o medo não vence sempre

Não é a minha área e a minha opinião em relação ao badalado Brexit de pouco ou nada vale. Ao longo do dia tenho lido muitos comentários, sendo que quase todos são contra o Reino Unido e contra as pessoas que votaram a favor do adeus à União Europeia. É certo que não sei o que irá acontecer no futuro. Tal como não sabem as pessoas que dão palpites. Acredita-se nisto, acredita-se naquilo, defende-se isto e defende-se aquilo. O que irá acontecer só o futuro o dirá.

Aquilo que sei, porque é demasiado evidente, e que parece passar despercebido a muitas pessoas é que o medo e a intimidação nem sempre vencem. E a União Europeia aprendeu isso mesmo. Com isto não quero dizer que o voto foi (ou não) o melhor. Aquilo que está aos olhos de todos é que meter medo às pessoas não resultou neste caso. Foi uma estratégia que passou ao lado.

Por outro lado, os cidadãos deram um belo exemplo do uso da democracia. Votaram mais de 33 milhões de pessoas (num universo de 46,5). As pessoas não foram discutir política para o café do bairro. Não foram para a máquina do café do trabalho discutir o tema com o colega. Exerceram algo que por cá anda pelas ruas da amargura, que é o direito de voto. Por cá todas as pessoas andam nas redes sociais a debater o Brexit mas esquecem a política no momento de votar em Portugal.

5 comentários:

  1. Ta tudo dito!!!! É exactamente o que penso, até pode nao ter sido a melhor decisão, ou até foi, só o tempo o dirá, mas o importante, a lição a reter é que o povo ordena, sempre! os Ingleses deram-nos uma lição do que é o direito ao voto, uma grande lição de democracia!
    *Posso roubar um excerto da tua citação, prometo divulgar que veio daqui ;)

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    1. Claro que podes. Desculpa só responder agora ;)

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  2. Por acaso o medo venceu. Basta ver que a maior parte das pessoas que votaram em sair foram pessoas mais idosas. E votaram com medo dos emigrantes. É tão simples quanto isto.

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    1. Não vejo as coisas dessa forma. A mensagem política foi sempre do medo da saída.

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    2. Mas é uma leitura tão válida como a minha.

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