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7.10.15

as novas tendências no final das relações

Longe vão os tempos em que a moda no final das relações era entrar num estilo de vida em tudo semelhante ao da famosa Bridget Jones. Ou seja, chorar, fechar as portas ao mundo e ficar em casa a ver filmes e a comer chocolates ou gelados. Isto ao som de músicas mais sentimentais e tristes como é o caso de All By Myself, cantada por Jamie O´Neal, que se destaca na introdução do filme. Isto era a tradição. Mas a tradição já não é o que era. E ainda bem.

As pessoas começam a perceber, a uma velocidade muito superior à de antigamente, que existe vida para além de uma relação. Por mais que se pense que o mundo acabou no momento em que a relação, mais ou menos longa, terminou, cedo se percebe que é necessário fechar um capítulo, mudar de página e dar início a uma nova história. E num instante se percebe, isto é algo que se aplica a eles e a elas, que existe vida, por exemplo, num ginásio, numa marginal ou num qualquer caminho pedonal perto de casa. O desporto que só servia para ocupar tempo passa a ser uma tarefa quase diária.

Eles e elas percebem também que aquele bar que costumavam frequentar há muito ainda está aberto e que mantém um ambiente porreiro. Percebem ainda que conseguem aguentar uma noitada num discoteca e que ainda dão o seu pezinho de dança, por mais que pensem que não. Os e as que descobrem isto juntamente com alguns copos e brindes com amigos ficam também a saber que a sensação de ressaca no dia seguinte continua igual à que sentiram em tempos. Com a agravante de parecer custar mais a passar.

A estes comportamentos, normais em todas as pessoas que estão a iniciar uma nova fase das suas vidas, juntam-se outros mais ou menos recentes. Talvez até sejam antigos e só me tenha apercebido agora deles. Refiro-me por exemplo a elas, que depois do final das relações, partilham fotos diferentes nas redes sociais. Mais sensuais e com menos roupa. E esta atitude pode ter vários objectivos como pode não ter objectivo nenhum. Mas é algo que tenho notado, sobretudo em personalidades mais mediáticas, o que faz com que as suas fotografias nas redes sociais sejam vistas e partilhadas a uma velocidade maior.

Já eles, parecem ficar malucos com a primeira rapariga de 18 anos que encontram, partilhando imagens com as suas novas conquistas. Mais uma vez, isto pode ter diversos objectivos como pode não ter objectivo nenhum. Mas fica a ideia de que são novas tendências no final das relações.

8 comentários:

  1. Sim, não deixo de concordar contigo.

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  2. Realmente hoje vivems um tempo, em que tudo parece ser descartável, até as relações. Acabou, parte-se para outra...bebe-se um copo, engata-se alguém,damos umas cambalhotas...muitas querem provar que ainda são jovens e que não perderam a beleza. Acabar uma relação para mim é sempre acabar um sonho. Fico sempre triste e preciso de tempo para continuar em frente. Mete-me confusão como é que se quer provar sempre que se está na maior e pronta para outra. Não devo ser deste tempo...
    Lua Azul

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    1. Concordo quando dizes que hoje tudo é descartável. Porque realmente é assim.

      Quanto ao final das relações, isso dá pano para mangas. Por exemplo, poderei achar exagerado que uma pessoa sofra imenso com o final de uma relação de apenas meia dúzia de meses. Mas se calhar a pessoa acredita que perdeu o amor da sua vida. Tal como poderei achar absurdo que uma pessoa parta logo para outra depois de uma relação de mais de dez anos. Mas não existem regras para isto. Cada qual sabe como lida com a dor. Aquilo que defendo é que nenhuma pessoa deve ter o poder suficiente para fazer com que outra pessoa perca a alegria de viver depois de uma relação.

      O facto de até as relações serem descartáveis ajuda a explicar o motivo pelo qual cada vez mais existem relações curtas.

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  3. Olá :)
    Pessoalmente acho que fazer "o luto" pelas relações falhadas é essencial. Não digo que seja necessário fazer como a Bridget Jones, nem opino quanto à forma de o fazer nem à duração deste "luto" pois cada pessoa é diferente assim como os contornos de cada relação que não deu certo. Mas acho importante respirar fundo, fazer uma pausa, assimilar o sucedido e lidar com os sentimentos que daí derivam antes de dar outro qualquer passo.

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    1. Acredito que algumas relações fugazes sejam um escape para quem vê a vida mudar sem que estivesse previsto. E acho que o luto depende sempre de cada pessoa e da forma como a pessoa encara a relação. Por exemplo, se alguém toma a decisão de acabar uma relação é porque já não se sente bem e talvez não precise de um luto mas de algo novo. Isto dependerá sempre de cada pessoa.

      Mas também é um facto que muitas pessoas acabam relações longas e passados poucos meses já estão casados e com filhos. Conheço muitos casos assim.

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