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22.7.15

esta coisa de dar a mão a sara carbonero

Neste texto e também neste abordei a mudança de Iker Casillas, Sara Carbonero e Martín, o filho do casal, para a cidade do Porto. Um dos textos foi dedicado ao rumor de que a jornalista espanhola não estaria interessada em rumar a Portugal por considerar que se trata de um país inferior, em todos os sentidos, a Espanha. A verdade é que mãe e filho juntam-se ao jogador no Porto. E as únicas palavras da espanhola em relação a este assunto foram para explicar a mudança, elogiando ainda Portugal e a cidade do Porto.

Há quem olhe para esta situação como uma mulher que simplesmente vai "atrás" do seu homem. Uma mulher que abdica dos seus sonhos, da sua vida e da sua carreira para ir atrás do homem. Neste caso específico - porque existe quem o faça e porque existem muitas mulheres de jogadores que se anulam ou que escolhem o luxo como modo de vida - não vejo uma mulher que vai atrás do homem. Acredito que Casillas, apesar das últimas más épocas, pensava terminar a carreira no Real Madrid. Até que percebe que está a ser pontapeado para fora do clube onde passou a vida. E até que surge o Futebol Clube do Porto, o único (acredito nisto) clube que realmente o desejou, que o fez sentir especial e encontrou uma solução para que não perdesse dinheiro.

Perante este cenário repentino existiam duas opções para Sara Carbonero: ficar eventualmente dois anos sozinha com o filho em Madrid e estar com o jogador nas folgas ou mudar-se com o filho para o Porto. Acabou por acontecer a segunda opção, provavelmente pelo filho, que levou a que pedisse uma licença sem vencimento de dois anos, o tempo da duração do contrato do jogador. Sobre isto defendi (e continuo a defender) que Sara Carbonero só não trabalha em Portugal se não tiver desejo de o fazer. Sendo mulher de quem é (foi isso que a tornou conhecida mundialmente) irá receber propostas para diversas situações. Esta é a ideia que tenho.

A mudança do casal para Portugal tem diversos aspectos positivos. Um dos mais importantes é o facto de Iker Casillas não perder um cêntimo do dinheiro que ganharia durante o tempo de contrato que tinha com o Real Madrid. O Porto paga três milhões, livres de impostos, por ano e o Real Madrid paga (ou já pagou) o valor remanescente. Por outro lado, o BBVA já cancelou o seu patrocínio ao jogador e a Adidas parece pretender fazer o mesmo. Algo normal porque uma coisa é estar num dos maiores clubes do mundo e numa das principais ligas mundiais e outra é estar num clube grande em Portugal mas que pertence a um campeonato praticamente sem visibilidade internacional. Passa a ser um investimento exageradamente elevado para as marcas.

Mas nada disto faz de Iker Casillas e de Sara Carbonero um casal de emigrantes coitadinhos que trocam de país com uma mão à frente e outra atrás (uma realidade que é uma última solução para muitos casais). Por isso não percebo uma notícia do jornal espanhol ABC que revela que Iker Casillas pediu a Pinto da Costa que dê a mão a Sara Carbonero e que lhe arranje emprego numa televisão portuguesa. E numa notícia relacionada, Júlio Magalhães, em declarações ao Jornal de Notícias, abriu as portas do Porto Canal (a televisão do clube) a Sara Carbonero. "Se ela quiser ter no Porto Canal algum programa ou alguma participação seria uma mais valia para nós, provavelmente ganharíamos maior dimensão nacional e internacional. Vamos aguardar. Para já ainda não sabemos ao certo qual vai ser a permanência dela na cidade do Porto. Vai tudo depender da vontade dela, nós para já não vamos à procura", explicou.

Mantenho a opinião de que Sara Carbonero não terá dificuldade em trabalhar em Portugal. Só não o faz se não tiver esse desejo. Mas também não é preciso "caridade" para que trabalhe. Pois o mercado de trabalho irá olhar para si com olhos completamente diferentes daqueles com que olha para funcionários talentosos e mal remunerados no mundo da comunicação (e isto também se aplica a tantas pessoas sem talento, nem qualificações, que trabalham na televisão em Portugal). E acho que não faz sentido colocar Sara Carbonero na televisão sem que saiba (não sei se sabe) falar português. Acho que existem, ou devem existir mínimos, e falar portunhol não é um deles. As portas vão estar sempre abertas para Sara Carbonero. Resta saber se quer entrar em alguma sendo certo que não necessita de caridade para que isso aconteça.

5 comentários:

  1. Subescrevo inteiramente. Não acrescento uma vírgula que seja. Esta mania de prestarmos vassalagem a tudo o que é estrangeiro irrita-me solenemente. Sara

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    1. Parece que é uma "coitada" que vive no desespero de não ter um emprego.

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  2. Este é de facto o tipo de notícias com o qual não perco tempo, no entanto, com tanto jornalista a apresentador sem trabalho, acho mal que ela "roube" esse trabalho, pois se fosse um anónimo qualquer com um currículo xpto, ninguém queria saber.

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    1. Acho que não faz sentido que tenha um programa em televisão sem falar português.

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  3. Há tantas mulheres que seguem os maridos, deixam os seus empregos, dedicam-se aos filhos e fazem outras coisas, como por exemplo, tirar outro curso fora do país (uma sobrinha minha fez isso e já lá vão 5 anos).
    Beijinho

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