9.9.15

um dos dias felizes mais tristes da minha vida

Ontem vivi aquilo que posso considerar de um dos dias felizes mais tristes da minha vida. Mas para explicar o que provoca essa sensação tenho de recuar no tempo. Um dos meus sonhos de menino era ser jogador de futebol. Nunca foi uma obsessão mas era um sonho. E o meu sonho era mais específico. Queria jogar no Benfica, o clube do meu coração. O mais perto que estive de alcançar este sonho foi quando joguei no campeonato nacional de juvenis, o que me permitiu estar no escalão máximo daquela idade, jogar contra alguns dos grandes jogadores dos dias que correm e ainda jogar diversas vezes contra o Benfica.

Agora posso avançar até ao dia de ontem. E tudo começou dias antes com uma troca de mensagens. “Como está essa recuperação? Estás bom para jogar futebol?”, perguntou-me um amigo. Expliquei que ainda não e perguntei o motivo da pergunta. Era um convite para uma acção levada a cabo pela Adidas. Resumindo, Jonas e Jardel (dois jogadores do Benfica) eram as estrelas maiores desta acção. Cada um seria o treinador de uma equipa que iria disputar um jogo no Estádio da Luz. Equipas que eram constituídas por jornalistas (muitos da televisão) e apenas dois bloggers (eu e o Ricardo Martins Pereira, o autor do blogue O Arrumadinho).

Apesar de ser uma acção e não um encontro oficial tinha a possibilidade de realizar o sonho de jogar no relvado do Estádio da Luz, algo que não acontece propriamente todos os dias. Expliquei que lamentavelmente não podia jogar. O convite manteve-se de modo a que pudesse acompanhar a acção. Aceitei sabendo que não seria fácil de gerir. E não foi. Custou-me estar na linha lateral sem poder jogar. Sem poder correr atrás da bola. Apenas e só por ser naquele relvado que é um local “sagrado” para os benfiquistas. Perguntaram-me se me custava não jogar. Respondi logo que sim por causa das circunstâncias. Qual o benfiquista que não ficaria triste por ter a oportunidade de jogar no Estádio da Luz e não conseguir jogar?

E é por isto que resumo o dia de ontem como um dos dias felizes mais tristes da minha vida. Poderão dizer que é uma banalidade ou uma futilidade dizer que um dos dias mais tristes da minha vida foi a oportunidade desperdiçada de jogar no Estádio da Luz. Aceito isso, mesmo não concordando. Será uma banalidade para quem não gosta de futebol tal como tantas outras coisas são importantes para determinadas pessoas e a mim nada me dizem. E ainda bem que não gostamos todos do mesmo. Sobre a acção, muito bem pensada por sinal, falo mais logo.

16 comentários:

  1. Não é banalidade nenhuma. Até eu que não gosto de praticar desporto e sou um zero à esquerda a jogar futebol iria ficar em êxtase com essa possibilidade =)

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    1. Seja como for, não jogaste mas pelo que percebi estiveste presente. Isso já deve ter sabido bem

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  2. Um sonho é um sonho por mais banal que seja, tem de ser compreendido apenas pela pessoa que o gostaria de concretizar :)

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  3. Deve ter sido um turbilhão de emoções... Mas um privilégio entrar na catedral e ter oportunidade de cheirar a relva ;) sara

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    1. Estava a trocar mensagens e a dizer "só me apetece chorar". Só queria ir lá para dentro. Até esquecia o tendão.

      Felizmente já tinha estado no relvado. Já tinha sentido esse cheiro. Mas jogar ali era algo muito especial ;)

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  4. Sentimentos/reações que podem parecer, a alguns, contraditórios, mas que estão longe de o ser.
    Compreendo, acredita, essa dualidade e, no fundo, felicito-te por ela.
    O sonho ficou por metade? Que importa! Um dia sê-lo-á por inteiro.
    Beijinho

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  5. Sendo eu portista,não entendo esse sonho.... hehe estou a brincar ;) Tenho a certeza que terá mais oportunidades,porque merece! ; ) Mata Hari

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  6. Temos pena, mas acho que o vestido dá um ar super vulgar. O mesmo decote, mas nas costas daria um visual bem mais elegante.
    Li alguns comentários nos jornais ingleses e foram bastante parecidos aos nossos. Parece que a opinião generalizada é que a menina deveria ter ido mais compostinha ao lado do pai.

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    1. Acredito que o comentário fosse para o texto sobre a filha do Mourinho.

      Eu aceito que não se goste do vestido. Eu também acho que não era necessária tanta exposição corporal neste e em tantos outros casos. Mas isso do "mais compostinha ao lado do pai" quer dizer que sozinha pode vestir-se assim mas que aos 18 anos não se pode vestir assim perto do pai? O vestido é sempre mau ou só é mau perto do pai? Porque essa é uma distinção que não consigo fazer.

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  7. Se era algo que querias mesmo muito, realmente foi uma pena...

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