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30.4.14

filhos. ter ou não ter?

Em tempos falava com um amigo sobre filhos. Ele, pai, falava sobre o aumento da família. Eu, sem filhos, falava na possibilidade de ser pai. Esta conversa teve lugar num momento complicado das nossas vidas (a minha e a dele) e um dos temas abordados foi o dinheiro necessário para a criação de uma ou de mais uma criança. Ele, defendia que em casa onde come um, comem dois. E aplicava esta máxima a tudo o que envolve ter um filho. Defendia também, tendo por base o exemplo de uma família onde os avós estão geograficamente perto dos netos, que eventuais momentos complicados para os pais são suportados pelos avós ou mesmo por outros familiares. Ou seja, do seu ponto de vista, é um erro não ter um filho a pensar apenas no dinheiro porque há sempre uma solução.

Em parte, concordo com o seu ponto de vista. E digo em parte porque sei que existem casais que não têm qualquer ajuda e que não têm a quem recorrer caso o dinheiro não chegue para tudo ou caso a comida não dê para todos. Mas aceito o seu ponto de vista que fazer muitas contas ao dinheiro que se gasta para ter um filho não deve ser impeditivo para ter um filho. E digo isto porque acredito que os verdadeiros pais arranjam sempre uma solução para a maioria das coisas de que os filhos necessitam diariamente.

Eu, que não sou pai mas que pretendo ser, nem perco muito tempo com contas ao dinheiro. Talvez por partilhar do tal raciocínio do meu amigo. Aquilo em que penso é que a partir do dia em que for pai, tudo muda. A partir daquele momento, existe uma pessoa que depende de mim. Algo que não acontece actualmente. Ninguém depende de mim. Nenhuma vida depende das minhas opções. Daquilo que entendo justo, correcto e o caminho certo a seguir. Para mim, ser pai não é o mesmo que ter um objecto de que gosto muito. Que está sempre comigo quando assim o desejo e que depois coloco num canto quando me está a aborrecer. Ou que entrego a outra pessoa quando já não o suporto.

Para mim, ser pai não é delegar nos outros aquilo que me compete fazer. Não é querer viver apenas os momentos bons e sair de casa nos momentos maus. Não é fugir de um bebé que chora a noite toda, dizendo sempre à mãe para resolver aquela choradeira. Não é não abdicar de nada em prol de quem depende de mim sem que essa dependência tenha sido uma escolha sua. Isso sim, é algo que me preocupa. Saber se estou à altura de uma missão bastante complicada. De uma missão que não dura um dia, uma semana ou um mês mas uma vida inteira.

E o mais fascinante desta minha dúvida é que só se descobre a resposta quando se é pai. Posso achar que serei um grande pai e ser um desastre completo nesse domínio. Como posso achar que nem sequer sei pegar numa criança ou trocar-lhe uma fralda quando na realidade serei um pai extraordinário. Se existisse (não sei se existe) algum teste 100% eficaz sobre se seremos bons ou maus pais, tenho a certeza de que nunca o faria. Porque só quero fazer esse teste a partir do momento em que for pai.

é o meu? é o teu? é o de quem?

O iPhone é provavelmente um dos telemóveis mais vendidos em Portugal. Até porque consta na lista dos melhores smartphones do mercado. O que faz com que, sempre que um telemóvel toca, comecem todos à procura do seu para saber se há um telefonema para atender ou uma mensagem ou email para ler. Com o crescente número de aplicações que facilitam a conversação sem custos ou com preços reduzidos, existem ainda mais toques. E mais momentos onde todos tentam saber se é o seu que está a tocar.

É certo que se podem personalizar os toques mas a ideia que tenho é que boa parte dos utilizadores de iPhone acabam por manter os toques de origem mais comuns, como é o meu caso. Mas, mesmo quando não é o toque de chamada, a confusão instala-se com o toque de mensagem de alguém, que por sua vez é o toque de email ou de whatsapp de outra pessoa que está por perto.

Esta situação faz-me recuar até ao tempo do meu primeiro telemóvel. Na altura, muitas pessoas tinham um Nokia 5110. É certo que as mensagens ainda não eram a loucura que são hoje. Aliás, poucas pessoas lhes davam uso. Mas os toques personalizados eram também mais raros. Como tal, quando um tocava, andava tudo à procura do seu para confirmar se era esse que estava a tocar.

E, agora que recordei o meu velhinho 5510, fiquei com saudades de telemóveis semelhantes a comandos de televisão. É que, agora já não é tão fácil ter um amigo como o meu, que na altura de querer efectuar uma chamada, tirou do bolso o comando da televisão, pensando que tinha consigo o telemóvel.

falta de argumentos e desespero

O tempo ensinou-me que nunca se deve discutir com uma pessoa ignorante. Pelo simples facto de que uma pessoa ignorante só tem um objectivo numa argumentação, que é baixar a conversa ao seu nível. Quando esse objectivo é alcançado, o ignorante ganha sempre, devido à experiência. Como tal, não gasto o meu tempo nestas argumentações. Desisto e dou a "vitória" ao ignorante. Até porque, o ignorante acha sempre que o seu ponto de vista (muitas vezes falso) é o único certo, estando acima de qualquer outro, por melhor defendido que esteja.

E outro dos motivos que me leva a não participar em conversas destas é a falta de argumentos que considero ser meio caminho para a ignorância. Quando não existem argumentos, surge o desespero. Quando há desespero, as pessoas agarram-se a tudo e mais alguma coisa. Conseguem distorcer os mais simples e básicos detalhes para tentar vender uma ideia absurda. É o tal processo que consiste em levar a conversa para a ignorância, onde depois se destaca a experiência na área da ignorância.

Por isso, nada melhor do que dizer "tens razão" a alguém que procura uma conversa ignorante. Até porque este "tens razão" é o pior que um ignorante pode ouvir. Fica a patinar sem saber o que fazer para entrar na sua área de conforto onde tem experiência.

Enviado do meu iPhone

verdade ou mito #57

Orgasmos múltiplos são exclusivos das mulheres! É impossível um homem ter orgasmos múltiplos. Isto será verdade? Será que os homens têm um orgasmo e deixam-se dormir. Ou será mito? Porque, apesar de menos comum, e de envolver algumas técnicas que se podem aperfeiçoar, é algo que também faz parte do universo masculino. Verdade ou mito?

29.4.14

gostava de ter mais tempo

Gostava de ter mais tempo. O tempo que tenho não me chega. As horas do dia são poucas. Acordo, de segunda a sexta-feira, às 06h23. Nos primeiros momentos do dia, a minha preocupação é apenas o ginásio. Despachar-me para estar pronto para mais um treino de CrossFit ou aula de cycling. Além disso, penso no trabalho. Mais concretamente na alimentação que tenho de arrumar antes de sair de casa. Tento não me esquecer de nada. E por volta das 06h50 estou no carro.

A viagem até ao ginásio é curta. Dá para ouvir, durante alguns minutos, a Antena1 e o programa Há Conversa, de José Candeias. Enquanto ouço as conversas de quem liga como duas ou três bolachas de água e sal. Quando a paisagem, que apesar de ser sempre a mesma nunca me cansa, me cativa mais, queimo alguns segundos com uma fotografia que poderá acabar no instagram ou que serve apenas para que não me esqueça da beleza do local onde moro e também da vida.

Pouco depois das sete estou a fazer o meu aquecimento, nos dias em que não há aula de bicicleta. Com música nos ouvidos, viajo para outro mundo. Depois, segue-se mais um treino de CrossFit. Durante os 20-30 minutos de treino não penso em mais nada a não ser em dar o meu melhor em cada treino. O objectivo é sempre ser melhor do que no dia anterior. Nos dois dias em que tenho aula, apoio-me na música, que toca com o volume elevado, para pedalar como se não houvesse amanhã. Em ambos os treinos existem alguns minutos de boa disposição partilhados com as pessoas que habitualmente partilham o ginásio comigo.

Segue-se um reconfortante duche. Visto-me e passados mais alguns minutos estou no café. Por norma com o meu melhor amigo e com a minha mulher. Este tempo é aproveitado para conversar um pouco. Para falar de coisas que quase só têm lugar naqueles momentos. Não há tempo a perder que tenho de enfrentar o misterioso trânsito para Lisboa e nunca se sabe quando é que está complicado ou não. Entro no carro, ligo o rádio, aumento o volume e refugio-me na música. O tempo em que estou sozinho no carro serve, em algumas ocasiões, para pensar na vida. Nos problemas que eventualmente me apoquentam. Quando assim é, tento arranjar uma solução para tudo enquanto estou no meu refúgio com quatro rodas.

Chego ao trabalho. Os problemas, quando chegam comigo, ficam à porta. Não tenho espaço nem tempo para eles durante as horas de trabalho. Durante o trabalho dedico-me aos meus afazeres profissionais e, nos momentos livres, em que não me apetece ir à máquina do café, por exemplo, entrego-me ao blogue. Aproveito para fazer um ou outro texto e até para responder aos comentários, algo que me dá um especial prazer. A hora de almoço é aproveitada para meter a conversa em dia com o amigo que prepara o sushi onde costumo ir almoçar.  Quando não tenho ninguém para falar, actualizo as notícias do mundo desportivo no iPhone. Isto, antes de mais uma tarde de trabalho.

Quando saio, se deixei problemas à porta, pego neles e fazem a viagem de regresso a casa comigo. Habitualmente ouço a Prova Oral na Antena3 mas, em alguns casos, não consigo deixar de pensar nos problemas que tenho para resolver. Mais uma vez, aproveito o tempo em que estou sozinho no carro para resolver tudo sem que as minhas preocupações sejam visíveis a outras pessoas. Prestes a chegar a casa (ou já mesmo na varanda) aproveito o pôr-do-sol que costumo registar numa ou outra fotografia. Os problemas ficam à porta do prédio. Não vão para casa.

Se os problemas não vão, tento que o trabalho também não vá. Em casa, é o momento de desfrutar da companhia da minha mulher. Quero saber como foi o seu dia. Esforço-me para ver os seus olhos brilharem como mais nenhuns brilham. Aproveito para namorar. E para namorar mais um pouco. E ainda mais um pouco pois sabe sempre a pouco, peço desculpa pela redundância. Antes de me deitar, gosto de passar pelo sofá. Gosto que a minha mulher se deixe dormir no meu peito enquanto vemos televisão. Gosto da ronha no sofá. Até que me vou deitar antes de enfrentar mais um dia.

Antes de adormecer, penso no dia que vivi. Faço uma análise que me permite perceber se foi um dia vivido ou perdido. Se há coisa que me mete medo é poder vir a ter a sensação de que desperdicei um dia da minha vida. Gosto de sorrir antes de me deixar dormir, ao perceber que vivi aquele dia. Que não foi um desperdício. Para algumas pessoas, um dia é apenas um dia. Para mim, é um dos bens mais preciosos que tenho. Nestes momentos, é também comum pensar em algumas coisas que ficaram por fazer. E, ocasionalmente, gostava que o dia fosse ainda maior para poder fazer mais coisas.

É certo que as prioridades da minha vida são estipuladas por mim, exceptuando os momentos em que estou a trabalhar. Eu é que escolho o que vou fazer. E se ficou algo por fazer, foi porque preferi fazer outras coisas que ocuparam o meu tempo. Porque achei serem mais importantes ou por outro motivo qualquer que só a mim diz respeito.

Mas, de uma coisa estou certo. Nunca hei-de pedir mais tempo para viver as vidas das outras pessoas. Quero tempo para mim. Não quero tempo para ter certezas (que não passam de mentiras ridículas que gostava que fossem verdades) sobre as vidas dos outros. Não quero tempo para saber o que move os outros. Não quero tempo para viver a vida de ninguém. E muito menos quero tempo para fazer da vida dos outros a minha rotina diária. Porque esse era o pior castigo que a vida me podia dar. No dia em que a vida me levar a viver a vida dos outros em vez de viver a minha, irei perceber que ando a perder dias de vida. Não estarei a viver mas a caminhar, da pior maneira possível, para a morte. E isso é coisa que não quero.

relações. e se elas trocassem com eles?



Acho que este vídeo está muito bem conseguido. Mas será que a realidade é mesmo assim? São só eles (aqui brilhantemente interpretados por elas) que têm estes comportamentos ou as atitudes visíveis neste vídeo são cada vez mais comuns em pessoas de ambos os sexos?

viciado nisto

Existem aquelas pessoas que se viciam em telenovelas e séries de televisão. Não perdem um episódio e fazem os possíveis para estar em frente à televisão quando começa mais um episódio. Querem saber o que aconteceu ao personagem x, se vai haver romance, se haverá tragédia ou outra coisa qualquer. E, quando o episódio chega ao fim, ficam com vontade de ver mais. São aquilo a que se pode chamar de viciados.

Neste momento, faço parte do grupo de viciados. Mas, o meu vício não é uma telenovela nem uma série televisiva. Aquilo que me prende à televisão é o Lago dos Tubarões, que em Portugal é exibido na SIC Radical. Dou por mim a querer estar perto da televisão quando começa o primeiro programa,  acabando por assistir aos três episódios que o canal transmite diariamente. Gosto tanto do programa que sou capaz de ver episódios repetidos sem me fartar e com a sensação de que os estou a ver pela primeira vez.

Gosto do conceito de empreendedores que vão tentar vender parte da sua ideia, marca, produto a cinco empresários multimilionários que já estiveram naquela posição antes de chegarem ao topo. Aprendo com a forma como não se deve vender uma ideia. Aprendo igualmente com aquilo que é bem feito pelos empreendedores. Inspiro-me em algumas histórias/casos de sucesso e tomo atenção aos conselhos que são dados.

Por outro lado, delicio-me com a forma como os multimilionários (que compram aquilo que querem com o seu dinheiro) disputam os negócios mais desejados. Os argumentos, que vão desde a sua formação até ao facto de serem homens ou mulher, passando por muitas outras coisas. É engraçado ver a rivalidade saudável com que disputam ideias que entendem vir a render milhões. É o mundo dos negócios no seu melhor.

Uma das grandes lições que tenho aprendido com este programa é que não existem ideias parvas. Um jovem de nome Steve foi vender a sua ideia que é nada mais do que desenhar um gato a pedido dos clientes. Cada desenho custa menos de dez dólares. Steve apresentou a sua ideia com uma dança caricata. Acabou por atrair a atenção de Mark Cuban que já fez saber que é um dos negócios mais rentáveis que fez no programa. A ideia, absurda para muitas pessoas, actualmente rende milhões de dólares por ano e teve um investimento pequeno.

Este é o tipo de programa que aconselho a todas as pessoas. Sobretudo a quem tem muitas ideias mas que acaba por esconder as mesmas do mundo por achar que são ridículas ou que ninguém irá gostar delas. É certo que existem pessoas formatadas para a inveja e negatividade, que automaticamente vão dizer que a ideia é má, entre muitas outras coisas. Mas, se a ideia for realmente boa, alguém irá pegar nela. O que é preciso é coragem para arriscar.

-12.6 (and counting)

Ontem foi dia de voltar ao consultório da Drª Mariana Abecasis para aquela que foi a minha terceira avaliação. Em relação à simpatia e à forma como aborda cada questão, já nada tenho para dizer sobre a Mariana. A ida a uma consulta parece sempre uma conversa de amigos que se cruzaram no café. Falámos das questões do costume e, minutos depois, subia para cima da balança que dita a verdade.

Em pouco mais de dois meses já perdi 12.6 quilos. Perdi também 6.1% de gordura corporal. A isto juntam-se bons valores de percentagem de massa magra, percentagem de água corporal e um índice de massa corporal cada vez mais próximo do desejado. O objectivo está cada vez mais próximo podendo até existir uma nova meta que dependerá da primeira que estipulei.

Se precisasse de motivação extra (tenho para dar e vender e conto com o extraordinário apoio da minha mulher - que minutos depois de abandonar o consultório enviou-me uma mensagem a dizer “estou muito orgulhosa e vaidosa de ti”, algo que me dá ainda mais força - e família) agarrava-me aos elogios da Mariana e às palavras que diz quando fica a par dos novos valores. “É a única pessoa a quem digo para fazer disparates, tal é o comportamento”, gracejou antes de se despedir.

Nas minhas avaliações, costuma perguntar-me se tenho algum desejo alimentar. Digo que não. Que até me surpreende a facilidade com que reaprendi a comer. Explico como tem sido o meu comportamento nos almoços/jantares fora de casa e o facto de já ter adoptado naturalmente hábitos alimentares saudáveis não tendo a mínima vergonha de os revelar, por exemplo, num almoço/jantar só de homens.

Quando dei início ao plano alimentar, ponderei sobre se deveria ou não ser tema no blogue. E achei que deveria ser. Isto, sem saber no que me estava a meter e no resultado que teria. Neste momento já perdi mais de 12 quilos e não escrevo sobre isso para fazer bandeira disso mesmo ou para fazer inveja a quem tem peso a mais. O que me leva a escrever é mostrar que qualquer pessoa consegue fazer aquilo que estou a fazer. E, para ter sucesso só é preciso uma coisa: uma grande força de vontade em querer mudar. Este desejo pode ser apoiado por quem nos rodeia mas o motor temos de ser nós. É isso que faz a diferença. Querer mudar por nós e não por outro motivo qualquer.

28.4.14

tira um (ou os que quiseres)

Hoje é o Dia Mundial do Sorriso. De acordo com um estudo, rir melhora a capacidade de memória a curto prazo. Acho que não são precisos motivos para sorrir mas, já que faz bem à memória, mesmo que seja apenas a de curto prazo, fica a dica para aproveitarem as quatro horas que restam deste dia para sorrir como se não houvesse amanhã. E quem se atrever a rir ao longo das próximas horas irá certamente descobrir que é algo que faz bem a muitas mais coisas do que apenas a memória a curto prazo.


Já agora, parece que hoje é também o Dia da Sogra. Para muitas pessoas, sogra é uma palavra medonha. Para mim, não é. Como tal, fica também a dica para partilharem um sorriso com a respectiva sogra. sendo que o que importa mesmo é rir. Já diz a sabedoria que rir é o melhor remédio.

isto não é para mulheres. bananas e outra coisa feia

Este fim-de-semana, no que ao desporto diz respeito, deu que falar. E nada melhor para começar do que escolher o lado mais belo do desporto. Ou seja, o toque feminino que faz sempre a diferença. É comum ouvir-se que o futebol é um desporto de homens. Que não é para mulheres. Pois, dizem, as mulheres não sabem jogar nem sequer percebem de futebol para o discutir. Discordo por completo desta forma de pensar. E, da Turquia, chega um exemplo contrário a quem tem tais ideias.

O Fenerbahce disputou o jogo do título este fim-de-semana. Porém, devido ao mau comportamento dos adeptos, os homens estavam impedidos de assistir ao jogo. Quem pensa que o futebol não é para mulheres poderá pensar que o clube disputou o jogo do título com poucas pessoas no estádio. O que está errado. O estádio foi lotado (mais de quarenta mil pessoas) por mulheres e crianças. Que vibraram de forma fervorosa (à boa maneira turca) pelo seu clube. Fica assim provado que o futebol é tanto deles como delas, que até ficam a ganhar no bom comportamento.

Ainda no futebol, em Espanha assistiu-se a mais um triste episódio de racismo. Durante o jogo do Barcelona, na altura em que Daniel Alves se preparava para marcar um canto, foi arremessada uma banana para perto do jogador brasileiro. Ao seu melhor estilo, o brasileiro apanhou a banana, descascou-a e comeu-a antes de marcar o pontapé de canto (vídeo). Para infelicidade do homem das cavernas que arremessou a peça de fruta, o brasileiro acabou por ser o homem do jogo.

É certo que Daniel Alves foi igual a si mesmo. Manteve a postura que o caracteriza e não se deixou abater com aquele acto de racismo. Contudo, aceitaria que o jogador se recusasse a continuar o jogo e, por sua vez, o Barcelona recolhesse aos balneários, recusando continuar a jogar perante adeptos racistas. Não estou a querer julgar o todo pela parte mas sem punições severas, este tipo de atitudes vão continuar a ter lugar em espaços onde o exemplo deveria ser o oposto.

Do futebol, passa-se para o basquetebol. Para a NBA, a liga mais importante do mundo. Donald Sterling pode ser um nome desconhecido para muitas pessoas. Este homem das cavernas é dono dos L.A. Clippers. De forma resumida, Donald é o dono de uma equipa que tem um treinador negro, tal como a maioria do plantel. Além disso, mantinha uma relação com uma jovem manequim afro-americana de raízes mexicanas. Porém, este senhor é racista. E foi tornada pública uma conversa de Donald com a ex-namorada em que o proprietário da equipa revela o racismo que lhe corre nas veias. “Podes dormir com pretos. Podes fazer o que quiseres. Mas só te peço que não promovas isso e que não os leves aos meus jogos. No teu asqueroso instagram não tens de colocar fotos com pretos”, são algumas das palavras de Donald para a antiga namorada.

Como já disse Barack Obama, e muito bem, “quando um ignorante fala para demonstrar a sua ignorância, não podemos fazer nada, é só deixa-lo falar”. Esta foi a reacção do presidente norte-americano. Barack Obama falava apenas deste último caso. Mas as suas palavras aplicam-se ao gesto de quem arremessou a banana para o relvado, para quem defende que as mulheres não têm lugar no futebol e a tantas outras situações que acontecem todos os dias. Por partilhar da forma de pensar de Obama é que não perco tempo com tudo aquilo que considero um exemplo de ignorância. Por essas atitudes falam pelas pessoas e isso basta para que sejam vistas como realmente são.

quem me explica a utilidade disto #26

Passaram muitas horas de trabalho e não há tempo para um duche. Ou então a mulher sente-se atrevida depois de um treino ou de um encontro que antecede outro encontro. Estas são, de acordo com a marca, apenas algumas das razões pelas quais as mulheres devem obrigatoriamente comprar uma embalagem de Fresher Intimate Deodorant.

Sem rodeios, a marca (saliento esta parte) explica que o verdadeiro objectivo da criação deste desodorizante íntimo é facilitar que uma mulher salte de cama em cama sem que pareça que saltou de cama em cama. Ou seja, com este artigo, uma mulher pode ir para a cama do Brian sem que este perceba que já tinha estado na cama do Javier horas antes. Por outras palavras, esqueçam a higiene. Basta andar com uma destas latas, vistas como pureza imediata com vitaminas e aloé vera, que custam pouco menos de onze euros.


Nada tenho contra as pessoas (homens ou mulheres) que gostam de saltar de cama em cama como quem bebe copos de água. São opções e cada qual sabe aquilo que quer. Isto é uma coisa. A higiene é outra completamente diferente. Por isso, tirando o facto de banalizar por completo a mulher, quem me explica a utilidade disto?

fácil? não acredito

Desconfio de tudo aquilo que me querem vender como sendo fácil. Não acredito em fórmulas de enriquecimento tão fáceis que quase não é preciso fazer o que quer que seja. Tal como, entre muitas outras coisas, olho de lado para todos os artigos que são vendidos na televisão que prometem alcançar a melhor forma física no menor tempo possível e praticamente sem esforço. Por isso, nunca tive a tentação de ligar para comprar o que quer que seja.

Recentemente, soube que 90% das pessoas que compram os tais aparelhos que prometem revolucionar o treino físico usam aquilo que compraram apenas uma vez. Depois, arrumam o aparelho num canto da casa e ali fica ao esquecimento. Acredito que muitas pessoas façam uma compra impulsiva, achando que é possível ficar em forma sentado no sofá e usando um qualquer aparelho que promete este mundo e o outro. Mas, a verdade é que não há nada fácil. Pelo menos eu não acredito nisso.

s pequeno mas tão grande

Ontem comprei a minha primeira peça de roupa desde que dei início à reeducação alimentar. Ou seja, foi a primeira peça de roupa, neste caso uma t-shirt, que comprei em pouco mais de dois meses. E só o fiz - porque só quero renovar a roupa quando o plano alimentar estiver concluído - por se tratar de um modelo que temi que esgotasse antes do meu aniversário.

Entrei na loja, encontrei a t-shirt que queria e comecei a ver o tamanho que ia experimentar. Olhei para um S e disse à minha mulher: “isto serve-me.” Disse com confiança mas não senti a confiança que as minhas palavras demonstraram, até porque nos últimos tempos comprava o M ou mesmo o L. Fui para o provador, vesti a t-shirt e o S estava perfeito. Algo que não acontecia há anos. Nem me consigo recordar da última peça S que tinha comprado.

Quem passa pelo que passei (e estou a passar), quem estabelece um objectivo audaz e luta por ele como tenho lutado pelo meu, sabe na perfeição o que senti naquele momento. E quando digo que se trata de um momento que sabe muito bem, não me refiro ao facto de estar mais magro e com o corpo mais definido e trabalhado. A alegria daqueles segundos está relacionada com o caminho para chegar aquele momento.

É olhar ao espelho e saber que não sofri para chegar ali. Que não tive que passar fome. Que não tive que deixar de sair de casa e de jantar com as pessoas de quem gosto. Que não tive de cortar radicalmente com alimentos que aprecio. Que não tive de recorrer a comprimidos para perder peso. Que não tive de comer apenas sopa. É olhar ao espelho e sentir-me mais saudável. Sentir que vale a pena lutar por algo que ajuda a melhorar quem somos.

E tudo isso, por mais banal que possa parecer a quem lê, aparece no momento em que se experimenta uma simples peça de roupa mais pequena do que aquelas que se costuma usar. Estou feliz! E quem passou por isto, sabe porquê. 

27.4.14

é importante ou não?

Durante quatro anos consecutivos ouvi dizer que a Taça da Liga era apenas a Taça da Cerveja, uma competição que não servia para nada. Agora, nos últimos dias, parece que este troféu serve para salvar uma época. Parece que esta taça separa uma época desastrosa de uma assim assim.

Esta época, o meu clube já é campeão. Nos últimos não tinha sido mas a minha opinião mantém-se. É o troféu menos importante da época, devido aos moldes em que é feito porque não dá acesso a uma competição europeia. Mas sempre foi uma competição para vencer.

Não digo que é importante quando a venço, não digo que salva uma época nem desvalorizo esta taça quando a perco. Mas, ao longo dos últimos dias tenho a impressão de que esta taça é mesmo muito importante. Afinal, em que ficamos? É importante ou não?

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quem é que vai à procura deles?

Conheço pessoas que olham para os cartazes dos filmes e automaticamente dizem que são para putos. “É filme para ver com os meus filhos. Eles divertem-se e eu deixo o tempo passar”, dizem. Se alguém pensar desta forma em relação a Marretas Procuram-se está a cometer um grande erro. Fui à antestreia do mais recente filme da Disney apenas com a minha mulher. E diverti-me, tal como a minha mulher, tanto ou mais do que uma criança se iria divertir com as aventuras e falas de Cocas, Miss Piggy e companhia.

Neste filme, os Marretas recebem a companhia de ilustres actores. Podia falar de Ricky Gervais, Ty Burrell ou Tina Fey mas, será que existe mais algum filme onde Danny Trejo (um dos maiores bad boys de Hollywood) cante e dance? Ao elenco, juntam-se outras estrelas de áreas distintas. É também impossível ficar indiferente à extraordinária banda sonora do filme. Assisti à versão portuguesa – que está extraordinariamente conseguida – mas saí de lá a querer ver a versão original, sobretudo pelas músicas. Aproveito para partilhar aquela que considero ser um dos melhores cartões de apresentação deste filme.

26.4.14

gosto de dias assim

Há algum tempo que não dedicava um dia inteiro à sétima arte. Primeiro, foi Sabotagem, no cinema. Depois, A Última Defesa e Last Vegas, já em casa. Quando o tempo não convida a sair, este é um dos melhores planos para mim. Agora, é altura de ir ao clube de vídeo buscar mais filmes (sim, faço parte do grupo de pessoas que ainda frequenta clubes de vídeo). Gosto de dias assim.

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welcome to the black parade

Gosto muito de música. Não há um único dia em que a música não faça parte da minha vida. Quer seja em casa, no carro, no trabalho, no ginásio, nas corridas ao ar livre ou noutra situação qualquer. E como gosto tanto de música tenho muita dificuldade em escolher uma música que se destaque das restantes. Mas, a escolher apenas uma música para associar à nova imagem do blogue, faço uma escolha rápida sem qualquer hesitação. Este tema, que adoro, serve para homenagear as três imagens antigas do blogue e também para dar as boas vindas a quem costuma passar por cá e a quem visita este espaço pela primeira vez. Por isso, welcome to the black (and white) parade.

25.4.14

vou beber uma cerveja. e cortar o cabelo enquanto a bebo

A apresentação da 11ª edição da Lisboa Restaurant Week decorreu num espaço que desconhecia. Chama-se O Purista Barbiére craftedby Affligem e fica no Nº16C da rua Nova da Trindade, em Lisboa. Neste bar, lounge e barbearia degusta-se cerveja. Sim, aqui não se bebe cerveja como se não houvesse amanhã. A Affligem, a única cerveja que existe no espaço, é para ser degustada lentamente. Idealmente em boa companhia, entre dois dedos de conversa. Cada garrafa desta cerveja milenar artesanal belga custa três euros.

“Ah e tal, isso é caro para cerveja”, será o pensamento de algumas pessoas. Mas, estes três euros incluem, caso a pessoa assim o deseje, um corte de cabelo. “Mas eu não preciso de cortar o cabelo”, podem dizer. Nesse caso, podem fazer a barba e aparar o bigode. “Eu nem tenho barba nem bigode”, podem também dizer. Ok! Não há problema. Podem jogar snooker durante vinte minutos. “Mas eu não gosto de jogar snooker”, podem ainda dizer. Nesse caso, bebam mais uma cerveja que existem três formas distintas de degustar uma Affligem. Já experimentei uma, faltam-me duas.





obrigado. sempre!

Tenho 32 anos. Por isso, a minha vida é pautada pela liberdade. Felizmente, não vivi numa ditadura, com medo de dizer aquilo que penso, seja sobre que tema for. Mas, apesar de não ter feito parte da revolução, valorizo muito quem a fez. E é por isso que dou muito valor a quem fez parte da revolução. Sei o o que custou e não esqueço o impacto que a ditadura teve em algumas pessoas da minha família.

Infelizmente, acredito que para muitos jovens, o 25 de Abril não passa de um feriado onde se bebem umas cervejas, onde há fogo de artifício e alguns concertos à borla. Jovens que não percebem o que leva um homem mais velho a ostentar com orgulho, durante o dia de hoje, um cravo vermelho. Jovens que não percebem o quanto custou existir a liberdade que hoje têm.

Algumas pessoas dizem que Portugal precisa de um ditador para se endireitar. Compreendo o que pretendem dizer e até defendo que existem pessoas que têm mais liberdades do que aquelas que merecem. Mas, aquilo que faz mesmo falta são pessoas como as que lutaram pela liberdade. E outras que perpetuem o esforço dos que lutam. Por isso, obrigado. Hoje. E sempre.

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ela está de volta. e boa como sempre

Teve início ontem, e prolonga-se até 4 de Maio, a 11ª edição da Lisboa Restaurant Week, iniciativa que tem como objectivo democratizar o acesso à restauração de luxo com menus exclusivos com o preço simbólico de vinte euros por pessoa. Destes, um euro reverte para as instituições Movimento Mulheres de Vermelho e AMI. Quem costuma aderir a esta iniciativa sabe que alguns restaurantes esgotam as reservas depressa. Como tal, os interessados devem apressar-se. As reservas podem ser feitas no site, através do número 212 490 000, ou através da aplicação BestTables. De 1 a 11 de Maio decorre a edição do Porto.

Na apresentação da iniciativa fiquei a conhecer as ementas do Storik, A Travessa e ainda da Travessa do Fado. Recomendo as três. Como é hábito, gosto de saber como têm sido as vossas experiências nesta iniciativa. Que restaurantes recomendam?

24.4.14

porquê agora?

Ao longo das últimas horas a pergunta que me fazem é: porquê revelar quem sou agora? É um facto que sempre pretendi preservar a minha privacidade, sobretudo por questões profissionais. Esse era e é o único motivo que me levou a adiar esta decisão. Por outro lado, quando percebi que o blogue estava a crescer e que uma das facetas desse crescimento era o convite para diversas acções, sabia que era uma questão de tempo até a minha imagem acabar aqui. Aliás, fui fotografado em diversas acções onde estive e em algumas dessas acções, as fotos acabaram no facebook de quem me convidava.

Num passado recente, fui convidado pela revista Cosmopolitan para participar na rubrica CosmoBloggers. Na altura, ponderei bastante se deveria ou não aceitar o convite que implicava revelar a minha imagem. Pedi conselhos a quem peço sempre (obrigado pelo apoio). Analisei detalhadamente os prós e os contras e entendi que era uma boa forma de revelar quem era. Muito melhor do que simplesmente colocar uma imagem aqui e dizer: este sou eu sem nenhum factor associado. Na altura, o convite acabou por não se tornar numa realidade.

Até que surgiu um novo convite. Para a edição de Maio (que chega hoje às bancas). E aqui não hesitei. Em primeiro lugar, porque se trata da edição do meu 33º aniversário. A isto junta-se aquilo que considero ser um crescimento do blogue. Existir uma imagem associada é um passo em frente. É um carimbo de autenticidade (para o bem ou para o mal, isso já depende dos olhos de quem vê). E também não nego que as pessoas que passam por cá foram determinantes nesta decisão. E, isto tudo misturado, levou-me ainda querer alterar o design do blogue. Resumindo, além da minha imagem estar aqui, quem estiver interessado poderá encontrar-me na Cosmopolitan deste mês.


Porquê esta fotografia?
Ao longo dos últimos dois anos vesti o fato da fotografia duas vezes. Para me encontrar com a Sophia Loren em Marselha (onde foi tirada esta foto) e em mais uma ocasião. Ou seja, não é o tipo de roupa que tenho por hábito utilizar. Mas tinha de escolher uma foto. E optei por escolher uma imagem captada por um excelente fotógrafo profissional e um grande amigo. Este é o único motivo da foto escolhida ter sido esta.

as novidades

No início de Abril tinha dito que seria um mês de novidades para o blogue. E hoje é o dia de falar delas. A primeira, e que se destaca no imediato, é a nova imagem. Confesso que esta imagem já tinha sido ponderada na última alteração. Na altura, optei por não fazer um corte tão radical em relação ao que vinha sendo o aspecto do blogue. Agora, entendi ser o momento certo para alterar para um visual que entendo ser mais sóbrio, simples e ao mesmo tempo mais moderno. Tinha dito que pretendia que esta mudança fosse feita por profissionais. Ainda não foi desta que o consegui e voltei a ser eu a fazer todas as alterações. Espero que gostem do resultado.

A outra mudança, e a mais importante, prende-se com o adeus ao anonimato. Passados dois anos, entendi ser a altura certa para associar uma imagem às palavras. Já existia um nome e, a partir de hoje, existe uma imagem. Foi a decisão mais complicada que tive de tomar desde a criação do blogue. Ponderei muito, hesitei algumas vezes mas acredito ter tomado a melhor opção tendo em conta a minha forma de estar na vida e também o rumo do blogue. Aceitar revelar quem sou partiu de um convite sobre o qual falarei daqui a pouco.

É certo que hoje é dia de novidades. Mas, nenhuma delas irá alterar a forma como sempre encarei o blogue. Irei continuar a escrever aquilo que quero. Irei manter-me fiel à minha forma de estar. O visual é novo. Passa a existir uma imagem associada ao blogue mas a essência é a mesma. E essa nunca irá mudar. Essa é uma alteração que nunca será anunciada aqui. 

23.4.14

até já (as luzes vão apagar-se)

Hoje (provavelmente ao final do dia) o blogue vai deixar de estar activo. Quem tentar aceder ao mesmo irá deparar-se com uma mensagem dando conta de que o acesso está limitado a leitores convidados. Não se trata de uma novidade. É apenas a forma mais simples de poder trabalhar nos bastidores do blogue sem que eventuais erros fiquem visíveis. Se tudo correr dentro do previsto, amanhã de manhã volta tudo ao normal. E com as novidades de que tinha falado.

Até já! As luzes vão apagar-se durante algumas horas. 

22.4.14

as mulheres nunca querem sobremesa mas…

Cenário: Um restaurante. Protagonistas: um qualquer casal. Momento: pedido da sobremesa. Nesta altura, os homens não escondem a gula. Olham para a montra das sobremesas ou perguntam ao empregado quais as opções. Enquanto se babam mentalmente, escolhem um doce do seu agrado. Por sua vez, elas dizem que não vão querer nada.

A sobremesa dele chega à mesa. “Queres provar?”, pergunta. “Só um bocadinho”, responde ela. E, de bocadinho em bocadinho, elas – que nada queriam – acabam por comer metade da sobremesa que eles escolheram. É certo que existe o inverso. Há mulheres que ficam a perder quando dividem a sobremesa com os homens que também dizem que nada querem. Mas, e posso estar errado, acho que são quase sempre elas que dizem não querer nada para sobremesa quando na realidade até queriam. 

21.4.14

casa (como quem diz blogue) em obras

O blogue está a ter movimento como nunca teve. Porém, essa movimentação (salvo uma ou outra excepção motivada por algum erro) só é visível nos bastidores do mesmo. É lá que tudo está a acontecer. É como se o blogue tivesse ido à oficina sendo que só havia um mecânico disponível para tudo: eu. Sendo também que não existe outra solução que não passe por ser o único a fazer tudo aquilo que pretendo. Se não sei, tento que o google ensine e não desisto enquanto não for bem sucedido no que ambiciono. E tudo o que se passa atrás da cortina está a roubar-me muito tempo por ser o único obreiro das movimentações que estão a ter lugar. Como tal, e durante os próximos dias (poucos), a maior parte da acção irá provavelmente ter lugar apenas nos bastidores do blogue. Depois, chegam as novidades de que tinha falado. Duas, para ser mais específico e caso não me esteja a enganar nas contas.  

as verdadeiras histórias da anita

Cresci com as histórias da Anita. A minha irmã, que é mais velha do que eu, tinha livros e livros da mítica e intemporal personagem feminina. Quando criei o blogue vim a conhecer outra Anita. Uma assistente de bordo portuguesa que partilha as suas aventuras à volta do mundo no facebook, na sua página Anita, The Flight Attendant.

Há algum tempo cheguei à fala com a mulher que deu origem aquela que considero ser uma das ideias mais criativas que a internet tem para oferecer. Palavra puxa palavra e surgiu a ideia do meu pequeno b. acompanhar a elegante Anita numa das suas viagens. Num destes dias essa ideia ganhou contornos de realidade e a minha mascote viajou até Moscovo. O resultado final é agora partilhado.












Já o disse pessoalmente, mas acho justo que o escreva aqui. Este projecto é um balão de oxigénio para quem gosta de algo diferente. Para quem procura um sorriso quando menos espera. Gosto de pessoas criativas e que não se incomodam com os olhares dos outros quando dão vida às suas criações, que neste caso passam por fotografar uma boneca nas mais variadas situações. Obrigado à Anita e à mentora desta ideia. E agora, tenho a certeza de que o b. não vai querer voltar para mim.

passatempo Disney (vencedores)

Após dois sorteios, com o auxílio do random.org, revelo os vencedores, que vão poder assistir à antestreia do filme “Marretas Procuram-se”, que tem o carimbo de qualidade da Disney, no dia 23 de Abril, pelas 19h30, nos cinemas do El Corte Inglés, em Lisboa.



Obrigado a todos pela participação e parabéns aos vencedores (ozmgl e Ana). Peço, a quem ganhou, que me envie um email com o nome e número de bilhete de identidade/cartão do cidadão, para que os vossos nomes sejam adicionados à guest list. Vemo-nos por lá. Obrigado e bom filme.

day after complicado

Ontem foi dia de festa. Ida ao Estádio da Luz. Animação antes, durante e depois do jogo. Festejos no estádio com os jogadores. Seguiu-se uma ida ao Marquês de Pombal (acho que só dois ou três clubes mundiais conseguem ter festejos destes) e, por fim, o rescaldo da festa na televisão. Que durou enquanto os olhos e o corpo aguentaram.

Porém, nada disto (nem mesmo o facto de estar uns dias em casa) alterou a hora do despertador, que tocou às 6h23 para mais uma ida ao ginásio e para mais um treino de CrossFit. Mas, aquilo que foi uma festa para mim, não foi para o meu melhor amigo (e uma espécie de personal trainer) que vibra com o Porto.

Com o corpo ainda dorido dos festejos de ontem, estava longe de imaginar que teria pela frente não um mas dois esquemas de CrossFit. Ao todo foram 192 levantamentos com uma barra solta com 30 quilos, 160 elevações e ainda 243 agachamentos com 17,5 quilos ao peito e 243 abdominais. Isto em menos de 50 minutos. É aquilo a que se chama um day after complicado.

19.4.14

ainda existem?!? a sério?!?

Ainda existem aqueles telefonemas do "chama o antónio"! A sério?!? Ainda há quem perca tempo a ligar a outras pessoas para chamar o "antónio" enquanto as ofendem. Será que estas pessoas sabem que Portugal já entrou na União Europeia? Será que sabem que já não se pagam coisas com escudos? Será que sabem que existem coisas como o google e o facebook? Ou será que pararam no tempo?

Enviado do meu iPhone

é só até amanhã

Sei que estão a comer amêndoas. Folares. E também coelhinhos de chocolate. Mas é só para recordar que acaba amanhã o passatempo dos Marretas. Quem quiser assistir à antestreia de um dos filmes mais aguardados dos últimos tempos só tem de clicar aqui.  

18.4.14

basicamente... é isto



Quero desejar uma boa Páscoa a todos os que por aqui passam, bem como às vossas famílias. Já agora, deixo-vos um desejo para esta época. Se por acaso se cruzarem com aqueles coelhos de chocolate da Lindt, comprem-nos todos se fazem favor. Se assim for, não caio na tentação de comprar um carregamento deles. Até vos dizia o mesmo em relação às amêndoas e aos folares (simples e de maçã e canela) mas já não vou a tempo que esses já moram lá em casa.

só para homens de barba rija

Fazer a barba é algo que levo muito a sério. Tão a sério que raramente a faço. Aparo a barba e vou deixando crescer. Mesmo assim, tenho um fascínio e encanto pelo universo vintage da barba. Sou fã das cadeiras antigas dos barbeiro. E, em miúdo adorava brincar com os acessórios que o meu pai tinha, entre eles um pincel que durou muitos anos. A isto juntam-se aquelas lâminas mais clássicas, que sempre apreciei.

Sem ter conhecimento desta realidade, o Clube Barba Rija enviou-me um kit onde se destaca uma máquina premium (produzida em parceria com a Mühle) personalizada. Quando abri a embalagem recuei aos tempos em que brincava com os acessórios do meu pai e comecei a brincar com a máquina que me transporta para os salões antigos dos barbeiros.

Ao informar-me melhor, descobri a funcionalidade deste clube que é, nada mais do que um serviço simples e económico (sem qualquer fidelização) para os homens que não gostam de perder tempo nas compras. A partir de um euro por mês, é possível receber em casa os produtos necessários para os homens de barba rija tratarem dos pelos faciais. A oferta é vasta e vai das coisas mais básicas aos acessórios vintage para os amantes desta arte. Podem descobrir tudo no site ou no facebook do clube.

O kit completo

A máquina

Máquina personalizada


Com o kit vinham algumas imagens e confesso o meu desejo de ter uma barba semelhante a esta. Ou seja, quero ser um lenhador urbano

17.4.14

podia ser pior. podia ser lenhador

Ainda vamos em Abril mas já existe uma lista com as piores profissões deste ano. Ao todo são duas centenas de profissões que constam na lista do portal norte-americano CareerCast, que desde 1988 se dá ao trabalho de fazer esta lista, que tem por base factores como remuneração, perigosidade, níveis de stress e contratação e ainda diversos dados que são recolhidos de organismos de estatística nos Estados Unidos da América.

É com orgulho que digo fazer parte da segunda pior profissão de todas. Lugar que foi atribuído aos jornalistas de imprensa escrita. Pior do que este tipo de jornalistas – de acordo com esta lista – só mesmo os lenhadores. Há quem tente estabelecer uma relação entre ambas. Como a venda de jornais diminuiu, isso pode levar a uma diminuição na contratação na indústria da serração.

Top 10 das piores profissões de 2014:
1 - Lenhador
2 - Jornalista (imprensa escrita)
3 - Militar
4 - Taxista
5 - Jornalista (rádio e televisão)
6 - Cozinheiro/Chef
7 - Assistentes/Comissários de bordo
8 - Recolha de lixo
9 - Bombeiro
10 - Guarda Prisional

Há por aí mais alguém no top das piores profissões deste ano?

é o meu anjo e sou o seu diabo

Tinha acabado de almoçar. Estava a regressar ao trabalho quando vejo um homem com um ar atrapalhado no meio da estrada. Estava ao lado de uma carrinha branca, que calculei ser sua. Pensei que necessitava de indicações ou que tinha uma avaria, como tal, abri o vidro e para saber o que necessitava o homem que estava a acenar com uma garrafa de água vazia nas mãos.

“Fiquei sem combustível. Será que me pode dar boleia até uma bomba?”, perguntou.

“Claro que sim. Há uma bomba aqui perto e posso leva-lo até lá”, disse.

Seguimos caminho. Explicou-me que andava à procura de uma rua e que acabou por ficar sem combustível. Disse-lhe que a bomba era perto, ao que me respondeu que depois regressava a pé. Quando chegámos à bomba, disse-lhe que esperava que estivesse pronto e que o levava de regresso à sua carrinha. Quando veio ter comigo vinha triste. Recusaram-se a vender-lhe combustível numa garrafa de plástico. Meio tímido, perguntou-me se podíamos ir a outra bomba. “Claro que sim”, respondi.

Passados alguns minutos lá chegámos a outra bomba. Comprou uma garrafa de água, matou a sede e aproveitou o resto para regar umas plantas da bomba. Encheu a garrafa com gasóleo e regressámos à sua carrinha. “É o meu anjo e estou a ser o seu diabo pois anda às voltas comigo”, disse-me o senhor que tinha idade para ser mais do que meu pai. Na viagem de regresso explicou-me que um dia ajudou um homem que tinha ficado sem combustível, acabando ele, depois da ajuda, por ficar sem combustível. E o mais curioso é que o seu destino, nesse tal dia, era a terra onde sempre vivi com os meus pais e que fica a poucos quilómetros da zona onde agora vivo. O que prova que o mundo é mesmo pequeno. Várias pessoas ignoraram o homem. Eu parei. E curiosamente, temos pelo menos um ponto em comum.

Quando parei, quis oferecer-me dinheiro. Recusei. Insistiu. Voltei a recusar. “O que importa é que já tem combustível e que pode ir à sua vida”, referi. “Obrigado. Uma boa Páscoa para si e para a sua família”, foram as últimas palavras do simpático homem. Perdi um pouco mais de tempo, o que até nem me dava jeito. Mas valeu a pena.

o segredo está na boca

“Posso comer as porcarias que quiser. Ando no ginásio para isso mesmo. Como agora e queimo logo”, é algo que se ouve com muita frequência. Esta forma de pensar é um dos maiores erros que as pessoas cometem. Acreditar que se queima uma alimentação sem quaisquer regras com alguns minutos de treino físico serve apenas para criar uma ilusão pessoal. É a desculpa que se encontra para comer tudo e mais alguma coisa sem que pese na consciência.

Acreditar que a alimentação saudável é o complemento de alguns minutos de treino é errado. O treino físico é que é um excelente complemento para uma alimentação minimamente saudável. Sendo certo que uma gigantesca proporção do sucesso de um plano que tem por objectivo perder peso passa sobretudo pela alimentação. E nunca apenas pelo ginásio/corridas sem que exista uma alimentação regrada.

Desde que comecei o meu plano alimentar que algumas pessoas questionam-me sobre a importância dos treinos que faço. E a minha resposta é esta. O segredo está na boca e não nos aparelhos do ginásio. E falo contra mim, porque era uma das pessoas que usava a desculpa do ginásio para enfardar tudo o que me apetecia. Chegava mesmo a dizer que podia abusar um pouco mais na alimentação porque estava de volta ao ginásio.

O meu plano alimentar não alterou o meu programa de treinos. Continuei, como era normal, a treinar cinco dias por semana. Três dias a seguir o meu programa (nas últimas semanas estes três dias deram lugar a treinos curtos e intensos de CrossFit) e duas aulas de cycling. Antes de mudar a alimentação, a oscilação de peso era reduzida. Assim que reaprendi a comer, facilmente (e sem dietas loucas) disse adeus a mais de dez quilos, valor que continua a aumentar. Por isso, o segredo está na boca.

verdade ou mito #56

A pessoa x é um amante extraordinário. Por isso, sabe agradar sexualmente a todas as pessoas. Esta é uma ideia bastante comum. Será verdade? Será que basta saber muito sobre sexo e ter prática para ser bom na cama e para saber como agradar a todas as pessoas? Será que as melhores relações sexuais acontecem entre pessoas que sabem tudo e que têm muita experiência? Ou será mito? Porque é possível ter relações sexuais muito boas com pessoas inexperientes. Porque o bom sexo está relacionado com a percepção, com o cérebro, com os órgãos genitais. Verdade ou mito?

16.4.14

o javi garcia fala por mim

"Te amo Benfica"

importa ser o primeiro?

Não consigo evitar rir quando ouço algumas conversas em torno da novidade e da suposta pureza associada a essa novidade. Como por exemplo aquelas pessoas que começam a colocar as mais diferentes hipóteses sobre pessoas de quem gostam e que, em muitos casos, já tiveram uma relação com alguém que conhecem. “Sei lá o que fizeram”, “sei lá onde é que aquela boca já andou” e “nem quero imaginar as coisas que aconteciam” são apenas alguns exemplos.

Como considero a coisa mais natural do mundo existir um passado sentimental ou sexual numa pessoa adulta, não ligo muito a ponderações desse género nem perco muito tempo com elas. Até porque, se o fizesse, teria de aceitar que os outros também o fizessem em relação a mim pois também tenho o meu passado. Como qualquer pessoa terá o seu.

Por outro lado, nunca partilhei casa com essa febre de ser o primeiro do que quer que seja. Porque, simplesmente, sou sempre o primeiro em tudo o que faço. Existe um passado, seja em que área for, mas esse período de tempo não me interessa para nada. Porque a história começa a partir do momento em que entro nela. O que faz com que seja, automaticamente, o primeiro. A história começa em mim. Simples.

Como tal, nunca quis saber se era o primeiro namorado de alguém, se isto ou aquilo. Nem faço bandeira da novidade. Por exemplo, prefiro um carro usado a um carro novo, que considero um mau investimento financeiro pois, a partir do momento em que uma roda saiu do stand já perdi dinheiro. Que é praticamente impossível de recuperar. Tal como não me incomoda viver numa casa que não é nova. Porque, para mim, é nova a partir do momento em que lá estou. E, ao contrário do carro, já é algo que consigo valorizar.

Mas, existem pessoas que perdem muito tempo a pensar nisto e naquilo. Gostam de navegar num mar de suposições. Se assim fosse, não metia um pé fora de casa. Por exemplo, chegava a um hotel e começava a pensar quantas pessoas já teriam feito sexo em cima daqueles lençóis. Aplicava a mesma dúvida ao duche ou banheira do hotel. E o que será que já tinha acontecido no carro semi-novo que acabei de comprar? E na casa que quero arrendar? E por aí fora. São pensamentos que dispenso e que nunca me levam a certezas. Servem apenas para alimentar dúvidas e uma curiosidade que nunca será saciada.


Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Nesse sentido, esta montagem diz tudo. Podia ser um anúncio perfeito e tornou-se viral mas não passa de uma montagem com uma fotografia da playmate Rosanne Jongenelen. A Aston Martin até achou piada à montagem, que considerou sexy, mas desmentiu que fosse uma aposta publicitária da marca. Mesmo assim, acho que resulta muito bem e espelha na perfeição a suposta necessidade de ser o primeiro. “You know you´re not the first, but do you really care?” E a questão é mesmo essa: importa ser o primeiro?

a minha voz no dia dela

Hoje assinala-se o Dia Mundial da Voz. Confesso que nunca achei grande piada aos momentos em que ouço a minha voz. É sempre muito estranho quando ouço uma gravação da minha voz, algo que acontece com frequência quando passo entrevistas para o papel. Ao deparar-me com este dia, recordo três momentos ligados à voz. O estágio que fiz numa rádio nacional, que me permitiu ficar amigo de um grande animador de rádio, que acompanhei nos finais de tarde. O dia em que um formador, do Cenjor, disse que a minha voz era óptima para usar profissionalmente e, por fim, o momento, já depois da criação do blogue, em que fui convidado para participar num programa de rádio. Como já foi em 2012, podem ouvir novamente aqui.

a moda dos blogues

Os blogues estão na moda. Desde que tenho o meu nunca tinha acontecido (pelo menos que tenha notado) um aparecimento tão grande de blogues. E não me estou a referir a blogues anónimos, como é o caso do meu e de milhares de outros espaços semelhantes. Refiro-me aos blogues criados por figuras públicas. Tal como um par de sapatos, a moda desta estação são os blogues “escritos” (as aspas não são inocentes) por pessoas que conhecemos (ou não) devido ao que fazem nas suas carreiras.

Nada tenho contra o aparecimento de blogues famosos. Como em tudo na vida, quanto mais melhor. Se existem mais, a oferta é maior. Quem gosta de ler ou simplesmente ver, tem um maior leque de opções por onde escolher. E isto melhora sempre a qualidade dos produtos. Acontece nos blogues, como acontece em qualquer área onde exista uma diversidade na oferta.

Acho que não são necessários rodeios nem meios caminhos. Por isso, não há mal nenhum em dizer que para alguns destes famosos, o blogue não é mais do que uma fonte de rendimento extra. O, que por si só, não me choca nem incomoda. É um negócio como outro qualquer. É o aproveitamento de um nome e de uma imagem. As regras existem. E só entra no jogo quem quer. A minha crítica é completamente diferente.

A única coisa que condeno é que se criem blogues onde nada se faz, excepto dar o nome. Ou seja, cria-se um blogue. Promove-se esse mesmo blogue. Fala-se de um projecto antigo que é um sonho tornado realidade, entre muitas outras coisas. Quando, na realidade, apenas se dá o nome ao blogue. Não se escreve nem se participa na actividade do blogue. Dá-se apenas o nome e delegam-se funções a outras pessoas, que acabam por ser a verdadeira “alma” do blogue.

E isso é algo que me custa a compreender. É a mesma coisa que eu ter um Ferrari. O mais caro do mundo. Vermelho, lindo. Mas, na realidade, nunca o conduzi. Não sei o que é estar sentado dentro dele. Não sei qual é o som do motor. Não sei como reage quando se acelera nem como se comporta nas curvas. Não sei nada. Sei apenas que é meu. Por mais que diga a outras pessoas para conduzirem, por mais que lhes dê dicas sobre o tipo de condução de que gosto, não sei o significado de acelerar com ele numa estrada. Sei apenas que é meu, porque o meu nome está no certificado de matrícula.

Cada qual sabe de si, mas não me imagino a ter um Ferrari apenas para dizer que o tenho e para ganhar alguns “trocos” com o uso do meu carro, que nunca conduzi. Tal como não me imagino a ter um blogue onde os textos não sejam meus. Onde o processo inerente ao funcionamento de um blogue não passe por mim. E o engraçado é que as próprias figuras públicas que criam blogues já se queixam de outras figuras públicas que criam blogues sem participarem neles.

É certo que um negócio será sempre um negócio. Mas a paixão, o empenho e o toque pessoal é que fazem a diferença. São estas características (na companhia de mais algumas) que tornam diferente aquilo que parece ser uma coisa igual a milhões de outras criadas anteriormente. Quando se ignora a paixão, o empenho e o toque pessoal, o resultado é uma coisa igual a tantas outras. E que ajuda a que as pessoas olhem para tudo da mesma forma, nivelando a qualidade por baixo.

não tem mesmo limites

Um dos meus momentos de ingenuidade acontece quando penso que já descobri os limites da estupidez humana. Deparo-me com certas coisas que me fazem acreditar que se trata do ponto final da estupidez humana. Acredito que estou junto a um muro impossível de ultrapassar. Até que conheço outras pessoas. Que me dão a conhecer coisas que lhes fazem, algo que aconteceu ontem. Coisas que me fazem perceber que a única certeza que tenho é mesmo a minha ingenuidade pois a estupidez humana não tem mesmo limites. Por mais que se pense que é o último muro, existem milhares de outros muros depois desse. E, quanto mais se avança, maior é a estupidez humana. E é por isso que não consigo ter pena de certas pessoas. Existem pessoas que, por mais duro que isto possa soar, não merecem mais do que aquilo que têm. Não merecem mais do que a estupidez que as alimenta. Até porque vivem nesse estado simplesmente porque assim desejam.

15.4.14

fui abandonado

É com muita tristeza que digo isto. Fui abandonado. Mesmo agora. O b. deixou-me. Abandonou-me. Sem apelo nem agravo. E partiu, sem olhar para trás, com uma "menina" muito simpática que passa a vida a viajar.

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ritual de solteiro

Quando era solteiro, ou por outras palavras, quando vivia na casa dos meus pais, tinha um ritual diário de que não abdicava. Acordava cedo, tomava banho, despachava-me, ia ao quiosque do costume, comprava o jornal A Bola e ia ao café habitual. Era lá que devorava uma torrada em pão alentejano, acompanhada de uma meia de leite morna, ao mesmo tempo que lia o jornal de ponta a ponta.

Os tempos eram outros. Havia muito mais trânsito para a ponte 25 de Abril, tal como nas outras estradas que enfrentava. Por isso, era quase sempre um dos primeiros clientes do café. E só abandonava o local quando estivesse tudo lido.

Agora, o pequeno-almoço é quase sempre tomado a correr. Pouco tempo dá para uma conversa. Quando tenho a companhia da minha mulher, prefiro conversar com ela do que ler as notícias desportivas, que acabo por devorar, posteriormente, online. O que era um ritual diário passou a ser apenas de fim-de-semana.

As excepções acontecem em dias como este, em que tenho mais tempo livre durante a manhã. É certo que passou a ser um ritual ocasional, mas sabe sempre bem começar o dia com uma torrada em pão alentejano, uma meia de leite morna e as notícias desportivas. Bom dia!

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14.4.14

tenho o estilo de vida de um jogador de futebol

Tenho o estilo de vida de um jogador de futebol. Isto, porque frequento os mesmos espaços do que eles. Vou aos mesmos restaurantes onde eles estão. E corto o cabelo num cabeleireiro frequentado por jogadores influentes do nosso principal campeonato de futebol. Disto desta forma, acredito que o primeiro pensamento seja: “Este parvo está a gabar-se de ir a sítios onde muitas pessoas não vão e de ter a possibilidade de gastar muito dinheiro em refeições e simples cortes de cabelo”. Não censuro quem faça este tipo de análise.

Agora, vou analisar aquilo que quis dizer. É verdade que frequento espaços onde estão jogadores de futebol. Mas é igualmente verdade que pago oito euros no restaurante onde estão os jogadores, que gastam o mesmo dinheiro do que eu. Não é nenhum restaurante de luxo. É uma casa simples onde o destaque vai todo para a qualidade da comida. Doses bem servidas, comida de qualidade e apenas oito euros, que já incluem bebidas, café, entradas e sobremesa. Em relação ao cabeleireiro. É verdade que quem me corta o cabelo corta igualmente o cabelo a uma das estrelas do Benfica. Mas não é um salão de luxo. Situa-se num centro comercial e o corte custa cerca de 13 euros, independentemente da fama dos clientes.

Em jeito de conclusão, não menti quando disse que tinha um estilo de vida igual ao de um jogador de futebol. A diferença é que não preciso de gastar muito dinheiro para o ter. Felizmente, os jogadores de futebol, que ganham (em alguns casos) rios de dinheiro é que já perceberam que não precisam de gastar fortunas numa refeição para comer bem, tal como não precisam de gastar umas boas dezenas de euros em cortes de cabelo. Muitas vezes, a qualidade está na simplicidade. E essa, nem sempre é paga a peso de ouro.

quem me explica a utilidade disto #25

A “moda” é a depilação, no que à zona púbica diz respeito. Quem gosta depila-se. Existe quem prefira não ter qualquer pelo nessa zona. Há quem goste de deixar alguns pelos. Existe até quem opte por fazer um qualquer desenho ou outro trabalho mais artístico. À parte deste mundo – habitado pelos adeptos da depilação – existe outro. Onde vivem aqueles que não gostam de depilação e que defendem que os pelos existem por um propósito.

Agora, é possível viajar entre estes dois mundos em breves segundos. A viagem é bastante rápida e custa menos de 6.5 euros. Esta viagem é feita numa “nave” de nome Kitty Carpet. Ou, por outras palavras, trata-se de uma peruca púbica para quem faz a depilação, arrepende-se e quer voltar a ver-se com pelos sem esperar que os mesmos cresçam naturalmente.


De acordo com a marca, este tapete púbico é macio, de fácil aplicação e foi criado a pensar no momento em que os pelos fazem mais falta. E que momentos são estes? De acordo com o fabricante, passam por ocasiões como ir à praia com os avós ou namorar com um rapaz (o produto foi criado a pensar nas mulheres) que adora pelos. Para ajudar quase todas as mulheres, existem diferentes versões de perucas: preta, loira e cor-de-rosa. É ainda possível aparar o adesivo para que o tamanho seja o mais apropriado à situação.

Cada qual saberá o modo como faz praia com os avós. No meu caso, nunca fiz nudismo com eles. Ou seja, nunca tive que mostrar ou esconder eventuais pelos púbicos. Sei que o produto é feito a pensar nelas mas não conheço nenhum homem que obrigue uma mulher a colar uma peruca púbica porque esta se depila e ele gosta é de pelos compridos. Por isso, à excepção de ser utilizado como peça de caracterização de um qualquer projecto de época em que não existia depilação, não vejo qualquer utilidade para isto. Mas, posso estar enganado. Como tal, quem me explica a utilidade disto?