POWr Multi Slider

22.4.15

serei o único a achar isto?

Serei o único a achar que a greve é algo cada vez mais banalizado? Mais do que uma forma de protesto, parece que a greve é uma espécie de acessório de moda que fica bem usar em todos os looks. Mais do que um instrumento de força é a melhor maneira de não trabalhar. É pena que assim seja. E também começo a olhar para a greve como um desodorizante: quem mais precisa dele não o usa. Mas se calhar sou só eu que penso desta forma.

30 comentários:

  1. Não és não. Isto já é completamente banal e desculpa-me o termo mas na minha opinião já se tornou uma grande palhaçada. Sou a favor da greve, é um direito sim mas isto é demais.

    http://janeiroemparis.blogspot.com/

    ResponderEliminar
  2. Nunca fui muito a favor das greves. Apesar disso, aceito-as reconhecendo-lhes o seu valor como forma de luta quando quem as pratica está em real desvantagem em relação à sua entidade patronal.
    A banalização do seu uso subverte a sua própria essência.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A banalização faz com que deixe de ser aquilo que deveria ser.

      Eliminar
  3. Acho que chamar-lhe de "efeito desodorizante" foi uma boa ideia. É daquelas coisas que até podem estar em promoção mas que ninguém leva. Mas depois também é daquelas coisas que estão em promoção e que todos levam sem precisar porque "ah, mas estava em promoção!". E entre trocas e troquitas, nada acontece. :)

    ResponderEliminar
  4. Nunca tinha pensado nisso assim, mas concordo contigo!

    ResponderEliminar
  5. Também acho que a greve está a ficar banalizada, mas, em alguns setores, como é o exemplo do metro. O meu marido trabalha perto de Marquês de Pombal, deixa o carro na estação, apanha barco e metro, de vez em quando diz-me, "hoje há greve do metro", ele tem o passe comprado e vai a pé, eu já nem ligo, faz parte da rotina de quem utiliza o metro para trabalhar, por vezes a greve é só ás horas de ponta, a empresa neste caso, é capaz de sair a ganhar. Acredita que nem sei o motivo de cada uma destas greves. Quando da greve dos estivadores, por exemplo, segui o assunto com atenção. Depois temos aquelas empresas em que os trabalhadores não fazem greve porque têm medo de represálias, ou nem sequer têm estrutura sindical na empresa, embora tenham motivos de sobra para usar esse direito. Mas não acho que seja um acessório de moda, nem uma maneira de não ir trabalhar, acho que é mal utilizada pelos sindicatos, deveriam talvez partir para novas formas de protesto mais inovadoras.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Existem greves sem sentido nenhum e quem se lixa é sempre o mexilhão. Infelizmente, existem pessoas que a deviam fazer e não fazem.

      Eliminar
  6. A partir do momento em que se faz greve por dá cá aquela palha nenhuma greve faz sentido. A partir do momento em que alguns sindicatos pagam o dia de trabalho aos trabalhadores que decidem fazer greve, não se trata de fazer greve mas, muitas vezes, aproveitar um dia de folga ou fim de semana prolongado. Porque a meu ver fazer greve é apresentar-se no trabalho e decidir não desempenhar as suas funções e não aproveitar o dia para ir trabalhar para o bronze. Isso não é fazer greve. É fazer gazeta. Mas também é só a minha opinião. E vale o que vale. ;)
    Cris

    www.lima-limao.pt

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mas é muito justa. Muitas pessoas desconhecem que muitos grevistas não perdem o dinheiro do dia de trabalho ;)

      Eliminar
  7. Para mim as greves são sempre dos mesmos, daqueles que reclamam mas têm o ordenado e as regalias (podem não ser todas as que eles querem) certas todos os meses. Para quem tem de batalhar diáriamente para conseguir viver com dignidade sem uma máquina estado por trás não faz greve. Já ninguém lhes liga, são sempre os mesmos...

    ResponderEliminar
  8. Concordo. E a comparação com o desodorizante foi brilhante!

    1beijo,
    http://umblogsoparamim.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
  9. Actualmente faz-se greve por tudo e por nada, já ninguém simpatiza com as 'causas', sobretudo quando prejudicam constantemente os utentes.

    ResponderEliminar
  10. Olá :)
    Sou mais uma a concordar contigo. Em termos históricos, a greve foi um exercício de uma imensa importância, exigia uma tremenda coragem, e teve uma importância basilar na conquista de direitos para os trabalhadores. Hoje caiu na banalidade. Talvez a minha perspectiva esteja errada, mas parece-me que actualmente existe um desrespeito de muitos dos grevistas para com a história deste exercício. Que é usado por dá cá aquela palha, e muitas vezes em datas que coincidem com a obtenção de fins de semana prolongados.
    Gostaria honestamente de ser capaz de maior empatia para com as pessoas que lutam pelos seus direitos laborais, no entanto, após anos e anos a ser prejudicada como utente de transportes públicos, numa frequência avassaladora, trata-se de um barco que já partiu há muito.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Acho que resumes muito bem o modo de pensar de muitas pessoas.

      Eliminar
  11. Eu conheço uma classe que não pode fazer greves.... mas que tem, se calhar mais do que a maioria de todas as outras classes, todo e qualquer motivo para as fazer! E não pode porquê? Porque os serviços mínimos que são "obrigatórios" nesses dias, são os serviços mínimos com que trabalham todos os dias.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu conheço quem a devesse fazer mas que não faz por falta de coragem.

      Eliminar
  12. Dia 1 irei pela primeira vez fazer greve na minha vida, devido ao clima instalado no meu local de trabalho...perseguição ao mais alto nivel

    ResponderEliminar
  13. Diz-me por favor, quais são os sindicatos que pagam o dia de greve aos trabalhadores, conheço vários e não conheço nenhum que pague, em Portugal, como é óbvio., mas não os conheço todos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Aquilo que me foi dito é que aqueles que "passam" a vida em greve têm sindicatos que suportam esse dia.

      Eliminar
  14. Concordo contigo,é assim há alguns anos.

    ResponderEliminar
  15. Não, acredita que não és o único a pensar dessa forma.

    ResponderEliminar