28.11.14

desejo no seu expoente máximo

Bastou ouvir esta música uma vez. Foi o suficiente para ficar preso em tudo aquilo que representa para mim. Aquilo que chega aos meus ouvidos é calor. Altas temperaturas. Corpos suados. Dois corpos como um só. Dança. Desejo. Paixão. E muito sentimento. Estou preso nisto. Imagino casais apaixonados a dançar isto ao pôr-do-sol numa qualquer praia idílica.


PS – Não aconselho que ouçam esta música. Provavelmente ficam presos nela. Estão avisados.

uma simples questão

Se as pessoas não gostam umas das outras (e não escondem esse pormenor) quais os motivos pelos quais fingem uma amizade inexistente? Alguém tem a bondade de me explicar isto como se fosse uma criança de cinco anos. É que se existem coisas que não percebo, esta está no topo da lista.

27.11.14

ciúmes em locais impróprios. ou é outra coisa?

Gosto de ciúmes numa relação. Acho que, desde que sentidos (ou revelados) de forma suave são um sinal de paixão. Porque, quem ama e deseja acaba por sentir ciúmes em diversas situações. Por mais que se diga que não ou que se consiga evitar que os mesmos sejam revelados, acredito que eles acabam por existir. Quando os ciúmes são doentios, é algo que não aguento. E que não compreendo pois levam a relação para um patamar onde a desconfiança e as discussões têm lugar de destaque.

E se não compreendo ciúmes doentios numa relação, muito menos compreendo ciúmes em relações de amizade ou em relações profissionais, apenas para dar dois exemplos. E se também não compreendo este tipo de ciúmes, ainda muito menos compreendo os ciúmes que têm lugar em locais impróprios. Como por exemplo... no ginásio. Local onde descobri que existem. Existem pessoas que conseguem sentir ciúmes do tratamento que um “professor” dá aos “alunos”.

Queixam-se de que fulano nunca é criticado nem corrigido. “Sou só eu que faço as coisas mal”, dizem. “E os outros?”, perguntam. Chegando a acusar sicrano de ter um tratamento especial. Quando, na realidade, e independentemente da relação de amizade que as pessoas têm fora do ginásio, o tratamento é igual para todos. A diferença está somente num detalhe importante: a forma como se lida com a crítica.

Aqueles que são acusados de tratamento especial são aqueles que ouvem a crítica e corrigem o que estão a fazer mal, de modo a que não tenham de ouvir a mesma crítica dezenas de vezes. Não perdem tempo a tentar descobrir erros nos outros, preferindo corrigir os seus. Os outros, aqueles que acusam, são aqueles que ouvem a mesma crítica dezenas de vezes e que mesmo assim continuam a cometer o mesmo erro. Não percebem que não corrigiram algo e optam por encontrar tratamento especial onde ele não existe. Os ciúmes que sentem são afinal outra coisa. Mas preferem ignorar esse detalhe.

orgasmos. homens vs mulheres





Confere?

as vacas sagradas

Ontem, e no seguimento da detenção de José Sócrates, partilhei – no facebook do blogue - aquilo que considero ser uma excelente reportagem. Foi noticiada a ligação entre os governos de Sócrates e o Grupo Lena, do qual Carlos Santos Silva (outro dos arguidos) foi administrador. Este grupo foi um dos mais cotados com contratos públicos num montante superior a 153 milhões de euros durante o tempo em que Sócrates foi primeiro-ministro. Tendo em conta este dado de relevo, considero que uma boa reportagem passa por encontrar relações semelhantes no actual governo. E não só. Nos governos que antecedem José Sócrates, independentemente da cor política.  

Não posso dar garantias mas acredito que seriam encontradas ligações muito semelhantes a esta. Que por sua vez levantariam muitas suspeitas. Que por sua vez seriam incómodas para muitas pessoas com cargos de relevo. E que podiam até dar lugar a problemas sérios. Não é mais do que a minha opinião, mas acredito que seria o resultado da reportagem. Por outro lado, acredito que esta reportagem dificilmente via a luz do dia. Ou seja, dificilmente seria publicada num jornal/revista ou emitida num canal. Tal como acredito que muitos jornalistas iam ter problemas sérios pelo caminho.

E isto leva-me às “vacas sagradas” que existem em todo o lado. São aquelas pessoas que são intocáveis em diversos locais. São aquelas pessoas que têm as suas histórias escondidas numa gaveta algures, com a certeza de que nunca vão ser divulgadas. E não têm de ser as mesmas. Cada publicação tem as suas. Cada qual “defende” os seus. Consoante as mais diferentes motivações e relações pessoais. E existem “vacas sagradas” em todas as áreas. Da música à política, passando por tantas outras áreas. E incomodar essas pessoas acaba sempre numa gigantesca dor de cabeça.

como ser invejado pelas mulheres


Para ser invejado pelas mulheres basta ser um boneco Lego, de nome b., e cair nas mãos de Pedro Teixeira, um dos solteiros mais "cobiçados" de Portugal.

26.11.14

porque ele faz parte de nós

No último post fiz uma referência a um diálogo muito peculiar, protagonizado por Herman José e Nicolau Breyner, na pele de Senhor Contente e do Senhor Feliz. Estes personagens nasceram na década de setenta. Apesar de ter nascido em 1981, estes dois papéis não me são desconhecidos. Não me passam ao lado. Hoje, um amigo cantarolou este diálogo. E, para meu espanto, outro amigo nosso, de 27 anos, não fazia a mínima ideia do que se falava. Não sabia quem eram os tais senhores, o Contente e o Feliz, que protagonizavam esta rábula.

Perante este desconhecimento, perguntei se O Tal Canal lhe dizia algo. Respondeu que não. Perguntei também se sabia quem eram os personagens José Esteves, Serafim Saudade, Nelito e Maximiana. Voltou a dizer que não. Falei-lhe ainda de Melga Shop e de Mike e Melga. Também não sabia quem eram. Mudei-me para o grupo de tripeiros ferrenhos que estavam indignados com a Expo 98 e que preparavam, em segredo, a Expo Nobenta e Seite, algo que ia envergonhar os mouros, com destaque para o Engenheiro Paços de Ferreira. Mais uma vez, disse que não sabia quem eram.

Num misto de desespero (e também num teste final) perguntei se estava recordado de ver Herman José na SIC, com as visitas de alguns convidados duvidosos e se estava recordado de ver o seu nome associado a um dos maiores escândalos do país. Nesse momento disse logo que sim. Estas duas coisas eram claras na sua cabeça e eram as únicas memórias do humorista. Expliquei que tudo o que estava para trás estava ligado a Herman José, uma pessoa que considero fazer parte da nossa cultura, sendo um dos maiores talentos que tive o prazer de ver na televisão e ao vivo. “Não me lembro de nada disso. Era muito novo”, justificou.

Defendo que as pessoas não são obrigadas a gostar do mesmo. Aceito perfeitamente que me digam que Herman José não tem talento. Por mais que discorde, tenho de aceitar que existam pessoas que não gostem do seu humor. Mas entristece-me o desconhecimento em relação a momentos marcantes da nossa cultura, algo que ninguém pode negar. Quer se goste ou deteste, Herman José está ligado a momentos marcantes da nossa cultura. O Tal Canal é marcante. E são personagens como aqueles que referi que criaram espaço a tantas coisas que ainda hoje são feitas por muitos humoristas que se inspiram no seu talento.

É uma pena que cada vez mais, cultura e história sejam palavras que envolvem um espaço temporal de aproximadamente dois ou três anos. Entristece-me que sejam dados como grandes exemplos de pessoas que fizeram algo pela nossa cultura pessoas que começaram a carreira ontem e que têm apenas um trabalho. E que muitas vezes é de qualidade duvidosa. Não sou ninguém para apontar o dedo aos outros e para acusar de desconhecer isto ou aquilo. Mas entristece-me este aparente desinteresse por tantas coisas boas que foram feitas pelos nossos e que marcaram gerações. Mais do que isso, que são a nossa história.

digam-me que isto vos diz algo...

“Como passa senhor Contente?”
“Como está senhor Feliz?”
“Diga à gente, diga à gente, como vai este país”

Digam-me que, independentemente da vossa idade, este diálogo vos diz algo. Que o associam, no mínimo, a uma pessoa.

quem será agora?

Até sair de casa dos meus pais vivi sempre no mesmo prédio. Num dos nove de uma pequena praceta. O apartamento é num sexto andar e todos os prédios têm sete. Ao longo da minha infância e adolescência mantive praticamente os mesmos vizinhos. Poucos foram os que saíram de lá, o que fez com que crescesse sempre com os mesmos amigos, apesar das diferentes idades que nos separavam. Entre os amigos que não mudaram de casa até ao casamento, está o meu vizinho de cima, que deve ter mais oito ou nove anos anos do que eu.

Este amigo e vizinho tinha uma particularidade. Conseguia passar o dia inteiro a ouvir a mesma música com o volume no máximo. Em momentos ocasionais, conseguia ouvir um álbum até à exaustão ao longo do dia. A isto acrescentava um gosto musical bastante reduzido. Quando lhe dava para ouvir um álbum inteiro, a escolha era sempre a mesma: Moonspell. Quando queria ouvir apenas uma música ao longo do dia também podia escolher uma das muitas da banda portuguesa. Porém, por norma, a sua opção era Who Can It Be Now? ou Down Under, ambas dos Men at Work.

Isto não aconteceu num dia. Não aconteceu numa semana. Nem sequer num mês. Isto reproduziu-se ao longo de anos a fio. Eu, que na altura não conhecia os Moonspell nem os Men at Work, dava por mim a cantar as músicas. Mas apenas as dos Men at Work pois perceber as letras dos Moonspell de um andar para o outro, com o volume no máximo e com alguns pulos pelo meio, era uma tarefa mais complicada. O facto de ter acontecido ao longo de anos poderia ter feito com que odiasse por completo ambas as bandas. Curiosamente, aconteceu o oposto.

Apesar daquilo – o volume no máximo e a mesma música ao longo de horas – ser algo estranho para mim (naquela altura) fiquei fã de Men at Work. Não desgosto de Moonspell mas não sou tão fã como da banda australiana que teve o seu grande sucesso nos anos oitenta. Quando começamos a sair à noite fui descobrindo outras músicas e, mais uma vez, graças ao meu vizinho. Como era o mais novo, ainda não conduzia e nas nossas saídas ouvia o resto do álbum no seu carro. “Isto é aquilo que passas o dia a ouvir com o volume no máximo”, dizia-lhe. Acho até que acabei por ficar com o cd, deixando-lhe apenas os Moonspell para os seus momentos musicais.

Desde então que sou fã (um dos poucos, creio. Sobretudo nos dias que correm) dos Men at Work. Delicio-me a devorar os seus hits, a ver concertos ao vivo. Até porque é um tipo de música que já não é feito actualmente. E isto aplica-se à maioria das grandes bandas que surgiram nos anos oitenta e que conseguem ter músicas eternas. Para quem não os conhece, partilho uma das minhas preferidas que não é um dos seus principais sucessos.


Como referi no texto, naquela altura fazia-me confusão que o meu amigo e vizinho passasse um dia inteiro a ouvir uma música com o volume no máximo. Hoje, como não vivo sem música, dou por mim a fazer o mesmo. Quando são músicas e álbuns que adoro sou capaz de os devorar como se fossem o melhor banquete do mundo. A diferença é que guardo esta boa vibe para mim. A festa é só minha. E não “incomodo” ninguém com algo que certamente será repetitivo noutros ouvidos que não os meus.

só falta uma semana

Parece que foi ontem que fui desafiado para ser o “tema” de um jantar que pretende juntar pessoas que passam pelo blogue, uma iniciativa levada a cabo pela ezimute, uma start-up que detém a Table and Friends, e que acaba por ser o primeiro jantar do blogue. Parece que acabei de dar a conhecer o convite que me foi feito mas a verdade é que o tempo passa a correr e já só falta uma semana para o jantar.

Relembro que o jantar é no dia 3 de Dezembro, no Origami Sushi Bar, em Lisboa, pelas 20 horas. Aproveito para recordar o menu. Entradas: Gyosas de carne e vegetais/2 unids, Hot Sushi/2 unids, Sushi, Sashimi e Fusão/12 peças. Prato Quente: ShakeYaki (salmão grelhado com molho ankakê, acompanhado de arroz japonês e legumes salteados). Sobremesa: Castela Chá Verde com creme fraiche. Bebidas: água, refrigerantes, chás/2 por pessoa | vinho branco e tinto, sangria / meia garrafa por pessoa e café. O preço é 20 euros por pessoa. Quem quiser estar presente pode ir à pagina do evento onde poderá confirmar a sua reserva. Ou então pode enviar um email para aferreira@ezimute.com a solicitar os lugares desejados. O pagamento é efectuado no restaurante.

A ansiedade é cada vez maior e já tem associada uma certa dose de nervosismo e também timidez. Para ajudar a atenuar tudo isto partilho uma notícia que me deixa muito feliz e cheio de orgulho. É uma enorme satisfação para mim revelar que a Lego decidiu associar-se ao jantar. De que modo? Só estando presente é que se descobre. Aproveito para agradecer às pessoas que já reservaram o seu lugar. Ultrapassaram (e muito) as minhas melhores expectativas.


25.11.14

verdade ou mito #80

Todas as pessoas, em algum momento, já foram os protagonistas de um ataque de pânico ou fúria. E certamente que nesse momento, ouviram uma ou mais pessoas dizer algo como: “tem calma”. Palavras que acabam por ter o sentido oposto do desejado pois nunca acalmam. Servem apenas para acentuar ainda mais o momento de pânico ou fúria. Isto será verdade? Será que frases como “tem calma” têm sempre o efeito contrário do desejado em momentos específicos? Ou será mito? Porque, na esmagadora maioria dos casos, são palavras que acabam sempre por acalmar. Verdade ou mito?

basta que me batas uma vez

Hoje assinala-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. E através do Pedro Texeira e do Tiago Froufe, os autores do blogue Bons Rapazes, fiquei a saber da existência do movimento basta que me batas uma vez, levado a cabo pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. Para assinalar este dia tão importante, a APAV desafia as pessoas a partilhar uma selfie no instagram. Na vossa boca devem associar a conta instagram da APAV e, na legenda da imagem, colocam a descrição Basta que me batas uma vez e as hashtags APAV e 25Novembro.


Apesar de não passar de uma humilde contribuição, fui incapaz de não me associar a algo tão nobre e desafio todas as pessoas que por aqui passam a fazer o mesmo. E nunca é demais lembrar que homem de verdade não bate em mulheres.

desafio in love

Procuro aquela que é a melhor música romântica alguma vez criada. Será Endless Love, de Diana Ross e Lionel Richie, como defende um dos tops da Billboard? Ou Your Song, de Elton John, que aparece no site About? Ou ainda God Only Knows, dos Beach Boys, isto de acordo com a Time Out New York? A verdade é que nenhuma destas listas me interessa.

Aquilo que importa é apenas a vossa opinião. Vocês é que mandam. Por isso, peço-vos que me ajudem a encontrar a melhor música romântica de sempre. Para isso, e nesta fase inicial, quero que partilhem comigo as três músicas de que mais gostam. E peço que o façam por ordem de preferência. (1 - ?? 2 - ?? e 3 - ??). Daqui, irá resultar um top, que neste momento ainda não tem número de vagas definido. Tal como ainda não está definido o tempo para esta fase inicial daquilo que dei o nome de desafio in love.

Depois, será (mais uma vez) a vossa opinião a mandar. Irá existir uma votação, onde já só participam as melhores das melhores, de acordo com a vossa preferência e votação inicial. E a verdade é que ninguém tem melhor gosto do que vocês, certo? Por isso ninguém fará um melhor top do que o vosso.

PS – Até ao fim do desafio, muitas coisas podem acontecer. Ou não fosse isto sobre amor. Se a vossa votação for feita através de um comentário anónimo, deixem uma assinatura ou algo que vos identifique. É que pode vir a dar jeito.

60 anos?!?

Chama-se Christie Brinkley. É manequim. Foi a primeira mulher a ser capa, em três edições consecutivas, da prestigiada revista norte-americana Sports Illustrated – Swimsuit Issue e detém ainda o contrato mais longo de sempre de uma modelo, que foi renovado ao longo de mais de vinte anos, com a marca de cosméticos CoverGirl. É uma das manequins mais ricas do mundo, já foi casada quatro vezes e tem três filhos.


Agora é a parte da idade. Christie Brinkley tem 60 anos! Não me enganei no número. E acrescento que no início de Fevereiro passa para 61. Não conhecia esta mulher. Vi uma foto e fiquei boquiaberto com a idade. Pesquisei outras imagens para perceber se a sua “juventude” era fabricada através do milagroso photoshop. E percebi que não. Esta mulher, que tem idade para ser minha mãe, é mesmo assim. Tem mesmo ar de quem tem metade (contas por baixo) da idade que consta nos seus documentos de identificação.

Podem dizer que tem este aspecto jovem devido às cirurgias plásticas que já terá feito. Para mim, é o exemplo de uma pessoa que soube recorrer da melhor forma ao atrasar do envelhecimento. Pois olho para as suas imagens e não vejo uma boneca de plástico. Vejo uma mulher lindíssima. Podem também dizer que tem este corpo porque é milionária. Sou da opinião que não basta ter dinheiro para ter um aspecto saudável e jovem. É preciso muito mais coisas que nem todas as pessoas optam por fazer e que passam sobretudo pelo estilo de vida de cada um. E encontro em Christie Brinkley uma mulher que soube envelhecer. Uma pessoa que se cuida e que faz o que tem de ser feito para se manter jovem.

precisa-se de escândalo

Finalmente foi divulgada a medida de coação aplicada a José Sócrates. Soube-se que o antigo primeiro-ministro ficará detido em prisão preventiva. E assim poderá ficar até Março de 2018. Acredito que durante aproximadamente uma semana irá falar-se das rotinas do político no estabelecimento prisional de Évora. Quem são os seus amigos? Com quem fala? O que lê? O seu estado de espírito e por aí fora. Mas tudo isto se esgotará em breve.

E depois? De que vamos falar? É urgente encontrar um novo escândalo que alimente o povo pois as audiências da Casa dos Segredos revelam que já é insuficiente. E o futebol (com excepção para semanas como esta em que existem competições europeias) acontece apenas ao “fim-de-semana”. Por isso, ou soltam o Sócrates para criar uma onda de indignação ou encontra-se outro escândalo semelhante para que o povo se mantenha saciado. 

24.11.14

quem é o responsável?

Marquês é o nome da operação que levou José Sócrates a ser detido para inquérito. Além da operação que envolve o antigo primeiro-ministro decorre ainda a operação Remédio Santo, que está relacionada com fraude no Serviço Nacional de saúde. E certamente que todos se lembram da operação Face Oculta e ainda Monte Branco. Guns’n’Roses, Paella, Irmãos Metralha, Questor, Carta Fora do Baralho e Tupperware são igualmente nomes de operações.

Isto leva-me a questionar a autoria destes fantásticos nomes (trata-se de um elogio sincero). Quem são os operacionais responsáveis por estes apontamentos criativos? Existe um departamento que só se encarrega disto? É obra de uma pessoa? É um debate? Vai a votos? Não sei mas adorava saber. E fico com a ideia de que são sempre escolhidos nomes de quem ninguém desconfia e que podem ser ditos em qualquer local sem levantar suspeitas.

quem me explica a utilidade disto #48

Existem alguns produtos (originais ou algo adaptado para um fim) que fazem parte de um imaginário ligado à brincadeira. Ou seja, são coisas que concebo apenas como uma piada mas que não existem ou que não são usados por ninguém. Aquele que encontrei e que aqui partilho hoje faz parte desse leque. Trata-se do Junk in my Trunk e é um artigo para eles.

Basicamente, é um artigo que tem como único objectivo criar a ilusão de que o homem tem um pénis maior do que na realidade. O fabricante gaba-se de que é algo para o homem moderno e que pode ser usado com todo o tipo de roupa, desde as calças de ganga até à sunga. Serve para tudo e pode até ser usado na água. Acrescenta ainda que nada melhor do que fingir, já que os comprimidos que se vendem não servem para aumentar o tamanho do pénis. A marca gaba-se ainda de que é extremamente realista.

A troco de pouco mais de oito euros é possível comprar o Junk in my Trunk. Um artigo realista que, de acordo com a marca, nada tem de irritante ou inconveniente. Além do mais, pode ser usado por todos os homens. O design permite que fique fixo, evitando que mude de posição, algo que seria constrangedor para o homem.


Vamos supor que um mulher até se deixa levar por esta publicidade enganosa masculina (é uma das frases que consta na embalagem). Quando chegar o momento de despir as calças, como se justifica aquilo que não se tem? Se o momento de ficar sem roupa for em conjunto, como se explica aquela peça que aparece por ali? Mas, posso não perceber nada disto. Por isso, quem me explica a utilidade disto?

não é uma despedida

O último texto poderá ter soado a despedida mas nunca foi essa a minha intenção. Foi apenas um desabafo muito contido sobre aquilo que têm sido os últimos dias e daquilo que me espera daqui para a frente. Imaginem-se numa sala com várias portas onde apenas uma não é má de todo. De resto, existem portas que vão do mau ao péssimo. E o pior é que a escolha da porta não depende de mim. Hei-de ser empurrado para uma delas. O tempo que separa o momento em que escrevo este texto até aquele em que serei empurrado faz com que seja complicado ter cabeça para muitas coisas pois é quase impossível não estar sempre a pensar nisto.

Muito obrigado pelos comentários aqui e no facebook do blogue, pelas mensagens e também pelos emails. Uma das magias do blogue é esta proximidade que acaba por ser muito importante. Não tenho palavras para agradecer a vossa simpatia e carinho. Ouvi uma frase que faz todo o sentido e que diz algo como isto: “Em tempos complicados, podemos chorar ou podemos vender os lenços com que os outros enxugam as lágrimas”. Por isso, vamos lá tentar “vender” lenços que o relógio não fica à espera de melhores dias.

sem vontade de escrever

Criei o blogue em Abril de 2012. Mais especificamente no dia 10. Ao longo deste tempo a minha vida tem passado por momentos bons, outros muito bons, repletos de alegria, e também alguns momentos menos positivos, intensos e com muita dor. Nesses instantes, sobretudo naqueles menos bons, nunca perdi a vontade de escrever e partilhei, em média, quatro textos por dia. O blogue foi sempre uma espécie de escape para esses momentos pouco simpáticos. Eram um bom remédio que ajudava a atenuar a dor que podia estar a sentir. Em especial os comentários e as conversas que os mesmos originam. Era algo que afastava os pensamentos negativos.

Já passei por momentos muito piores do que aquele que atravesso agora. Mas as condicionantes deste fazem com que se transforme em algo demasiadamente penoso e que acaba por contaminar as mais diversas vertentes da minha vida. É algo que tira o sono. É algo que turva pensamentos e ideias. E que consegue matar o desejo de fazer uma série de coisas que noutras circunstâncias seriam um escape ao problema em si. Entre elas, alimentar o blogue.

Se existem casos onde a ignorância consegue ser uma bênção, este é seguramente um deles. A total ausência de informação e conhecimento tornaria os dias muito melhores e muito mais intenso o embate que se adivinha. Por outro lado, a permanente dor de cabeça é a melhor antecipação possível. Pode roubar a vontade de tudo e mais alguma coisa. Pode encher a cabeça de pensamentos negativos. Mas quero acreditar que será útil no futuro.

isto é o paraíso?

Portugal passou a ser um paraíso. Do nada, o ordenado mínimo passou para o dobro. O desemprego desapareceu. Os trabalhadores viram os seus ordenados aumentados. As dívidas das famílias portuguesas foram perdoadas. Oferecem-se casas a quem não as tem. Os empresários que recorrem a esquemas para lixar a vida aos trabalhadores passaram a ser honestos. A crise económica não vai além de Espanha. É tudo perfeito e todas as pessoas desejam viver em Portugal.

O nosso país passou a ser perfeito. E o motivo é simples. José Sócrates foi detido e passou já três noites encarcerado. Até porque, pela reacção das pessoas, o antigo primeiro-ministro é o culpado de todos os males que existem, existiram e hão-de existir em Portugal. Há até quem garanta que os erros cometidos na época das descobertas tiveram o dedo de José Sócrates, o demo em forma de homem que destruiu Portugal. E isto porque José Sócrates foi o primeiro e único político que cometeu erros em Portugal.

“Abanam-se” cachecóis, “buzina-se” rua fora, “aplaude-se” a mediática detenção. E tudo se esquece. Os vistos gold passam a ser uma coisa que se ganha quando se joga Monopólio. A legionella não é mais do que uma palavra que dá uns bons pontos no Scrabble, havendo sempre alguém que questiona até que seja uma palavra verdadeira. O escândalo dos submarinos passou a ser o título de uma qualquer novela a estrear em breve num qualquer canal. De resto, tudo vai bem. Isto é o paraíso. A nossa Justiça é perfeita. E tudo isto porque José Sócrates está detido.

O antigo primeiro-ministro está detido para interrogatório. É tão simples quanto isto. De resto, não percebo os “festejos” em torno deste facto. Se realmente cometeu fraude fiscal, se foi corrupto e se branqueou capitais tem de pagar por isso. Agora, não deixo que me atirem areia para os olhos quando me tentam vender a ideia de que tudo está perfeito com esta detenção e que a corrupção passou a ser algo inexistente em Portugal porque todo o mal só existe neste homem.

Vou continuar a receber mensagens de diversas empresas a alertarem-me para o aproximar da data de pagamento de um qualquer serviço, parecendo que não desejo pagar. Se, por acaso, falhar uma dessas datas vou ser tratado como um bandido e um ladrão até regularizar o pagamento, entre muitas outras situações. Em paralelo, vão continuar a existir tachos aqui e ali. Vão continuar a existir políticos envolvidos em escândalos (porque será que têm quase todos receio de falar de peito aberto sobre a detenção?) e a enriquecer à custa do povo e de esquemas duvidosos sem que nada lhes aconteça.

Daqui a um tempo, e independentemente do que venha a acontecer, ninguém vai falar de José Sócrates. Tal como já ninguém fala do ébola, da "assustadora" legionella, dos vistos gold  e muito menos da subvenção vitalícia de alguns ex-políticos (algo a que José Sócrates tem direito mas que nunca solicitou). Esta detenção não é mais do que um pequeno sinal de que nem toda a gente dorme em Portugal. Mas não faz do nosso país um paraíso. Porque continua a existir muita merda. Ficava feliz se José Sócrates tivesse, já a partir de hoje, a companhia de muitos outros governantes e ex-governantes e de um vasto leque de empresários que enriquecem a desgraçar vidas. Aí sim, andaria feliz da vida e a pensar que o futuro seria melhor. Agora, não contem comigo para festejar tanto por tão pouco.    

23.11.14

se não é o melhor de sempre, anda lá muito perto

Se este vídeo não é o melhor de sempre, anda lá muito perto. Se percebesse alguma coisa de dança, acho que faria um texto gigante a elogiar a pequena Maddie Ziegler, de apenas 12 anos, falando detalhadamente sobre aquilo que faz neste espectacular vídeo. E isto é aquilo a que chamo um casamento perfeito pois a música é igualmente brilhante.

22.11.14

ideias sobre josé sócrates

Mais de uma hora de telejornal dedicada a José Sócrates. Houve tempo para tudo. Noticias importantes. Outras menos mas, mesmo assim, com algum relevo. Muitas peças sem qualquer interesse jornalístico. E algumas ridículas. Aproveitando estas últimas, partilho algumas ideias para reportagens futuras sobre José Sócrates.

- Uma entrevista à manga do avião onde José Sócrates foi detido.

- Uma reportagem sobre o copo utilizado por José Sócrates para beber água no voo Paris/Lisboa. As mordidelas evidenciam nervosismo?

- Um especial sobre as cuecas que José Sócrates tinha vestidas no momento da detenção. Culpado ou inocente? As cuecas não enganam.

- Uma peça que revele a ligação entre José Sócrates e o surto de legionella. Antigo PM queria desviar atenções com a doença dos legionários.

- Um especial com a opinião de um amigo de um primo de um tio de um homem que em tempos foi amigo de um amigo de um vizinho do primo de José Sócrates.

- Bola de Ouro: será José Sócrates um dos defensores de Messi contra Ronaldo? Ex PM promove votos no jogador argentino.

- Escândalo na eleição do melhor vinho do mundo, de acordo com a Wine Spectator. José Sócrates compra vitória nacional com vales de desconto nas lojas de Freeport, em Alcochete.

- José Sócrates autorizou vistos gold em troca de três sacos de bolinhos da sorte chineses.

Podia passar a noite nisto. Mas acho que já dei ideias suficientes e ao nível do interesse (que é nenhum) de algumas notícias que vi.

21.11.14

à-vontade vs à-vontadinha

À-vontade é ter total acesso à casa de alguém. À-vontadinha é ir ao frigorífico e tirar uma cerveja sem pedir autorização.

À-vontade é estar refastelado no sofá de outra pessoa a ver televisão. À-vontadinha é estar refastelado no sofá de outra pessoa, pegar no comando e mudar de canal quando o dono da casa está a ver algo.

À-vontade é estar com o grupo de amigos de outra pessoa. À-vontadinha é fazer piadas sobre eles apesar de não existir um grande relacionamento.

À-vontade é ter acesso à mão e ao pulso de alguém. À-vontadinha é levar o braço sem pedir autorização.

Podia passar horas com exemplos que separam o à-vontade do à-vontadinha, algo que muitas pessoas parecem desconhecer. A confiança conquista-se e, por norma, exige mais do que meia dúzia de segundos para estar conquistada. Primeiro conquista-se a pessoa. Depois, o à-vontade e só muito tempo depois é que vem o à-vontadinha. Confundir estes conceitos (ou acreditar que é tudo a mesma coisa) é meio caminho andado para nunca ter a confiança de determinadas pessoas. Tal como é errado pensar que se conhece tudo sobre alguém apenas porque se teve acesso ao domínio do à-vontade.

20.11.14

just say you love me, just for today


“Just say you love me, just for today
And don't give me time 'cause that's not the same
Want to feel burning flames when you say my name
Want to feel passion flow into my bones
Like blood through my veins”

roupa e confiança (ou falta dela)

Recebi no meu email profissional o anúncio da nova (e primeira) colecção de camisas de Cristiano Ronaldo, que já se tinha aventurado na roupa interior. Achei especial piada às palavras que o jogador escolheu para abordar esta aposta comercial. “Parte da minha crença é ser sempre o melhor que posso. A camisa que assenta na perfeição dá ao homem a confiança para se tornar na sua melhor versão possível”, começa por dizer. “Na minha vida desportiva, uma base forte permite que me apresente no meu melhor e aplico este princípio à minha vida pessoal, empresarial e à forma como me visto. Vestir-me bem dá-me confiança para ser o melhor que posso e uma camisa moderna, que assenta na perfeição, com estilo é o ponto de partida de cada olhar”, acrescenta. Gostei desta escolha de palavras porque entendo que diz muito sobre aquilo que a roupa representa para uma pessoa.


Acho que a roupa, um dos nossos cartões de visita perante os outros, diz muito sobre nós. Sobre a personalidade, por exemplo. E no que à confiança diz respeito, mostra se a pessoa é confiante ou não. Sobretudo em relação ao corpo. Existem pessoas que optam por tamanhos muito maiores do que aqueles que vestem. Isto, para mim, é sinal de falta de confiança. Até porque na maioria dos casos ficam bem com as roupas que entendem não ser adequadas para si.

Esta postura, este receio e esta falta de confiança acabam por transparecer em diversas situações onde eventualmente podem fazer a diferença, como é o caso de uma entrevista de emprego. Cristiano Ronaldo defende também que a roupa perfeita é o ponto de partida do primeiro olhar. E tem razão no que diz. Podem existir outros detalhes que captam a nossa atenção mas em locais onde está muita gente, aqueles que estão bem vestidos (independentemente do estilo de cada um) são, por norma, os que se destacam ou aqueles que atraem mais olhares.

Além disso, as pessoas que vestem bem são naturalmente confiantes. Em alguns casos até excessivamente confiantes. Não tenho dúvidas de que a confiança é um dos principais factores que destaca uma pessoa, independentemente do cenário e do tema. E a confiança em relação à roupa pode fazer toda a diferença em momentos específicos.

se te lembras disto #8


Se esta imagem tem é familiar e se ainda hoje chamas Saci-Pererê a um amigo que está coxo é porque tiveste uma infância espectacular.

19.11.14

já que isto não muda, pagas-me um café?

Em tempos, ouvi um grande empresário dizer que quando pensa num negócio imagina todos os cenários possíveis para que lhe lixem esse mesmo negócio. Assim, antecipa-se pois está preparado para tudo o que lhe possa ser feito. Do meu humilde ponto de vista, a base desta ideia devia ser aproveitada para a criação de leis em Portugal. No momento de legislar o que quer que seja, reuniam-se os maiores “bandidos”. Aqueles que conhecem todos os truques, e mais alguns, para contornarem a lei. E utilizava-se essa sabedoria (esperteza para quem prefere) em prol dos pobres coitados que são sempre lixados com as leis que já temos.

Como este cenário é pouco provável, gostaria que algumas pessoas me pagassem um café, que me levassem a almoçar fora, a jantar ou mesmo que optassem por uma simples ida ao cinema pois não sou esquisito. É que sou daquelas pessoas que gosta de mimos antes de ser… lixado!

ainda dizem que o dinheiro faz bem ao amor e traz felicidade...

Não sei precisar quantos prémios do Euromilhões já tiveram como destino Portugal. Refiro-me sobretudo aos montantes mais chorudos. Ou seja, os primeiros prémios e os aliciantes jackpots que levam a que algumas pessoas apostem mais alguns euros na esperança de levar para casa o dinheiro que vai mudar uma vida. O tal dinheiro que faz bem aos casais, porque ajuda e realizar muitos sonhos, e o tal dinheiro que traz felicidade.

Como disse, não sei quantos prémios é que os portugueses já ganharam. Mas recordo-me de dois. O primeiro diz respeito a um jovem casal que tinha uma relação perfeita. Não existiam zangas. Sonhavam casar e constituir família. Era o amor no seu melhor. Até que ganharam o Euromilhões. E até que o dinheiro – aquele que faz bem e traz felicidade – ocupou o lugar até então ocupado pelo nobre sentimento. O caso arrastou-se em Tribunal. O prémio esteve congelado. “A chave é minha”, diz um. “Eu é que meti o talão”, diz o outro. "Eu quero tudo", acrescenta. "Eu contento-me com metade", e muitas outras coisas. Guerras para aqui, guerras para ali e a relação perfeita teve o seu final. Acabou-se o amor. Ficaram os milhões de euros.

Recordo-me também de outro. Uma senhora que ganhou o Euromilhões no ano passado, se não estou enganado. Senhora que foi notícia pelo prémio e pela grande festa que providenciou às pessoas da sua terra. Foi uma festança onde nada faltou e onde todos elogiaram a forma de ser da senhora. Agora, sabe-se que está separada do marido. Diz que passou um inferno ao lado do ex-companheiro que até acusa de violência doméstica. Agora, e como no primeiro caso, ambos reclamam o prémio para si. Ela diz que é dela e que até viajou para Lisboa (para reclamar o prémio com o talão escondido no soutien) e ele diz que a aposta foi registada por si.

O dinheiro (sobretudo quando se trata de uma quantia astronómica) faz bem a quem sempre o teve. Quando se trata de pessoas que tinham “pouco” e que de repente têm de lidar com uma fortuna ao estilo do Tio Patinhas, esse “bem” depende de muitos factores. Das opiniões de quem rodeia os novos milionários e dos interesses que movem essas mesmas pessoas. Já para não falar da maneira de ser da própria pessoa. Como já referi em diversas ocasiões, o dinheiro compra muitas coisas mas a felicidade não é uma delas. Em alguns casos até serve para a destruir.

verdade ou mito #79

Quem já bebeu um pouco mais do que a sua conta, de certeza que já falou mais do que desejava. Por outras palavras, disse aquilo que não queria dizer. No dia seguinte encontram-se desculpas para as palavras. “Não queria dizer isso. Isso é mentira. Nem penso assim”, são algumas das palavras com que se defendem. Diz-se que, quando alcoolizada, uma pessoa não mente. Isto será verdade? Será que, daquilo que uma pessoa alegre diz, 75 porcento é verdade? Ou será mito? Porque o álcool altera o modo de pensar e as pessoas acabam por passar a maioria do tempo a mentir. Verdade ou mito?

18.11.14

amizade e sexos opostos, uma missão impossível

“Nunca pensei que teria um homem tão atraente como melhor amigo. Nunca soube que essas coisas podiam acontecer”, são palavras da actriz Jennifer Lawrence em relação ao amigo e também actor, com quem protagoniza The Hunger Games, Liam Hemsworth. Estas declarações remetem-me para uma tema que dá pano para mangas e que aborda a possibilidade de duas pessoas de sexos opostos (atraentes, se quiserem acrescentar) conseguirem manter uma relação de amizade sem outros pensamentos/desejos associados.

Olhando para as palavras da actriz sensação de Hollywood, surpreende-me que seja a própria a assumir que não julgava possível ter como melhor amigo um homem que acha atraente. A ideia que fica é que existe uma determinada dificuldade em separar o aspecto físico do sentimento que os une. Parecendo que facilmente podia ceder ao desejo colocando em causa a amizade entre ambos. Como referi, surpreende-me que este modo de pensar seja da própria. Se for a ideia de terceiros, acho que é o mais comum.

Poucas são as pessoas que aceitam e compreendem uma relação de amizade entre pessoas de sexos opostos. Par a maioria, é impossível ser tão simples quanto isso. Quando um homem tem uma amiga que o próprio ou os outros consideram atraente, surgem sempre as mesmas questões. “Quem é?”, perguntam os amigos. “Uma amiga”, responde. “Amiga? Deve ser. De certeza que queres algo mais com ela”, acrescentam. No que às mulheres diz respeito, acredito que se passe o mesmo. Pelo menos é o que ouço. Também não se aceita que exista somente uma relação de amizade com um homem que ela ou as outras acham atraente.

Parece que existe uma lei que obriga que pessoas de sexos opostos só se possam amar ou desejar sexualmente. O que vá além disso tem de ser sentido por pessoas do mesmo sexo ou corre-se o risco de ser autuado e acabar a passar na noite na esquadra. Depois, por mais que as pessoas expliquem que são apenas amigos, fica sempre no ar a ideia de caso. Um romance, caso sejam solteiros. Ou uma traição, caso sejam comprometidos. E como uma mentira viaja muito mais depressa do que uma verdade, em pouco tempo todas as pessoas que rodeiam os amigos já estão a par do suposto romance e da suposta traição. E como, para algumas pessoas, uma mentira repetida muitas vezes passa a verdade, bastam dias para que o romance e a traição sejam um dado adquirido e uma verdade inquestionável.

É certo que existem relações de amizade que evoluem para romance ou que acabam numa noite fugaz de sexo. E boa parte dessas, quando a amizade já é “longa” acabam mal. Acabam com sentimentos misturados e difusos. Acredita-se que pode ser amor ou outra coisa mas o sexo comprovou que estavam errados e que foi outra coisa qualquer que ocupou o lugar daquilo que se acreditava ser amor. E depois, quebrada a barreira da intimidade sexual é quase impossível retomar a amizade que existia, com cada qual a seguir o seu caminho com uma relação fria e distante.

Não sei se são casos destes que levam a maioria das pessoas a não acreditar na amizade pura e simples entre pessoas de sexos opostos. Ou se a maioria das pessoas tem dificuldade em controlar o desejo. Acredito na amizade entre duas pessoas de sexos opostos. Totalmente despida de outros desejos. Até porque quando esses existem impedem que a amizade seja plena. Acredito até que, na maioria dos casos, amizades com pessoas de sexos opostos são as melhores de todas. Mas isso é assunto para outro texto que este já vai longo.

a resposta ao teste do post anterior

Seis imagens. Doze pessoas. Nenhuma mulher e doze homens.

vamos a um teste. será que sabes a resposta?

Deparei-me com um teste que aqui partilho e que é muito simples. São seis imagens, cada uma com duas pessoas. E a pergunta é simples: em cada uma das imagens onde é que está o homem e a mulher? Olhem com atenção e identifiquem o homem e a mulher num comentário (por exemplo, foto um, direita homem/mulher e esquerda mulher/homem).







vou ficar à espera que as minhas calças comecem a vibrar

O tempo passa a voar. O Natal está aí à porta. E quando as pessoas derem por si andam a saltar de loja em loja a comprar os presentes para miúdos e graúdos, amigos e família e para aquela pessoa realmente especial com quem se escolheu partilhar a vida. A decoração de Natal já se apoderou dos centros comerciais e acredito que não falte muito para que comecem a tocar as músicas do costume, quer seja nos centros comerciais como nos elevadores e também nas chamadas telefónicas que estão em espera. 

Ao longo deste tempo vão também ser divulgados diversos anúncios com músicas que têm por objectivo ficar na cabeça das pessoas que assim não esquecem um produto ou marca quando estão a cantarolar o tema do anúncio que não lhes sai da cabeça. No que à música natalícia diz respeito, sou fiel a clássicos como Driving Home For Christmas, de Chris Rea, que para mim é “A” música de Natal. Aquilo que o Natal representa cabe nesta música (mantenho o secreto desejo de que o David Fonseca, que costuma pegar num clássico desta quadra para lhe dar um toque especial, cante este tema).

Mas nem o Natal e as suas músicas escapam às novas tecnologias. Kristen Bell (que saudades de Heroes) juntou-se aos Straight No Chaser, um grupo de canto à capela, e desta união nasceu aquele que tem tudo para ser o hino do próximo Natal e que tem por base abordar a informalidade da comunicação. Text Me Merry Christmas é o nome da música onde a actriz canta coisas como: “Text me Merry Christmas, let me know you care, just a word or two, text from you, will remind me you’re still there. You don’t have to add much to it. One smiley face will do. Baby text me Merry Christmas, cause I’m missing kissing you.” Não faltam os LOL, as selfies e tudo aquilo que envolve a comunicação nos dias que correm.


AVISO: Quem não deseja entrar já no espírito de Natal não deve ouvir a música. Se o fizerem, e o aviso está feito, provavelmente vão ouvir mais do que uma vez pois é daquelas músicas que ficam na cabeça. E depois... é ficar à espera que as calças comecem a vibrar.

tenham cuidado com elas. muito cuidado

Estava a sair do ginásio quando recebi uma mensagem da minha mulher. “Hoje é o dia de apoio aos casados com pessoas do signo escorpião”, era o conteúdo. O motivo da brincadeira é porque ela é do signo escorpião. “Não sei se te dê os parabéns ou se te diga para procurares apoio”, acrescentou. Faço parte das pessoas que não ligam muito aos signos. Acho piada quando algumas coisas batem certo mas não sou daqueles que fogem quando se deparam com alguém do signo escorpião, que é visto como um dos mais temidos ou que não saem da cama quando o horóscopo alerta para um mau dia. Não analiso as pessoas pelos signos. Não digo “tens mau feitio” a todas as pessoas que são escorpião. Tal como não digo “tens duas caras” (algo que costumo ouvir da parte de quem liga aos signos) a quem é gémeos ou “és invejoso” aos sagitários. As pessoas são mais do que o signo que carregam. Mas, e para quem liga, partilho diversos tops relacionados com os signos.

Mais inteligentes
1- Balança
2- Virgem
3- Aquário
4- Caranguejo
5- Capricórnio
6- Leão
7- Gémeos
8- Escorpião
9- Touro
10- Sagitário
11- Peixes
12- Carneiro

Com pior feito
1- Touro
2- Escorpião
3- Caranguejo
4- Peixes
5- Leão
6- Carneiro
7- Capricórnio
8- Virgem
9- Balança
10- Gémeos
11- Sagitário
12- Aquário

Os anti-sociais
1- Virgem
2- Capricórnio
3- Caranguejo
4- Peixes
5- Touro
6- Carneiro
7- Leão
8- Escorpião
9- Sagitário
10- Balança
11- Aquário
12- Gémeos

Os mais preguiçosos
1- Carneiro
2- Gémeos
3- Caranguejo
4- Touro 
5- Leão
6- Escorpião
7- Virgem
8- Capricórnio
9- Balança
10- Aquário
11- Peixes
12- Sagitário

Os que mais traem os amigos
1- Escorpião
2- Capricórnio
3- Carneiro
4- Peixes
5- Leão
6- Sagitário
7- Balança
8- Gémeos
9- Caranguejo
10- Aquário
11- Touro
12- Virgem

Piores ao volante
Homens/Mulheres
1- Sagitário/Balança
2- Virgem/Aquário
3- Caranguejo/Caranguejo
4- Peixes/Touro
5- Capricórnio/Leão
6- Carneiro/Carneiro
7- Balança/Capricórnio
8- Escorpião/Virgem
9- Leão/Gémeos
10- Gémeos/Escorpião
11- Touro/Sagitário
12- Aquário/Peixes

Os mais infiéis
Homens/Mulheres
1- Peixes/Gémeos
2- Aquário/Carneiro
3- Caranguejo/Virgem
4- Capricórnio/Peixes
5- Gémeos/Sagitário
6- Touro/Caranguejo
7- Leão/Aquário
8- Carneiro/Leão
9- Virgem/Capricórnio
10- Balança/Balança
11- Sagitário/Escorpião
12- Escorpião/Touro

Os melhores na cama
1- Escorpião
2- Touro
3- Gémeos
4- Caranguejo
5- Leão
6- Virgem
7- Balança
8- Sagitário
9- Aquário
10- Peixes
11- Carneiro
12- Capricórnio

piada só para eles?

My lesbian neighbors asked me what I wanted for my birthday. They gave me a Rolex. I think they misunderstood when I said "I wanna watch."

Piada só para eles?

17.11.14

mãe coragem

Admiro mulheres que partem para uma gravidez sozinhas. Quer dizer, não decidem ser mãe sem a companhia de um homem. Indo directo ao assunto, são abandonadas pelos homens que tiveram a sua quota parte na criação de uma vida. Por norma, os conselhos vão no sentido de que a mulher desista da criança que tem dentro de si. “Não sabes onde te vais meter” e “é complicado ser mãe sozinha” são das coisas que mais ouvem. Mesmo assim, optam por levar a gravidez até ao fim.

Acredito que não o façam por capricho. Para provar que são superiores ao sexo masculino. Ou para mostrar a um homem específico que não precisam dele para nada. Acho que é algo muito superior a isso. Será um amor de mãe que só elas, que carregam uma vida dentro de si ao longo de nove meses, conseguem explicar. Será algo que “só” elas sentem e que querem levar até ao fim pelo amor que sentem a partir do momento que sabem que têm uma vida a crescer dentro de si.

Por isso, tenho o maior respeito do mundo por estas mulheres, que considero um exemplo de força, determinação e amor. Mulheres que passam a ter como missão que nada falte ao filho que carregam. E que não temem os problemas que possam vir a encontrar ao longo do caminho que tem como única certeza a ausência de um pai. Por outro lado, não percebo como é que alguém consegue (e tenho casos na minha família) abandonar uma mulher grávida. Melhor, não percebo como é que conseguem abandonar um filho. Porque aceito que as pessoas se zanguem e que cada um siga o seu caminho. Mas as crianças não pedem para nascer.

Tal como não percebo quando as pessoas dizem que a gravidez “aconteceu”. Como se fosse possível andar nu por aí, tropeçar numa pedra e cair em cima de uma mulher que, por obra do acaso, fica grávida. As pessoas sabem ao que vão. Sabem os riscos que correm. E podem prevenir-se dos mesmos. Quando não o fazem, acho que o caminho é assumir o que foi feito. Por isso é que tiro o meu chapéu às mulheres que não deixam que ninguém lhes diga que não são capazes de educar um filho. Obrigado a todas pelo exemplo de força.

quem me explica a utlidade disto #47

Sou uma pessoa dada a brincadeiras. Adoro pregar partidas a quem visita a minha casa. Por exemplo, quem for à casa-de-banho social do meu apartamento depara-se com uma ardósia onde está escrito “sorria está a ser filmado”, o que já motivou muitas gargalhadas a algumas visitas. Porém, tenho os meus limites. O produto que aqui partilho hoje vai muito além das minhas brincadeiras.

Trata-se do Poop Soap. Nada mais do que sabonetes em forma de cocó. De acordo com o fabricante, que vende cada barra a menos de oito euros, é a melhor maneira de lavar as mãos da forma mais repugnante possível. Que defende ainda que é o truque ideal para perturbar quem nos visita. Por fim, o fabricante gaba-se de que os seus sabonetes, tal como o original, estão disponíveis em diversas formas, tamanhos variados e com diferentes consistências. 


Imagino este produto como uma forma de brincar com alguém, deixando o mesmo no chão, por exemplo. Acho que aí faz sentido. Agora, deixar um sabonete que se assemelha a cocó no lavatório é, no mínimo, estranho. Como é que iria ali parar? Como posso estar a ver tudo mal, quem me explica a utilidade disto?

ódios e a minha pilinha é maior do que a tua

Já tinha o blogue há alguns meses quando integrei o mesmo no sitemeter, algo que me permitia comparar os dados do próprio blogger com os deste site que providencia estatísticas de modo gratuito. Que por sua vez é igualmente o fornecedor de estatísticas do blogómetro, que disponibiliza uma listagem diária dos blogues mais visitados em Portugal, sendo que apenas são contabilizados aqueles que têm sitemeter e que estão na base do blogómetro.

Na última mudança de imagem do blogue apaguei praticamente tudo o quer dizia respeito ao design do mesmo. Nesta limpeza acabei por apagar a aplicação onde tinha o sitemeter. Ainda tentei recolocar mas acabou por dar erro e desisti de ter o blogue associado ao sitemeter, o que por sua vez invalida que seja contabilizado no blogómetro, onde estava inscrito desde o momento em que passei a ter sitemeter. E foi a melhor decisão que tomei.

Para mim, listagens com “os mais” do que quer que seja servem apenas para ter dados estatísticos. Permitem-me descobrir os álbuns mais comprados, as músicas mais ouvidas, os livros mais vendidos, os programas mais vistos e por aí fora. Porém, quando o tema é a blogosfera, as listagens onde constam os mais lidos carregam consigo uma excessiva e desnecessária dose de ódio. Quanto melhor cotado, mais odiado. Quase que é visto como um alvo a abater. Existe uma necessidade de provar que não é tão bom como os números revelam.

Por outro lado, existe uma guerra. Daquelas ao estilo de a minha pilinha é maior do que a tua. O objectivo é escalar cada vez mais. Hoje ganha-se a este e mete-se a língua de fora. Amanhã ganha-se ao outro e diz-se “toma, toma” e assim sucessivamente. Quando se perde – como se aquela tabela tivesse por objectivo uma competição que dá um prémio ao primeiro – procuram-se desculpas para justificar o insucesso e, mais uma vez, ataca-se quem está nos lugares cimeiros onde não se consegue chegar.

Como referi, para mim não passam de números e estatísticas. A qualidade, que é sempre subjectiva, não passa pelos números. Passa pelo trabalho que é feito, neste caso específico em blogues. E os primeiros não têm de ser os melhores para todos. São apenas os mais visitados. Depois, existem aqueles que defendem que a escalada na tabela significa que mais facilmente se atraem marcas que querem fazer publicidade, o que pode gerar um encaixe financeiro extra.

Mais uma vez, considero que esta forma de pensar está errada. Porque não é um lugar cimeiro que vai atrair marcas ou o que quer que seja. É a qualidade do que é feito. Porque os números não bastam. Tem de existir uma identificação. E para perceber isso basta dar uma vista de olhos nas mais diferentes publicações que temos no mercado. E facilmente se percebe que aquelas que mais vendem não são necessariamente as que tem as melhores publicidades. Porque essas dependem sempre dos conteúdos e também do público que consome a publicação.

Aquilo que é bom, seja em que área for, não necessita de uma tabela para o provar. A melhor publicidade é a que passa de boca em boca. As tabelas podem fazer chegar um pouco mais longe mas nunca vão ser o principal factor de destaque do que quer que seja. E é pena que no caso dos blogues sirva sobretudo para gerar ódios sem sentido e dar início a guerras em que se comparam tamanhos de pilinhas.

família, trabalho e facebook. juntos ou separados?

Descobri (não é tema de conversa e não contava com isso) que os meus pais estão no facebook. Assim que soube, através da minha irmã, fiz um pedido de amizade a ambos porque não sou daquelas pessoas que preferem excluir a família, sobretudo os pais, das redes sociais. Até porque não vão ficar a saber nada sobre mim que já não conheçam. Tal como não adopto comportamentos e posturas que desconheçam. Por isso, até acho piada a que estejam na rede social, um sinal de adaptação a uma realidade de outra geração, e que sejam meus “amigos virtuais”.

Isto não significa que seja da opinião de que devemos estar ligados a todas as pessoas nas redes sociais. Se estiver a falar de pessoas com as quais tenho uma relação profissional, opto por ser selectivo. Pela simples razão de que não gosto de misturar trabalho com vida pessoal. Até porque muitas pessoas conseguem vislumbrar ligações inexistentes que, em casos extremos, dão lugar a problemas sérios e a mal-entendidos desnecessários. Tudo sem razão de ser. 

15.11.14

14.11.14

elas querem é lumbersexuais

Em tempos destacavam-se os metrossexuais. Aqueles homens que revelavam um maior cuidado com o seu aspecto. Porém, parece que não passaram de uma moda. Há até quem defenda que os metrossexuais já deram o que tinham a dar. Agora, elas querem outro tipo de homem. E aqueles que se destacam são os lumbersexuais.

Quem faz notícia destes novos homens e defende esta teoria é o prestigiado El País. De acordo com o jornal espanhol, os lumbersexuais têm o poder de “enlouquecer” uma mulher. Mas quem são eles? O termo tem origem na palavra inglesa lumberjack que traduzida para português quer dizer lenhador. Algo que já é uma pista para a nova imagem desses homens que supostamente nada tem a ver com uma imagem cuidada.

Os lumbersexuais distinguem-se pela barba farta, pelas camisas de flanela aos quadrados e pelo ar desleixado que é associado à imagem de um lenhador acabado de chegar da floresta. Para quem não sabe do que se trata, é apresentada esta imagem que aqui partilho e que dá Ryan Gosling com um dos impulsionadores deste novo grupo.


Vejo este tipo de homens como uma "subcategoria" dos metrossexuais. E quem se der ao trabalho de escrever “lumbersexual” no Google e procurar por imagens perceberá isso mesmo. Podem ter a barba grande, podem usar camisas aos quadrados e ter ar de quem regressou da floresta mas é algo ponderado e que de desleixo nada tem. Por isso, acho mais justo até dizer que lumbersexuais são um upgrade dos metrossexuais.

calma vs pressão

Por um lado, gosto de coisas bem planeadas. Que sejam preparadas atempadamente. Por outro, adoro quando as coisas acontecem de forma inesperada. Gosto de mudanças. E da pressão associada à necessidade de fazer qualquer coisa (textos no caso da minha profissão) num curto espaço de tempo. Adoro esta corrida contra o tempo. E tenho a ideia de que existem coisas que conseguem ter uma maior qualidade quando lidam com a pressão e com as vozes que nos perguntam se “já está feito?”. Além disso, existem profissões que nos obrigam a saber lidar com a pressão e que nos impossibilitam de ter medo dela. O jornalismo é uma delas. E esta imprevisibilidade é uma das coisas que mais amo no que faço.

já falta menos de um mês

Já falta menos de um mês para aquele que será o primeiro jantar do blogue, uma ideia que partiu da ezimute, a jovem start-up que detém a Table and Friends, que me desafiou a ser o “tema” de um dos diversos jantares que organizam. Vai ser uma oportunidade de conhecer melhor algumas pessoas que têm a gentileza de dedicar parte do seu importante tempo às coisas que aqui vou escrevendo. Aproveito para agradecer à ezimute e à simpática Alexandra que é a pessoa que tem falado comigo ao longo dos tempos. O meu sincero obrigado às pessoas que já reservaram o seu lugar no jantar. Já são mais do que esperava no melhor dos sonhos. E um obrigado especial a quem (e para já é segredo) aceitou associar-se ao jantar de modo a que tenha uma pequena surpresa.

Recordo que o jantar é no dia 3 de Dezembro, no Origami Sushi Bar, em Lisboa, pelas 20 horas. Aproveito para recordar o menu. Entradas: Gyosas de carne e vegetais/2 unids, Hot Sushi/2 unids, Sushi, Sashimi e Fusão/12 peças. Prato Quente: ShakeYaki (salmão grelhado com molho ankakê, acompanhado de arroz japonês e legumes salteados). Sobremesa: Castela Chá Verde com creme fraiche. Bebidas: água, refrigerantes, chás/2 por pessoa | vinho branco e tinto, sangria / meia garrafa por pessoa e café. O preço é 20 euros por pessoa.

Quem quiser estar presente pode ir à pagina do evento onde poderá confirmar a sua reserva. Ou então pode enviar um email para aferreira@ezimute.com a solicitar os lugares desejados. O pagamento é efectuado no restaurante. Obrigado a todos. E a ansiedade vai crescendo.