24.6.15

os três maiores receios desta geração

Faço parte da geração de 80. Nasci em 81 e boa parte da minha infância e adolescência não foi marcada por consolas nem gadgets. Aliás, só tive a minha primeira consola já maior de idade. Como tal, os meus receios passavam por não ter amigos para brincar na rua, onde ficávamos até tarde nas férias grandes. Era que ao Sábado de manhã não houvesse pessoal suficiente para fazer um jogo de futebol. Era que faltasse o dono da bola. Era ter que ir à baliza. Era ser apanhado quando se colocava um palito na campainha do vizinho chato. Os receios andavam quase todos neste registo. Agora, os três maiores receios desta geração podem ser explicados com esta imagem que encontrei no 9gag.

14 comentários:

  1. Geração de agora está demasiado dependente de gadgets. Apesar de ser da geração de 90 alguns dos meus medos era que perdesse os acessórios das bonecas, que as barracas de cobertores caíssem e que o meu irmão não me deixasse ir para as pistas de bicicletas que ele fazia (o que era sempre)..

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    1. Agora os receios podem ser resumidos a estes três.

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  2. Sem dúvida.... saudades desses tempos...

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  3. Bolas da maneira que a minha geração fala parece que vivíamos no século XIX. Eu nasci em 89 e tive uma playstation quando era miúda, quando era adolescente tive um computador em casa e tive telemóvel (sim, não era um smartphone mas mesmo assim). Ia brincar para o jardim, mas nao andava propriamente a correr pelo campo nem ficava no meio da rua dado que morava em Lisboa.
    Sim os miúdos hoje em dia têm mais gadgets e às vezes são introduzidos aos mesmos muito cedo e sem restrições. Mas não acho que a diferença seja tão grande e catastrófica como muita gente acha.

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    1. A diferença é o resultado da evolução. Para mim a "catástrofe" é os pais incentivarem mais os gadgets do que as brincadeiras reais.

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  4. Eu também sou da geração de 80, nascida em 81, mas o momento alto do dia era quando o spectrum carregava o jogo ( tipo 1h depois) :) adorei o teu post. Sara Guelha

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    1. Tipo uma hora e quando não dava erro :)

      Obrigado pela memória.

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  5. A coisa mais parecida com gagjets eram os sortudos que tinham bip terem medo de ficarem sem pilha!!! (e agora quem não é desse tempo não faz a menor ideia do que era um bip!)

    http://ofabulosodestinodemariaamelia.pt/

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    1. Também tiveste da Coca-Cola que eram oferecidos?

      Depois ligava para um número onde a pessoa apontava a mensagem. Bons tempos.

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  6. Eu nasci muito antes, tinha muitas férias para gozar, para brincar, para ajudar a minha mãe, para ir um mês inteiro para a praia (as melhores férias que tinha), para fazer o pino no baloiço da praia e , já adulta, não existiam os gadgets mas a comunicação para namorar era feita através de uma chamada de telefone, marcava-se o encontro e à hora lá estávamos. Nunca falhava.
    Agora, queremos encontrar /estar com alguém, ligamos, não temos resposta e/ou estamos nunca chegamos a tempo de nada.
    Urgem as relações de amizade que não à distância.

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