11.3.15

lembram-se do vestido azul e preto que parece branco e dourado...

Um simples vestido foi mais do que suficiente para colocar em alvoroço as redes sociais. “Que cores vês: azul e preto ou branco e dourado?”, era a pergunta. Esta simples pergunta resultou em largos milhares de respostas e também em diversas explicações para o fenómeno que leva umas pessoas a identificar duas cores e outras a identificar outras duas. Tendo em conta que a maioria das pessoas tem dificuldade em ver as cores azul e preto, ficou a questão: qual a dificuldade em identificar ambas as cores.

O Exército de Salvação (Salvation Army) da África do Sul pegou no vestido e na última questão e transformou tudo numa "brilhante" e tocante campanha relacionada com a violência contra as mulheres. “A única ilusão é pensar que a escolha foi dela”, é a frase que acompanha a imagem de uma mulher loira que além do polémico vestido ostenta marcas de agressões físicas. Propositadamente foram utilizados os tons preto e azul nas marcas de violência, os mesmos do vestido que correu mundo não só através das redes sociais mas também dos meios de comunicação social.


Esta campanha, lançada no Dia da Mulher, pega na questão “porque é tão difícil ver preto e azul?” numa alusão às pessoas que fecham os olhos à realidade dos números que dão conta de que uma em cada seis mulheres são vítimas de abusos. Gostava que esta imagem fosse partilhada ainda mais vezes do que a do vestido. Gostava também que esta campanha fosse notícia em todos os meios onde o vestido original teve destaque. E num cenário perfeito e justo, gostava que a violência contra as mulheres deixasse de existir. Até porque homem de verdade não bate em mulher. E fica a questão: porque é tão difícil ver preto e azul?

11 comentários:

  1. Muito bem pensado, e sem dúvida que esta deveria correr o mundo também!

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    1. Mas infelizmente poucas pessoas vão conhecer esta.

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  2. Olá!
    Respondendo à tua questão, acho que a violência doméstica ainda é vista como uma coisa que é entre "agressor" e "vítima", que é como quem diz "homem" e "mulher". Mas sendo um crime público, é nosso DEVER denunciar! Por mais medo de represálias que tenhamos ou mesmo por receio de a vítima não prosseguir com a queixa, TEMOS de o fazer, mais não seja por dormirmos de consciência tranquila!
    Em relação à campanha, gosto muito. E venham mais campanhas assim, porque infelizmente, nunca são demais :(

    Parabéns pelos conteúdos que trazes ao blog, sempre interessantes e pertinentes ;)

    Beijos

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    1. É por isso que no outro dia questionava as pessoas que se lembram dos "dias de..." apenas no dia e depois nada fazem.

      Muito obrigado pelas tuas simpáticas palavras :)

      Beijos

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  3. Vou comprar o vestido e colar à minha cara numa das noites em que fui agredida, é a mesma coisa. O problema sou eu, não são as campanhas, mas aimda dói muito ver este assunto ser falado por quem nunca foi vítima.

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    1. Adorava (mas sei que é impossível) que esse episódio fosse esquecido por ti.

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    2. Peço -te imensa desculpa, é a segunda vez que me "esbardalho" toda a desabafar no teu espaço e não devia. A ferida é minha e já o entendeste. Vou ser mais comedida e agradeço a tua paciência de santo. Beijos

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    3. Não tens que pedir desculpa. Agradeço a confiança para o desabafo.

      Beijos

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    4. Mas não faço mais nenhum, para isso "grito"no meu blog, not fair fot you. Beijos

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    5. for* (quando fico danada comigo nem português, quanto mais inglês)

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