30.11.15

as diferentes faces do erotismo e sensualidade

O mítico e afamado calendário Pirelli, que em 2016 terá a sua 43ª edição, é visto como um marco no que ao erotismo e sensualidade diz respeito. Ao longo destas mais de quatro décadas de existência já foram fotografadas diversas pessoas associadas a diferentes ideais de beleza, sensualidade e erotismo.

Numa época em que se debate como nunca a beleza e se separam as supostas mulheres reais, com curvas e gordurinhas, das supostas mulheres irreais, magras e com corpos trabalhados, escolhi quatro das fotos que foram apresentadas hoje e que constam no calendário de 2016. Acho que são bons exemplos de diferentes perspectivas de beleza, sensualidade e erotismo.

Serena Williams (Abril)

Amy Schumer (Dezembro)

Natalia Vodianova (Janeiro)

Yoko Ono (Outubro)

(mais um) dia triste para a comunicação social

Recordo-me do momento em que fui para a universidade. Os tempos eram diferentes daqueles que agora vivem os jovens estudantes. Mas já naquela altura se falava de desemprego e de mercados saturados. Tal como ainda deve acontecer com os jovens de hoje também fui alertado em relação à minha escolha. “Escolhe um curso com saída profissional” foi o conselho que algumas pessoas me transmitiram. Independentemente disso sempre fui para onde quis ir. Não escolhi o meu curso a pensar na eventual saída profissional. Prefiro fazer algo de que gosto do que estar insatisfeito numa área que até pode ter muita saída profissional no momento da matrícula mas que poderá estar completamente saturada no final do curso. Atrevo-me até a dizer que actualmente todas as áreas estão saturadas.

No momento da matrícula ponderei seguir a área de educação física. Infelizmente (ou felizmente) não fui a tempo de fazer provas físicas e ficar um ano sem estudar não era opção para mim. Acabei por seguir Comunicação Social pensando sobretudo na área do desporto. Se já gostava de jornalismo, com o curso passei a apreciar ainda mais a área onde me formei e onde tenho o “luxo” de trabalhar desde o momento em que terminei o curso. Recordo-me de no final do curso ter direito a um estágio no Cenjor. E foi lá que reparei num anúncio. A oferta dizia respeito a um estágio numa extinta publicação.

Candidatei-me sem grandes expectativas. Que ficaram reduzidas a zero quando soube que boa parte da minha turma se tinha candidatado. Alunos com melhores notas do que eu foram recusados pela publicação. Não escondo que fui desmotivado para a entrevista. Até porque me tinham dito que era péssima. Para meu espanto, após uns breves minutos de conversa o chefe de redacção (um dos meus “professores” neste mundo) perguntou-me se podia começar no dia seguinte. Aceitei e dei início a um cargo de merda (leia-se totalmente desinteressante) no dia seguinte. Apesar de ser um cargo com relevo na publicação mas sem interesse para quem o faz, fiz daquilo o emprego da minha vida. E semanas depois estava numa secção diferente.

Recordo-me da minha primeira entrevista, a um cantor brasileiro, que julgo ter ficado por publicar. Os tempos eram outros e para preparar a entrevista fui assistir a um concerto seu no antigo Pavilhão Atlântico. No dia seguinte foi a conversa e como recordação da primeira entrevista deu-me um álbum autografado, desejando boa sorte para a minha carreira. Nesta altura a minha remuneração era um almoço na cantina da empresa. Apenas isso. E assim seria ao longo de seis meses, algo que naquela altura da minha vida era aceitável. Mais uma vez fiz daquela oportunidade o emprego da minha vida. Até que a meio do estágio fui convidado a assinar contrato com a empresa. Onde ainda hoje estou.

Se recuar até aquele tempo deparo-me com dezenas de publicações. Nem consigo dizer o nome de todas. As redacções eram grandes. Os jornalistas tinham mais tempo para se entregar a um determinado tema. Já naquela altura não era fácil entrar numa redacção mas a oferta era muito maior do que hoje. Também existiam estagiários como existem hoje. Mas existiam igualmente oportunidades para os trabalhadores. E recordo-me de naquela altura as pessoas mais velhas me dizerem que já tinha sido bem melhor.

Cerca de dez anos depois o jornalismo é uma merda de uma sombra do que era. Ainda hoje fiquei a saber que os jornais Sol e i vão fechar. Vai nascer um novo projecto editorial com apenas um terço dos trabalhadores. E este é apenas mais um dia negro para a Comunicação Social pois ao longo dos últimos tempos as notícias em relação à área são sempre para falar de despedimentos e encerramento de publicações. Já perdi conta ao número de amigos e colegas que lutam para sobreviver nesta área ou que simplesmente seguem um caminho diferente, longe das notícias.

Nos dias que correm existem publicações feitas por um grande número de estagiários, que pouco ou nada recebem, e por apenas um jornalista mais batido na área que faz apenas os trabalhos importantes. Existem publicações (e até tenho vergonha de mencionar o nome de uma) que oferecem ordenados de 500 euros a recibos verdes. Existem poucas oportunidades de carreira, existem cada vez menos publicações e o jornalismo, pelo menos como o conhecemos, parece caminhar a passos largos para a sua morte ou extinção.

Continuo a achar que é uma área apaixonante. Gosto muito mais do jornalismo hoje do que no dia em que comecei a trabalhar nesta área. Continuo a acordar com paixão pelo que faço. Continuo a gostar de dar notícias. Mas é com tristeza que olho para o panorama actual da minha área. Acredito que pessoas que passem pelo blogue, que percam tempo a ler este texto e que sejam de outra área vão dizer que as suas áreas também estão assim. Não tenho dúvidas disso. Acaba por ser um reflexo da situação em que Portugal se encontra. E é pena que assim seja.

só a morte junta as pessoas

Já falta menos de um mês para o Natal. Nesta altura muitas famílias marcam o reencontro. Existem pessoas que estão longe umas das outras e acabam por se ver apenas uma vez por ano. Existam também muitas outras que nem nesta altura acabam por rever familiares mais chegados. “Fica para o ano”, dizem, independentemente do motivo que faz com que não estejam junto de pessoas especiais. E esta realidade tanto se aplica ao Natal como a qualquer momento em que um reencontro é adiado porque no futuro haverá outra oportunidade.

Estes reencontros adiados, especificamente no que ao Natal diz respeito, foram utilizados pela Edeka, a maior cadeia de supermercados alemã, no seu anúncio para esta época. O vídeo tem como protagonista um senhor de idade que no momento em que chega a casa ouve as mensagens dos filhos que o informam de que não vão passar o Natal com ele. “Fica para o ano”, é a mensagem.

Mas os anos vão passando. E os filhos continuam a dizer que o reencontro fica para o ano. E o homem sempre sozinho na noite de Natal. Até que os filhos e netos recebem a triste notícia de que o senhor morreu. Sem que existisse o tal reencontro. Que só vai existir para que chorem a morte do ente querido. Vale a pena ver o anúncio que consegue ser muito mais do que isso e que já se tornou viral.



“É tempo de voltar a casa”, é a mensagem que fica e em que muitas pessoas deveriam pensar sempre que adiam um encontro. Porque a verdade é que pode não acontecer esse encontro.

ser pai sem o ser

Quero começar por dar os parabéns aos vizinhos do prédio ao lado do meu que foram pais e que já levaram o bebé para casa. Que tudo corra bem nesta nova etapa das suas vidas. E logo na primeira noite que o bebé passou em casa, os meus vizinhos proporcionaram-me a sensação de ser pai, mesmo não o sendo. É que acordei de duas em duas horas com o choro da criança. E quando já estava prestes a entrar num sono descansado voltava a acordar com o choro da criança.

Faço parte do grupo de pessoas que se irritam facilmente com barulhos fora de horas em dias em que não é suposto haver barulho. Compreendo dias de festa mas barulho vazio de conteúdo e que é apenas má educação é algo que me irrita. Mas sou incapaz de me irritar com o choro de uma criança. Mesmo que isso me impeça de ter uma noite de sono em condições. Resta-me apenas desejar que o bebé dê noites descansadas aos pais. E neste caso específico a mim também.

lembrete (passatempo)

Numa parceria com a Lego tenho três bilhetes diários de adulto e três de criança para oferecer para a Comic Con que vai ter lugar na Exponor, no Porto, nos dias 4,5 e 6 de Dezembro. Além dos bilhetes tenho ainda para oferecer três produtos Lego (porta-chaves Star Wars). Ou seja, cada prémio é composto por dois bilhetes diários (adulto + criança) e um porta-chaves Lego Star Wars. Passatempo aqui.

28.11.15

sugestão de natal

Cada vez mais existem pessoas que valorizam os presentes de Natal solidários. Nesse sentido partilho uma opção que permite agradar tanto a homens como a mulheres ao mesmo tempo que se ajuda uma associação que desempenha uma nobre missão. A Abraço e o estilista José António Tenente uniram-se na criação de dois perfumes a que deram o nome de O Amor Perfeito. Quem comprar este perfume estará a ajudar a Associação Abraço. Fica a dica.


27.11.15

quem quer ir à comic con? e levar uma criança? e receber um presente da lego? (passatempo)

Numa parceria com a Lego tenho três bilhetes diários de adulto e três de criança para oferecer para a Comic Con que vai ter lugar na Exponor, no Porto, nos dias 4,5 e 6 de Dezembro. Além dos bilhetes tenho ainda para oferecer três produtos Lego (porta-chaves Star Wars). Ou seja, cada prémio é composto por dois bilhetes diários (adulto + criança) e um porta-chaves Lego Star Wars. Isto porque a Lego vai ter uma animação na Comic Con. Os mais novos vão ser desafiados a construir, em Lego, elementos que posteriormente vão ser utilizados numa peça teatral de improviso, que irá decorrer no Auditório Kids. O enredo da peça está totalmente aberto às escolhas dos mais novos.

Participar neste passatempo é simples. Basta deixar um comentário onde esteja escrito “homem sem blogue e Lego levem-me à Comic Con”. Caso participem de forma anónima devem deixar um nome que vos identifique. O passatempo é válido até ao final do 3 e os vencedores, que são escolhidos de forma aleatória com recurso ao random.org, são anunciados no dia seguinte, pela manhã. Boa sorte para todos!




Sinopse do espectáculo
Três actores e uma aventura de Natal em que são as crianças que ajudam a definir a história, quer através das suas sugestões, quer com a sua habilidade para moldar e construir com os tijolos mais famosos do mundo dos brinquedos. Esta é a premissa do espectáculo infantil que a Lego nos traz, que cria em directo uma aventura de Natal que começa quando um vilão resolve fazer algo para sabotar esta quadra festiva. E que vilão é esse? Também são as crianças que escolhem, podendo ser uma personagem de inspiração Darth Vader que decidiu raptar as renas, um Sauron que roubou todos os brinquedos da fábrica, bastando para isso deixar fluir a imaginação dos mais pequenos, ou até mesmo um extra-terrestre que acordou mal-disposto e roubou todas as rabanadas na véspera de Natal. E de que forma podem as crianças ajudar a salvar o Pai Natal deste sarilho? Basta para isso deslocarem-se ao Stand da Lego na Comic-Con antes do espectáculo, fazer e deixar a sua construção connosco.

Horário dos espectáculos:
4 de Dezembro: 19h00
5 de Dezembro: 11h30 e 18h00
6 de Dezembro: 11h30 e 18h00

ho! ho! ho!

Desde que tenho o blogue que já fui convidado para diversas acções. Vou a algumas. Noutras não tenho possibilidade de estar presente. E em relação a outras faço questão de não faltar. Neste último grupo incluo as acções da Lego. Pela marca, por quem tenho um carinho especial, mas sobretudo pela pessoa que para mim é uma espécie de senhora Lego. Não preciso de referir o nome porque a pessoa sabe quem é. Que é a pessoa com que lido e alguém que tem o poder de dar uma dimensão pessoal e próxima a uma marca de grandes dimensões.

No que à Lego diz respeito faço os possíveis por não faltar às festas de Natal que organizam. A deste ano, e pelo segundo ano consecutivo, teve lugar no Hotel Fortaleza do Guincho. O motivo pelo qual gosto destas festas é porque me consigo divertir tanto ou mais do que a minha sobrinha, que tal como a minha mulher, me acompanham sempre. É contagiante ver tantas crianças de volta dos Legos e de tudo aquilo que é disponibilizado aos mais novos. Este ano existiu ainda uma divertida peça de teatro de improviso protagonizada pelos divertidos Improvio Armandi.







odeio meninos ricos e mimados. gosto deles pobres e famintos

Gosto muito de ver a versão Norte-Americana de Shark Tank. É um dos poucos programas, dentro deste género, que me leva a consumir diversos episódios sem me cansar. Até sou capaz de rever sem qualquer problema. Considero que é uma das formas de aprender diversos aspectos sobre o complicado mundo empresarial. Dá para aprender alguns truques tal como dá ficar a saber quais os erros a evitar e aquilo em que pensar no momento de avançar com uma ideia.

Recentemente fiquei fascinado com dois negócios. O do jovem casal que criou uma loja de roupa e acessórios online em que 80% dos artigos têm um valor inferior a 50 dólares. Negócio este que em pouco tempo já tem vendas no valor de oito milhões num ano. E com o grupo de amigos que decidiu dar uma nova imagem aqueles óculos que as pessoas usam em ambiente de festa e que também têm vendas de quase seis milhões de dólares num ano.

Noutro domínio, fiquei um pouco desiludido com Barbara Corcoran e com uma ideia que fez questão de partilhar com dois jovens que criaram um artigo bastante útil (uma espécie de toalhete que em segundos retira o odor, por exemplo de comida, da roupa e mesmo do cabelo). Os irmãos revelaram que tinham um sócio que tinha investido dois milhões de dólares na empresa. Acabaram por revelar que o sócio era o pai, um grande empresário norte-americano.

Esta foi mais ou menos a reacção de Barbara. “Sinto-me mal em vos dizer isto mas, por uma questão de principio, não invisto em meninos ricos (…) O maior privilégio que tive foi o empréstimo de mil dólares com o qual tinha de tentar a minha sorte (…) O vosso maior problema é terem um pai rico, mesmo o culpa não sendo vossa. Adoro que os empresários em que invisto sejam pobres, famintos e desesperados”, explicou antes de desistir da ideia.

Este modo de pensar chocou Robert Herjavec e Lori Greiner (que investiu no negócio). O croata disse mesmo que aquele modo de pensar era um total disparate pois segundo aquela ideia os seus filhos nunca poderiam ser bem sucedidos apenas porque o pai é rico. E disse algo como “o sucesso está a marimbar-se para quem é o vosso pai”. E basicamente é isto. Até porque é um assunto que não pode ser separado desta forma.

Uma pessoa pobre e desesperada não é necessariamente um melhor funcionário. Tal como um empresário que seja filho de um homem rico não tem de ser necessariamente um menino mimado que está a brincar aos empresários. Conheço pessoas que não sendo ricas estão a marimbar-se para os empregos que têm, desperdiçando em muitos casos o grande talento que têm. Tal como conheço pessoas que têm pais ricos e que fazem os possíveis para não serem associadas ao nome dos pais. Pessoas que lutam para triunfar longe da sombra de um apelido. Tentar colocar todas as pessoas no mesmo saco revela apenas preconceito.

26.11.15

a maldade está na cabeça das pessoas


É isso, não é?

salazar ainda tem muitos fãs

Local: uma loja Fnac em Lisboa. Uma grande número de pessoas junto ao café e no local onde costumam acontecer os eventos que decorrem no interior da loja. O evento que está prestes a começar está relacionado com tecnologia e gadgets. Faço parte das pessoas que estão por lá. Até que sou abordado por um senhor mais velho.

“Desculpe. Estas pessoas estão todas aqui por causa deste livro?”, pergunta-me. Realço que o livro é sobre Salazar.

“Não!”, respondo, explicando o que vai acontecer.

“Obrigado! O livro está ali em destaque e pensei que pudesse ser por causa do livro”, diz-me, começando a abandonar o local.

Entretanto o senhor volta para trás. E aborda-me novamente.

“Estava a ver que o Salazar ainda tinha muitos fãs”, diz-me entre risos antes de se ir embora de vez.

25.11.15

um poder “especial” das mulheres

As mulheres têm diversos poderes que os homens não têm. No que à internet diz respeito existe um muito particular. Que até poderá acontecer com alguns homens. Mas poucos. Por exemplo, uma figura pública masculina vai a um qualquer evento onde acaba por se destacar pela sua roupa. Poucas são as pessoas que recorrem à internet para saber de quem é a roupa, de quem são os sapatos e de quem é o relógio. Isto até pode ser explicado pelo facto de que os fatos de homem acabam por ser muito semelhantes. E também pelo facto de que o destaque é quase sempre dado às mulheres.

Por sua vez, quando uma celebridade feminina se destaca pela sua roupa existe um vasto grupo de pessoas que recorre à internet para saber tudo e mais alguma coisa sobre a indumentária. Quem fez? Quanto custa? Onde se vende? E os sapatos? E as joias? E por aí fora. Em alguns casos este fenómeno dá lugar a outro em que as roupas e acessórios esgotam, tal a loucura que provocaram em diversos locais. Podia dar o exemplo de muitas mulheres conhecidas que motivam este tipo de fenómenos. Mas existe uma que está num patamar superior.


Esta criação Versace não é de agora. Jennifer Lopez usou este vestido em 2000, mais especificamente nos Grammy Awards desse ano. A roupa virou notícia e todas as pessoas foram a correr para a internet. Umas queriam ver o vestido. Outras queriam saber detalhes sobre o mesmo. Algo que resultou num pequeno caos. Quando disse que existe alguém que está num patamar superior refiro-me a Jennifer Lopez pois foi a loucura em torno do seu vestido que levou a Google a criar o Google Images. Tal como o fenómeno deu um impulso à popularidade de Donatella Versace, criadora do vestido.

Já passaram quinze anos. E Jennifer Lopez e as suas transparências continuam em local de destaque. A cantora e actriz continua a ter o poder de colocar um vasto grupo de pessoas a debater aquilo que veste, algo que aconteceu na última edição dos American Music Awards. E isto, bastante evidente em Jennifer Lopez, é um poder apenas das mulheres. E um poder duplo. Elas são as protagonistas destes momentos nas diferentes passadeiras vermelhas. E são sobretudo elas que querem saber tudo sobre a roupa. Quanto aos homens e aos seus fatos tudo se resolve com um “estava bem” ou "não gosto". E tudo isto ajuda também a explicar o alarido em torno da escolha do vestido que se vai vestir num evento.






viva a nudez (sabia que estava certo)

Há quem goste de andar com pouca ou nenhuma roupa. Estou a referir-me aos momentos em que as pessoas estão em casa. Há quem defenda a nudez. Há quem, mesmo estando em casa, seja contra a ausência de roupa. Acho que já referi num ou noutro texto que sou a favor da ideia da pouca roupa em casa. Especificamente na altura de dormir. E sempre desconfiei que estava certo e que tinha razões para isso. E parece que estou mesmo.

Para começar, as roupas são grandes aliadas pois insectos que transmitem diversas doenças têm a sua vida facilitada com diversos tipos de roupa e ambientes quentes. Podemos ter sobre o corpo um viveiro de fungos e bactérias que são amigas de infecções e micoses. Além disto, existe a necessidade de a nossa pele arejar, algo que não acontece durante o dia quando andamos sempre cheios de roupa. A noite é a melhor altura para que o corpo possa arejar.

No caso dos homens existe uma associação ao aumento de fertilidade pois a roupa interior aumenta a temperatura dos testículos que deve ser inferior à restante temperatura do corpo. Já no caso das mulheres também deve ser evitada roupa interior que ajude a criar um ambiente quente e húmido que leva ao desenvolvimento de fungos vaginais.

Estes são apenas dois dos exemplos pelos quais todas as pessoas devem ter uma mente mais aberta em relação à ausência de roupa em determinados momentos, como na altura de ir dormir. E existem cada vez mais médicos a aconselhar as pessoas a adoptarem este tipo de comportamentos.

24.11.15

estão todos desafiados. têm coragem?

O desafio partiu da Sara e do David, as pessoas por trás do blogue definitivamente são dois. E era bastante simples. Pedia apenas algum do meu tempo, criatividade e cinco euros. Em troca ofereço um sorriso gigante a uma criança. Se adoro desafios, muito mais gostei deste, por tudo o que envolve.

O Natal está cada vez mais perto. Existem (e ainda bem que assim é) dezenas de campanhas solidárias. Cabe a cada um de nós ajudar quem pode e como pode. No meu caso sou incapaz de ficar indiferente às crianças. Sobretudo aquelas que vivem em instituições ou que vão passar o Natal internadas e que possivelmente não vão receber nenhum presente. E isto é algo que não pode faltar a uma criança nesta época.

A campanha Natal Solidário tem o objectivo de doar o maior número possível de brinquedos a crianças que vivem em instituições ou que vão passar o Natal internadas. Quem aceitar fazer parte deste desafio só tem de partilhar um vídeo nas redes sociais que deverá estar acompanhado da hashtag da campanha (#natalsolidario). A isto segue-se a doação do brinquedo. Para tal basta ir ao site da campanha (aqui) onde está disponível uma grande variedade de brinquedos de marcas que aceitaram fazer parte deste desafio. Esta doação custa apenas cinco euros. Fica aqui o meu vídeo.

video
#natalsolidario

Para concluir este desafio, quem aceitar deverá nomear outras três pessoas que devem fazer o mesmo e nomear mais três e estes três outros três num efeito de bola de neve que irá crescer cada vez mais levando assim a alegria ao maior número possível de crianças.

Eu podia nomear três pessoas de forma directa (e irei fazer isso mesmo quando partilhar o meu vídeo no instagram do blogue) mas aqui seria pouco desafiar três pessoas. Por isso lanço este desafio a todas as pessoas que passam por aqui. Estão também desafiados a partilhar comigo (através do email homemsemblogue@gmail.com) os vossos vídeos. Vamos a isso?

puta de doença

O cancro é uma puta de uma doença. Que não escolhe idades. Que rouba vidas e sonhos a crianças. Que faz com que os mais velhos percebam que afinal não estão tão prontos para a sua partida como imaginavam e diziam estar. Que mete muito medo. Sobretudo a quem tem de lidar com ele. Quem tem de travar a luta de uma vida. E também, de uma forma diferente, a todos os que rodeiam a pessoa que luta pela vida, muitas vezes numa batalha desigual e com armas diferentes.

Quando se sabe que alguém tem cancro, como aconteceu agora com Sofia Ribeiro, existem diversas reacções. “Coitado(a)”, é uma das mais populares entre as pessoas que rodeiam. Existe compaixão por todas as pessoas que têm de lutar contra o cancro. “Nem quero imaginar o que está a viver”, é outra das reacções que as pessoas costumam ter. E estas são provavelmente as reacções que acontecem em maior número.

Felizmente nunca tive cancro. Mas já disse coitado ou coitada em diversas ocasiões. Por pena e compaixão das pessoas. Porque ninguém deve ser obrigado a entrar numa luta destas. Muito menos crianças que mal nasceram e pessoas tão jovens que mal tiveram tempo para sonhar em condições. Por outro lado, não posso dizer que sei o que está a viver quem luta contra o cancro, porque nunca o vivi. Mas tive um caso, o da minha mãe, bem perto de mim. Por isso sei o que é viver com medo de perder alguém que amo por causa desta puta desta doença.

Hoje, quando li que Sofia Ribeiro luta contra o cancro da mama recordei-me do momento em que a minha mãe disse que suspeitava que tinha algo. Recordo-me de estar sentado no hospital à espera que a minha mãe saísse do consultório e revelasse o que tinha. Recordo-me da satisfação por saber que podia ser operada e que não existia risco de se espalhar pelo corpo. E recordo-me disto não me tranquilizar.

Isto para dizer que vivi com muito medo de perder a minha mãe. Medo que roubava noites de sono. Que impedia que fosse possível concentrar-me no que quer que fosse. Que fazia com que temesse cada chamada telefónica da minha mãe por não saber o que poderia ouvir. Medo das horas, que pareceram dias, que durou a operação. Impotência para lidar com as sessões de quimioterapia que a deixaram fraca. E muita alegria quando tudo ficou resolvido.

Acredito também que o medo que senti, e que sentem todos aqueles que rodeiam um doente oncológico, é ainda mais agudo na própria pessoa. Pois certamente têm medo de morrer. Certamente receiam deixar tanta coisa por fazer e tantos sonhos por realizar. Certamente temem não ter forças para combater a doença ou não ter armas iguais para lutar contra ela. E de certeza que tirando a voz do médico não existe mais ninguém, por mais simpático e motivador que seja, que consegue tranquilizar um doente oncológico.

E de uma coisa estou certo pois foi isso que aprendi com a doença da minha mãe. O pior que se pode fazer a um doente oncológico é ter pena dele e trata-lo como um coitadinho. Porque isso vai assustar ainda mais a pessoa. As pessoas precisam ser animadas. Precisam de mensagens positivas. Precisam de que todos tentem fazer com que se esqueça da doença. Quero acreditar até que uma parte da cura passa mesmo por aí. E isto é algo que nenhum comprimido consegue oferecer. Tem de partir das pessoas.

aquele momento #32

Aquele momento em que, no trabalho, vais na direcção da máquina de água quente para o chá matinal. Enquanto caminhas acabas por te cruzar com uma pessoa que mais do que colega é amiga. Falas e brincas como é normal. Com um pouco de água quente na caneca vais, como sempre, ao wc para a lavar. Voltas à máquina de água quente para encher a caneca. Neste momento estás de costas para a máquina de vending. Ouves moedas a baterem no chão. Acreditas que foi a mesma colega/amiga que acabou de deixar cair dinheiro.

“Deves pensar que se semeares ele cresce”, dizes.

Estranhas a reacção à piada. Sabes que é má e mais do que batida. Mas o silêncio não é normal na outra pessoa. Ouves chegar mais alguém. Quando olhas é a tua colega/amiga que acaba de chegar. A piada foi dirigida a uma pessoa com quem pouco ou nada falas. E que ficou a olhar para ti com um ar estranho. Pedes desculpa e vais à tua vida.

23.11.15

quando a ficção imita a realidade

Jennifer Lawrence tem apenas 25 anos mas já participou em diversos filmes, tendo até já conquistado um Oscar. Mas ainda não tinha filmado nenhuma cena de sexo. Algo que aconteceu agora ao lado de Chris Pratt. “Embebedei-me bastante”, confessou. Isto por causa dos nervos motivados pela sua primeira cena de sexo.

Este é um daqueles casos em que a ficção imita a realidade. Pois Jennifer Lawrence não foi a primeira pessoa, nem terá sido a última, a embebedar-se antes de uma cena de sexo. A grande diferença é que no seu caso é sexo ficcionado enquanto para muitas outras pessoas tanto o álcool como o sexo são bem reais. E acaba quase sempre tudo num grande filme com um guião repleto de discussões e arrependimentos.

do fashion ao piroso em quilómetros ou metros

Apesar de ser um fenómeno que está numa fase decrescente – pelo menos gosto de acreditar nisso – muitas pessoas ainda catalogam aquilo que é fashion e aquilo que é piroso com base numa distância que vai de poucos metros a muitos quilómetros. Sendo que quanto maior for a distância, maior a probabilidade de algo ou alguém estar no domínio fashion. Se a distância for bastante reduzida dispara imediatamente o alarme sonoro referente ao domínio piroso.

Tendo por base uma qualquer peça de roupa mais ou menos espalhafatosa, esta é quase sempre vista como fashion, como o último grito da moda, quando usada por uma celebridade estrangeira. Quando assim é aumenta a probabilidade de ser algo rotulado de fashion. E os comentários em torno da peça de roupa e de quem a usa são quase sempre elogiosos. Aquela pessoa passa a ser automaticamente vista com a rainha ou rei do estilo. “Quero!”, “Adoro!” e “Quem me dera saber vestir assim”, são apenas alguns dos exemplos de comentários.

Agora, a peça de roupa continua a ser a mesma. Pode ser vestida por uma celebridade. Mas que não é distante. Está a poucos quilómetros de distância e aparece todos os dias na nossa televisão. Aqui, o caso muda de figura. Continuam a existir as pessoas que elogiam. Mas são num número menos. Por outro lado, existe uma quantidade maior de pessoas que criticam a peça de roupa e a pessoa. “Pirosa(o)!”, “Que falta de gosto” e “Deves pensar que tens estilo” são apenas algumas das críticas que são feitas.

A peça de roupa volta a ser a mesma. Mas já não existem celebridades. É a(o) vizinha(o) do lado ou a(o) colega de trabalho que usa a peça. Os elogios reduzem drasticamente. E alguns deles são feitos pela frente dando lugar a críticas pelas costas. “Pirosa(o)!”, “Que falta de gosto” e “Gostava de saber onde arranja dinheiro para aquilo” são apenas alguns exemplos das coisas que se ouvem. E é por isto que acho que a distância que separa o fashion do piroso pode ser medida em metros ou quilómetros e quanto mais longe estiver a pessoa e a peça de roupa maior é a probabilidade de existirem elogios.

o segredo está quase todo na boca

Na semana passada, neste texto, dei conta da ideia que muitas pessoas defendem e que passa por acreditar que frequentar um ginásio ou praticar actividade física é coisa de pessoas gordas que pretendem perder peso. Ou seja, magros não necessitam de desporto pois estão sempre bem. Isto é um erro. Um dos maiores em relação ao desporto. Mas existem mais.

Outro dos maiores erros é acreditar que o ginásio resolve todos os problemas. Existem pessoas que acreditam que o simples facto de colocar os pés no ginásio dá direito a comer dez tabletes de chocolate. Outras acham que vestir roupa desportiva dá direito a cometer todos os pecados alimentares. Existem ainda aqueles que entendem que dez minutos no ginásio chegam e sobram para que se possa comer tudo.

Há quem frequente o ginásio e fique triste porque o corpo não muda, mais especificamente porque não se perde peso (quando este é o objectivo) por treinar. Quando se pergunta a estas pessoas se mudaram alguns hábitos alimentares, respondem que não. “Mas treino”, acrescentam, acreditando que o segredo está todo no exercício físico. Quando não está. Treinar mas continuar a comer “porcaria” a toda a hora quanto muito impede que a pessoa piore. Mas dificilmente ficará melhor.

Treinar é importante para muitos aspectos. Mas, quando o objectivo é perder peso, treinar ajuda qualquer coisa como 5%. Os outros 95% estão na boca. O segredo está quase todo numa alimentação equilibrada. Aquela ideia de que se treina e que se pode comer “porcaria” a toda a hora é errada. O ideal é treino físico e uma alimentação equilibrada (que não é igual a deixar de comer para sempre aquilo de que se gosta) sendo que a alimentação equilibrada tem um peso muito maior na balança.

foodgasm para gulosos

Estava eu descansado no Jumbo, à espera da minha vez para pedir pão, quando observo um cartaz no qual fiquei imediatamente preso. Era uma publicidade ao chocolate Milka. Que estava associado aos Dots do Jumbo (Donuts de marca própria). Ou seja, são Dots com cobertura de chocolate Milka. Vendem-se aos pares e proporcionam aquilo que considero ser um verdadeiro foodgasm para gulosos.

PS – Para os fãs dos Simpsons, também existem dois sabores inspirados nos donuts da famosa série.

22.11.15

um minuto de silêncio por sofia vergara

Hoje é um dia triste para os homens de todo o mundo. Às 18 horas Sofia Vergara passa a ser uma mulher casada. Vamos fazer um minuto de silêncio. Não sei qual é o sentimento junto do sexo feminino mas se entenderem necessário podem fazer um minuto de silêncio pelo Joe Manganiello.

20.11.15

percebes que já não tens vinte anos quando...

Eu! (E jogava bem)

Eu!

Eu!

Eu! (Ocasionalmente)

Eu! (Ainda sou do tempo do cardinal e não da hashtag)

Eu! (Em algumas ocasiões)


Retirado daqui.

assassino

Recordo-me do dia em que um amigo foi mandado parar pela polícia. Era um dia em tudo semelhante a este com nevoeiro cerrado que dificultava, e muito, a visibilidade aos condutores. Este meu amigo foi mandado parar porque circulava com as luzes desligadas, tendo sido multado por isso mesmo. “Assassino”, foi aquilo que o polícia lhe chamou e que o deixou bastante indignado.

Aceito que o termo assassino tenha causado alguma indignação ao meu amigo. É um exagero mas este amigo desleixou-se com o perigo de circular num dia como este sem qualquer sinalização no seu carro que por acaso era cinzento claro. Recordei-me disto hoje porque no trânsito matinal vivi um episódio semelhante a este.

Dentro de uma localidade cruzei-me com um “louco” que conduzia numa velocidade muito superior ao permitido para uma zona residencial. Ao excesso de velocidade junta-se o nevoeiro que tornava quase impossível ver o que quer que fosse à frente do carro, o cinzento claro do seu carro que fazia com que fosse ainda mais difícil vislumbrar a viatura e a ausência de luzes. E aquilo que me veio à cabeça foi o episódio vivido pelo meu amigo.

É assustador o número de condutores que não têm qualquer cuidado e que não se adaptam às condições do dia e da estrada. É velocidade excessiva, é ausência de luzes, é pneus carecas e velocidades assustadoras em dias de chuva, entra tantas outras coisas. Arriscam tanto por tão pouco. Não digo que conduzir seja o mesmo que ter um revólver na mão mas há quem conduza como se tivesse nas mãos uma arma carregada e sensível no gatilho.

19.11.15

sou magra, não preciso

Talvez seja um dos maiores mitos associados à pratica do desporto. Certamente que todas as pessoas já ouviram dizer algo como “Sou magra. Não preciso de ir ao ginásio nem de treinar”. Ainda hoje ouvi algo assim. E isto leva a um dos maiores, ou mesmo o maior, mito ligado à prática desportiva. Muitas pessoas pensam que ser magro é sinónimo de ser fit, de estar em forma. E isto é falso. Ou não é necessariamente verdade. Tal como existem pessoas que acreditam ser impossível uma pessoa com mais peso ser mais saudável do que uma pessoa mais magra.

Ser magro, por si só, não é sinónimo de ser saudável. Existem pessoas com mais peso, mas que treinam e que até têm algum cuidado com a alimentação, que não são vistas como pessoas fit mas que na realidade são muito mais saudáveis do que os outros pensam. Tal como existem pessoas magras que ficam surpreendidas quando fazem exames de rotina pois não imaginam que estão “longe” do tal ideal fit que associam simplesmente à falta de peso.

É também de lamentar que as pessoas associem a ida ao ginásio e a prática de qualquer desporto como uma questão estética. Que pensem que serve apenas para que o biquíni assente melhor no corpo no Verão. Infelizmente esta é a ideia reinante mas não deveria ser assim. Praticar desporto é muito mais do que uma questão estética. Existem muitos outros factores associados que vão do stress à auto-estima, passando ainda por muito outros factores como a maior produtividade profissional.

“Porque andas no ginásio?”, perguntaram-me. Não ando no ginásio para perder peso. Nem tenho como missão apenas ter um corpo mais bonito. Acordo às 6h20 para ir treinar porque me sinto bem. Porque fico com mais energia. Porque tenho menos stress. Porque me faz bem ao corpo mas sobretudo à mente. Porque me divirto. Porque fico mais saudável e menos sedentário. É pena que algumas pessoas olhem para o desporto e para o ginásio como uma coisa necessidade exclusiva dos “gordos”.

há-de haver onde começar



Bem vistas as coisas, esta música também faz muito sentido hoje. Assim sendo, posso alternar as cantorias entre o Sam Smith e este grande tema de Nelson e Sérgio Rosado. E sempre de sorriso estampado no rosto.

vai ser o dia todo nisto. sempre sem parar



Nunca esta música fez tanto sentido para mim. Vou canta-la o dia inteiro. Vai ser o dia todo nisto. Sempre sem parar.

18.11.15

feliz. muito.


coisas que nunca mudam

Existem coisas que nunca mudam. Em todas as empresas do mundo vai estar sempre, num dos corredores dessa mesma empresa, alguém junto a alguém a conversar sobre outro alguém.

fico baralhado...

Existem dias em que as notícias na televisão me deixam confuso e baralhado. Não têm de ser necessariamente as notícias mas o alinhamento das mesmas. Por exemplo, estava a ver um serviço noticioso onde uma notícia era sobre a fábrica da Triumph que está à venda. Dizia-se que a marca pretende encerrar a produção em Portugal passando a produzir apenas na Ásia onde a mão de obra é mais barata. A peça conta com uma reportagem onde as funcionárias revelam a sua indignação. A notícia seguinte é sobre uma nova marca de telemóveis portuguesa. E o jornalista dá destaque ao facto de que apesar de ser uma marca nacional os aparelhos estão a ser produzidos na China. Pelo simples motivo de que é mais barato.

Noutro serviço noticioso. As notícias são sobre antibióticos. A primeira é sobre as pessoas que usam e abusam de antibióticos para curar coisas para as quais os antibióticos não servem, como por exemplo infecções motivadas por vírus. Dá-se destaque a este dado. A notícia seguinte é a de que cada vez menos portugueses tomam antibióticos.

No último caso dou o braço a torcer. Primeiro a alarme das 25 mil pessoas que ainda morrem anualmente devido à ignorância em relação ao antibióticos. Depois o facto de que os portugueses estão mais educados neste sentido. Se bem que ainda existe uma terceira notícia dedicada às crianças que ainda tomam muitos antibióticos. Mas aqui ainda consigo encontrar alguma lógica. No primeiro caso já não encontro sentido no alinhamento das notícias. Primeiro a crítica aos que pretendem fechar uma fábrica em Portugal para que a produção seja feita na Ásia, onde é mais barato. Depois, os portugueses que recorrem à China porque é mais barato. Fico baralhado...

é barato? então não presta

Tenho diversos amigos que acreditam que a qualidade de um vinho mede-se exclusivamente pelo preço. Mas nem sempre é assim. Não é necessário gastar, por exemplo, cinquenta euros numa garrafa de vinho tinto para se beber uma “boa pomada”, como diz a sabedoria popular.

Quando o vinho é barato, existem pessoas que começam a fazer imediatamente as contas ao vidro, ao rótulo e à rolha para depois dizerem que é uma “porcaria” porque se é barato não paga estas coisas que referi. Mas este modo de pensar é errado. E pode ser desmontado com um exemplo recente. Porca de Murça 2013, um vinho tinto da região do Douro que custa apenas (p.v.p.r.) 2,99 euros.


Muitas pessoas vão pensar que não será grande coisa porque é barato. Mas este vinho ocupa o 39º lugar, em cem, da lista dos melhores vinhos do mundo da Wine Spectator. É também o mais barato da lista (a título de curiosidade o Taylor’s LVB 2009 - Vinho do Porto - ficou em 16º lugar da mesma lista). Isto prova que que a qualidade não se mede apenas pelo preço.

Agora, seja com este vinho ou com um de duzentos euros, convém que seja bem servido. Que seja servido à temperatura certa – esqueçam isso de colocar a garrafa de tinto perto da lareira – e preferencialmente em copos indicados. Porque nem o melhor vinho do mundo sobrevive com facilidade às condições que não são indicadas para o consumo. Uma dica para o vinho tinto. Colocar no frigorífico, na zona destinada às garrafas, três horas antes de ser servido.

17.11.15

vale a pena ler

“Vocês não terão o meu ódio

Na noite de sexta-feira vocês acabaram com a vida de um ser excepcional, o amor da minha vida, a mãe do meu filho mas vocês não terão o meu ódio. Eu não sei quem são e não quero sabê-lo, são almas mortas. Se esse Deus pelo qual vocês matam cegamente nos fez à sua imagem, cada bala no corpo da minha mulher terá sido uma ferida no seu coração.

Por isso eu não vos darei a prenda de vos odiar. Vocês procuraram-no mas responder ao ódio com a raiva seria ceder à mesma ignorância que vos fez ser quem são. Querem que eu tenha medo, que olhe para os meus concidadãos com um olhar desconfiado, que eu sacrifique a minha liberdade pela segurança. Perderam. Vamos continuar a lutar.

Eu vi-a esta manhã. Finalmente, depois de noites e dias de espera. Ela ainda estava tão bela como quando partiu na noite de sexta-feira, tão bela como quando me apaixonei perdidamente por ela há mais de doze anos. Claro que estou devastado pela dor, concedo-vos esta pequena vitória, mas será de curta duração. Eu sei que ela nos vai acompanhar a cada dia e que nos vamos reencontrar no paraíso das almas livres ao qual nunca terão acesso.

Nós somos dois, eu e o meu filho, mas somos mais fortes do que todos os exércitos do mundo. Não tenho mais tempo a dar-vos, tenho de ir ter com o Melvil que acordou da sua sesta. Ele só tem 17 meses, vai lanchar como todos os dias, depois vamos brincar como fazemos todos os dias e durante toda a sua vida este rapaz vai fazer-vos a afronta de ser feliz e livre. Porque não, vocês também nunca terão o seu ódio.”

As palavras são de Antoine Leiris e são dirigidas aos terroristas. Este homem, jornalista da France Bleu, perdeu a mulher nos recentes atentados de Paris. Tiro o meu chapéu a alguém que num momento que poucos conseguem imaginar mas que deverá ser pautado por uma dor que imagino aguda e eterna consegue falar das brincadeiras que vai protagonizar com o filho e consegue estar no extremo oposto ao ódio.

já viste tudo? aposto que não (só para +18)










Podia escrever muita coisa sobre isto. Podia levantar diversas questões. Mas digo apenas que as fotos não enganam ninguém, são da autoria de Terry Richardson. Miley Cyrus está igual a si mesma. E quando ambos se juntam dá nisto. E aposto que quem já pensou que tinha visto tudo mudou de opinião no final deste post.

vou casar! ou é apenas uma rede social? e gostei? ou adorei?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam a simplicidade consegue ser muito mais valiosa do que o exagero. Nem sempre. Mas quase sempre. E assim deveria ser numa qualquer rede social. As redes sociais querem-se rápidas. Até porque, em condições normais, uma pessoa não dedica mais do que uns breves segundos ou minutos a uma publicação, por exemplo, no Facebook. E sendo uma coisa rápida basta perfeitamente ter o botão gosto (quanto muito e para determinadas ocasiões o não gosto). Se gosto e se acho pertinente, comento. Se não gosto mas acho pertinente, comento. Ou, independentemente de tudo, não comento e continuo a ver as publicações das pessoas que sigo.

Gosto das redes sociais que são simples. Acho que a simplicidade é fundamental numa rede social. Por exemplo, e ainda no Facebook, fazer gosto passou a ser uma decisão com diversas condicionantes pois o botão gosto tem uma extensão. Ou seja, agoro posso escolher adoro, riso, alegria, surpresa, tristeza e ira na referida extensão do botão gosto. Gostar não chega? Não gostar não chega?

Agora, além de gostar passa a ser quase obrigatório explicar mais do que simplesmente ter clicado no gosto. Gostei ou adorei? Fiquei a rir? Encheu-me de alegria? Motivou surpresa? Ou será que fiquei triste? Ou mesmo irado? E estas dúvidas vão surgir nos supostos breves segundos que deveria ocupar uma publicação numa rede social. Depois existem os amigos, os autores da publicações. “Mas só gostaste? Ainda não viste que o gosto agora tem seis extensões? Porque não escolheste outra opção? És mesmo meu amigo? O(a) não sei quantos(as) adorou enquanto tu apenas gostaste...”, vai ouvir-se por aí.

E tudo isto misturado faz da simples reacção a uma publicação numa rede social uma das decisões mais importantes da vida de uma pessoa. Parece uma noiva ou um noivo a tratar dos detalhes para aquele que deverá ser um dos dias mais importantes das suas vidas. Escolho este vestido? Ou aquele? E os sapatos? E o penteado? E a maquilhagem? Onde sentamos os convidados? O que escolhemos para comer? Onde mandamos fazer o bolo de casamento? Qual a quinta que escolhemos? Tudo questões que deixam os noivos a ponderar na melhor opção para um dia especial.

Mas a verdade é que é apenas e só uma publicação numa rede social. Não mais do que isso. E deveria bastar gostar, não gostar, comentar ou passar à frente. Não dá apenas para gostar?

daniela mercury, obrigado por apagares memórias

John Lennon é um dos monstros sagrados da história mundial da música. Isto é intocável e o seu talento e trabalho eterno são o espelho daquilo que escrevi até este momento. Outra coisa completamente diferente é a mítica capa da revista Rolling Stone de 1981, ano em que nasci. É uma daquelas imagens que não se esquecem. Mais ou menos, com as devidas distâncias, como a eterna imagem de José Cid nu apenas o seu disco a cobrir o corpo. Apesar do motivo das mesmas (e isso não está em causa) são imagens que não são fáceis de esquecer.



Mas agora vai ser possível esquecer as imagens anteriores. E o mérito é de Daniela Mercury. Que decidiu recriar a foto de John Lennon e Yoko Ono com a sua mulher, Malu Verçosa. A imagem (a preto e branco) será a capa de Vinil Virtual, o próximo disco da artista. Apesar da polémica que já surgiu, a cantora brasileira explicou que a imagem e o trabalho discográfico são “um manifesto pela paz, pelo amor, contra todo tipo de violência e sofrimento no mundo”, explicou.


Polémicas à parte, obrigado Daniela Mercury. Assim penso primeiro nesta imagem do que na de José Cid e John Lennon. Caso a conversa seja sobre música... a prioridade não é a mesma. Já agora, será impressão minha ou tanto Yoko Ono como Malu Verçosa não estavam muito à vontade no momento da fotografia? 

mulheres, escolham bem o marido...

Quem diria que escolher o marido pode ter um relevo maior do que a média final de um curso superior ou mesmo do que a fama, que às vezes abre portas profissionais, da instituição onde se estudou. Quem o diz, em jeito de alerta para as mulheres, é a prestigiada Universidade de Harvard que realizou um estudo junto de 25 mil ex-alunos da Faculdade de Gestão, com idades entre os 26 e os 47 anos.

Indo directo ao assunto, a conclusão é a de que, caso o homem não esteja interessado na repartição das mais diversas tarefas e caso não olhe para a ambição da mulher como olha para a sua são elas que acabam por perder a corrida no que à profissão diz respeito. Ou seja, ele em destaque, ela para trás. Por exemplo, 60% dos homens inquiridos mostraram-se extremamente satisfeitos com a carreira e respectivas oportunidades. Elas ficam-se pelos 40%.

Outros dados. 75% dos homens defendem que futuramente devem ser as suas mulheres a controlar os cuidados com os filhos. 50% das mulheres entendem que esta é uma tarefa da responsabilidade delas. 70% dos homens não têm problema em assumir que as suas carreiras são prioritárias em relação às delas. Por outro lado, 28% das mulheres revelam já ter ficado em casa seis meses para tomar conta dos filhos. Apenas 2% dos homens fizeram o mesmo.

Por fim, a maior parte das mulheres que não esconderam não estar satisfeitas com a carreira confessaram que o problema não é a dedicação à família mas o facto de a carreira do marido ser colocada em primeiro lugar. Existem aqui diversas leituras. Os números mostram que tanto eles (num número maior) como elas ainda olham para o cuidar de um filho como uma tarefa feminina. Isto acho que é praticamente um problema cultural mundial. O mais chocante é a alta percentagem de homens que se colocam num patamar superior ao delas. E ainda o número de pessoas que não esconde que se anula, porque é isso que acontece, por causa do marido.

16.11.15

tudo aquilo que não fazia falta neste momento

Os atentados de Paris falam por si mesmo. A realidade está ali ao nosso lado pois todos olhamos para a capital francesa como uma cidade que quase parece portuguesa. Quer seja pela proximidade geográfica, quer seja pela história que liga aquela cidade a tantos portugueses ou por ser um dos diversos destinos acessíveis para muitas pessoas. Isto, e provavelmente muitos outros factores, faz com que se olhe para esta cidade quase como uma extensão nossa.

E é mais ou menos por isto que estes atentados nos tocaram mais. Foram próximos de nós. Roubaram a vida a alguns dos “nossos”. Muitas pessoas têm amigos que lá estavam. Multiplicam-se os relatos de pessoas, mais ou menos próximas, que sobreviveram aos atentados. E isto gera medo. Boa parte dos portugueses terá sentido receio. Se calhar, e apenas para dar um exemplo, existem alguns que estão a adiar viagens a cidades europeias como Londres, Roma ou Madrid. Apesar de o medo não poder vencer trata-se de uma resposta normal ao que se passou num passado muito recente.

Agora, e por cá, existem duas reacções. Existe o medo. E existe uma espécie de alívio por Portugal ser um dos pequenos da Europa. Existem alturas em que lamentamos ser dos últimos mas nesta altura respira-se de alívio por Portugal não ser um dos países temidos da Europa. Nem ser um dos rostos maiores da guerra ao Estado Islâmico. Somos aquele amigo que dá uma palmadinha nas costas dos mais importantes. A realidade nua e crua diz que um atentado em Portugal não teria grande expressão a nível mundial. E ainda bem que assim é.

Por pensar isto é que considero que é um exagero Rui Machete, o ministro dos Negócios Estrangeiros, vir dizer que “não existem garantias absolutas” de que Portugal continue a ser “poupado” aos atentados terroristas. É tudo aquilo que não fazia falta neste momento. Até porque nada diz de novo. Garantias absolutas ninguém tem. Nem Portugal nem outro país. Até a própria França já falou da possibilidade de ser novamente atacada em breve. Mas criar uma onda de medo é totalmente desnecessário. Estas palavras levam ao medo. Que adensa ainda mais aquele que por cá paira vindo de Paris. E dar eco ao medo é um passo rumo à vitória daqueles que querem que exista medo e que as pessoas vivam com medo.

PS - Não é por nada que ao longo dos últimos meses foram impedidos diversos ataques terroristas na Europa. A maior parte deles só agora foi notícia e é assim que tem de ser. Para que o medo não vença.

quem me explica a utilidade disto #53

Não sei se alguma vez esta conversa será real mas estou a tentar imaginar dois amigos à conversa. “Queria ter o peito mais trabalhado. Gostava de ter as mamas maiores”, diz um. “Vai ao ginásio e treina peito”, responde o outro. “Isso não me apetece”, responde o primeiro. “E antes que digas algo não quero tomar coisas para aumentar os músculos”, acrescenta. “Já sei”, diz o segundo. “Já ouviste falar do push-up bra para homens?”, pergunta.

Como referi, não sei se esta conversa alguma vez aconteceu ou se irá acontecer. Aquilo que sei é que realmente existe uma camisola básica que tem incorporado um push-up bra para homens. Que serve para fingir que o homem tem mais músculo do que realmente tem. E enganar os outros custa apenas cerca de 45 euros. É este o preço da camisola que engana os outros até ao momento de ser despida.


Mais uma vez, não sei se esta conversa será real mas estou a tentar imaginar duas amigas à conversa. “Hoje tenho uma festa e gostava que toda a gente me olhasse para as mamas”, diz uma. “Usa um decote generoso”, diz a outra. “Isso não resulta. Ninguém liga a decotes”, refere. “E não quero que olhem de passagem. Quero que fiquem com o olhar fixo nas minhas mamas”, diz. “Vai com as mamas à mostra”, aconselha a outra. “Isso também não que sou logo expulsa”, diz. “Já sei. Porque não colas umas luzes às mamas?”, pergunta.

Tal como no exemplo deles, não sei se esta conversa alguma vez teve lugar. Ou se terá. Mas aquilo que sei é que existem uns adesivos com luzes led que se aplicam nos mamilos delas para que seja possível iluminar uma festa. São hipoalérgicos, têm pilhas recarregáveis que duram mais de vinte horas e estão disponíveis em três cores. Isto tudo a troco de 30 euros.


Posto isto, quem me explica a utilidade disto?

anúncio banido. alguém adivinha porquê?

É necessário ver e ouvir com muita atenção. Trata-se de um anúncio australiano que foi banido. Alguém consegue adivinhar porquê?

a facilidade com que se rouba uma vida

Nisto do terrorismo, e nos mais recentes atentados que tiveram lugar em Paris, aquilo que me faz mais confusão é a facilidade com que se rouba uma vida. Ideologias e crenças à parte, não consigo perceber como é que alguém consegue ser tão frio e tão calmo no momento de roubar vidas. Uma coisa é um cenário de guerra. Uma batalha. Um confronto entre soldados que estão dispostos a dar a vida pelo seu país. Outra completamente diferente é esta luta desleal entre armados e pessoas que se querem divertir numa sexta-feira à noite.

Não consigo perceber como é que alguém entra numa sala de espectáculos, apenas para dar um exemplo, e começa a matar todas as pessoas que lhe aparecem à frente. Sem qualquer critério. Homens, mulheres, pessoas mais novas, pessoas mais velhas, nada importa. Basta que estejam ali. Estar ali, em frente ao homem da arma e do colete, faz com que sejam vistos como inimigos. Mesmo sendo inocentes e não querendo fazer parte de uma guerra que não é sua.

Faz-me confusão como é que alguém, de vinte e poucos anos, acredita que o melhor que tem a fazer é roubar o maior número de vidas possível antes de acabar com a sua. Como é que alguém consegue acreditar que este é o seu propósito neste mundo? Como é que alguém aceita essa ordem de outros que não o fazem. Esta facilidade com que se rouba uma vida é algo que nunca irei compreender.

14.11.15

153 (até ao momento) passos na direcção do medo profundo. e agora?

O terrorismo está de volta a Paris numa escala muito maior. Diversos ataques terroristas roubaram, até ao momento, a vida a 153 pessoas. Explosões e tiroteios sem direcção ou alvos específicos voltaram a deixar um país num estado de medo profundo quando ainda se estavam a sarar as feridas de outros atentados recentes que roubaram a vida a 19 pessoas.





#prayforparis

Sou (e sempre serei) da opinião de que o medo não pode vencer. Mas desde que estou a acompanhar estas notícias que só me ocorre uma questão: e agora? Já se fala em guerra. Haverá outra solução que não esta? Como lidar com esta situação numa altura em que muitos refugiados estão a chegar a diversos países europeus? Acredito que esta questão dará muito que falar nos próximos dias porque sempre se especulou sobre a eventual intenção do Estado Islâmico aproveitar esta situação para colocar diversos terroristas espalhados pela Europa.

Acredito que os muçulmanos vão passar a ser medidos todos pela mesma bitola. Acredito que o medo vai ficar instalado em Paris durante algum tempo. Foram já "prometidos" ataques para outras cidades europeias como é o caso de Londres e Roma. E tudo isto vai dar à mesma questão: e agora?