15.1.15

elas e os puns (deles)

Em tempos, quando estava casado com Jennifer Aniston, Brad Pitt disse que estar casado era comer e dar puns na cama. Esta foi a resposta do actor – que gozou a lua-de-mel na “nossa” Sintra – à pergunta do significado de estar casado. Existem várias leituras que podem ser feitas a estas palavras. Pessoalmente, acredito que o actor se referia à confiança apesar de ter escolhido uma forma peculiar para ilustrar as suas palavras.

Retirando a comida da equação, ou seja, centrando-me nos puns, é algo que exige um elevado grau de confiança. É certo que se trata de um tema sobre o qual as pessoas normalmente não falam mas ninguém abusa dos referidos perto de alguém com quem não se tem confiança. No que às relações diz respeito, é algo que eles levam muito a sério. Ao contrário delas. Por outras palavras, acredito que boa parte dos homens se revê nas palavras de Brad Pitt. Com isto quero dizer, que quando eles atingem (ou pelo menos acreditam nisso) um determinado patamar de confiança não têm qualquer problema em soltar uns gases quando estão perto delas. Algo que elas, por norma, optam por não fazer.

Esta é a ideia que tenho. Que é corroborada em diversas conversas/brincadeiras de homens. Em que eles assumem que o fazem, apesar delas nem sempre acharem muita piada ao tema. “Ela diz para ir à casa-de-banho”, dizem eles entre sorrisos. “Ela fica danada”, acrescentam. Um dado curioso é que eles facilmente fazem isto perto das mulheres/namoradas mas não o fazem perto dos amigos. Por mais confiança que tenham com os amigos é algo que evitam ao máximo na maioria das situações. Por sua vez, perto delas fazem-no com a maior naturalidade do mundo.

Como referi é algo natural nas rotinas de um casal ao mesmo tempo que é um daqueles temas sobre os quais se evita falar como se isso fizesse com que deixasse de ser real. Abordo este tema porque considero que existem diferentes pontos de vista para o mesmo. Será a confiança em relação à pessoa com quem se partilha a vida que leva a que se faça isto com naturalidade? Será um abuso de confiança? Ou, por outro lado, será uma falta de respeito? Será que Brad Pitt está certo? Ou errado?

28 comentários:

  1. Brad Pitt deve estar certo, nós é que pomos algum tabu nisso, talvez porque os puns são mal cheirosos e sentimo-nos envergonhados(as) quer seja com quem vivemos, quer seja com os amigos(as).

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    1. Algumas pessoas olham para um pum como algo que dá direito a pena de prisão. E parece que ninguém os dá...

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  2. Confesso que demorou, mas eu e o meu Pitt fazemos isso sem nos ausentarmos de cada vez que temos vontade. A não ser que seja qualquer coisa do demónio, aí "vai lá pra casa de banho, que eu não tenho que levar com isso". Mas foi preciso atingirmos um nível de confiança bastante seguro e elevado para eu, bem como ele, conseguir. Não acontece muitas vezes, mas quando tem que ir, vai. E também já escrevi sobre isto no meu tasco, caso te interesse dares uma vista de olhos, tanto ao post como aos comentários: http://relativizarascoisas.blogspot.pt/2014/12/hoje-escrevo-vos-sobre-puns-aviso-que.html

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    1. Vou espreitar.

      Apesar de algumas pessoas condenarem eu olho para as palavras do Brad Pitt e para o teu relato como exemplos de confiança.

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  3. Entrei neste post porque me assustei com o título e principalmente com esta parte: "mas ninguém abusa dos referidos perto de alguém com quem não se tem confiança". A sério?! Medo!

    Mas admito que esta parte então, quase que me fez cortar os pulsos: "é algo natural nas rotinas de um casal". A sério?!?! (outra vez). Ainda mais... medo.

    Caro homem com blogue, que sei que tem, embora nos queira enganar, já fui casada, já namorei e nunca em tempo algum continuaria ao lado de alguém que não soubesse que isto não é normal, tão pouco natural, nem o que quer que exista a não ser que rime com cheirar mal e eu não gosto de coisas que cheirem mal. Gosto de pessoas que sabem estar, independentemente do facto de se ser mulher ou homem. Se for um caso de saúde, é ir ao médico de família. Se um homem acha que é uma questão de confiança, é ir também ao médico de família que se encarregará de o reencaminhar para um psicólogo e, já agora, para a perfumaria mais próxima. Já agora não esquecer um nutricionista, aliás, eu começaria mesmo por um nutricionista.

    Por vezes é bom saber que não temos acesso à vida íntima das pessoas. Oh oh! Que alívio.

    Desejo-lhe uma boa noite e veja lá bem isso. Homem ou mulher querem-se limpinhos e perfumados. O resto é do foro íntimo. Mesmo na vida de um casal existem situações que não se partilham ou lá se vai o romance. Aliás, não há romance que resista a tanta coisa partilhada. A tanta realidade, a tanta pomba assassinada. Penso eu de que... :)

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    1. Olá Maria e obrigado pela forma como escreveste o teu comentário. Fez-me rir :)

      Eu vejo este tema como algo que quase toda a gente faz mas que ninguém assume ou um tema que mais vale ser ignorado. Acredito que existam casais que são incapazes de fazer algo do género em frente um do outro. E devem ser incapazes de fazer muitas outras coisas.

      Agora não vejo aqueles que os fazem como "porcos" tal como não vejo os que não fazem como "seres estranhos".

      Acredito é que os puns são muito mais naturais do que as pessoas querem fazer parecer. Não são nenhum bicho de sete cabeças.

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  4. Eu não consigo, nada dá mesmo … não há grau de familiaridade, cumplicidade ou de camaradagem, que me permita dar largas à “banda sonora” intestinal! ;)

    Mas se o Brad Pitt tiver razão, eu começo a perceber para que serve isto: http://momentosemcapsulas.blogspot.pt/2014/12/o-melhor-presente-de-natal-logo-seguir.html

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    1. Acho que é algo que os homens fazem com mais naturalidade do que elas ;)

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  5. "Abordo este tema porque considero que existem diferentes pontos de vista para o mesmo. Será a confiança em relação à pessoa com quem se partilha a vida que leva a que se faça isto com naturalidade? Será um abuso de confiança? "... Brincadeirinha, certo?

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    1. Não. É uma forma de perceber como é que as pessoas lidam com este tema. Não mais do que isso.

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  6. Não acredito que seja falta de respeito se não for feito de propósito. Isto para dizer que soltar um arroto perto da pessoa amada pode também ser um exemplo próximo desse dos pus. É falta de respeito quando se faz continuamente para gozar ou querer parecer um javardão (como adoro esta palavra), algo que nunca percebi porque é que tantos homens gostam tanto de parecer. Se não for nesse caso, então sim, o Sr. Pitt está absolutamente certo, na minha opinião.

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  7. No meu caso, penso que se invertem os papéis...
    Estou a tentar convencer o meu companheiro de que isto é do mais normal que há! "Inquilino que não paga renda, rua com ele!", já dizia a minha avó :)
    Oh pá, há alturas em que o "bicho" tem mesmo que sair e se estou em casa, com o meu mais-que-tudo, completamente à vontade, no nosso ninho... Bem, não vou ficar com dores só para não incomodar, caramba...
    Acredito que partilhar a vida é para os bons e os maus momentos, para os momentos que cheiram a rosas e os momentos que cheiram a... outras coisas :)

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    1. Ainda ontem ouvi essa frase. E o amigo que a disse também a ouvia da avó. Gosto destas coincidências :)

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  8. Olá :)
    Eu advogo que é algo absolutamente natural, (lembro-me sempre daquele personagem do american pie quando uso esta expressão). Acho que quando um casal o consegue fazer é sinónimo que já foi alcançado um certo patamar de confiança, e isso é bom. Aliás, há sempre o episódio do primeiro pum, que sai sem pedir licença, o danado sem vergonha, o maldito que nos vem embaraçar perante "aquela" pessoa, logo aquela bolas! E isso é um bom teste, é assim que o vejo. Porque se existe uma relação com pernas para andar, com companheirismo, amor, e todos os ingredientes, faz-se tudo para não deixar o outro embaraçado. Não deixamos quem amamos num poço de constrangimento. Quando houve por aqui o primeiro "acidente", ainda namorados, a minha resposta foi soltar um também. Disse-lhe "estamos quites" e desatámos à gargalhada. Adeus embaraço.
    Agora, à vontade não é à vontadinha. A nossa postura de extrema confiança e à vontade não implica soltar fogo de artifício a torto e a direito. Significa que, se tiver que acontecer, irá acontecer sem dramatismos.
    Nenhum de nós teria perfil para partilhar a vida com alguém demasiado anal em relação a estas coisas. Um dos benefícios é que tenho um homem, que considero à séria, capaz de, por mim, sair de casa para me ir comprar trifenes ou pensos higiénicos, se eu estiver num dia muito mau. Sem dramas nem excessos de sensibilidade.
    Se o romantismo, ou a sensualidade sofrem com este nosso comportamento? Eu diria, pelo contrário. A confiança e o à vontade são excelentes alicerces.

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    1. Está tudo dito. É isso mesmo! Obrigado pelo testemunho que tão bem explica onde pretendia chegar.

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    2. Ana, escreveu exactamente aquilo que penso. É isso mesmo!

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  9. O Pitt está muito certo, a meu ver.

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  10. Não sabia que era possivel libertar ligaduras (ou gazes) pelo rabo.
    Isso nunca fiz, mas libertar gases, isso já.

    Mas no meio disto tudo, peidas-te perto da tua namorada ou não?

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    1. Obrigado pelo alerta.

      Claro que não. Isso é coisa do demo.

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  11. Se há coisa boa na relação que tenho com o meu marido é o à vontade em questões tão básicas como esta..
    Já vivi o oposto e ter que estar sempre 'composta', quase ter que acordar maquilhada, não poder cortar as unhas à frente dele ou ter que fazer xixi à porta fechada não é sinónimo de relação 'perfumada' e feliz.... É ser prisioneira dentro da própria casa! Não, obrigada!

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  12. Eh pá não resisti, eu não solto os meus gases ao pé do meu homem? Claro que sim e ele faz o mesmo, claro que pedimos desculpa mas temos essa intimidade e estou com a Hortelã, as portas das wc«s nunca se fecham, para quê? Somo casal para dividir o quê? As aparências?

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