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29.5.15

pessoas que não envelhecem

Julio Iglesias, que vai actuar amanhã na MEO Arena, em Lisboa, está a caminho dos 72 anos. Ou seja, quando nasci tinha 37. Mas é daquelas pessoas que parece ter parado no tempo. Faz parte do grupo de pessoas para quem olho e digo: “está sempre igual”. Desde que me lembro de mim que me recordo do antigo guarda-redes e cantor com a mesma imagem que tem e que aparenta que os anos não passam por si.

Existem diversas imagens que provam algo que é do senso comum, que é igual aos outros mortais e que os anos também passam por si. Também não vou debater se fez ou faz intervenções estéticas para atrasar ao máximo o envelhecimento. Mas a maior parte das imagens mostra um Julio Iglesias quase sempre igual. Em poses semelhantes e sempre controladas.

Poderá ser um detalhe que escapa aos mais desatentos mas é o reflexo de muito trabalho para manter uma imagem que sempre foi a sua. Recordo-me de já ter feito um trabalho com Julio Iglesias. E recordo sempre o momento em que aceitou ser fotografado. Apenas um fotógrafo foi autorizado a captar uma imagem do artista. E a fotografia escolhida tinha de cumprir determinadas regras como ângulos e coisas que tal. De cima para baixo, daqui para ali, etc.

Poderá parecer um capricho. Haverá quem chame “tique de vedeta” mas é aquilo que é necessário para quem pretende manter uma imagem e para quem tem a imagem como vertente importante da carreira. E é mais comum do que as pessoas pensam. Existem artistas que não gostam de fotos sem maquilhagem, ou seja, à civil. Existes artistas que só aceitam ser fotografados de um determinado ângulo (algo comum nos concertos), tal como existem muitas outras regras. Neste caso, será algo deste género que faz com que olhe para Julio Iglesias e que diga que está sempre igual desde o dia que o conheci.

PS – Caso esteja por aí alguém indeciso em relação a ir ao concerto de amanhã – o motivo pelo qual voltei a dizer que está sempre igual - é um espectáculo que aconselho. Tive a oportunidade de assistir a um concerto no Algarve e gostei imenso do que vi. É daqueles que as pessoas devem aproveitar. E sai de lá toda a gente a cantarolar as suas músicas e a dar um pezinho de dança. No Algarve foi assim.

vai pela sombra

Não é um caso virgem em Portugal. E desta vez os protagonistas são um cliente e a Telepizza. O cliente recorreu às redes sociais, em concreto ao Twitter, para revelar o seu desagrado pelo facto de a marca ter trocado a Coca-Cola pela Pepsi. “Vocês mudaram de coca-cola para pepsi?!... enqt assim for nunca vou pedir telepizza. É só para saberem”, escreveu. “Ok. Vai pela sombra. ;)”, respondeu a marca. A conversa prosseguiu O cliente questionou se estaria alguém com 16 anos encarregue da conta na rede social onde lidam com os clientes. A marca respondeu novamente a defender que quem lá vai não é pelas bebidas, acrescentando um “just saying…” Outra cliente concordou mas acrescentou que não será com um “vai pela sombra” que se atraem clientes.


Algumas pessoas podem desvalorizar páginas que as marcas têm nas redes sociais mas as mesmas têm vital importância nem que seja na relação e proximidade entre marca e cliente. Porque é a forma mais rápida, mais eficaz e mais visível para um cliente deixar a sua observação, quer seja um elogio ou um lamento. E por mais absurda que a crítica seja (para a marca) tem sempre de ser bem gerida. Neste caso específico é apenas uma observação de um cliente que prefere uma bebida e não outra. Não há ofensa. Como tal, a marca não pode responder com um “vá pela sombra”, revelando que se está a marimbar para um cliente insatisfeito. A resposta não é apenas aquele cliente. É para todos os que seguem a rede social.

Considero que as marcas têm de ter muito cuidado, ou melhor, têm de saber escolher a pessoa que vai dar a cara pela marca nas redes sociais. Para a Telepizza, aquela resposta será de fulano ou sicrano (funcionário(a) que até podia estar a ter um mau dia) mas para os clientes é a própria marca a reagir. Não existe um rosto mas uma marca. E com uma reacção que é inadmissível e até ofensiva.

A Telepizza reagiu com algo que considero estar muito na moda. Ou seja, para a marca trata-se de uma resposta “humorística” incompreendida. Nos dias que correm, sempre que alguém disse algo que não devia estava apenas a revelar o seu lado humorístico e a culpa é sempre dos outros, daqueles que não compreendem o humor. Hoje todos são humoristas. Vivemos num mundo de comediantes incompreendidos onde tudo aquilo que é errado se resolve com um “é a brincar mas tu é que não compreendeste”.

Existe ainda outro factor que pessoalmente não me agrada. Não sei se serei o único mas acho que fica muito mal a uma marca (seja ela qual for) usar smiles e expressões como “just saying” nas redes sociais. Aquilo não é uma conversa de amigos, é a imagem de uma marca. Não digo que tenha de ser demasiado formal mas a informalidade não depende de bonecos a sorrir. E acho que a imagem da maioria das marcas não combina com caras a sorrir e expressões que parecem de uma conversa de amigos através de mensagem de telemóvel. Existem outras formas de fazer isso. Mas isto sou eu que não aprecio smiles em textos.

28.5.15

as perguntas ridículas que são feitas aos médicos

A noção de ridículo dependerá sempre de pessoa para pessoa. Mas existem casos em que todos concordam que algo é rídiculo. Neste caso, partilho algumas daquelas que são consideradas as perguntas mais rídiculas que são feitas aos médicos de clínica geral. A lista é da autoria da Resilient GP, uma organização de apoio aos médicos de clínica geral. Perguntas/desabafos que foram divididas por grupos e que aqui partilho.

Para começar, aquele que foi considerado o grupo cosmético.

“Tenho estrias nas coxas”
“Qual o creme para aumentar o tamanho das mamas?”
“Qual o melhor creme anti-envelhecimento?”
“O meu mamilo é muito peludo?”
“Há algum comprimido para que tenha um menino?”
“Tem algo para tornar as minhas unhas mais fortes e o meu cabelo mais forte já amanhã?”
“O meu queixo parece muito gordo nas fotos do Facebook. Preciso de uma operação”, disse uma jovem de 19 anos.
“A câmara do iPhone faz o meu rosto parecer pouco firme”

Segue-se (uma parte) do grupo da normalidade

“O meu gato arranha os móveis e isso incomoda-me porque gosto dele”
“Fui ao ginásio ontem e doem-me os braços”
“Tenho baratas em casa”
“Dr. diga ao meu filho que tem de estudar mais para ir para a faculdade” (a criança tinha seis anos).
“O meu bebé quando está sonolento esfrega os olhos”
“Parece que urino muito depois de beber X cervejas com os meus amigos”
“Um pássaro cagou-me em cima”
“A minha pele é muito mole”
“O meu filho pode ficar com os olhos vermelhos por causa do cloro da piscina?”
“Qual é o miúdo de 15 anos que não tem pornografia no computador? Procurei e o meu filho não tem. Não é normal”
“A minha filha tem uma erupção castanha na perna” (era caneca de feltro)
“Tenho cabelos brancos. Tenho quase 40 anos. Tenho algum problema?”
“Preciso de conselhos pois quero acabar a relação com o meu namorado e não sei o que fazer”
“O meu pénis fica frio quando vou à rua”
“Os meus testículos abanam muito”
“Os meus pelos púbicos são muito encaracolados”
“Pode retirar este pelo púbico dos meus dentes”
“Não me consigo peidar sem fazer barulho”

Agora é a vez de uma parte do trivial, algo que os médicos consideram que poderia ser perguntado por qualquer adulto sensato.

“Pode ajudar a resolver uma disputa conjugal? A minha mulher acha que o paracetamol é melhor, eu acho que o ibuprofeno é que é. Quem está certo?”
“Espirrei duas vezes na última hora”
“Tenho um arranhão no meu braço”
“O meu filho cheira a levedura”
“O meu cocó tinha cheiro esta manhã e não costuma ter”, disse com o cocó embrulhado num saco.
“Queimei o topo da minha boca a comer pizza já lá vão cinco dias”
“Pode resolver já o problema no meu tornozelo torcido? É que vou sair hoje e quero usar saltos”
“Parti a minha unha”
“A minha mulher não está interessada em fazer sexo comigo. Posso dizer para vir cá para lhe receitar algo?”
“Dr, os meus puns cheiram muito mal”
“O ranho do meu bebé é muito verde”

Pedidos de prescrições

Protector solar
Pasta de dentes
Creme anti-envelhecimento
Shampoo
Soutiens
Multivitaminas
Talco

Situações administrativas

“Podia assinar o meu passaporte?”
“Assine esta carta para que possa saltar de paraquedas”
“Preencha o meu formulário do trabalho” (sem questões médicas)
“Queria uma referência para a minha filha se tornar médica”
“Preciso de uma declaração médica porque não falo bem inglês”
“Como é que me posso lançar no negócio do design de mobília?”
“Pode ajudar-me a fazer o meu CV?”
“Dr, pode escrever uma carta a dizer que a caminhada que a minha filha faz até à escola é muito cansativa e que precisam de arranjar transporte até nossa casa?”

Coisa várias

“Queria um ECG de modo a dizer que estou apto para ficar internado uma semana numa clínica espanhola a tomar alucinogénios para curar a minha depressão” (não tinha nem nunca teve qualquer sintoma de depressão)
Pedido de domicílio. Na realidade era para mudar as pilhas do comando da televisão e para ensinar a usar o mesmo.
“Pode cortar as unhas dos pés ao meu filho” (O filho tinha 17 anos)
“Dr, o meu bebé acordou e está a chorar. Fiquei sem leite. Será que podia trazer?”
“Dr, pode dizer que sou diabética para ter viagra grátis”
“Dr. Não sei porque estou aqui pois foi a minha mulher que marcou a consulta.” “vamos pedir à sua mulher para entrar?” “Não pode ser. Ela está em Portugal”.
“Estou grávida há pouco tempo mas quero saber se é uma menina pois se assim for quero abortar”

Estes são apenas alguns exemplos (e não partilhei todos porque a lista era muito extensa) de coisas que os médicos de clínica geral (convém salientar esta parte) ouvem. E são o exemplo de que muitas coisas que se ouvem e que as pessoas dizem “não acredito nisso” são mesmo reais.

jantar fora (na varanda)

“Hoje vamos jantar fora”, diz-me a minha mulher.

“Onde?”, pergunto.

“Surpresa”, responde.

Fiquei agrado com a ideia, deixei passar algum tempo e, horas mais tarde, tipo puto curioso, começo a tentar adivinhar onde vamos.

“Vamos onde? Pinóquio? Solar? Ramiro? Onde marcaste mesa?”, disparo.

“Se pensas que é isso vais ficar desiludido”, responde.

“Então?’”, pergunto.

“Porque não é nenhum sítio desses ou desse género”, explica-me.

“Frango em Sesimbra? Capuchinha? Sushi? Tó? Pizza?”, insisto numa série de mensagens seguidas ao estilo do puto mais curioso do mundo que não descansa enquanto não sabe tudo.

“Não”, responde.

“Na varanda?”, insisto.

“Adivinhas tudo”, diz.

“Mas toma banho à mesma”, acrescenta.

E é isto. E como me habituei a ouvir: “pelo sim, pelo não, vou lavadinho”.

banhista comediante? ou outra coisa qualquer?

O calor aperta. As pessoas refugiam-se nas praias. E os canais enviam repórteres para as praias para que façam directos com os banhistas que não resistem ao calor e que só estão bem na praia. Até aqui nada de novo. A novidade está num banhista que foi entrevistado para o Jornal da Uma da TVI. Trata-se de um “delicioso” momento de entretenimento que só hoje descobri.

Depois da sua introdução, a jornalista refere que existem pessoas que vão de madrugada para a praia para ficar com um bom lugar. Este é o mote para o início de conversa com o banhista que diz ter sido apanhado de surpresa pela jornalista. A repórter pergunta-lhe a que horas foi para a praia de Carcavelos e o banhista diz que chegou “às seis... para as dez”, aquilo que é uma desilusão para a jornalista que acaba por dizer que não era a informação que o banhista lhe tinha dado previamente. Ou seja, não havia surpresa nenhuma (até porque a maior parte destas conversas são combinadas previamente antes do directo. Algo que evita que o jornalista aborde alguém que recusa falar e que eventualmente tenha uma má reacção).

A conversa prossegue e o banhista explica que vai cedo para a praia – não de madrugada mas cedo – porque a praia fica “à pinha” e depois existe o risco de “esticar o braço e por a mão no seio da vizinha”, explica. A conversa continua e claro que tinha de ser abordada a água e a sua temperatura. O banhista lá explica que está gelada e que só a usa para as necessidades. Algo que a jornalista tenta contornar referindo que as necessidades devem ser banhos (quem quiser pode ver o vídeo aqui).

Não conheço o banhista mas quero acreditar que é alguém que decidiu brincar com a situação. Ou seja, será um comediante banhista ou um banhista com veia de humorista. Sendo que aqui pode ser debatido a brincadeira e desvalorização do trabalho da jornalista que está ali por ordem de alguém. Independentemente de ser brincadeira ou não, este momento passa a estar no top dos melhores momentos televisivos dedicados à praia. O afamado mergulho à Zézé Camarinha foi assim destronado. Para quem não sabe do que falo, partilho o vídeo daquele que provavelmente será o melhor mergulho alguma vez dado numa praia portuguesa e que deu origem à expressão "mergulho à Zézé Camarinha".

passatempo gillette fusion proglide: resultado

Antes de anunciar os cinco vencedores que vão receber uma Gillette Fusion ProGlide com Tecnologia FlexBall quero agradecer a participação de todas as pessoas. O número de participações chegou aos 239, aquele que é um novo máximo de participações em passatempos no blogue. Infelizmente só podem existir cinco vencedores. Felizmente é o random que tem a missão de os escolher. Partilho agora a lista dos vencedores pela ordem de sorteio.

Ângela Lino


Isa

Raquel Mendes

Agostinho Ferreira

Eduarda André

Peço aos vencedores que me enviem um email (homemsemblogue@gmail.com) com os seus dados – nome, morada e contacto – para que sejam reencaminhados para quem irá enviar o prémio. Parabéns aos vencedores. Obrigado a todos os participantes e quem sabe se não existem outros passatempos em breve.

se te lembras disto #11


Se olhas para esta imagem e reconheces de imediato a marca, se olhas para esta imagem e automaticamente começas a imitar uma música que te vai ficar na cabeça ao longo do dia e que provavelmente já foi o teu (ou de um amigo) toque de telemóvel, se olhas para esta imagem e (aqui depende da zona) recordas que era o teu despertador das manhãs de sábado depois de uma noitada na sexta-feira é porque tiveste uma adolescência com boas memórias. Quem desejar recordar melhor a música (ou ouvir pela primeira vez) só tem de carregar aqui.

27.5.15

não havia melhor do que a mafalda teixeira?

Aqui e ali já se começam a ouvir opiniões que podem ser resumidas pela questão: não havia melhor do que a Mafalda Teixeira? Melhor, leia-se, alguém mais mediático, uma mulher com outro peso. Esta questão coloca-se agora mas provavelmente existiu em todas as capas da Playboy portuguesa. E quando a questão não era esta – como por exemplo aconteceu quando Rita Pereira foi capa – questionava-se a nudez ou a falta dela.

Faço parte do grupo de pessoas que tem como exemplo a edição brasileira da Playboy. Produções fotográficas excelentes, nu total e frontal e mulheres (na maioria dos casos) com carreiras consagradas. Ou seja, despem mulheres que praticamente todas as pessoas, homens e até mulheres, têm curiosidade em ver sem roupa, independentemente do motivo de cada um. Mas, uma coisa é ter com exemplo esta revista. Outra é saber distinguir realidades.

Não posso comparar o mercado brasileiro, onde a tiragem (número de revistas feitas) pode ser superior a um milhão de unidades (com capas muito boas) com o mercado português onde a tiragem é de 20 mil exemplares. Posto isto, não é preciso ser um génio de matemática para perceber que o dinheiro movimentado pelas revistas é totalmente diferente. Que o preço da publicidade também será diferente. Tal como os anunciantes. E que isto tudo misturado resulta em cachets com diferenças gigantes. Por exemplo, Cléo Pires recebeu 450 mil euros para se despir. Trata-se de um valor proibitivo para uma publicação que tem uma tiragem de 20 mil unidades. Segundo consta, em Portugal os valores podem chegar aos 30 mil euros.

Tendo sempre como comparação a edição brasileira pode ainda discutir-se outro factor que está ligado à mentalidade. É um motivo de orgulho para uma mulher brasileira posar para a Playboy. É algo que é visto como prestigiante e não existem grandes críticas em volta do convite. Por cá não é assim. Por cá ainda se olha para uma mulher que se despe como uma ordinária. “Qual a necessidade que tem de fazer aquilo?”, “Tem uma carreira estável e até é mãe, não precisava nada disto” e “uma pouca vergonha” são exemplos de coisas que ainda se ouvem por cá. Olhando para este detalhe combinado com o cachet sobram poucas pessoas que o aceitem. E os nomes consagrados que aceitam acabam por fazer uma produção sensual com ainda menos nudez do que revistas masculinas onde não existe nudez total.

Aposto que uma Playboy portuguesa com uma capa onde estivesse uma Catarina Furtado, uma Cristina Ferreira, uma Cláudia Vieira, uma Bárbara Guimarães, entre tantas outras de áreas diferentes, e alguns fenómenos pontuais onde se despem mulheres que são notícia por isto ou por aquilo, seria um sucesso. Mas isto exige dinheiro. É certo que existem mulheres que não aceitam despir-se por dinheiro nenhum mas haverá muitas outras a quem os 450 mil euros (ou mais) dão que pensar. Mas para isto era necessário um mercado diferente e uma mentalidade igualmente diferente. A nudez (artística) tinha de ser bem vista e não algo de que se sente vergonha e de que todos falam mal.

Isto tudo faz com que a pergunta “não havia melhor do que a Mafalda Teixeira (neste caso)?” ganhe uma nova dimensão e seja vista com outros olhos. E a resposta andará perto de um “não, não há melhor.” Isto no sentido de que as mulheres, que muitos desejam ver despedidas, ganham muito mais do que isso sem necessitar de tirar a roupa. As que não ganham hesitam no impacto que poderá ter na carreira. Umas acham que será mau. Umas precisam do dinheiro. Outras têm o desejo de fazer um nu e não hesitam em estar na Playboy. Mas as que aceitam, independentemente do motivo, vão ser sempre uma pequena parcela do nosso mercado. E mesmo estas estão sempre na defensiva no momento de despir a roupa. Depois, sobram as desconhecidas, as raparigas da "porta do lado". Com estas as regras e valores são diferentes mas a diferença nos números de vendas é igualmente diferente.

a “kapinha” da nova playboy portuguesa

Desconhecia por completo o regresso da edição portuguesa da Playboy. Quanto a este facto, refiro apenas que espero que seja muito melhor do que aconteceu com o primeiro momento de vida desta publicação. E quando digo isto é porque sempre defendi que a edição portuguesa estava muito distante de outras, de outros países, que são revistas conceituadas onde acaba por ser um privilégio (e não uma vergonha) ser capa. E esta distância quase que podia ser medida em todas as áreas da publicação.

Mafalda Teixeira foi escolhida para fazer a Kapinha (impossível não fazer um trocadilho com o nome do namorado da actriz) do primeiro número desta nova Playboy. Ou muito me engano ou a actriz, de 33 anos, vai ser arrasada. E digo isto porque tenho a ideia de que Mafalda Teixeira e também o namorado são uma espécie de patinhos feios de quem ninguém gosta. Ao estilo do que acontece com Miguel Ângelo, dos Delfins, e com os UHF. São “ódios” que as pessoas têm mas que boa parte delas nem consegue explicar.

E quando acho que Mafalda Teixeira vai ser arrasada tenho por base aquilo que tem sido a história dela, sobretudo desde que namora com Kapinha. Já foram arrasados numa produção ousada/sensual para uma revista. Já foram arrasados por causa de coisas que envolvem o filho. Ou seja, são arrasados por quase tudo aquilo que fazem. E acredito que este caso não será excepção.

Apenas vi as fotos de promoção da revista mas acho que poucos vão enaltecer a excelente forma física e sensualidade de Mafalda Teixeira. Acho que isto acabará, infelizmente, por ser deixado para segundo plano quando deveria ser enaltecido. Os destaques vão passar por outras coisas. Porém mantenho a esperança de estar enganado. O tempo o dirá.


o que custa e o que não custa

Nos últimos tempos aquilo que mais tenho ouvido são coisas como “custa ter o gesso na perna?”, “custa estar tanto tempo em casa?”, “é uma grande seca”, “tens muitas dores?” e por aí fora. Basicamente, as perguntas e observações que mais ouço sobre a minha lesão vão neste sentido.

Mas a verdade é que não custa nada. Pelo simples facto de que não me doeu no momento em que me lesionei. Tive apenas uma ligeira dor enquanto arrefecia e enquanto esperava para ser observado no hospital. Não me doeu nos dias em que esperei pela operação. Doeu ligeiramente nos dias seguintes à operação. Mas uma dor perfeitamente suportável. E este aspecto, das dores, faz com que tudo seja mais fácil.

De resto, não me custa estar em casa. Custa-me é não estar na rua. Não me custa ter gesso na perna. Custa-me não a poder utilizar para nada. Não me custa andar de muletas (graças ao ginásio é algo que suporto bem sem qualquer dor ou cansaço). Custa-me é não poder andar sem elas. Não me custa pedir ajuda. Custa-me é que tenham de me ajudar. Aquilo que descrevo poderá soar à mesma coisa para muitas pessoas mas são realidades completamente diferentes. Aquilo que realmente custa é o que não se pode fazer. Porque aquilo que se pode fazer não custa nada e acaba por se suportar bem.

“My body could stand the crutches but my mind couldn´t stand the side line”, é uma frase de Michael Jordan que descobri hoje. E isto explica na perfeição o que é andar de muletas e o facto disso não custar nada. O que custa é tudo o resto que é do domínio da mente que não aceita facilmente ser travada. E acredito que isto aconteça a todas as pessoas que tenham uma vida activa, do ponto de vista desportivo, como tenho.

aquele momento #30

Aquele momento em que começa a tocar um iPhone. Como estás sozinho em casa e o toque é o teu, mesmo coxo, começas a preparar-te para levantar e ir atender pois está à carga. Até que alguém o atente e percebes que era no filme a que não estás a prestar atenção.

vou ali comprar droga, quer dizer, louro

Recordo-me de, em adolescente, ir diversas vezes a Lisboa com o meu grupo de amigos. Apanhávamos o barco e depois andávamos a pé por Lisboa. E não havia uma única vez em que não fossemos abordados por alguém que nos queria vender droga. “Haxe?”, perguntavam, exibindo aquilo que supostamente seria um sabão de haxixe.

Inicialmente achei aquilo estranho. Porque os vendedores andavam demasiado descontraídos a vender droga. E mesmo quando a vendiam, pouco se escondiam. Era na esquina mais próxima e aos olhos de todas as pessoas. Todo aquele cenário era bastante estranho para uma venda de droga. E facilmente percebi que não podiam estar a vender droga. Tinha de ser outra coisa qualquer com aspecto igual ao do haxixe.

Outra das coisas que me fazia impressão era a polícia nada fazer aqueles homens. E estava certo. Aqueles homens não vendem droga. Não comercializam haxixe. Aqueles homens estão a vender louro prensado. E é por isso que nada lhes pode ser feito. Porque não é uma prática ilegal. A polícia diz que só a ASAE é que pode abordar este tipo de pessoas. Por sua vez, a ASAE diz que a responsabilidade é das Câmaras Municipais.

Enquanto isto não for resolvido, aquela zona da cidade irá continuar a passar a má imagem de que se comercializa droga à frente de todas as pessoas sem que nada seja feito. Até algo mudar os turistas (e não só) vão continuar a comprar louro ao preço do haxixe. E muitas pessoas vão certamente apanhar uma grande moca (ainda que apenas psicológica) ao fumar louro prensado.

acaba hoje

Acaba hoje o passatempo Gillette Fusion ProGlide. Quem quiser ainda pode participar no post do passatempo (aqui).

26.5.15

está por aí alguma mulher…

Alessia Tedeschi
Fabiola Aguiar
Malena Costa
Samira Samolé
Inés Sainz
Daniella Chávez
Lucía Villalón
Vanessa Huppenkothen
Cara Delevingne
(…)

Está por aí alguma mulher que ainda não tenha sido apontada como a nova namorada de Cristiano Ronaldo?

exames médicos

Quando existem tragédias com jovens que praticam desporto é comum aparecer alguém a explicar que eram feitos exames nos respectivos clubes. Quando leio isto fico sempre na esperança de que as coisas tenham mudado em relação ao meu tempo.

No meu primeiro clube, os tais exames passaram por um questionário que me foi feito. "Já tiveste isto? E aquilo?", perguntavam-me, assinalando as cruzes nos respectivos quadrados. Algo comum ao longo dos tempos. Anos mais tarde, e aqui já era maior de idade, os exames passavam por um termo de responsabilidade onde assumo que estou em condições para a prática desportiva e que se algo correr mal é da minha responsabilidade.

Houve apenas um ano, na altura em que joguei no campeonato nacional de juvenis, em que os exames foram mais sérios. E quando digo mais sérios refiro-me a análises ao sangue (HIV incluído), electrocardiograma e um raio x. Não mais do que isto. Mas foi o único caso em que a não realização destes exames implicava não poder jogar.

Não sei se já é obrigatório (algo que pais com filhos em clubes de menor dimensão podem comprovar) mas estes exames que fiz uma única vez deveriam ser obrigatórios em todos os escalões e em todas as modalidades. É certo que existem muitas coisas que podem não ser detectadas nos exames mas existem muitas outros que podem (e devem) ser melhor controladas.

só para eles #3 (neste caso elas também vão querer)

Como já referi diversas vezes no blogue, no que à roupa diz respeito, as t-shirts são a minha perdição. Posso ter cinco semelhantes mas se vir uma parecida a essas e de que gosto acabo por comprar. Até porque é uma peça que uso praticamente o ano inteiro. Sou capaz de passar o Inverno com t-shirts e um casaco ou de t-shirt e camisa.

Por isso facilmente fico fã de marcas que apostam nessa peça. Como é o caso da Stricka-Micka, que conheci recentemente. Trata-se de uma marca criada por dois criativos estudantes de Arquitectura que, mesmo sem saber o que quer que fosse sobre fazer roupa, começaram a fazer desenhos originais e a estampar t-shirts que eles próprios usavam. Como acontece nestes casos, surge curiosidade em relação às criações e os estudantes começaram a fazer diversos modelos que vendiam. De forma resumida foi assim que nasceu a Stricka-Micka. A marca renasceu agora mas sem perder a sua essência que passa pela criatividade.

Existem modelos para eles. Outras criações para elas. Mas boa parte das peças são unissexo. O preço é em conta para as criações que acabam por ser muito mais exclusivas do que aquelas que se encontram na maioria das lojas. Descobri, gostei e partilho. Podem saber mais no site da Stricka-Micka e também na sua página de facebook.

"Selvagem" foi o modelo que escolhi.

"Inca". Ambos os modelos são unissexo.

as mamas da bárbara (e de tantas outras)

O decote de Bárbara Guimarães nos Globos de Ouro levou a que várias pessoas defendam a teoria de que a apresentadora aumentou o tamanho das mamas. E as opiniões dividem-se. Uns defendem que as mamas de Bárbara Guimarães não são naturais. Outros dizem que são. E assim vai a discussão em torno da apresentadora da SIC.

Não pretendo debater a eventual naturalidade das mamas de Bárbara Guimarães mas a forma como as figuras públicas, as que se submetem a esse tipo de intervenção estética, lidam com algo que deveria ser encarado com a maior das naturalidades mas que parece ser algo clandestino. Fica a ideia de que aumentar o tamanho das mamas é uma ilegalidade que nunca pode ser descoberta. Parece que é pior saber isso do que saber se a pessoa tem um passado criminoso.

Com isto não pretendo dizer que as figuras públicas são obrigadas a falar de tudo o que fazem. Ou seja, não defendo que devem emitir um comunicado a informar que as mamas estão maiores. Até porque isso – publicidade e alarido em torno do aumento – acontece quando a intervenção foi oferecida por este ou por aquele, algo que obriga a que se faça disso notícia. Mas as figuras públicas são observadas por muitos olhos. E uma mudança é sempre notada e naturalmente falada. É um dos aspectos do reconhecimento público.

Defendo que as mulheres famosas que o fazem não têm a obrigação de falar disso. Mas também acho dispensável que mintam. Que garantam que as mamas são naturais. E este é o caminho que muitas figuras públicas seguem. Há até quem diga que as mamas simplesmente cresceram de um dia para o outro. E isto só descredibiliza a própria pessoa. Até porque existe algo que se chama arquivo e onde estão as imagens antigas e onde é possível fazer uma comparação. Comparação essa que as mulheres que negam o aumento detestam que se faça.

Existem diversos exemplos de figuras públicas que assumem, sem qualquer problema, a intervenção estética referindo que é algo de que não querem falar. E o assunto morre ali. E acho que este é o caminho a seguir. Mas existem muitas outras que tentam enganar as pessoas quando na realidade não enganam ninguém. E continuam a lidar com as intervenções estéticas como se fosse algo clandestino ou vergonhoso.

quando 1+1 é igual a 38

Ontem a minha mulher quis ir jantar fora. Não lhe apetecia jantar em casa pois vinha cansada do dia de trabalho. Isto foi o que me disse sendo que não preciso de muitos argumentos para ir jantar fora com ela. Basicamente basta que queira. Acho que ainda não acabou de falar e já estou a dizer que sim. Mas ontem o jantar parecia um pouco estranho até pela hora, diferente daquela a que costumamos jantar.

Lá fomos para o restaurante perto de casa. Até que, quando entro no espaço percebo que não vamos jantar os dois. O que parecia ser um jantar a dois foi afinal um jantar surpresa de aniversário com 38 pessoas que fizeram um barulho “infernal” assim que entrei no restaurante. Tudo isto foi obra da minha irmã e da minha mulher que uniram esforços para reunir todas aquelas pessoas.

Não há palavras que consigam explicar a sensação de entrar num espaço e encontrar pessoas que a vida colocou no meu caminho nas mais diversas fases do meu percurso. Começando pela família, passando pelo meu melhor amigo, por amigos mais recentes que o blogue me deu a conhecer, por amigos para quem outros olham como famosos, pelo grupo do ginásio, pelo grupo da equipa de futsal e até pelos amigos com quem convivo perto do trabalho. Pessoas que fizeram sacrifícios pessoais e também profissionais para estar presente num momento menos simpático para mim.

Não há palavras que descrevam a emoção que senti. Não há palavras que descrevam a sensação de ser acarinhado daquela forma. Existem gestos que não se esquecem. Que pelo menos não esqueço. Este é um deles. Sei que não foi fácil para muitas pessoas estar ali. Sei o que significou a presença. E isto é algo que nunca esquecerei. Por isso quero agradecer a todas as pessoas que fizeram da noite de ontem uma noite especial que nunca esquecerei. Estarei eternamente grato pelo que fizeram por mim e pela forma como quiseram assinalar o meu aniversário.

Quero também deixar aqui um gigantesco obrigado à minha irmã e também à minha mulher, as pessoas que estiveram na organização desta noite e que tiveram um trabalho enorme para conseguir reunir todas aquelas pessoas sem que desconfiasse de nada. Foi um jantar que nunca esquecerei. Tal como nunca esquecerei o vosso gesto. Dizem que os sentimentos são os melhores presentes do mundo (e os mais valiosos) e a noite de ontem foi prova disso mesmo. Amo-vos muito! Obrigado.

25.5.15

tudo sobre os globos de ouro

Dizer que a XX gala dos Globos de Ouro pode ser reduzida a uma imagem é capaz de ser um pouco (ou mesmo muito) exagerado e incorrecto. Pelo Coliseu passaram grandes nomes das mais diversas áreas e não pretendo desvalorizar esse factor. Vi pessoas cujo talento, determinação, empenho, ambição e carreira merecem uma vénia. E sem querer desvalorizar o talento de todas as pessoas que lá estiveram, se fosse desafiado a escolher uma imagem que ilustrasse o que foram os Globos de Ouro escolhia a extraordinária Dona Clotilde, personagem interpretada por César Mourão.

Se é capaz de ser exagerado e injusto reduzir um evento destes a uma imagem, é capaz de ser igualmente injusto dizer que César Mourão é apenas o ponto de equilíbrio da gala. Este humorista (com um talento invulgar para o improviso) é capaz de ser o grande motivo pelo qual muitas pessoas não mudam de canal. “E agora? Com quem vai brincar? O que irá dizer? Falta muito para aparecer novamente? Ainda não brincou com este nem com aquele”, são provavelmente palavras que muitos telespectadores proferiram ontem.

Dizer isto de César Mourão não significa dizer que os restantes apresentadores não têm talento. Serve apenas para enaltecer o talento único de César Mourão na pele de uma qualquer “velhota” que está a comentar o que por ali se passa. E a prova do sucesso destes momentos é a continuidade gala após gala. Por isso, se tivesse que reduzir os Globos de Ouro a apenas uma imagem, teria de escolher esta. Por tudo o que representa.

é tudo por agora (post que exige agenda)

Peguem na vossa agenda. Avancem até ao dia 1 de Julho. Mais especificamente até às 18 horas. Assinalem essa hora. Para já digo que é algo para os lados de Cascais. É tudo por agora.

este é o melhor bolo do mundo

Em tempos, enquanto deambulava pelo Instagram, deparei-me com o bolo de aniversário de Jonas (jogador brasileiro do Benfica). Bolo esse que de destacava por estar “cercado” de barras Kit Kat e ter cobertura de smarties. Guardei a foto e acabei por mostrar à minha mulher. “Para o meu aniversário pode ser um destes”, disse-lhe em jeito de brincadeira. Ela olhou para a foto, ficou agradada mas sem lhe dar grande atenção.

O tempo foi passando, o meu aniversário cada vez mais perto e falei com a minha mulher sobre o bolo. “Temos de ir à pastelaria encomendar”, disse-lhe sem me referir a este bolo específico. Nesse momento percebi que existia um certo mistério em torno do bolo. Acreditei que o meu “sonho/desejo” poderia concretizar-se. A minha mulher tentou dar-me a volta, explicou-me que o bolo que desejava não podia ser feito na pastelaria a que vamos e aqui passou-me.

Até que ontem, depois do jantar de família, veio o bolo para a mesa. Os meus olhos brilharam assim que vi todas aquelas barras de Kit Kat. Babei-me assim que vi todos aqueles M&M´s. E mais feliz fiquei quando soube que por baixo de tudo aquilo estava o bolo de cenoura com cobertura de chocolate de que tanto gosto. Tudo misturado de forma perfeita resultou nisto.


Se existe um paraíso de bolos, este tem lugar de destaque. Está num sítio invejado pelos restantes bolos que o olham de soslaio. É provavelmente o melhor bolo de aniversário do mundo. E é meu! Graças à minha mulher a quem tenho de agradecer por algo que ainda me deixa a salivar.

PS – Não prometo que ainda exista bolo quando chegares a casa. Peço desculpa antecipadamente.

é só uma mulher…

Uma das consequências da minha lesão é a impossibilidade de conduzir, uma das coisas que mais gosto de fazer. Como tal, desde que me lesionei que costumo andar com os meus pais – sendo que é o meu pai que conduz o carro – e com a minha mulher. Sempre que preciso de ir a algum lado é com eles.

E quando ando de carro com a minha mulher reparo em algo bastante curioso. Que passa pela vergonha (não sei se será o termo correcto) que alguns homens sentem quando são ultrapassados por uma mulher. Parece que quando uma mulher passa por eles perdem parte da sua masculinidade e também dotes de condutor. Parece que se sentem diminuídos.

Neste fim-de-semana estava na A2 com a minha mulher. O troço tem três faixas e nós seguíamos no meio, a ultrapassar um carro que ia mais à direita. Tudo corria bem até que o homem notou que estava a ser ultrapassado por uma mulher. A partir daquele momento a sua viagem transformou-se numa corrida. Aquilo deixou de ser uma auto-estrada para passar a ser uma pista de orgulho. O homem não descansou enquanto não ultrapassou a minha mulher, passando, na sua mente, a ser o líder, o macho alfa.

A minha mulher já me tinha contado diversos episódios deste estilo. Este foi presenciado por mim. E a minha questão é: porquê este comportamento? É apenas uma mulher. Tal como podia ser apenas um homem. Tal como podia ser apenas alguém mais novo. Ou alguém mais velho. Misturando isto tudo, era apenas mais um condutor que executou uma manobra como deve ser, sem qualquer perigo para os restantes condutores. Se estas pessoas se sentem diminuídas numa estrada nem quero imaginar fora dela.

passatempo

Recordo que está a decorrer, até dia 27, o passatempo Gillette Fusion ProGlide. Quem quiser ainda pode participar no post do passatempo (aqui).

23.5.15

pessoas que nos tocam

Acredito que não é necessário contacto físico nem proximidade física para que alguém nos toque. E isso é algo que o blogue me ensinou ao longo destes mais de três anos. Já tive a oportunidade de conhecer pessoas fantásticas, já fiz amigos que vão ficar na minha vida e já conheci muitas pessoas bastante interessantes que infelizmente ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente.

A Teresa Chambel é uma do último grupo. Mas a quem ouso chamar amiga e colocar no grupo dos amigos que fiz. Nunca estive com a Teresa pessoalmente mas é alguém com um trato e sensibilidade que as suas palavras espelham na perfeição. Não sei precisar quantos emails já trocámos mas são os suficientes para ficar fã desta mulher que tem uma paixão enorme por “jardins”, não fosse ela a autora do blogue Um jardim para cuidar.

A Teresa acaba de lançar Um Jardim Dentro de Casa, o seu livro mais recente. Teve a amabilidade de me convidar para a apresentação da obra. Infelizmente, a lesão que tenho impossibilitou que estivesse presente. Além disso fez ainda questão de me enviar um exemplar do seu “menino” que me tem feito companhia nestes dias. Este não é um momento nada fácil para a Teresa, uma daquelas pessoas que nos tocam, a quem quero enviar um beijo e um abraço bem apertado.

Quanto ao livro, pouco há a dizer. É uma obra que todas as pessoas devem ter em casa. Mesmo aquelas que pensam não gostar da área ou que pensam que o seu apartamento não casa com este livro. Até podia desejar o maior sucesso do mundo à Teresa mas quem é assim não precisa de desejos porque faz mais do que suficiente para o alcançar. E por cá continuarei a assistir ao seu sucesso.