2.6.15

relação dos fumadores com o cinzeiro

Começo a olhar para o cinzeiro como um objecto que faz parte da vida dos… não fumadores. É quase como o isqueiro, que muitos não fumadores têm e que utilizam em diversos casos para dar lume a um fumador. Ou seja, vejo os cinzeiros como um objecto que os não fumadores têm e fazem questão de colocar à disposição, por exemplo, de um fumador que vai lá a casa, que pede autorização para fumar na varanda e que está a deitar a cinza (e em alguns casos as beatas) para a rua.

Este modo de pensar tem por base o comportamento da grande maioria dos fumadores que conheço e com quem me cruzo. Na rua dos meus pais era assim. Cinza para cima de pessoas e da roupa estendida dos vizinhos. Beatas (que não estão apagadas) para cima dos carros danificando a pintura dos mesmos. E tudo isto com a maior das naturalidades como se tudo estivesse bem.

Quando fui viver com a minha mulher optamos por arrendar um rés-do-chão num condomínio privado. O nosso terraço era mais largo do que as varandas dos cinco apartamentos que estavam por cima. E era raro o dia em que não tinha o terraço cheio de cinza e de beatas. Parecia que era o cinzeiro do prédio. Nos dias em que os vizinhos fumadores estavam com mais força nos braços conseguiam atirar para fora do terraço mas para dentro do condomínio.

Mudei de casa e agora moro no último andar de um prédio. Mas volto a ter vizinhos/visitas que fumam com o braço pendurado na varanda, atirando cinza e no final as beatas para a porta do prédio. Isto já para não falar do que se vê no trânsito. E talvez o melhor exemplo disto seja (para quem é da Margem Sul) a praça das portagens da Ponte 25 de Abril, uma espécie de cinzeiro gigante onde os condutores depositam beatas atrás de beatas. Felizmente, neste caso específico, a maioria dos meus amigos e colegas fumadores guardam as beatas para deitar para o lixo.

Mas a esmagadora maioria dos fumadores (e estou a ter por base a realidade dos locais onde vivi e aquilo que observo diariamente) parece ser alérgica ao cinzeiro. Deve ser um objecto desconhecido e sem qualquer utilidade. Mas que na realidade é muito útil.

14 comentários:

  1. A minha vizinha de cima não conhece o objeto e já estive para lhe oferecer um várias vezes, confesso! A meu ver já é algo inato no fumador. É a única explicação que encontro.
    Cris

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    1. É a vantagem de agora não ter vizinhos por cima de mim. Tão mas tão bom.

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  2. O cinzeiro é essencial, digo eu. Como não-fumador concordo contigo. Há muitos casos de falta de civismo!

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    1. Existem casos de clara falta de civismo e quando abordas o assunto ainda se revoltam.

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  3. Tens toda a razão, as pessoas por vezes nem pensam que, se fosse ao contrário, também não iriam gostar muito.

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  4. Sou fumadora e incapaz de atirar um cigarro para a rua, estrada e muito menos para o quintal dos vizinhos. Uso cinzeiro (obviamente) e no carro tenho sempre uma garrafa com um pouco de água para deitar os cigarros, garrafa que vou renovando obviamente.

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    1. Ainda bem que existem pessoas como tu. São poucas mas boas.

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  5. Mais um assunto que me deixa com receio de viver em apartamentos....

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    1. A falta de civismo é prato do dia em muitos sítios.

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  6. Já escrevi sobre isto quando percebi que muita gente decidiu usar o meu carro como cinzeiro (aqui). É mesmo irritante!

    http://entreosmeusdias.blogspot.pt
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  7. Para mim, todos os casos são falta de civismo, são se admite que se deitem beatas em lado nenhum, a não ser no lixo, depois de convenientemente apagadas, claro. Existem cinzeiros portáteis, que quem fuma deveria ter consigo.

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