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31.10.14

pessoas (e conhecedores) de braga e do norte

Daqui a poucas horas rumo a Braga, naquela que será a minha primeira visita à Cidade dos Arcebispos. Já me falaram, no instagram do blogue, dos imperdíveis gelados da Spirito. Agora peço a vossa ajuda. O que não posso perder? Todas as dicas são úteis. Obrigado!  

para quem o goza

É visto como uma importação dos Estados Unidos mas a verdade é que o Halloween é europeu e já foi criado há dois mil anos. História à parte, o que é certo é que o nosso pão por Deus tem perdido destaque. Por sua vez, o doçura ou travessura tem cada vez mais adeptos que gostam de celebrar aquela que é vista como a noite mais assustadora do ano. Quer seja no Halloween, ou noutra festa temática, a linha que separa uma grande escolha – no que à indumentária diz respeito – de um verdadeiro tiro nos pés, que pode provocar algum momento menos simpático, é muito ténue. Por isso, decidi partilhar algumas opções para quem goza esta noite.

Para começar, os tiros nos pés.

Sem-abrigo.

Zombie de Steve Jobs e o seu iDead.

Filho como maço de tabaco.

Hitler e Anne Frank.

Tripulação do avião da Air Malásia.

Torres gémeas.

Bombista suicida.

Agora, as boas opções.

T-Shirt Che Guevara.

Game Boy

Mystique.

Para quem leva o Halloween a sério.

Miley Cyrus.

Ned Flanders.

Walter White.

Minecraft.

Soldados de plástico.

Boneco Lego.

Ace Ventura.

Por fim, para as crianças que também celebram este dia.

Joker (Heath Ledger).

Sushi.

ainda sobre o correio da manhã

Ontem, basicamente só se falou de José Carlos Pereira e do Correio da Manhã, que divulgou frames de um vídeo onde o actor aparece embriagado. No último texto dei a minha opinião sobre o assunto. E, de forma resumida, sou contra a divulgação deste tipo de material. Porque, apesar de ser uma figura pública e de ter menos defesas legais do que aquelas pessoas que não o são, trata-se de um vídeo feito no interior de uma casa e sem o consentimento da pessoa.

Ao longo do dia fui lendo as mais variadas opiniões sobre o tema. Fiquei a par de opiniões de pessoas que me são próximas e de outras com quem não tenho qualquer ligação. Fazendo um apanhado das mesmas, noto que existe uma generalização. Errada. Para muitas pessoas, o Correio da Manhã é uma merda. E todas as pessoas que lá trabalham também o são. Não importa quem lá trabalha nem a função que desempenha. Coloca-se tudo no mesmo saco, ficando a ideia de que todos os funcionários do jornal fizeram parte do artigo e tiveram responsabilidade na capa do jornal.

Li várias ofensas dirigidas a todas as pessoas que trabalham no Correio da Manhã, jornal onde não trabalho, onde nunca trabalhei e onde somente tenho alguns amigos. Como já referi, sou contra o que foi divulgado. Mas não posso julgar todos os funcionários pelo ocorrido. Porque, e acredito que todas as pessoas saibam isto, a capa não é da autoria de todos os jornalistas da publicação. Não é algo que só existe quando todos dizem que sim. Tal como o artigo não é da autoria de todos os jornalistas que lá trabalham. Nesse sentido, acho que a indignação das pessoas deve ser dirigida a quem assina a peça e a quem ocupa cargos de chefia na publicação ou no grupo a que pertence. Assumir que todos são iguais é errado.

Quem o faz também tem emprego. Onde terá colegas. E certamente que não gosta de ser catalogado de merda porque o colega do lado fez algo que a maioria das pessoas condena. Tal como ninguém assume que todos os funcionários de uma cadeia de lojas são uma merda porque um é muito mau. As pessoas têm todo o direito de demonstrar a sua indignação. Algo que podem fazer de várias formas desde deixar de comprar a publicação até escrever para quem de direito. Culpar todos é simplesmente errado.   

30.10.14

os excessos de josé carlos pereira

Hoje, José Carlos Pereira foi notícia por umas boas horas de excessos. Alegadamente, o actor passou 24 horas com um grupo de jovens que o encontrou já num estado lastimável numa discoteca lisboeta. Zeca e o grupo acabaram por prolongar a festa, que terá tido lugar em Setembro, e parte dessas horas de loucura foram filmadas, acabando alguns frames desse vídeo, onde entre outras coisas, o actor aparece embriagado e deitado a cantar, na capa do Correio da Manhã. O que tem gerado uma onda de indignação.

Existem dezenas de formas de analisar tudo isto. Aquilo que mais incomoda as pessoas é a devassa da vida privada do actor. Até porque o vídeo é efectuado numa casa e sem o consentimento de Zeca que está podre de bêbado. Pessoalmente, condeno a divulgação deste tipo de imagens ou vídeos. E o estado da pessoa é motivo mais do que suficiente para ser usado como explicação. Porém, numa análise mais fria e distante, isto não é nada a comparar com o que se vê lá fora. E algumas pessoas que criticam este vídeo são as mesmas que adoram um bom reality show que explora ao detalhe a vida privada de algumas famílias. Ou são as mesmas pessoas que se riram ao ver o vídeo onde David Hasselhoff tenta comer um hambúrguer e vomita igualmente podre de bêbado. Vídeo esse que é da autoria da sua filha. E que chegou a ser partilhado em serviços noticiosos. Ou ainda os canais que pedem privacidade em certos momentos mas que não os respeitam (aliás, exploram) quando as vítimas são outras.

Acho que um dos factores de diferenciação está na proximidade ou distância de cada caso. Ou seja, na situação da antiga estrela de Marés Vivas, ninguém em Portugal tem uma proximidade suficiente para gerar indignação e toda a gente acaba por achar piada a momentos que não a têm. Quanto toca a um dos nossos, e o Zeca é um dos nossos, é algo que se leva mais a peito. Que indigna. Como isto não estou a defender a divulgação do vídeo. E deixo bem claro que não o divulgava. Até porque, há muitos anos, numa festa no Algarve encontrei o mesmo Zeca em condições semelhantes. E nenhum jornalista fez disso notícia. Porque não era para o ser. Era apenas mais um jovem a divertir-se e que tinha algum álcool a mais no sangue. Como tantos outros da sua idade naquele local.

Não só como jornalista mas como pessoa gosto de me colocar no lugar dos outros. E, neste caso específico, qualquer pessoa que se coloque no lugar do Zeca certamente que não ia achar piada à divulgação do vídeo. Mesmo que fosse apenas numa página de um qualquer facebook de um qualquer amigo. E quem bebe álcool e gosta de se divertir certamente  já bebeu mais do que a sua conta junto de amigos. Já fez coisas de que se arrepende e figuras menos felizes. E isto, assim o entendo, não passa disso mesmo. De um excesso de um jovem que necessita de ajuda.

Não conheço o Zeca profundamente. Mas, o conhecimento que tenho permite-me criar uma imagem que julgo não andar longe da realidade. Acredito que se trata de uma pessoa de bom coração. Um rapaz simples que gosta de se divertir como tantos outros. E que devido ao seu bom coração, facilmente se deixa levar por pessoas que o procuram porque sabem que, na sua presença, o acesso a excessos é fácil. Pessoas que acabam por usa-lo enquanto se querem divertir à grande e de borla. E que desaparecem quando a torneira seca. Infelizmente, Zeca aparenta não ter a capacidade de dizer “não” a que se aproxima por interesse.

Por isso, alegra-me saber que está internado em tratamento. Que, alegadamente, irá passar seis meses longe desta realidade de excessos. E desejo que volte, para ser actor, pediatra ou outra coisa qualquer com a capacidade de dizer não. E espero que as pessoas que -  e muito bem – o defendem agora, se lembrem de o ajudar quando ele precisar. Em vez de o “empurrar” para os excessos.

nulitevrolla

Cozinhar com Nutella é o nome do livro que nos dá a conhecer a história do afamado creme de avelã com cacau e leite. Além disso, tem ainda mais de cem receitas simples que vão desde o suflé ao tronco de Natal, passando pelos croissants, musses, gelados e fondue de frutas, entre muitas outras coisas. Acho que não é preciso dizer mais nada.


ódio desmesurado

Não percebo, nem tento perceber, ódios desmesurados, raivas gigantes e antipatias enormes. Sobretudo quando não existe motivo nenhum para que aconteçam. Não percebo como é que algumas pessoas facilmente se deixam cegar pelo ódio desmesurado que não é mais do que inútil. Além disso, quem tiver o discernimento necessário para avaliar a situação facilmente perceberá que nada ganha em alimentar esse ódio e que o mesmo não tem qualquer impacto na vida de quem é odiado.

O futebol é provavelmente a área onde o ódio alcança uma dimensão incontrolável e onde as pessoas mais depressa perdem a razão e se transformam por completo. Dois acontecimentos recentes provam isso mesmo. Primeiro, foi Christian Tello, jogador espanhol, do Barcelona, e que está emprestado ao Porto, que partilhou no instagram uma imagem de uma das suas novas tatuagens. Porém, esta tem, em destaque, um leão, o seu signo do zodíaco. Dias depois foi Nelson Oliveira, jogador português do Benfica, que partilhou no facebook uma imagem de um almoço a dois, com a namorada, na varanda. Todavia, na imagem vê-se, ao longe, o estádio do Sporting.

Estas duas situações despoletaram o ódio de alguns adeptos do Porto, no primeiro caso, e do Benfica, no segundo. Adeptos que consideram uma ousadia um jogador, que está de passagem por Portugal e que nem sequer é do clube, ter tatuado um simples leão no braço. E outros, que consideram uma afronta partilhar uma imagem onde se vê um estádio de outro clube porque é para ali que a casa está virada. E estes são dois exemplos de ódio desmesurado e sem sentido.

Porque, estes adeptos acabam por ser os mesmos que idolatram jogadores que já foram símbolos de clubes rivais, apenas para dar um exemplo. Enquanto benfiquista, quero lá saber se o Nelson Oliveira tem uma casa (provavelmente até é do clube e não dele) voltada para o estádio do Sporting. O que me pode incomodar (estando a muitos quilómetros do ódio) é que não treine como deve ser e que não renda em campo o que espero dele.

são esfarrapadas (mas há quem as use)

O site Career Builder elaborou uma pesquisa online que tinha por objectivo descobrir as desculpas mais inusitadas que os trabalhadores apresentaram para faltar ao trabalho no último ano. O inquérito decorreu entre 11 de Agosto e 5 de Setembro e contou com as respostas de 3103 trabalhadores e também 2203 responsáveis pelas contratações e outros profissionais ligados aos recursos humanos. O top 10 é simplesmente maravilhoso. 

Não posso ir trabalhar porque:

1 - Tenho a comida ao lume.

2 - Preciso de dar uns retoques na cirurgia plástica que fiz.

3 - Estava sentada na sanita e fiquei com os pés e com as pernas dormentes. Quando me levantei acabei por cair e parti o tornozelo.

4 - Passei o fim-de-semana no casino e ainda tenho fichas para jogar na segunda de manhã.

5 - Acordei com boa-disposição e não quero estraga-la.

6 - Tive uma noite maluca e não sei onde é que acordei.

7 - Fiquei preso na máquina de pressão arterial do supermercado e não me consigo soltar.

8 - Tenho pedra na vesícula e quero tratar-me de forma holística.

9 - Queimei a farda quando a quis secar no microondas.

10 - Acidentalmente apanhei um avião.

Adoro os retoques que têm de ser dados depois da plástica. Tal como fiquei fã da desculpa do casino e daquela, ao estilo do filme Ressaca, de não saber onde é que se acordou. Já para não falar da pessoa que ficou presa na máquina da pressão arterial. Mas, a melhor de todas é apanhar um avião acidentalmente. Aliás, acho que é um risco que todos corremos. Queremos atravessar a rua e damos por nós dentro de um avião a caminho de um local qualquer.

E tenho de tirar o meu chapéu à pessoa que teve a coragem de dizer ao patrão que acordou bem-disposto e que não quer estragar essa boa-disposição no local de trabalho. Aposto que todas as pessoas desejam (ou já desejaram) dizer isto mas acabam por não o fazer. 

29.10.14

don't go breaking my heart (how am i supposed to live without you)

Podia escrever muitas coisas. Escolher detalhadamente palavras que fizessem sentido. Que fossem dignas de sentimentos. Mas, por melhor que fosse a minha intenção, estaria a ser tremendamente injusto. Por isso, socorro-me de quatro pessoas que conseguem passar na perfeição aquilo que sinto e a mensagem que pretendo passar. Obrigado a eles. E também a ti.

À boleia de Michael Bolton e Doug James pergunto-te How Am I Supposed To Live Without You?

“I could hardly believe it
When I heard the news today
I had to come and get it straight from you
They said you were leavin'
Someone's swept your heart away
From the look upon your face, 
I see it's true
So tell me all about it 
Tell me about the plans you're makin'
Then tell me one thing more before I go

Tell me how am supposed to live without you
Now that I've been lovin' you so long
How am I supposed to live without you 
How am I supposed to carry on
When all that I've been livin 'for is gone

I didn't come here for cryin' 
Didn't come here to breakdown
It's just a dream of mine is coming to an end
And how can I blame you
When I build my world around
The hope that one day we'd be so much
More than friends
And I don't wanna know the price I'm 
Gonna pay for dreaming
When even now it's more than I can take”



Agora, sigo na companhia de  Ann Orson e Carte Blanche e peço-te: Don´t Go Breaking My Heart

“Don't go breaking my heart
I couldn't if I tried
Honey if I get restless
Baby you're not that kind

Don't go breaking my heart
You take the weight off me
Honey when you knocked on my door
I gave you my key

Nobody knows it
When I was down
I was your clown
Nobody knows it
Right from the start
I gave you my heart
I gave you my heart

So don't go breaking my heart
I won't go breaking your heart
Don't go breaking my heart

And nobody told us
'Cause nobody showed us
And now it's up to us babe
I think we can make it

So don't misunderstand me
You put the light in my life
You put the sparks to the flame
I've got your heart in my sights.”


Se for necessário, deixo crescer o cabelo ao estilo do Michael Bolton. E ainda faço um penteado ao estilo do Elton John, visto um fato e ponho uns óculos iguais aos dele e canto ambas as canções. Don't go breaking my heart (how am i supposed to live without you).

vi-o-le-ta

Gosto de crianças. Adoro a autenticidade de cada palavra e de cada gesto. Aprecio a forma simples como encaram cada momento, longe da formatação que transforma os adultos em algo que não são. Tenho ainda um especial encanto pela forma determinada que cada criança tem de revelar que está sempre certa, apesar de estar redondamente enganada.

Ontem, enquanto fazia compras no Continente cruzei-me com duas meninas. Que deveriam ser irmãs. No momento em que nos cruzamos, diz a mais nova para a mais velha: “Sabes o que está aqui escrito?”, apontando para um autocolante que estava num dos corredores do hipermercado. “Vou ler o que está aqui”, acrescentou, perante o silêncio da irmã.

“Vi-o-le-ta”, disse enquanto apontava para as letras, com uma certeza absoluta em relação ao que estava a ler naquele autocolante, de grandes dimensões, colado no pavimento. A irmã não esboçou nenhuma reacção. Já eu, comecei a rir-me. Porque, na realidade, aquilo que estava escrito no autocolante era “Outono/Inverno” e dizia respeito a roupa que nada tinha a ver com Violeta.

Este momento transportou-me, de imediato, para o filme Miúdos e Graúdos 2. Mais especificamente para o momento (que pode ser visto aqui) em que o filho de dois personagens dá resposta a algumas equações e soletra algumas palavras, tudo de forma errada, enquanto a mãe prefere fingir que está certo para não destruir a sua confiança e enquanto o pai brinca, dizendo que não vão gastar muito dinheiro com estudos.

obrigatório para eles (mas elas também devem ver) #1

Já lá vai o tempo em que a preocupação com a imagem era algo apenas associado ao sexo feminino. Acredito até que sempre foi uma preocupação dos homens mas que existia uma certa vergonha em assumir esse cuidado, quer seja a nível de corpo como no que à roupa diz respeito. Actualmente, mais do que uma mera preocupação pessoal, o cuidado com a imagem consegue ser um factor diferenciador. 

Por exemplo, a forma como a pessoa se veste pode ser determinante numa entrevista de emprego. Pode destacar um candidato ao mesmo tempo que exclui outro. E a verdade é que vestir bem é tão fácil como vestir mal. Basta que se preste atenção a alguns detalhes no momento em que se escolhe, por exemplo, uma peça de roupa. Para estrear esta nova rubrica, dedicada a eles mas que elas devem ver porque muitas vezes é a opinião delas que eles têm em conta, partilho o Guide to Fit, da autoria de Real Men Real Style. Espero que seja útil.







a pior ideia de sempre (em portugal)

Se não foi a pior ideia que alguém teve em Portugal anda lá muito perto. Refiro-me às ruas da Expo. Aos lotes 1.12.23.3 que fazem com que encontrar um local específico seja uma verdadeira aventura. Conheço histórias de pessoas que lá moram que têm dificuldade em explicar a morada aos técnicos de uma qualquer empresa. Quem inventou isto nunca deve ter procurado uma morada na Expo. E aposto que se ri à gargalhada de todos aqueles que andam por ali, baralhados, de um lado para o outro à procura da morada.

28.10.14

verdade ou mito #76

Existem coisas na vida que acabam por ser úteis nas mais diversas situações. É o caso da música. Diz que ouvir música cria a ilusão de que o tempo passa mais depressa. Além disso, torna o treino físico mais forte e mais intenso e ainda consegue reduzir a sensação de dor. Isto será verdade? Porque a música tem realmente uma série de efeitos nas pessoas? Ou será mito? Porque, na realidade a música torna o passar do tempo mais penoso, atrapalha o exercício físico e não tem qualquer impacto na sensação de dor. Verdade ou mito?

destino. yay or nay?

Faço parte do grupo de pessoas que acredita no destino. E vejo algumas circunstâncias da vida como sendo algo inuletável. E isso não me assusta. Não me apoquenta a ideia de que não tenho total controlo sobre a minha vida. O que é diferente de acreditar também que sou uma mera personagem de um jogo, criado por alguém ou por alguma entidade. Simplesmente, acredito e aceito que muitas coisas têm hora marcada. E que nada podemos fazer para que sejam alteradas. Por outro lado, acredito que as pessoas, pelo menos na sua maioria, que não acreditam no destino ficam assustadas perante a possibilidade de não terem total controlo da sua vida. Estes dois pontos de vista dão origem a conversas muito interessantes e nas quais gosto de participar.

E muitas das conversas têm uma questão como ponto central. Se existe um destino, um fado para todos nós, não interessa o que fazemos da nossa vida porque estamos destinados a algo. E isto é a base para uma série de divagações. Acredito que a forma como respondemos a esta questão explica a forma como encaramos a vida e aquilo que aqui andamos a fazer. Como referi, sou dos que acreditam no destino. Mas não ao ponto de achar que vai resolver tudo por mim, em todos os momentos da minha vida.

Li algures que o destino pode ser visto como um mapa de uma viagem. E isso faz todo o sentido para mim. Quando vou para algum trabalho e deparo-me com uma morada que não conheço, recorro ao ViaMichelin para ficar a conhecer as direcções ou então coloco a morada num GPS. Mas isto não chega. Ou melhor, não me explica tudo. Sei onde quero ir e sei o caminho a seguir mas desconheço por completo como será a viagem. Vai ser rápida? Vai existir algum imprevisto que me obriga a procurar alternativas para chegar ao local que desejo? São perguntas que só vão ter resposta durante o meu percurso e a opção em cada imprevisto depende de mim.

E o mesmo pode ser aplicado ao amor. Se alguém gostar muito de alguém com quem não tem uma grande relação, poderá chegar um qualquer momento em que estão apenas os dois. Eu vejo este momento como o destino dessas duas pessoas. Mas não será o destino que as irá fazer falar. Não será o destino que irá pautar o desenrolar do momento em que estão juntos pela primeira vez. Isso vai depender daquelas duas pessoas e da forma como vão lidar com o cenário com que se deparam.

E se isto se aplica a uma viagem e ao amor, aplica-se a praticamente tudo na vida. O destino leva-nos até determinado ponto. A partir daí, dependemos apenas de nós e das nossas opções. Por isso, neste sentido acredito no destino. Acredito que me leva até determinado ponto. E que a partir daí dependo apenas de mim. Além disso, não me assusta não ter o total controlo sobre a minha vida. Aliás, se o tivesse, isso seria uma grande seca. O que me assusta é a eventualidade de falhar num determinado momento chave. Mas isso é outra conversa.

dieta para mulheres com muito trabalho e pouco tempo

Letizia é considerada uma das mulheres mais elegantes do mundo. Aos 42 anos, a rainha de Espanha é vista como um símbolo de simplicidade, elegância e também sensualidade. A crítica é quase sempre unânime ao defender que a antiga jornalista veste-se como poucas mulheres e que apresenta uma imagem cuidada. Mesmo que cometa pequenos “erros” que algumas pessoas julgam imperdoáveis como o facto de, desde que é rainha, vestir calças de ganga. Isto faz com que Letizia – que é uma das mulheres mais belas e elegantes que vi pessoalmente – esteja constantemente a ser analisada por meio mundo.

O seu estilo é cobiçado e todas querem saber onde compra as suas roupas. Além disso, fala-se das supostas intervenções estéticas que terá efectuado ao longo dos anos. E do peso. Letizia sempre foi e sempre será notícia pelo seu peso. Por norma, porque se considera em diversos casos que está excessivamente magra. Tudo isto é notícia em Letizia, que magra ou excessivamente magra é considerada um dos maiores símbolos da elegância feminina. 

Recentemente, a rainha incentivou as pessoas a comerem mais e explicou que o seu pequeno-almoço consiste numa tortilla feita com três ovos. Esta simples frase levou a que o conceituado jornal ABC entrasse em contacto com diversos especialistas e a conclusão a que chegaram é a de que Letizia segue a dieta Perricone, criada pelo médico norte-americano com o mesmo nome e que é visto como um guru do envelhecimento. É da autoria de Perricone - igualmente um reputado dermatologista - a dieta que promete combater as rugas da idade, a flacidez e que é ideal para mulheres com muito trabalho e pouco tempo.

Esta dieta tem por base dez alimentos de consumo frequente obrigatório e passa por coisas como lácteos naturais, salmão selvagem e aveia. Além disso, existem alimentos que estão proibidos porque podem causar flacidez e que são o açúcar, sumos de fruta engarrafados, bebidas light, arroz e café. A isto juntam-se coisas “tradicionais” como a prática de desporto e o corte com o tabaco e consumo de álcool. De acordo com o periódico espanhol, os profissionais consultados garantem que os resultados são visíveis e que são mais eficazes quando se segue um plano de 28 dias.

Para as mulheres com muito trabalho e pouco tempo, partilho o link da dieta de 28 dias de Nicholas Perricone, que é gratuita e está disponível no site do médico. Não só fala da alimentação para cada um dos dias mas também apresenta a melhor sugestão de exercício físico para cada dia. Fica a dica e olhando para Letizia, parece que faz efeito e vale a pena.

se te lembras disto #6


Se te lembras deste personagem que protagonizou diversos filmes italianos, catalogados como comédia sexy escolar, no início da década de 80 mereces um high five. Se tiveres cassetes VHS com os filmes ainda levas mais um high five.

27.10.14

a visão mais simples ou se é fácil porque não fazes?

Hoje, conversava com uma pessoa sobre projectos de sucesso. Apostas que as pessoas fazem em algo de que gostam. Sem que existam segundas ideias associadas ao mesmo. Com isto quero dizer que não existe nenhuma previsão de crescimento ou sucesso (seja lá o que isso for) para o tal projecto. É algo que se faz porque se gosta e que, de um momento para o outro, começa a crescer. E a pessoa com quem conversava criou algo que tem crescido muito ao longo dos últimos tempos. Algo paralelo à sua profissão e que muito gozo lhe dá.

Entre outras coisas, falou-se da enorme dificuldade que as pessoas, e aqui refiro-me aos conhecidos, têm em dar os parabéns a alguém que faz algo bem feito, independentemente de se gostar ou não do conteúdo do projecto, seja ele qual for. Porque, se existe um crescimento substancial é inegável que se trata de algo bem feito. E não é por algumas pessoas não gostarem, algo perfeitamente legítimo, que estão proibidas de dizer: “parabéns pelo que fizeste e conseguiste.” Sobretudo quando conhecem a pessoa em questão. E não é por uma pessoa não gostar que um conteúdo é automaticamente rotulado de merda. Acho que, e isso depende da forma de ser de cada pessoa, é bom quando existe a capacidade para perceber que algo é bem feito apesar de não se gostar desse algo.

E algumas destas pessoas, as tais que se recusam a dar uma palavra de apreço a alguém que bem conhecem, são as mesmas que pensam, ou melhor, acreditam piamente que aquele sucesso e crescimento se traduzem em euros, milhares deles, que já deram entrada na conta bancária dessa pessoa sem o mínimo esforço. Trata-se de um rendimento extra que permite à pessoa ganhar muito mais dinheiro do que aquele que ganha no trabalho, por exemplo. E este pensamento dá origem a muitos outros. Todos com base na ideia (quase sempre errada) de que se está a ganhar muito dinheiro com algo.

Cegos por esta ideia, estas pessoas não acreditam (nem sequer pensam nisso) que o projecto pode não dar dinheiro, apesar do tal sucesso. Pode vir a dar, independentemente de ser um objectivo pessoal ou não, mas a verdade é que ainda não dá e se calhar a pessoa nem sequer é movida por dinheiro. Por outro lado, dá muito trabalho. Apesar das pessoas pensarem que não. Rouba também muito tempo. Apesar das pessoas acreditarem que tudo se faz em menos de cinco minutos e quando não há nada para fazer. Em alguns casos, até consome dinheiro. Um investimento que é feito e que poderá não dar qualquer retorno. Mas, todas estas questão são ignoradas. Pelo simples facto de que, para algumas mentes mais pequenas ou fechadas, o mínimo sucesso é sinónimo de milhares e milhares de euros que se ganham semana após semana.

Para quem pensa deste modo, o melhor conselho (que é uma espécie de desafio) que posso dar é que criem um projecto de raiz. Quer seja um blogue, porque apesar da conversa não ter sido sobre blogues, existe muito essa ideia associada à blogosfera, uma página de facebook sobre algo ou o que quer que seja. Depois, facilmente vão perceber que não é tudo tão fácil como quando se referem às coisas dos outros. Facilmente vão perceber se dá trabalho ou se é algo que é feito em cinco minutos. Vão também descobrir se o sucesso, seja ele qual for, se traduz automaticamente num rendimento monetário extra. E aposto que mudam a forma de pensar e que aprendem a valorizar quem luta por algo sem desistir. E talvez consigam perceber que nem todas as pessoas se movem por dinheiro.

quem me explica a utilidade disto #45 (especial)

Esta semana, no que a esta rubrica diz respeito, é especial. Por ser um dois em um e também por ser sobre um dos temas do momento: a epidemia do vírus do ébola. Já não é uma novidade que as pessoas aproveitam tudo para fazer negócio. Tal como não é novo o facto de que algumas pessoas não têm limites nem a mínima noção da altura em que se deve parar.

O Halloween, ou Dia das Bruxas para quem prefere em português, está a chegar. E um dos fatos que está a ser comercializado em vários sites (e em várias versões) é o de enfermeira sexy. É certo que este conjunto não apresenta nenhuma novidade. Aliás, é já um clássico. Porém, este ano existe uma variante. Trata-se do fato Sexy Ebola Nurse, que está também disponível na versão masculina. Quem o comercializa diz algo como isto: “lutar contra este vírus mortal, que continua a percorrer o seu caminho em diversos países, não é motivo para comprometer o estilo”. Acrescentam também que o facto será falados por todas as pessoas e acrescentam ainda que os casais devem ir assim às festas pois trata-se do fato mais viral deste ano.


Quem estiver interessado neste modelo terá de pagar pouco mais de 47 euros. Caso pretenda comprar as botas amarelas, terá de desembolsar mais 63 euros. Quem comprar este fato poderá usa-lo numa das muitas festas temáticas de Halloween dedicadas ao ébola. Como é o caso da Saturday Night Ébola Fever, cujo cartaz é o do filme, com os protagonistas a deitar sangue dos olhos e que já foi considerada uma das festas mais polémica deste Halloween.



Em relação ao fato, acho desnecessário. Não consigo encontrar nenhum argumento que sustente a comercialização deste artigo quando se trata de um vírus que já roubou a vida a milhares de pessoas, provocando pânico em muitos países. Quanto à festa, a organização diz que pretende angariar dinheiro e consciencializar as pessoas para a doença. Se era este o objectivo, correu mal com o péssimo cartaz, que já foi criticado por diversas associações. Porque não organizar uma festa normal e doar o (ou parte) lucro da mesma? Mas, posso estar a ver isto tudo mal. Por isso, quem me explica a utilidade disto?

mulheres, confere?

O telefone toca às 19 horas. Combinam algo para as 21 horas. O que acontece entre o momento do primeiro telefonema e o instante em que a mulher aparece no local combinado é um mistério, quase ao nível das idas em grupo à casa-de-banho. A IISuperwomanII deu a conhecer o que acontece, nos bastidores, durante o tempo em que uma mulher se prepara para sair. Agora, é o momento do veredicto final. Por isso, isto confere? Ou está longe da realidade?

cuecas da avó

Cenário: uma grande loja de roupa. Local específico da acção: secção de roupa interior feminina. Protagonistas: um casal. Momento em que tudo acontece: quando ela está a comprar cuecas.

Ele: “Aqui está”, diz enquanto lhe entrega um pack de cuecas. Neste momento acontece algo que só eles compreendem. Por outras palavras, o homem tinha aquele ar de triunfo, algo que acontece quando nós (homens) acreditamos ter feito um brilharete num domínio feminino onde elas acreditam que nunca acertamos.

Ela: “Isto são cuecas da avó”, responde, enquanto observa as cuecas em questão.

Ele: “Mas são XS”, acrescenta, acreditando que não falhou na sua missão.

Ela: “Mas o formato faz lembrar as cuecas da avó. São muito grandes”, explica.

Ele: “Ahhhhhhhh”, é o máximo que consegue fazer, assumindo o falhanço.

26.10.14

sete anos de amor puro

Recuando sete anos no tempo encontro-me sentado num banco de hospital. Curiosamente, o mesmo banco onde anos mais tarde aguardava pelo desfecho da operação da tua avó, minha mãe. Estava à espera para te ver pela primeira vez. Aguardava que dissessem que estava tudo ok, que tinha corrido tudo bem. Minutos depois chegavam as boas notícias. E lá vinhas tu ao colo da enfermeira. Eras tão pequena que até tinha medo em te tocar.

Tudo isto parece ter acontecido ontem mas já passaram sete anos e já és uma mulherzinha. A sensação é de que o tempo passou a correr mas a viagem tem sido muito boa, cheia de momentos para recordar e guardar no coração, num espaço que mais ninguém consegue ocupar.

Por norma, quando se olha para crianças existe a ideia de que têm muito para aprender. É um facto. Mas, quando olho para ti percebo que me ensinaste muito mais do que podia esperar. Ajudaste-me a crescer e até a ser um homem melhor e mais paciente.

Amo-te muito. És "apenas" minha sobrinha e também afilhada mas sinto-te como minha. És uma extensão do que sou e da minha própria vida. Hoje o dia é teu e estou louco para te encher de beijos e comemorar estes sete anos de amor puro. Amo-te muito! És a menina mais bonita e espectacular do mundo.

25.10.14

the late late night show with hsb #33



Because your kiss is on my list of the best things in life. Because your kiss I can't resist. Because your kiss is what I miss when I turn off the light.

24.10.14

pensamento da semana #27


A vida consegue ser muito simples. Com poucas regras indispensáveis. E que nem são assim tão difíceis de seguir. As pessoas é que se preocupam com outras coisas e acabam por esquecer aquilo que é básico. Esta frase não é mais do que, numa forma ligeiramente diferente, uma questão que cada pessoa deve colocar antes de tomar uma decisão. Qual o impacto desta acção no meu futuro?

parece mentira mas é verdade

Gosto de passar os olhos pelos comentários deixados nos mais diversos sites da especialidade, onde várias pessoas explicam como foram as suas férias. Dizem o que correu bem (num número menor porque a maioria das pessoas só o faz quando é para falar mal) e/ou o que correu mal. Depois, recomendam ou alertam e afugentam os eventuais interessados. E aquilo que para muitas pessoas não passa de um comentário é, para muitas outras, um factor decisivo na escolha. Segundo sei, os comentários conseguem, em alguns casos, ser mais valorizados do que o valor a pagar.

As pessoas são livres de dizer aquilo que pensam. De partilhar algo que consideram errado. Mas, existe muito boa gente que deveria perder alguns segundos a pensar na crítica que será partilhada com o mundo. O jornal Telegraph deu-se ao trabalho de compilar um grupo de reclamações turísticas que são, no mínimo, caricatas. E que aqui partilho.

Um casal, que esteve de férias numa reserva em África, considerou inadequado ver um elefante excitado. De acordo com a reclamação, foi algo que estragou a lua-de-mel.

Uma mulher quis chamar a polícia porque foi impedida pelos funcionários de entrar num quarto de hotel. Na realidade confundiu uma placa onde se lia “não incomodar” com um aviso para não entrar.

“O topless devia ser proibido na praia. O meu marido queria relaxar e acabou distraído”, foi a reclamação de uma mulher.

“A sopa estava muito grossa e forte”, foi a reclamação de um turista na Austrália. Que já tinha sido avisado que estava a comer molho em vez de sopa.

“A praia tinha muita areia”, foi mais uma reclamação.

“Ninguém disse que a água tinha peixes. Os miúdos ficaram apavorados”, é mais uma.

Um casal de noivos reservou um quarto com camas individuais. Sendo um casal de noivos, foi-lhes dada uma suite com cama de casal. Ela acabou grávida e acusaram o hotel. Se tivessem ficado em camas separadas ela não engravidava, defendem.

“Adquirimos bilhetes para um parque aquático mas ninguém nos disse que era necessária roupa de banho e toalhas”, é mais uma reclamação.

“Tivemos de estar na fila, do lado de fora, e não havia ar condicionado”, é mais uma.

“Fui picado por um mosquito. Ninguém avisou que picavam”, também é uma reclamação real.

“Acho preguiçoso que fechem as lojas à tarde em Puerto Vallarta pois às vezes apetece-me comprar coisas durante a siesta, que devia ser banida”, é mais uma.

“Fiquei indignada na minha viagem a Goa, na Índia, pois quase todos os restaurantes serviam caril e detesto comida picante”, também consta na lista.

“A areia da praia não é igual à da brochura. Essa era mais branca e esta mais amarela”, queixou-se um turista.

“Disseram que a cozinha estava totalmente equipada mas não tinha um fatiador de ovos”, é outra reclamação.

“Fomos de férias para Espanha e tivemos problemas com os taxistas pois eram todos espanhóis”, foi a queixa.

“As estradas eram irregulares e esburacadas, o que impediu que se pudesse ler o guia turístico durante a viagem até ao resort. Por causa disto não soubemos de várias coisas que teriam tornado as férias mais divertidas”, é uma reclamação.

“O voo da Jamaica para Inglaterra demorou nove horas. Os norte-americanos só precisam de três. Isto é injusto”, foi o motivo da indignação.

“Comparámos o tamanho do nosso quarto, de uma cama, com o de uma família amiga, que tinha três camas e o nosso era significativamente mais pequeno”, foi a queixa.

“Na brochura dizia que não havia cabeleireiras no resort. Somos cabeleireiras e achamos que nos fizeram esperar mais tempo por causa disso”, é mais uma reclamação.

Parece mentira. Parece uma brincadeira. Mas são reclamações reais.

ufa! estou safo! e é às 20

Como um homem prevenido vale por dois, já tenho o álbum homónimo da Banda do Mar. Já sei a letra de Mais Ninguém. E também tenho andado a treinar alguns dos passos de dança que podem ser visto no videoclip do tema. Isto porque tinha prometido à minha mulher que cantava e dançava esta música caso ninguém marcasse presença no primeiro jantar do blogue, um desafio que me foi feito pela ezimute, que detém a Table and Friends.

Este apontamento musical era desconhecido de quem me convidou. Só ficaram a par do mesmo quando publiquei o texto do jantar. Até que me enviaram um email que se tornou num verdadeiro alívio (para mim). Fui informado de que, neste momento, já existem nove reservas. O que me levou a suspirar de alívio porque posso esquecer a música e a cantoria.

Entretanto, aproveito para divulgar a página do jantar (e aqui também) que já foi criada. E acrescento também que o jantar será às 20 horas, algo que ainda não tinha dito. Não posso deixar de agradecer a estas nove pessoas que me salvaram de um momento assustador, digno de um qualquer filme de terror que ninguém deseja ver. 

esconder ou partilhar?

Existem diversos caminhos para o sucesso. E neste caso, sucesso pode ser substituído por uma dieta bem sucedida ou por um treino físico que nos leva a ter um corpo mais saudável. Isto apenas para dar dois exemplos. Porque a verdade é que isto se aplica praticamente a quase tudo na vida. Desde as coisas mais básicas como quando nos perguntam onde comprámos algo até coisas mais complexas e de maior empenho, como os dois primeiros exemplos que referi.

Perante o tal sucesso, por norma existem duas atitudes. Uma passa por partilhar o caminho até ao tal sucesso. O outro passa por esconder os ingredientes que fazem com que um caminho seja trilhado de forma triunfante. Pessoalmente, aceito e percebo que apenas duas pessoas no mundo tenham acesso à receita da Coca-Cola e que até estejam proibidas de viajar no mesmo avião. Mas, para mim, o que quer que seja que vá muito para além de coisas deste género não faz sentido para mim. Porque considero que certas partilhas são úteis. Não esquecendo a ressalva de que cada caso é um caso.

Não percebo aquelas pessoas que não dizem onde compraram algo porque não querem que mais ninguém compre. Por exemplo, se estas pessoas tivessem um negócio, não iam gostar da partilha e da publicidade boca a boca? Tal como não compreendo aquelas pessoas que não partilham as informações mais básicas de uma alimentação saudável ou um treino físico de sucesso, apenas para dar dois exemplos. O que ganham em esconder estas informações? São menos saudáveis ou ficam numa forma física pior se partilharem algumas dicas?

Além disso, quando existem questões, tento sempre colocar-me dos dois lados. Ou seja, coloco-me no papel de quem pergunta e também no de quem responde. E facilmente percebo que, caso fosse eu a perguntar, gostaria que me dessem, no mínimo, algumas dicas sobre o tema em questão. Por isso, não percebo quem se coloca no papel daquelas duas únicas pessoas que têm acesso à receita da Coca-Cola. Até porque Coca-Cola só existe uma. Por mais pessoas que pensem que são a última lata disponível no mercado. 

23.10.14

23h23 do dia 23

Gosto do dia 23. Seja ele qual for. Não tem de ser o nosso dia, no nosso mês. Pode ser o número de uma porta. Uma hora. Minutos. Ou até segundos. Podem ser quilómetros no carro. Ou um preço de um qualquer artigo. Até pode ser o número na minha camisola quando jogo futebol. Não interessa o que significa. É o 23. O nosso 23. Neste preciso momento são 23 horas e 23 minutos do dia 23, neste caso de Outubro. Já te disse que gosto do número 23? Mas gosto muito mais de ti.

(des)encontros (capítulo dois)


Já passava das nove da manhã quando João chegou a casa. Sozinho, ainda foi à pastelaria perto de sua casa. Hesitou entre tentar pedir um gin, porque lhe apetecia e sentia que ainda estava na noite anterior. Mas, vendo que todos os clientes estavam entregues a cafés, torradas, meias de leite e bolos, acabou por perceber que o melhor era não destoar. Já sentado, com uma bola de berlim e uma Coca-Cola à sua frente, não parava de pensar em Sophia. Porém, sentia que todos olhavam para si, o que o deixava com várias dúvidas. Estaria com um aspecto tão desleixado, que facilmente se percebia que não tinha ido à cama? Ou seria o bolo e a Coca-Cola, o pequeno almoço típico de quem está de ressaca, que o denunciavam? O que é certo é que pouco se importava pois só conseguia pensar em Sophia e no beijo que tinham trocado.  “Como é que a volto a ver?”, era a pergunta a que tentava dar resposta. Sem sucesso.

Em pouco tempo já sacudia o açúcar da boca. E abanava a lata de Coca-Cola na esperança de que caíssem mais umas quantas gotas no seu copo. Perante a quantidade de álcool que tinha bebido, nada lhe sabia melhor do que aquelas duas coisas combinadas. Minutos mais tarde entrava em casa, sendo recebido por Bauer que ansiava por um passeio matinal. “Estou de rastos”, disse ao cão que olhava para ele com um aparente ar de reprovação por lhe ter dito que ia demorar poucas horas. Mesmo estafado, ainda decidiu passear Bauer. “Vamos à rua?”, disse-lhe, provocando uma onda de euforia no buldogue francês. Enquanto estava na rua continuava a tentar responder à pergunta que o inquietava. Sempre sem sucesso. Até que percebeu que o seu estado não lhe permitia ter o discernimento necessário para pensar no que quer que fosse. Aliás, passear Bauer já era uma feito digno de registo.

Mesmo assim, ainda teve a frescura necessária para levar consigo um saco de plástico com que apanhou as fezes de Bauer. Sendo um acérrimo defensor das ruas limpas, não havia bebedeira que o fizesse esquecer as coisas que mais defendia. Voltaram a casa. E, até chegar à cama foi deixando um rasto de roupa. Perto da porta, a camisa. Depois, peça a peça até à cama, onde se deitou apenas com as meias calçadas. Já passavam das cinco da tarde quando acordou. A bola de berlim e a Coca-Cola impediram que a ressaca fosse maior. Mesmo assim, e quando percebeu que estava apenas de meias e que tinha um rasto de roupa à porta do quarto não evitou esboçar um sorriso enquanto esfregava a cara, dizendo em voz alta “estavas bonito ontem”. Seguiu-se um duche e uma mensagem para os restantes guerreiros – era assim que se chamavam quando aguentavam uma noite de copos – da noite anterior a marcar uma hora para estar no café.

Depois do banho, e já vestido, foi à cozinha e abriu o frigorífico onde nada tinha para comer. Andava para fazer compras há dias mas ia sempre adiando. Foi à dispensa onde tinha um frasco de Nutella e duas tabletes de chocolate. “Escolha difícil”, disse, olhando para as possibilidades. Optou pelo frasco de Nutella, que abriu e onde colocou o dedo, que levou à boca cheio de chocolate. Voltou a repetir o gesto mais duas vezes antes de ser consumido pelo peso na consciência. Depois, levou as mãos aos bolsos das calças acabando por encontrar uma nota de dez euros num dos bolsos. O dinheiro foi o mote para seguir para o café, onde comeu uma tosta mista com manteiga, que dispensa quando não está de ressaca, e um sumo natural duplo de laranja, aquilo que considera o segundo take de uma alimentação típica de quem está de ressaca, por mais fraca que seja. Voltou a casa. Ainda se deixou dormir no sofá antes de ir para o café onde se ia encontrar com os amigos.

Ainda ia a andar para a mesa quando ouviu os primeiros comentários. “Bela noite ontem. Desapareceste com a miúda”, disse Revez. “Chama-se Sophia e só estivemos à conversa”, respondeu. “Olha o menino. Já a defende e trata pelo nome. Isto é sério. É amor”, acrescentou Duque, provocando uma gargalhada geral. Até João não evitou sorrir. “Lembro-me de poucas coisas. Sei que ela me beijou mas depois arrependeu-se”, confessou João. “E pouco mais me lembro. Sei que houve uma altura em que lhe perguntei o apelido pois sabia que assim era mais fácil encontra-la mas estava tão mal que nem me lembro do que ela disse. Aliás, ela estava como eu e também não se percebia bem o que dizia”, gracejou. “Agora é aquele momento tipo Ressaca em que vamos aos bolsos à procura de coisas que nos relembrem da noite anterior”, disse João. “Mas eu nem tenho a roupa de ontem e não me recordo de ter colocado o que quer que seja no bolso”, referiu Timóteo. “Puto, estava a brincar. Era para ver se alguém se lembra de algo que me possa ajudar pois gostava de rever a Sophia e lembro-me de que me disse que ia estar mais uns dias em Portugal”, explicou João. “Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh. Mas não me lembro de nada”, disse Timóteo. “Sei que uma delas me disse o nome do hotel onde estavam mas não me recordo”, revelou Duque. “Não me recordo de nada. Acho que era o pior de nós. Deixei-me dormir em casa a comer um ovo Kinder. Sou um desgraçado”, revelou Revez.

“O nome do Hotel já não era mau de todo”, suspirou João. “Já sei, vou procurar no facebook e no instagram”, disse João. “Vais procurar como?”, perguntou Timóteo. “Pelas hashtags do bar e da nossa zona pois elas fartaram-se de tirar fotografias”, explicou João, agarrando no telemóvel de pronto. A conversa prosseguiu durante vários minutos com João sempre atento ao telemóvel. “Bela merda! Nenhuma delas partilhou uma foto nas redes sociais. Pelo menos com uma hashtag que me permita chegar a elas”, desabafou com tristeza. “Como é que a vou encontrar? Sei apenas que se chama Sophia e que vieram de Dublin”, suspirou.

as verdadeiras estrelas não o são

Tive a oportunidade de conhecer Maria de Medeiros, com quem estive à conversa durante largos minutos. Quer dizer, já a conhecia. Aliás, acho que todos a conhecem pois faz parte da história de Hollywood. Primeiro, pela sua brilhante prestação na pele de Anaïs Nin, em Henry e June (1990) e quatro anos mais tarde, enquanto Fabienne, a namorada de Bruce Willis, em Pulp Fiction. Que é considerado um dos melhores filmes de sempre e aquele que mudou a história de Hollywood, no que à forma de escrever um guião diz respeito.

Estes são apenas dois marcos do brilhante percurso da multifacetada artista portuguesa, que ainda consegue ser excelente enquanto realizadora e também como cantora. Aquilo que fez e a sua carreira deixaram-me sem saber o que esperar da entrevista. Teria pela frente uma estrela? Ou uma pessoa simples, sem qualquer tique que desse a entender sentir-se superior ao jornalista que a entrevista. E bastaram poucos segundos para perceber do que Maria de Medeiros é feita.

Simplicidade no seu estado mais puro. Com Maria de Medeiros não há lugar a distâncias. Existe proximidade. Existe o “tu” em vez do frio e distante “você”. Existe magia em cada palavra. E algo misterioso no ar de menina envergonhada para quem a sua carreira aparentemente não é nada de extraordinário. Maria de Medeiros é uma estrela. Uma das maiores que Portugal já viu nascer. Uma mulher que brilha em Lisboa, em Paris e onde quer que esteja. Mas que não precisa de tiques ou de placas onde se lê, em letras garrafais, sou uma estrela. Até porque as verdadeiras estrelas não o são. Maria de Medeiros, sendo uma estrela acaba por não o ser numa perfeição rara. Depois, existe algo difícil de explicar que é a forma como Maria de Medeiros seduz a máquina fotográfica, fazendo com que aquele objecto fique indefeso perante o seu jogo de sedução. Um momento único que resulta em fotografias de rara beleza.

Dica
No início do próximo mês, Maria de Medeiros estará em Portugal para uma série de concertos, onde vai dar a conhecer Pássaros Eternos, o seu terceiro álbum. 4 Novembro no Centro Cultural de Belém, 5 na Casa da Música, 6 no Teatro Aveirense e 9 no Centro de Congressos das Caldas da Rainha. O álbum é fantástico e fica a dica para uma bela noite.

melgas e o sexo que é desvalorizado pelo juiz

Duas coisas rápidas. Gosto deste hotubro. Gosto do calor fora de horas e inesperado que nos convida a ir à praia e dar uns belos mergulhos quando muitos já pensavam em botas e camisolas de malha. Porém, dispensava esta onda de melgas que, tal como o calor, também são inesperadas. Ao contrário da alta temperatura, conseguem ser chatas, fazendo com que me desdobre em diversos duelos.

Num destes dias conheci uma simpática senhora de 59 anos. Com um espírito mais jovem do que muitas pessoas de vinte anos. Cheia de genica. De trato fácil e muito brincalhona. A certa altura falou do caso do juíz que desvalorizou a importância do sexo depois dos cinquenta. Dizia ela: “esse juiz devia vir dar umas voltinhas comigo para ver se é importante ou não.” Estas palavras foram acompanhadas de divertidos movimentos facilmente associados ao sexo. Gosto de pessoas assim, para quem a idade não passa de um número e que provam que a juventude é um estado de espírito que nunca deve deixar de ser alimentado.

22.10.14

hotubro?


Acho que se pode mudar o nome do mês para algo que combine com a temperatura que se tem feito sentir. Que fiques por cá muito tempo.

beleza. a perfeição que não existe. ou renéegate

Depois de vários meses sem ser vista, Renée Zellweger voltou a aparecer em público. E conseguiu provocar uma onde mundial de espanto com a sua nova aparência, que levou a que uns dissessem que era Cameron Diaz e a que outros jurassem a pés juntos que não era a actriz que ficou famosa com as suas prestações em Jerry Maguire e Bridget Jones. Mas era mesmo Renée. Irreconhecível mas era a actriz, de 45 anos. De acordo com alguns especialistas na matéria, são evidentes algumas intervenções estéticas – algo que a actriz vinha fazendo ao longo dos anos – que passam, apenas para dar dois exemplos, pelo uso de Botox e um lifting às sobrancelhas.


Quando li as notícias lembrei-me imediatamente da procura da perfeição que não existe na beleza. Que não passa de algo que, como é o caso, se pode transformar numa perigosa obsessão. Não sou contra as intervenções estéticas mas acho que tudo na vida tem conta, peso e medida. E cada vez que recordo pessoas que não desistiram de encontrar a suposta perfeição estética, só encontro falhanços brutais. Só me recordo de pessoas que falharam redondamente e que perderam a beleza natural que tinham. É pena. 

21.10.14

verdade ou mito #75

As mulheres têm várias razões de queixa em relação aos homens. Por sua vez, os homens queixam-se de várias coisas em relação às mulheres. Porém, as maiores razões de queixa deles resumem-se a apenas três aspectos: o tratamento de silêncio que lhes dão, o relembrar de coisas que eles fizeram no passado e que já ultrapassaram e ainda o lado crítico delas. Isto será verdade? Será que são estes os aspectos de que eles mais se queixam? Ou será mito? Porque elas não aplicam o tratamento de silêncio, não relembram aspectos do passado e não são críticas? Verdade ou mito?

vamos jantar?

Em tempos partilhei esta imagem. Posteriormente esta. E em ambas dava conta de que teria novidades em breve. Agora, chegou o momento de partilhar o significado de ambas. A ezimute, um jovem start-up que detém a Table and Friends, desafiou-me a estar presente num jantar. Melhor, a ser o “tema” de um jantar com pessoas que costumam ler o blogue. E deram-me exemplos de outros jantares que já tinham feito com pessoas tão distintas como José Diogo Quintela, Fernando Alvim, Rui Unas, Pedro Boucherie Mendes, Rui Sinel de Cordes e, no caso da blogosfera, Ana Garcia Martins, Ricardo Martins Pereira e mais recentemente Catarina Beato.

A minha primeira reacção foi de espanto. A segunda também. A terceira idem. E as outras 2312231223 também foram pautadas pelo espanto. Depois, senti-me pequeno (e assustado) ao ver o meu nome ao lado de pessoas que admiro, como é o caso de Rui Unas, Fernando Alvim, José Diogo Quintela e também o humorista Rui Sinel de Cordes. A minha primeira reacção foi agradecer e declinar o convite. Entendi que não fazia sentido ser o “tema” de um jantar pois era, como costumo dizer, areia a mais para o meu camião.

Depois, analisei a situação de outra perspectiva, falei com a minha mulher e percebi que era uma boa oportunidade para fazer o primeiro jantar do blogue e conhecer pessoalmente algumas das pessoas que dedicam parte do seu tempo às coisas que partilho. E decidi aceitar o convite/desafio da ezimute. E chegou o momento de anunciar todos os detalhes sobre o jantar que foi escolhido tendo em conta os gostos que aqui vou partilhando desde a criação do blogue (o meu obrigado à equipa ezimute por essa atenção).


Quando: 3 de Dezembro

Menu:
Entradas: Gyosas de carne e vegetais/2 unids, Hot Sushi/2 unids, Sushi, Sashimi e Fusão/12 peças. Prato Quente: ShakeYaki (salmão grelhado com molho ankakê, acompanhado de arroz japonês e legumes salteados). Sobremesa: Castela Chá Verde com creme fraiche. Bebidas: água, refrigerantes, chás/2 por pessoa | vinho branco e tinto, sangria / meia garrafa por pessoa e café.

Preço: 20 euros por pessoa.

Irá ser criada uma página do “evento” que depois irei partilhar por aqui e no facebook do blogue. Até lá, se alguém estiver interessado, poderá efectuar a reserva através do email aferreira@ezimute.com. No máximo podem estar presentes 25 pessoas, um número gigantesco que me fez sorrir e fazer uma promessa à minha mulher. Caso não apareça ninguém, terei de cantar (e dançar) este tema à minha mulher. 


Posto isto, vamos jantar?