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28.2.14

pensamento da semana #19


A imagem que uma pessoa constrói, vale o que vale. Não é mais do que isso mesmo. Do que um conjunto de ideias que se tentam passar para os outros. Muitas vezes, as pessoas constroem essa imagem com base no embrulho. Ou seja, é uma imagem baseada em roupa e outros acessórios que se ostentam. O que não tem mal nenhum. Excepto quando se dá mais valor ao embrulho do que ao conteúdo, impedindo que alguém tenha contacto com aquilo que nos adorna porque são roupas e acessórios da marca x que custaram uma pequena fortuna.

Para dar apenas um exemplo, os melhores vestidos de todos são aqueles que são usados para serem despidos. São aqueles que, por mais caros que tenham sido e por mais exclusivos que sejam, vão acabar a noite amarrotados no chão do quarto, quem sabe com uma ou duas nódoas de vinho tinto, sem que isso seja um problema. Se o vestido é usado apenas para ser exibido e acaba todas as noites perfeito e imaculado, sem que ninguém lhe tenha tocado, no cabide de onde saiu, é porque algo está mal. E assim não vale a pena.

duas experiências carnavalescas que quero viver

Quando era puto mascarei-me de tudo e mais alguma. Fui polícia, índio, cowboy e por aí fora num vasto leque de personagens míticas que fazem parte do imaginário de qualquer pessoa da minha idade. Gostava de andar mascarado. Eram bons momentos, que agora recordo quando o telemóvel começa a tocar por causa das mensagens que a minha irmã envia com fotos da minha sobrinha mascarada.

Com o passar dos anos passei a ver o Carnaval com outros olhos. Continuei a gostar. O encanto manteve-se. Estava sempre a mascarar-me. Mas as brincadeiras eram outras. Divertia-me com os saudosos estalinhos que se atiravam aos pés dos amigos, com as raspadinhas que se agitavam com as mãos fechadas, e com as indesejadas bombinhas de mau cheiro que se rebentavam dentro das salas de aula. Nunca fui de brincar com ovos nem farinha mas adorava uma boa guerra de balões de água. Faziam-se equipas e acabava quase sempre toda a gente encharcada. Bons tempos!

Os anos continuaram a passar e continuei a mascarar-me. Recordo-me de me mascarar de mulher e de a minha irmã me ter arranjado umas unhas que colei nas minhas (não sei precisar o nome). Sei que aquilo era coisa séria e foi um stress para conduzir com aquilo. Além disso, sendo mais velho e estando mascarado de mulher, é-se mais apalpado numa discoteca do que qualquer peça de fruta da secção de frutas de um hipermercado.

Ao longo dos últimos anos não me tenho mascarado. Continuo a gostar de ver pessoas mascaradas e de assistir a um desfile – habitualmente é o de Sesimbra. Num passado mais recente, só quando joguei num clube perto de Sesimbra é que senti o espírito sério do Carnaval. Fez-me lembrar o Brasil. Ainda faltavam largos meses para o Carnaval e os meus amigos já tratavam dos preparativos. Convém dizer que chegam a ser dezenas de pessoas todas vestidas de igual. Fazem os fatos, participam no desfile e quase não dormem durante vários dias. Recordo-me de ter um jogo importante (que ganhámos) e alguns deles chegarem com chupetas ao peito e ainda com a cara pintada.

Este ano não sei se me vou mascarar. Desafiei a minha mulher a mascarar-se de homem. Eu seria uma mulher e assim seria a nossa noite. Não sei se isto vai acontecer. Mas, ao recordar os meus amigos do Azóia, lembrei-me de duas experiências carnavalescas que gostava de viver. Ambas no Brasil. Gostava de festejar o mítico Carnaval do Rio de Janeiro pois acredito que estar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí deve ser uma experiência única. Por outro lado, adorava estar presente no Carnaval de rua de Salvador. Havaianas no pé, cerveja na mão e muita folia ao som do trio eléctrico. Quem sabe um dia...

PS - Se não for pedir muito, também gostava de conhecer a magia do Carnaval de Veneza.

competitividade manhã cedo

Frequento o ginásio porque quero estar bem. Quero sentir-me mais saudável, quero levar uma vida melhor e não quero ficar de rastos sempre que tenho de correr um pouco, seja a jogar futebol ou noutra coisa qualquer. Ou seja, quero sentir-me melhor. Sendo que, nesta fase, o treino é um bom parceiro da dieta que estou a fazer.

Durante o tempo que estou a treinar sou bastante competitivo. Mas apenas comigo e com o plano que tenho nas mãos. Enquanto treino, só me importa o meu esquema e não o dos outros. Tenho como objectivo superar o que já fiz. Ser melhor do que no dia anterior.

Por isso, não compreendo aquelas pessoas que estão no ginásio para competir com os outros. Querem levantar mais peso do que a pessoa do lado, querem correr mais na passadeira e querem pedalar mais e melhor do que o professor na aula.

São aquelas pessoas, sobretudo homens, que treinam a olhar para os outros, para fazer mais do que fizeram. Para depois, em muitos casos, se gabarem do feito, dizendo que são muito bons.

Se cada um competir consigo próprio já está a fazer um bom trabalho. E isso é que importa pois qual é o interesse em entrar num duelo ridículo com quem tem objectivos diferentes dos nossos?

Enviado do meu iPhone

the late late night show with hsb #26

Ben Harper - Steal My Kisses

Para quem gosta de roubar beijos. Para quem gosta que lhe roubem beijos. Para quem gosta de beijar.

27.2.14

o que farias se não tivesses medo?

Tens medo de deixar de fazer rir? Esta é uma questão que frequentemente se coloca a um palhaço, por exemplo. Ou a tantas outras pessoas que fazem da missão de fazer sorrir os outros a sua profissão. Ao fazer esta questão – sou das pessoas que o fazem – esquece-se que fazer rir não tem de ser apenas um talento. É verdade que o é mas é igualmente uma profissão.

Com isto quero dizer que ninguém pergunta a um médico se tem medo de deixar de detectar sintomas num paciente. Ninguém pergunta a uma cabeleireira se tem medo de deixar de saber cortar o cabelo ou fazer californianas a alguém. Tal como ninguém pergunta a um jogador de futebol se tem medo de deixar de saber jogar futebol. E, bem vistas as coisas, é um medo equiparado aquele que se coloca, em forma de questão, a um palhaço que faz rir.

Pessoalmente, vivo com medo. De deixar de saber escrever. Tenho receio de chegar à redacção e de ser incapaz de articular um qualquer texto que me seja pedido pelos meus chefes. Tenho medo também de chegar o ponto em que não seja capaz de escrever no blogue. Tenho medo desse vazio, sobretudo na área profissional, que me deixaria horas em frente ao computador sempre a escrever e apagar aquilo que escrevia. Mas não é só profissionalmente que tenho medo.

Tenho também medo de deixar de amar todas as pessoas que amo. Tenho igualmente medo de fazer com que essas mesmas pessoas deixem de me amar. Tenho medo de perder os poucos amigos que tenho. Tal como o inverso. Tenho medo desiludir os meus pais ou qualquer pessoa que acredita em mim, naquilo que sou e para onde pretendo caminhar. Resumindo, a minha vida é uma soma de medos. Uns mais intensos. Outros mais tímidos. Mas medos que se ligam num ou noutro ponto.

O que farias se não tivesses medo? é uma pergunta que faço com frequência. E encontro diversas respostas para a mesma. Arriscava mais aqui e ali. Não pensava em certos detalhes. São apenas algumas respostas entre uma série de outras possíveis. Mas, mesmo assim, espero nunca perder os medos que tenho e que me acompanham 24 horas por dia.

E a razão é simples. São esses medos que me equilibram. São esses medos que puxam por mim. São esses medos que fazem com que não baixe a fasquia e queira dar sempre o meu melhor. São esses medos que impedem que quebre e ceda em momentos chave. Se algum dia perder esses medos irei desleixar-me. Irei perder equilíbrio. E irei perder qualidade em muitos aspectos da minha vida. O que farias se não tivesses medo? Fazia muita coisa. Mas o medo guia-me a muitas outras onde não chegava sem ele.

quem quer um jantar para dois?

Tenho para oferecer, em conjunto com a Portugal Restaurant Week um jantar para duas pessoas, num dos restaurantes do Distrito de Lisboa, que fazem parte da 2ª edição desta acção que pretende democratizar o acesso à restauração de luxo. Quem quiser ganhar um jantar para dois só tem de deixar um comentário a dizer "homem sem blogue e portugal restaurante week, quero levar alguém a jantar." O vencedor será sorteado com o auxílio de random.org. O passatempo é válido até Domingo (2). Boa sorte!

o tempo é um controlador

Ao longo dos últimos tempos tenho acordado sempre de noite. O despertador toca às 6h23 e preparo-me para ir para o ginásio. Capuz na cabeça e lá vou eu. Com o avançar dos dias, a manhã é cada vez mais clara. Com isso, tenho notado que fico igualmente mais desperto. Segue-se o treino, o que aumenta a boa disposição e energia. Sobretudo quando está Sol. Mas, com dias como este, não há volta a dar. Esmoreço, numa espécie de sintonia com a chuva que cai lá fora e com o cinzento que domina o céu. Serei o único a ser “controlado” pelo tempo?

e isto também. e também é bom

Hoje tem também início a 3ª Edição do Festival Grant´s True Tales, o evento ideal para quem, como eu adora uma boa história e delicia-se a ouvir pessoas contarem as suas. Assumo que sempre gostei de estar rodeado de pessoas que têm o dom da palavra. Mas, mais do que isso, pessoas que contam histórias de uma forma tão apaixonante que somos capazes de ficar horas a ouvir aquilo que têm para dizer, sem olhar uma única vez para o relógio.

Para quem é assim, existe este evento (que dura até dia 1 de Março e tem lugar no Cinema São Jorge, em Lisboa) que é o maior do país, no que ao storytelling diz respeito. Joaquim de Almeida continua a ser o anfitrião da acção que, este ano, conta com a partilha de histórias de Ivo Canelas, Maria João Ruela, Sérgio Godinho, David Fonseca e Valter Hugo Mãe, entre outros, sendo que o mote desta edição é Stand Together.

Além da partilha de histórias, existem também uma componente solidária com doação de parte das receitas de bilheteira à Apoiarte – Casa do Artista, pelo excelente trabalho que tem sido feito.


Saibam tudo aqui e também aqui. E boas histórias.


começa hoje. é de aproveitar

Tem hoje início, e prolonga-se até 9 de Março, a 2ª Edição de Portugal Restaurant Week. Esta iniciativa pretende democratizar o acesso à restauração de luxo através de refeições com o convidativo preço de 20 euros, que inclui entrada, prato principal e sobremesa. Nesta edição promove-se a Dieta Mediterrânica e cada restaurante irá ter um menu exclusivo nesse sentido, promovendo assim estilos de vida saudáveis e uma alimentação equilibrada.

Além de facilitar o acesso a restaurantes considerados de luxo, não pode ser esquecido o importante cariz solidário desta acção com um euro de cada menu a reverter para as associações Movimento Mulheres de Vermelho e Liga Portuguesa contra a Sida.

As reservas podem ser feitas em restaurantweek.pt, através de um processo simples que permite escolher o restaurante, data e hora em poucos segundos ou através do número 212 490 000, que estará em funcionamento das 10h30 às 22h30, durante a iniciativa.

Mesmo assim, este ano será lançada a aplicação Guide & Bookings, que permite encontrar e reservar o restaurante de um modo ainda mais simples, fazendo a confirmação em tempo real. Para aceder à mesma basta ir a restaurantweek.pt ou besttables.com e descarregar a mesma de forma gratuita para iPhone ou Android. Aconselho que sejam rápidos nas reservas para que consigam lugar nos restaurantes desejados.


Ainda não fiz a minha escolha para esta edição mas é certo que vou experimentar mais um menu. Tal como tenho feito nas edições anteriores, desafio aqueles que costumam participar nesta iniciativa a revelar as suas escolhas e experiências de modo a que se possam trocar opiniões e, quem sabe, ajudar quem está indeciso em relação ao restaurante.

the late late night show with hsb #25

Eric Clapton - Tears In Heaven

Para quem lamenta a ausência de alguém. Para quem queria pedir desculpa e não pediu. Para quem queria dizer muito e não teve oportunidade

26.2.14

façam sexo duas vezes por semana (e não só)

Felizmente, existe uma preocupação cada vez maior das pessoas em levarem uma vida saudável. O sedentarismo começa ter menos praticantes, com as pessoas a interessarem-se por tudo aquilo que possa tornar a sua vida mais saudável. E a verdade é que existem diversas coisas bastante simples que podem ajudar numa vida melhor. Aqui fica uma lista com alguns tópicos para aquelas pessoas que se sentem em baixo, sem vontade de fazer o que quer que seja e que precisam de energia.

Fazer sexo duas vezes por semana
A maior parte das pesquisas foi feita em homens mas é um facto que as relações sexuais são benéficas para a saúde. Homens que fazem sexo pelo menos duas vezes por semana têm metade do risco de sofrer um ataque cardíaco quando comparados com homens que têm relações sexuais uma vez por mês. E fica a dica: se um homem não consegue ter/manter uma erecção, isso pode ser sinal precoce de uma doença cardíaca e nada melhor do que fazer um check-up.

Dormir bem
Nada melhor do que imaginar o corpo como um telemóvel que tem um símbolo de energia. Com o uso, gasta-se a energia. Com o corpo é a mesma coisa. Dormir bem é aquilo que permite ao corpo recuperar do cansaço diário. Pesquisas indicam que devemos dormir 7-8 horas por noite. Isto reduz o risco de doenças cardíacas.

Especiarias
Uma boa maneira de melhorar a saúde. Existem diversas ervas e especiarias que são medicamentos para o corpo. A saber: alho, açafrão, gengibre, canela, coentro, orégãos e pimenta são apenas alguns exemplos.

Chá
Beber chá é um ritual diário saudável. É algo que ajuda, entre outras coisas, a regular o açúcar no sangue. Beber chá sem açúcar com água filtrada pode também hidratar o corpo.

Plantas
Comer plantas só nos faz bem. É algo que fornece vitaminas, fibras, antioxidantes, entre outras coisas, ao corpo. Aumentar o consumo de plantas vai fazer com que a pessoa se sinta melhor.

Dedicar tempo à sauna
Algo comprovado cientificamente. O suor tem uma maior concentração de toxinas do que os nossos fluidos corporais. Assim sendo, suar é algo positivo. Se o ginásio que frequentam tiver sauna, dediquem algum tempo à mesma.

Deixar o sofá
Estar sempre sentado é o pior que existe. Nada melhor do que trocar o sofá pela prática desportiva frequente e adaptada a cada pessoa. Existem empresas que permitem aos trabalhadores estarem activos mesmo que trabalhem numa secretária. Mas, nada melhor do que combater o sedentarismo.

Animal de estimação
Ter um animal de estimação realça aquilo que de melhor existe em nós. Além do amor, é algo que reduz o stress, diminui a pressão arterial e os níveis de colesterol com caminhadas com os animais.

Ioga
Actividades como o ioga ajudam a equilibrar o nosso sistema nervoso pasassimpático, algo que melhora a nossa saúde e longevidade.

Esta é apenas uma parte de uma lista que encontrei e que achei interessante partilhar. Existem muitas coisas que podem ser feitas por cada pessoa. Outro pequeno truque passa por respirar fundo em alguns momentos do dia. É algo que ajuda e carregar energias. Dei estas dicas. Existem muitas outras. E a verdade é que levar uma vida sedentária é mesmo uma opção. E uma má opção tendo em conta que temos uma vida e que é tão curta.

quero fazer-te transpirar

“Quero fazer-te transpirar”, é uma das frases que tem marcado o início dos meus dias. Mas não só. “Quero fazer-te transpirar”, repete vezes sem conta. “Quero ver o teu corpo a mexer”, diz-me. “Quero-te em cima de mim. E a mexer. Cada vez mais rápido. E mais rápido. E ainda mais rápido, enquanto me tocas. E com intensidade máxima”, sussurra-me. “Pinga para cima de mim”, pede-me. “Quero sentir o teu corpo. Observar cada movimento teu em cima de mim. Quero que sejas cada vez melhor. Melhor do que foste ontem. E pior do que serás amanhã. É que isto é tão bom que quero-te todos os dias. Sem parar, parecendo que nós dois somos apenas um”, acrescenta. “Quero que sintas tanto prazer que não vais querer sair de cima de mim”, diz-me.

É assim que têm começado os meus dias. O que me deixa com um sorriso à marreta, de orelha a orelha. Se é uma mulher que me diz tudo isto? Podia ser, mas não. É a passadeira do ginásio. Desejo que não deixe de me assediar tão cedo. E espero também que todos sejam assediados desta maneira.

mulheres e minissaias tipo cinto. porquê?

Existem mulheres que gostam de usar minissaiais que quase parecem cintos. Nada contra nem pretendo criticar as mulheres que as usam. Só gostava de saber porque é que passam o dia a puxa-las para baixo? Não seria melhor escolher uma saia mais comprida? Se optam pela minissaia tipo cinto não se preocupem em mostrar aquilo que sabiam que iam mostrar quando decidiram vesti-la.

carta de um ex-marido para a ex-mulher

“Querida,
Escrevo para dizer que te vou deixar. Fui bom marido durante sete anos. Mas as duas últimas semanas foram um inferno. O teu chefe chamou-me para dizer que tu te tinhas despedido e isso foi a gota de água. Na semana passada, nem notaste que eu nem sequer vi futebol. Levei-te à churrasqueira que tu mais gostas.

No outro dia chegaste a casa, nem comeste e foste dormir depois da novela. Não dizes que me amas. Nunca mais fizemos amor. Portanto, ou estás a enganar-me ou não me amas mais.

PS: Se quiseres encontrar-me, desiste. Eu e a Júlia, aquela tua melhor amiga do ginásio, vamos viajar para o norte e vamos casar-nos!

Ass: O teu ex-marido.”

Resposta da ex-mulher:

“Querido ex-marido,
Nada me fez mais feliz do que ler a tua carta. É verdade, ficamos casados durante sete anos, mas dizer que tu foste um bom marido é exagero. Vejo a novela para não te ouvir resmungar a toda a hora. Reparei que não viste futebol, mas de certeza que foi porque o teu clube tinha perdido e tu estavas de mau humor. A churrasqueira deve ser a preferida da amiga Júlia, pois não como carne há dois anos. Fui dormir porque vi que a tua camisa estava manchada de batom (rezei para que a empregada não visse).

Mas, mesmo com tudo isto, ainda te amava e senti que podíamos resolver os nossos problemas. Por isso, quando descobri que eu tinha ganho o euromilhões, deixei o meu emprego, e de surpresa comprei dois bilhetes de avião para o Taiti, mas quando cheguei a casa tu já tinhas ido embora.

Fazer o quê? Tudo acontece por alguma razão. Espero que tu tenhas a vida que sempre sonhaste. O meu advogado disse-me que devido à carta que tu me escreveste, não terás direito a nada. Portanto, cuida-te!

PS: Não sei se te disse, mas a Júlia, a minha ‘melhor amiga’, está grávida do Jorge, o nosso personal trainer lá do ginásio. Espero que isso não seja um problema…

Ass: A tua ex-esposa, milionária, linda e solteira.”

Acho que se pode dizer que cada um tem aquilo que merece. Já agora, será que esta é mesmo a forma dos homens lidarem com os problemas? Ou seja, não lutam enquanto elas aceitam lutar até ao ponto em que não dá mais?

the late late night show with hsb #24

Will Young - All Time Love

Para quem procura demais. Para quem ignora o amor verdadeiro que tem à sua frente. Para quem não desiste de ser feliz.

25.2.14

verdade ou mito #50

Costuma dizer-se que a maioria dos homens tem a fantasia de ter relações sexuais com duas mulheres ao mesmo tempo. Isto será verdade? Quer dizer, mesmo não sendo uma verdade absoluta pode dizer-se que é realmente uma das principais fantasias deles? Ou será mito? Porque a maior parte dos homens não gosta de mais do que uma mulher? Verdade ou mito?

jornalistas de merda

Nos últimos dias o jornalismo português voltou a ser falado. Em duas situações distintas. Uma delas aconteceu a Norte, mais concretamente no Estádio do Dragão. O Porto tinha acabado de perder com o Estoril. Mais de uma centena de adeptos, desiludidos com o resultado, aglomeraram-se na zona da garagem por onde os jogadores deveriam abandonar o estádio. Mais de uma hora depois do final do jogo, surgiu Jorge Nuno Pinto da Costa nesse local para falar com os jornalistas.

Naquele momento, o jornalista da TVI fez a pergunta mais adequada da noite. Questionou o presidente sobre a continuidade de Paulo Fonseca no clube. Completamente desesperado, Pinto da Costa ameaçou o jornalista, obrigando-o mesmo a abandonar o local, algo que este acabou por fazer a “convite” de uns quantos seguranças. Isto é lamentável. O jornalista fez a questão mais pertinente da noite. Está no seu dever. E o presidente do Porto está no seu direito em não responder. Mas, fica-se por aí. Não tem de empurrar o jornalista nem de o convidar a abandonar o local. Esta política do medo leva a que existam jornalistas que apenas fazem as perguntas que alguém quer ouvir, com medo de represálias. E isso não é ser jornalista.

Mais a Sul foi a vez de Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira (cujo talento admiro), os apresentadores de A Tua Cara Não Me É Estranha – Kids, falarem mal dos jornalistas, tendo por base uma revista que publicou histórias sobre as famílias dos concorrentes. Defendem que aquilo não se faz. Que os meninos, que andam todos na escola, vão levar com os colegas que viram as revistas. Além disso, deram a ideia de se criar uma revista onde se contam os “podres” das famílias dos jornalistas e incentivaram ao boicote à compra de algumas publicações.

Eu compreendo a opinião sobre os conteúdos editoriais de algumas publicações. É normal que existam muitas pessoas que não gostam de certos conteúdos que consideram mais agressivos, despropositados ou mesmo um lixo editorial. Mas, se existem esses conteúdos, é porque alguém os consome, certo? É o mesmo que o lixo que passa na televisão. Se existem programas fracos é porque alguém os vê. E, que eu saiba, ninguém compra revistas com uma arma apontada à cabeça. Num quiosque, existem dezenas de publicações, escolher a mais adequada é uma opção pessoal. Tal como escolher um bom programa é uma opção pessoal.

Além disso, nos dias que correm, duvido que exista alguém que pense que vai entrar num programa de grande audiência sem que a sua vida seja vasculhada. É o preço a pagar por que quer alcançar fama através de um programa de televisão. Se isso é justo ou não depende da visão de cada um. Mas é a "lei do jogo". É algo que acontece desde a primeira edição de Big Brother. E que irá continuar a acontecer. Se existem revistas de televisão, é normal que abordem tudo aquilo que envolve um programa com audiências e que, segundo os números de vendas, as pessoas gostam de ler.

Ainda neste programa, acho que se ignora a grande questão. Os apresentadores questionaram as publicações que vão atrás das crianças que andam na escola de segunda a sexta. Volto a dizer que não questiono isto e não condeno quem acho que seja lamentável. Mas não será também grave ter crianças de onze anos, as tais que na segunda de manhã estão cedo na escola, a cantar num programa de televisão à uma da manhã? Ou esta “exploração”, a troco de cinco minutos de fama e dinheiro não interessa para nada? Se as crianças são assim tão importantes para o canal, porque não fazer o programa à tarde ou a acabar muito mais cedo, já que no dia seguinte têm de estar cedo na escola? Não será que o interesse das audiências também é lamentável para a vida de crianças de pouco mais de dez anos?

A dupla de apresentadores salientou que existem pessoas muito más na Imprensa em Portugal. Isso é um facto. Quer seja nas publicações que referiram ou em qualquer uma das outras que ficaram por dizer.Não escapa uma. Mesmo daquelas mais "sérias" que nunca são mencionadas nestes casos. Tal como existem pessoas muito más na televisão. Sem talento e sem qualidade. Quer seja na TVI ou em qualquer um dos outros canais.

Quando ouço estes comentários sobre a imprensa nacional, que é má, fico sempre a pensar naquilo que consideram um jornalista bom. É aquele que só escreve que o famoso x tem um carro novo oferecido pela marca y? É aquele que escreve que o famoso x tem um novo contrato publicitário que lhe vai valer y? É aquele que é convidado para cobrir o evento x porque a marca y assim o exige para que o famoso z continue a ter coisas à borla? É isto que é ser um bom jornalista? É que, para isto não são precisos jornalistas.

Porque será que o jornalista que denuncia que o famoso x deve dinheiro a x é mau jornalista? Porque será que o jornalista que denuncia que o famoso x não paga pensão de alimentos é mau jornalista? Porque será que o jornalista que denuncia que o famoso x engana pessoas é mau jornalista? Porque é inconveniente?

Os jornalistas têm o dever de informar as pessoas. Existe um código deontológico que é igual para todos os jornalistas. E, seja para uma notícia positiva ou para uma notícia negativa para alguém, ele deve ser seguido à risca. Para que a notícia tenha fundamento e seja verdadeira. Porque será que ninguém questiona uma notícia sobre um político, onde se diz que é o maior trafulha do mundo, mesmo que seja falsa, mas uma grande maioria das pessoas questiona tudo o que é notícia sobre um famoso qualquer? Isso é algo que não compreendo.

Depois, existe ainda a vertente da vida pessoal. E a verdade, que algumas pessoas tendem a ignorar, é que uma pessoa famosa (político, apresentador e por aí fora) têm menos direitos do que um cidadão anónimo. É assim que são as coisas. Aqui e em qualquer parte do mundo. O que faz algum sentido porque são pessoas que tem uma imagem pública da qual vivem. Como tal, é normal – pelo menos para mim – que tenham menos defesas legais do que eu. Eu não sou famoso. Não vivo da minha imagem. Como tal, posso accionar certos meios legais que eles não podem. É um dos preços da fama e do estrelato. Agora, o que muitas pessoas conhecidas pensam é que abrem as portas da vida pessoal apenas quando dá jeito. E isso não é assim. É uma porta que, uma vez aberta, não se volta a fechar. Abrir ou fechar essa porta é uma opção de cada pessoa conhecida. Há quem tenha uma longa carreira (e sempre em alta) sem nunca promover a sua vida pessoal. E há quem o faça porque não se consegue promover de outra forma. É a mais pura das verdades.

E quem acha que a Imprensa portuguesa é má ou agressiva, é porque não conhece a espanhola, a britânica ou mesmo a americana, que não poupam ninguém! Porque, quem conhece as publicações desses países e aquilo que eles fazem, facilmente percebe que em Portugal os jornalistas são uns anjinhos. Aliás, existem muitas figuras que podem agradecer aos jornalistas as vidas de fachada que levam. Vidas essas que são do conhecimento de todas as pessoas mas que os jornalistas, os tais que não prestam, optam por não publicar para não destruir uma vida ou carreira nem arranjar problemas graves a essas pessoas.

Como isto já vai muito longo, acrescento apenas que é verdade que existem jornalistas muito maus. Que não seguem o código deontológico e que não olham a meios para atingir o fim que é ter notícias e vender mais exemplares de uma qualquer publicação. Mas também é verdade que existem mecânicos muito maus. Que dizem que nos venderam uma peça nova e estão a vender uma usada e em péssimas condições. Tal como existem péssimos profissionais em todas as profissões. Há que saber diferenciar.

vou assediar-te até cederes

Estando de dieta, estou a descobrir um novo grupo de pessoas. Aquelas que têm como objectivo assediar-me, no que à alimentação diz respeito. São as pessoas que me aliciam com bolos, enchidos, bebidas alcoólicas e tantas outras coisas que neste momento optei por não comer ou, simplesmente, comer numa proporção diferente daquela que era comum. E sinceramente, não percebo qual é o objectivo disto.

Pessoalmente, não me incomoda minimamente que me falem de certas coisas. Não quero comer, não como. Não é por me colocarem um bolo à frente, depois de dizer que não quero, que tenho a obrigação de o comer. Até agora, tem servido sobretudo para que perceba que a minha determinação aguenta tudo, até este doce assédio. Mas acredito que existam pessoas que acabem por ceder a um assédio tão insistente que se torna aborrecido.

Se alguém toma uma decisão, seja ela qual for, quem rodeia essa pessoa só tem de respeitar. Mesmo que não concorde. É a lei da vida. Ou, pelo menos, deveria ser. Ou será que essas pessoas vão oferecer camarão a quem é alérgico a marisco? É que, a primeira vez tem piada. A segunda ainda passa. Na terceira surge o sorriso amarelo. E a partir daí é só aborrecimento.

Será que estas pessoas eram aquelas, quando eram mais novas, que andavam sempre a desencaminhar os amigos certinhos e a querer leva-los para maus caminhos? Acredito que as pessoas queiram apenas brincar mas, em alguns casos, a brincadeira pode ser negativa para quem luta por algo e que, sendo influenciável, pode acabar por ceder. E isto aplica-se à dieta como a outra decisão qualquer, como por exemplo aquelas pessoas que decidem deixar de fumar e a quem andam sempre a oferecer cigarros.

testes parvos (mas irresistíveis) #1

Acho que todas as pessoas costumam deparar-se com testes sobre isto e sobre aquilo. Provas que desafiam as nossas capacidades motoras. E às quais ninguém consegue resistir, nem que seja porque no fim do mesmo lê-se algo como “ninguém consegue fazer”. Ao ler aquilo, queremos ser a pessoa que prova que ése trata de algo possível de ser feito. Mesmo que não seja. Enquanto tentamos provar que somos capazes de algo, fazemos figuras mais ou menos caricatas que nos fazem rir, tal como fazem rir quem observa aquilo que estamos a fazer. Foi a pensar nesses testes que foi criada esta rubrica. Vamos lá ao primeiro teste.

Quem nunca quis descobrir a “inteligência” do seu pé direito? Não é nada complicado. Bastam dois simples passos, que até podem ser feitos em frente ao computador. Primeiro passo: Esticar a perna direita e começar a fazer (no ar) círculos na direcção dos ponteiros do relógio. Segundo passo: enquanto se faz círculos, desenhar (igualmente no ar) um seis com a mão direita. Aposto que não conseguem desenhar o seis e manter o pé a fazer os círculos! Ou conseguem?

the late late night show with hsb #23 (especial)

Chris De Burgh -- Lady In Red


I've never seen you looking so gorgeous as you did tonight,
I've never seen you shine so bright, you were amazing,
I've never seen so many people want to be there by your side,
And when you turned to me and smiled, it took my breath away,
And I have never had such a feeling,
Such a feeling of complete and utter love, as I do tonight;

PS – Esta música é especialmente para ti, que este é o nosso número. Amo.te´nos muito. Quando ouvires, imagina que estamos a dançar os dois... cheek to cheek.

24.2.14

é possível separar a emoção da razão?

A vida é feita de decisões. Umas fáceis, outras complicadas e algumas delas que as pessoas dispensavam ter de tomar. E é bastante comum ouvir pessoas dizerem que tomaram decisões com base em dois factores: razão ou emoção. “Coloquei a emoção de lado e tomei esta decisão com base na razão”, diz-se. A minha dúvida é só uma: alguém consegue separar a razão da emoção? Ou seja, alguém consegue tomar decisões sem que o factor emocional esteja presente?

Pessoalmente, não acredito na razão sem emoção. Pelo simples facto de que aquilo que nos distingue enquanto pessoas são as emoções que vivem dentro de nós. E que são diferentes de pessoa para pessoa. A minha razão, tem por base, mesmo que seja numa dose mínima, a minha emoção. Que, por mais que tente, não a consigo separar da razão. A meu ver, é por isso que existem conversas onde ninguém se entende, apesar de todos acharem que têm razão e da razão de cada um ser diferente da razão que os outros defendem.

No caso do amor. Não deve existir uma única decisão tomada apenas com base na razão. E a vida sentimental de cada pessoa fala por si e é capaz de ser o melhor exemplo para isso. Se houvesse somente razão não existiam tantos momentos de dor no coração. Porque, sem emoção, seria tudo fácil de resolver. E assim não existiam problemas para ninguém. Mas, como existe emoção, o que aparenta mais simples acaba por se transformar no maior caos. Sendo que é esse caos que acaba por dar sentido à vida, fazendo com que as pessoas se diferenciem das outras.

E acho que o exemplo do amor aplica-se a quase tudo, para não dizer tudo, na vida. Acaba por ser a emoção de cada um que cria igualmente a razão de cada um. Sendo que existem razões que, apesar das diferentes nuances, são partilhadas por muitas pessoas. Para mim, razão sem emoção só existe em máquinas. Que não têm piada nenhuma quando comparadas com pessoas.

quem me explica a utilidade disto #18

Entrar numa sexshop é um terror para muitas pessoas. Que, quando o fazem, escondem-se e olham para todos os lados antes de entrarem na loja. Lá dentro, esperam pelos momentos em que ninguém está na loja para comprarem aquilo que queriam. No caso das mulheres, boa parte das compras são vibradores/dildos. Algo perfeitamente normal.

Pois bem, acabaram-se as visitas às lojas. É que, desde o ano passado, existe o Dildomaker. Em primeira análise, esta criação de Francesco Morackini parece um afia-lápis. Na verdade, é um objecto que transforma qualquer objecto num dildo. Só existem dois requisitos: comprimento e diâmetro. A partir daí, não existem limites. Galhos de árvores, salsichas, barras de queijo, gelados, batatas e até gelo. São dildos para todos os gostos, criados por um objecto feito a pensar no “prazer sexual” das pessoas.



Opções sem limites

Para os food lovers

Para os amantes da natureza

Para quem gosta de "dor" associada ao prazer

Não consegui encontrar nenhum preço para o Dildomaker. E a razão é simples: pelo que percebi trata-se apenas de um conceito e não de um artigo para comercializar. E ainda bem que assim é! Porque... qual é a mulher que quer um galho de árvore para dildo? Ou um gelado? Ou uma barra de queijo? Ou um bloco de gelo? Ou mesmo uma batata ou uma salsicha? À parte de acabar com os gastos em vibradores/dildos – o que provavelmente aumentava as idas às urgências para explicar coisas embaraçosas como ter um pedaço de uma barra de queijo dentro do corpo – alguém me explica a utilidade disto?

faca de dois legumes

Gosto de Paulo Fonseca. É um treinador que aprecio. Aliás, era uma das minhas opções para o Benfica – a par de Marco Silva – caso Jorge Jesus tivesse saído no final da época passada. Percebo a frustração dos adeptos do Porto. Afastados da Liga dos Campeões, numa posição frágil na Liga Europa, numa situação irremediável no campeonato – se o Benfica vencer hoje – e agarrados somente a duas taças (três se ganharem na Alemanha na quinta-feira). É muito pouco para quem se habituou a muito ao longo dos últimos anos. A equipa joga mal, muito mal e já tem mais derrotas do que ao longo dos últimos três campeonatos.

Nestes casos, o treinador é sempre o elo mais fraco. Mas, olhando de fora, não vejo Paulo Fonseca como o principal problema do Porto. O clube tem o pior plantel dos últimos anos. A equipa é uma tímida sombra do que foi num passado recente e raramente jogou bem esta época. Mas será que Paulo Fonseca é o único responsável disto? Será que foi Paulo Fonseca que quis comprar jogadores que não jogam? Será que lhe deram aquilo que pediu?

Na minha humilde opinião, Paulo Fonseca é apenas uma vítima naquilo que considero ser a guerra de sucessão pelo trono do clube. Pinto da Costa está cada vez mais perto da saída. É certo que é muito importante mas já não é o líder que era há dez ou vinte anos. E, com o aproximar do seu abandono, aumenta o número de candidatos ao seu lugar. E isso nota-se em diversas coisas do clube. O homem forte das finanças abandonou o barco. E nos negócios dos jogadores todos metem o bedelho. Uma coisa impensável no passado recente do clube.

Voltando a Paulo Fonseca. É um puto nisto dos treinadores. Em 2009 estava no Pinhalnovense. Na época passada faz a estreia na primeira divisão. Uma época de sonho com apenas quatro derrotas. O mal amado Vítor Pereira é despachado. O telefone toca. É o Porto a aliciar com um contrato. Não conheço Paulo Fonseca mas acredito o tipo de coisas que lhe passaram pela cabeça. É um projecto vencedor, um clube organizado com uma liderança forte que é campeão há dois anos. Além disso deve ter pensado na má época do Sporting e também no arrasador final de época do Benfica. Ou seja, analisando as coisas, era aquilo a que se chama uma aposta segura. E a época começou até começou bem.

Agora, vai de mal a pior. Diz-se que já pediu para sair três vezes e que Pinto da Costa não deixou. Algo normal num homem que se orgulha de não despedir treinadores. Mas, hoje, amanhã ou no final da época, Paulo Fonseca terá guia de marcha. E será a única vítima da insistência num casamento que está pior do que um em que o marido/mulher descobre que a mulher/marido o traiu com 1234123 pessoas diferentes.

Paulo Fonseca arriscou pouco ao aceitar ser treinador do Porto. Mas arrisca muito ao não abandonar o clube. E, aos 40 anos, pode entrar num período negro para a sua carreira. Basta ver o que aconteceu a José Peseiro, Domingos e Vítor Pereira (que ganhou títulos), apenas para dar dois exemplos, depois de más experiências em clubes de grande dimensão. Como não engolem o orgulho e não são capazes de treinar clubes modestos em Portugal por entenderem que são treinadores para “um grande” voltam-se para o mercado estrangeiro, onde abraçam projectos muito inferiores aos que têm em Portugal.

E, acredito que isto é o que irá acontecer a Paulo Fonseca. Vai sair tão “queimado” do Porto que irá treinar um clube qualquer acabo em “ior” de quem nunca ninguém ouviu falar e que disputa os últimos lugares de um campeonato qualquer. Como dizia Jaime Pacheco, o mítico treinador do Boavista, há coisas no futebol que são autênticas “facas de dois legumes.” Usando a expressão correcta, Paulo Fonseca já sentiu os dois gumes da mesma faca. Espero que Marco Silva não caia no mesmo erro. E que suba com calma. É certo que existem oportunidades que não aparecem duas vezes. Mas há algumas que é melhor deixar passar porque matam todas as que se podem seguir.

Quanto ao Porto, acredito que a guerra pela sucessão pode levar ao descalabro do clube e a uma travessia no deserto, com mais épocas iguais ao rumo que esta está a levar. Mas isso, só o tempo o dirá. Mas é um facto que necessito de um grande exercício de memória para recordar uma época destas no clube que tem dominado o futebol português ao longo dos últimos anos. Tal como é um facto que grandes clubes europeus vivem anos maus depois de grandes épocas.

E já me esquecia do Evandro.
Num passado recente estive à conversa com Evandro, o jogador do Estoril que marcou o golo ontem. Quem não sabe, este jogador veio para o Estoril apenas para manter a forma até encontrar um clube. Acabou por ser inscrito. E desde então que faz a diferença. Existem jogadores que vivem o momento e pensam na fama momentânea. Evandro não. Tem os pés bem assentes no chão. Sabe que as coisas acontecem quando tiverem de acontecer. E acredito que no final da época dará o salto para um clube de outra dimensão.

Para se ver o tipo de pessoa que é, recordo um momento que me deu a conhecer e que viveu aos 14 anos, altura em que já vivia fora de casa atrás do sonho de ser jogador de futebol. “Se eu ligar a chorar com saudades, não me venhas buscar”, foi o que disse ao pai, num telefonema. Força Evandro. Vais longe. E até espero que não seja muito longe. Entras na A5 e em minutos estás no Estádio da Luz!  

vale a pena e se eu fosse um deles seria assim

Ontem fui ver O Filme Lego, que estreia nas salas de cinema na próxima quinta-feira. Apesar do convite ter sido feito a pensar na minha sobrinha, confesso que quem estava mais excitado com o filme era eu, que serei um eterno apaixonado pelo universo Lego. Estava bastante curioso para descobrir o resultado de um filme montado peça a peça. E saí do São Jorge, em Lisboa, com as expectativas mais do que superadas.

Adorei ver figuras que tenho em casa e com que ocasionalmente ainda brinco. Mas, mais do que isso, misturou-se na perfeição o encanto de um conto de fadas, a acção de um thriller, o humor da melhor das comédias e até o romance de mais apaixonante história de amor. Em traços gerais estes são os ingredientes deste filme que recupera um vasto leque de heróis que fazem parte do imaginário de muitos adultos e que os mais novos também adoram.

É impossível também não destacar a mestria de fazer um filme de animação, com alguns momentos reais, com base em peças Lego. É certo que se trata de um filme feito a pensar nos mais novos mas quase que aposto que nenhum adulto sairá da sala de cinema com a sensação de que foi apenas acompanhar alguém mais novo. Não quero falar muito do filme mas, para abrir o apetite, digo apenas que não devo voltar a ver o Batman num registo destes.

Assumo que nos filmes de animação gosto sempre de ver as versões originais quando têm actores que aprecio, como é o caso deste que conta com Morgan Freeman, Jonah Hill, Elizabeth Banks, Will Ferrell e Will Arnett. Porém, gostei da versão dobrada em português com as vozes de, entre outros, Diogo Infante e Jorge Corrula. Este é daqueles filmes que merecem ser vistos no cinema e é com muito gosto que digo que está confirmada a sequela, para 26 de Maio de 2017, depois do enorme sucesso de bilheteira que está a ser o filme.




Até à estreia, naveguem pelo site do filme e aproveitem para criar o vosso próprio boneco Lego. Eu, provavelmente seria assim.

the late late night show with hsb #22

Brian McFadden - Real To Me

Para quem vive de aparências. Para quem finge ser feliz. Para quem não tem coragem de mudar de vida.

23.2.14

lazy weekend

Vista da janela

Um pouco de futebol

Vista da janela

Antestreia de O Filme Lego com duas das mulheres da minha vida

A caminho da "minha" margem

Costa de Caparica

the late late night show with hsb #21

John Newman - Losing Sleep

Para quem não consegue dormir. Para quem sente borboletas no estômago. Para quem tem medo de deixar de ser amado.

22.2.14

papas, nódoas e provavelmente falta de jeito

Eu - Vou comer uma papa de fruta. Queres uma?

Ela - Sim, pode ser.

Eu - Tem cuidado a abrir. No outro dia abri uma que me sujou a camisa toda. E a minutos de ir para um trabalho. Felizmente, limpei e a papa não deixou nódoas. Isso é um perigo.

Ela - Ok!

Depois, abriu a papa com a maior tranquilidade do mundo. Nem um único salpico. Olhou para mim triunfante, como se fosse o Mourinho com a taça da Liga dos Campeões nas mãos.

Ela - Como vês é fácil de abrir. Quando tiveres um filho vais andar todo sujo e ele limpinho.

Não disse nada. Mas dou-lhe razão.

Enviado do meu iPhone

the late late night show with hsb #20

Drake feat Majid Jordan - Hold On, We're Going Home

Para quem precisa de paz. Para quem veste uma segunda pele. Para quem quer acalmar alguém.

21.2.14

pensamento da semana #18


Existem pessoas que passam a vida à espera do momento certo, seja lá o que isso for. “Está ali o rapaz/rapariga de quem gosto”, dizem. “Vai lá falar com ele/ela”, ouvem de volta. “Não vou nada. Não é o momento certo”, respondem. E isto aplica-se a tantos domínios da vida como a procura de um melhor emprego ou uma mudança no rumo que se estava a seguir. E essas pessoas vão deixando passar o tempo e as oportunidades, sempre à espera do tal momento perfeito para um “leap of faith”. O momento está lá. Só é preciso coragem e determinação para que seja perfeito. E isso depende, na maior parte dos casos, de cada um.

é de aproveitar...

Hoje é sexta-feira. Aquele que será, para a maioria das pessoas, o dia mais desejado da semana. Aquele em que muitas pessoas têm autorização para se libertar das roupas mais formais que usam de segunda a quinta. Um dia em que muitos amigos combinam programas. E a porta de acesso a dois dias de descanso. Por isso, é de aproveitar que daqui a pouco já é segunda-feira novamente.

A primeira reacção

A segunda reacção

O dia mais desejado para quem trabalha com roupa formal

Longos minutos a pensar na saída de mais logo

E fica apenas uma dica

PS - Uma palavra de apreço para todas as pessoas que passam ao lado deste dia, que é apenas mais um pois amanhã continua a ser dia de trabalho. Trabalhei alguns anos em lojas e sei qual é a sensação de que a sexta-feira seja apenas mais um dia no calendário.

o que é feito de? #2

Quando era mais novo deu-se a febre das tatuagens. Recordo-me de que, nos homens era muito comum, ver tatuagens com arame farpado que se enrolava à volta, maioritariamente, do braço. Lembro-me também que era habitual ver mulheres que exibiam corações ou rosas, que tinham tatuado no peito. Não consegui encontrar nenhuma foto que exemplificasse o que quero dizer – a mais aproximada foi esta – mas alguém me sabe dizer o que é feito dessas características tatuagens?


mixtape #4

Hoje, por aqui é dia de cinema e de leituras. Os filmes chegam em dose tripla. Podiam ser mais. Cinco, se não me engano. Mas prefiro centrar-me nos três primeiros. Refiro-me à saga Karate Kid. Os filmes têm estado a dar na televisão e com as viagens temporais é possível ver e rever as aventuras de Daniel e de Mr. Miyagi. Quanto a vocês não sei mas aprendo sempre algo novo quando vejo estes filmes. Ensinamentos dos anos oitenta que ainda estão actuais. E o que dizer das músicas You´re The Best Around, de Joe Esposito e The Glory of Love, de Peter Cetera? Tudo fantástico.



Nas leituras, a viagem temporal é ainda mais longa. Recuo até 1859, o ano da primeira edição do livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin. Mais uma vez, trata-se de uma obra bastante antiga mas muito actual. Quem se der ao trabalho de a ler irá perceber muito melhor a sociedade onde está inserido, os diferentes tipos de pessoas que existem e os motivos pelos quais algumas ficam para trás na evolução. Ficam as sugestões.


the late late night show with hsb #19

Grupo de Baile – Patchouly

Para quem gosta de perfume. Para quem não resiste ao charme. Para quem cantava oh oh oh.

20.2.14

sonhar alto vs não tirar os pés do chão

Num destes dias falava com um amigo sobre os sonhos de vida das pessoas. A conversa teve início por causa dos objectivos de vida de duas pessoas que conhecemos. Que são básicos e simples. Isto, no sentido de que não são nada complicados de alcançar. São coisas que, com um empenho nada extraordinário se alcançam.

Para mim, pessoas que sonham sem tirar os pés do chão, são pessoas que não se desiludem em demasia caso não alcancem o pouco (que para elas até poderá ser muito) que desejam. As metas são fáceis de alcançar. Exigem trabalho mas estão ali bem perto, à distância de três passos. Com empenho são facilmente alcançáveis. E, quando o conseguem, essas pessoas atingiram aquilo que mais queriam na vida. Missão bem sucedida. Quando não se consegue, a desilusão não é devastadora porque o objectivo não era nada de extraordinário.

Na extremidade oposta, estão as pessoas que sonham alto. Por exemplo, é aquele miúdo que não sonha ser jogador de futebol do “cascalheiros futebol clube” mas sim ser representar Portugal num Mundial. É aquela menina que não sonha ser actriz e cantora mas sim ser a estrela maior de um musical da Broadway. A este menino e menina, quase toda a gente vai dizer que nunca vão lá chegar. Mas vão continuar a lutar por isso. Sendo que, caso não o consigam, vão sofrer uma grande desilusão. Que até pode ser atenuada com a aplicação e entrega a um sonho gigante.

Acredito que exista quem veja as coisas de uma perspectiva diferente da minha. Ou seja, que defenda que a maior desilusão é das pessoas que sonham baixo. Porque, tendo um objectivo simples, não o alcançaram. Ao contrário de quem se empenhou muito num sonho gigante, que quase toda a gente considera impossível de alcançar. E talvez a minha perspectiva esteja relacionada com o facto de fazer parte do grupo que sonha com os pés longe do chão.

Quando era puto, queria ser jogador. Mas queria jogar no Benfica. Só me interessava isso. Não consegui. Joguei contra o Benfica várias vezes e estive num jogo da antiga Segunda Divisão B (Zona Sul). Não me dei por contente. E adaptei os meus sonhos a outra realidade. Mas sempre a sonhar alto. Entrei no mundo da comunicação social, onde tenho os meus sonhos ou objectivos, se preferirem. Mais uma vez altos. Caso não chegue lá, irei encontrar outros.

Por outras palavras, a minha forma de lidar com a desilusão de metas não alcançadas passa encontrar novos objectivos. Mas sempre num patamar alto. Que isso de sonhar com os pés do chão, contentando-se com pouco não é para mim. Acredito que as desilusões podem ser maiores. E num número mais elevado. Mas recuso-me a sonhar com os pés no chão e a estabelecer como meta dar três passos. Prefiro acreditar que vou mais além, mesmo que o mundo inteiro me diga que devia pensar apenas nos três passos que todos podem dar. Porque, se todos podem dar e se é algo que todos conseguem fazer, eu prefiro pensar mais além e tentar chegar onde poucos chegam. Mesmo que nunca lá chegue. 

is this love? (capítulo quinze)


Alexandra tinha saído do consultório há aproximadamente meia hora. Mas não tinha rumado até casa. Continuava a deambular pelo jardim situado nas proximidades da clínica. Local onde tinha brincado, em pequena, algumas vezes com o seu pai nos dias em que a mãe tinha consulta. Irrequieta, não aguentava mais de dez minutos quieta e o jardim era a única solução que o pai encontrava. Apesar daquele espaço lhe trazer boas memórias, não se lembrava de nenhuma. Só pensava nas palavras da ginecologista.

Enquanto os alertas da médica ecoavam na sua cabeça pensava se estaria tudo bem consigo. Melhor, acreditava que tudo estava mal consigo. Desde tenra idade que Alexandra tinha a mania das doenças. Ao mínimo sintoma imaginava o final do mundo e da sua vida da forma mais trágica e cruel possível. Neste caso, o pânico era a dobrar. Temia por si e sobretudo pelo bebé. “E agora? O que vai ser de nós”, dizia vezes sem conta num tom de voz mais alto do que imaginava, o que fazia com que as pessoas do jardim olhassem para a mulher que não parava quieta enquanto falava sozinha.

Quase três horas depois do final da consulta chegou a casa. Assim que entrou, deu de caras com Miguel que olhava para si de forma assustada. “Será que se nota que tenho algum problema?”, pensou Alexandra, num dos típicos momentos em que era controlada pela mania das doenças. “Só agora? Já estava a ficar preocupado contigo. Está tudo bem?”, perguntou Miguel. “Só agora! Como assim?”, respondeu, não tendo a mínima noção de que a consulta já tinha terminado há muito. “Sim, a consulta não era às três? Já passa das seis. Estava preocupado”, disse.

Alexandra ficou mais aliviada e para esconder a sua mania das doenças optou por improvisar e mentir para se justificar. “Aquilo atrasou muito. Já estava farta de esperar. E a consulta foi muito demorada. Levei um raspanete porque não ia lá há muito”, referiu. “E está tudo bem com vocês?”, insistiu Miguel. “Sim. Mas como andava desleixada com as idas à ginecologista vou ter de fazer umas análises complementares. Amanhã trato disso”, disse Alexandra.

Miguel respirou de alívio. Já Alexandra, fazia os possíveis para esconder a sua faceta que dava a entender que tudo estaria mal. O resto do dia foi passado assim. Com Alexandra noutro planeta onde só existem doenças e mais doenças. Miguel dormiu praticamente a noite toda com a mão apoiada na barriga da namorada. Alexandra estava sempre a acordar por causa dos nervos e da ansiedade. Pouco passava das seis da manhã quando Miguel acordou com barulhos que ouvia.

Era Alexandra que já se despachava para fazer as análises. “Que estás a fazer a esta hora?”, perguntou Miguel. “Estou a despachar-me para ir para a clínica. Sabes que abre às oito e quero ser das primeiras para me despachar”, justificou. Miguel riu-se. “Mas ainda nem são sete horas e a clínica fica a dez minutos daqui”, acrescentou enquanto olhava para o relógio. “Anda deitar-te mais um pouco hipocondríaca. Ou deves pensar que não sei que estás toda nervosa com medo de que algo esteja mal”, disse. “Parvo!”, foi o que Alexandra disse enquanto atirava uma almofada para cima do namorado.

Vinte minutos depois da sete e Alexandra já estava à porta do posto. Tinha sido a primeira a chegar. Poucos minutos depois chegavam duas velhotas. “Bom dia menina! Também está com medo de que venha muita gente?”, perguntou uma dela. “Bom dia! É verdade. Quero despachar-me porque vai ser um dia muito comprido para mim”, respondeu, mentindo. “É pouco comum ver aqui meninas da sua idade a esta hora. Nós já somos clientes da casa, não é Alzira?”, disse, provocando um sorriso geral. “Daqui a pouco devem chegar mais pessoas mas tudo da nossa idade”, acrescentou. E assim foi.

Às oito já estava mais de uma dezena pessoas mais velhas à porta da clínica. Alexandra era a única da sua faixa etária. Mas dava-se por contente. Ia ser a primeira a ser atendida e isso era o que mais queria. Meia hora depois estava despachada. “Quando é que os resultados chegam?”, perguntou. “Assim que chegarem recebe uma mensagem para os vir levantar mas deve ser coisa de três dias, no máximo”, disse a funcionária.

As horas foram passando. Os nervos não se alteravam. “O que será que tenho? Nunca mais mandam a maldita mensagem”, disse para os seus botões, no próprio dia que tinha ido à clínica. O tempo foi passando. Nada mudava. Os mesmos nervos. As mesmas questões. Até que ao segundo dia o telemóvel tocou. “Chegaram os resultados dos seus exames. Pode passar na clínica para levantar os mesmos. Obrigado”, foi o que leu. Depois, foi a correr para a clínica.

Apesar de ter a mania das doenças, Alexandra era incapaz de ver os resultados dos exames e análises que fazia. Nem sequer tinha coragem de tentar ver se os valores estavam dentro do que é normal. Assim que saiu da clínica, ligou para a ginecologista. “Já tenho os resultados. Quando posso marcar a consulta?”, perguntou. “Foste rápida Xaninha. Ainda bem! Tive uma desistência e tenho vaga daqui a duas horas. Podes vir?”, disse. “Claro que sim. Até já.” Desligou o telemóvel foi logo para a clínica. Quando faltava uma hora e meia para a consulta.

“Já por aqui?”, perguntou a assistente. “Estava perto e não tinha nada para fazer”, respondeu, mentindo novamente. Até que chegou a sua vez. “Pode entrar agora”, foi o que ouviu. O seu coração batia mais rápido do que nunca. “Olá Xaninha! Tudo bem? Senta-te e mostra lá os resultados daquilo que te pedi”, acrescentou a médica. Num gesto extremamente rápido, Alexandra entregou o envelope à médica. Fitou os seus olhos enquanto fazia figas com as mãos escondidas do olhar da sua ginecologista.

“Ora bem. Deixa cá ver”, disse a médica com aquele ar característico dos médicos que observam resultados de exames à frente dos pacientes enquanto arrastam a voz. Alexandra respirava fundo. “Está tudo bem”, foi o que ouvi da médica, para seu alívio. “Mas a partir de agora não aceito desleixo nenhum. Combinado?”, perguntou. “Claro que sim. Pode ficar descansada”, disse Alexandra. À saída, fala com a Carla que te irá dizer quando tens de vir cá novamente. Alexandra assim o fez. Mas nem se lembra de o ter feito.

Já na rua, ligou a Miguel. “Já tive consulta e está tudo bem comigo e com o bebé”, disse com um enorme sorriso no rosto. “Ainda bem. Sei que deves ter ficado bastante nervosa. Agora relaxas. Até já, amo-te muito”, referiu Miguel. Mas Alexandra não relaxava. A dúvida que a consumia agora era outra. “Menino ou menina? Queria uma menina”, era aquilo em que pensava.

há por aí geocachers?

Ouvi falar pela primeira vez em geocaching. Que, pelo que percebi, é uma actividade ao ar livre em que se utiliza um gps para se encontrar as diferentes caches, que podem ser pequenas caixas que contêm objectos e cujo acesso está separado por diferentes patamares de dificuldade. Existem desse lado geocachers que possam explicar mais detalhadamente o que é afinal o geoaching? É que fiquei com a ideia de que é uma coisa bastante divertida e que está presente em todo o lado.

passar fome

Ontem, revelei no blogue que estava, pela primeira vez na minha vida, a fazer uma dieta. Antes disso, já tinha dito a algumas pessoas que estava a submeter-me aquilo que considero uma reeducação alimentar. Desde então ouço coisas como: “estás a passar fome”, “só comes peixe”, “que comprimidos tomas para perder peso”, “só comes barritas”, “tiveste que deixar de comer”, “aposto que só comes sopa” e por aí fora com outras coisas dentro do mesmo género.

Acho que é por causa de pensamentos como estes que muitas pessoas têm uma ideia errada do que é uma dieta. Existe uma ideia, muito vincada, de que estar submetido a um regime alimentar é passar fome. Quando, o objectivo é exactamente o inverso. No meu caso, faço seis refeições por dia, sendo que posso fazer uma sétima, caso tenha fome. Um dos erros que cometia era fazer menos refeições. Isso fazia com que, por exemplo, chegasse ao jantar com fome e comesse muito. Assim, com este número de refeições estou sempre saciado.

Dando ainda o meu caso como exemplo, não estou a tomar um único comprimido para perder peso. Nem como só peixe. Nem me alimento de barritas. Nem tive de fechar a boca e nem sequer me alimento apenas de sopa. A minha dieta tem peixe, mas também tem carne (branca e vermelha). Tem sushi (uma das coisas que mais comia durante a semana), tem queijo e tem fiambre. Até tem chocolate (que ainda não senti necessidade de comer) e bebidas alcoólicas. Ou seja, não passo fome. Muito pelo contrário.

Aquilo que acontece é que como as coisas certas na hora adequada, com um controlo de calorias. Não mais do que isso. Não abuso de coisas calóricas antes de me ir deitar. Evito doces e fritos. E guardo o álcool para situações sociais. Acho que, quando algumas pessoas destruírem o mito de que uma dieta passa por comprimidos e por longos períodos sem comer, vão passar a olhar para os regimes alimentares de uma forma completamente diferente e construtiva.

agora escrevo eu #27

Existem pessoas que passam o tempo a lamuriar-se das coisas da vida. Pessoas que entendem ter os maiores problemas do mundo. Para essas pessoas tudo é um caso de vida ou de morte, quando na realidade a maior parte dos seus problemas não passam de coisas simples. São aquilo a que se costuma chamar uma tempestade num copo de água. Este texto, cuja autora me pediu o anonimato, é, num primeiro impacto, um forte murro no estômago. Depois, cabe a cada pessoa que tiver oportunidade de o ler, transforma-lo numa sábia lição de vida. Pode parecer um simples texto mas é muito mais do que isso.

Uma palavra especial de apreço para a autora. Obrigado por teres desistido da ideia de não partilhar aquilo que escreveste e que, a meu ver, muitas pessoas precisam de ouvir ou necessitam de alguém que tenha coragem de lhes dizer aquilo que aqui transmites. Muito obrigado.

“Ninguém sabe prever quando termina, nem como a viagem, apesar de pensarmos que sim, que sabemos, por vezes até temos a arrogância de ter certezas, no fundo só queríamos era ter o dom de fazermos com que na nossa vida só acontecessem coisas boas, a nós e a todos aqueles que amamos.

Mas o livre arbítrio da vida aparece e acaba, no meu caso, com uma história de amor de 30 anos, entre colegas de escola, amigos e mais tarde namorados apaixonados e unidos pelo amor e vivência de casados e pais. Em poucos segundos, o que até aí era uma tarde perfeita de férias de Verão, a que era o tempo de desfrute da praia, de dias a dois, muito namoro, muitas fotografias, muitos passeios pela Meia-Praia, por Lagos, por Marvão, noites frescas e estreladas, sol a escaldar e banhos de mar, tempo de amanhãs, o coração traiu um dos passageiros e assim termina a viagem e a minha história de amor. Ficámos a 20 dias de comemorar e festejar 24 anos de casados, até àquela tarde tínhamos tempo, falávamos no futuro, íamos fazer e acontecer. Mas não tivemos sequer uma segunda oportunidade, a vida foi inesperada e brutalmente interrompida. O meu marido morreu de paragem cardio-respiratória um mês depois de fazer 48 anos.

Por isso tenho a ousadia e infelizmente legitimidade para vos dizer que se deixem de "mariquices" e vivam as vossas vidas numa de paz e amor.”

the late late night show with hsb #18

Suzanne Vega - Luka

Para quem gosta dos vizinhos. Para quem pensa nos vizinhos antigos. Para quem ama um vizinho.

19.2.14

e agora? o que lhe faço na cama?

Existem mulheres que se queixam dos homens. Dizem que eles nada sabem fazer na intimidade, de modo a lhes dar prazer. Por sua vez, existem homens que se queixam das mulheres. Que são umas desajeitadas que nada sabem fazer na cama de modo a proporcionar-lhes prazer. A culpa disto é, em parte, da internet e das inovações online.

Brinquedos como este, que funcionam online, prometem recriar as sensações do acto sexual. Garantem que a pessoa irá sentir o mesmo, independentemente de estar a milhares de quilómetros de distância de outra pessoa. É tudo fácil. E as pessoas acreditam.

Enquanto existirem pessoas a acreditar que carregar em teclas do iPhone para comandar aparelhos ausentes de sentimentos ou reacções – já para não falar do calor humano – é o mesmo que ter uma verdadeira relação sexual com alguém, vão continuar a existir pessoas que não sabem o que fazer no momento em que têm alguém nu à sua frente. Pois, por mais que procurem, não vão encontrar nenhum botão que garante prazer imediato para ambos.

as opções no fundo do poço

Do meu ponto de vista, existem duas opções quando se está no fundo do poço. A primeira é olhar para baixo. Perceber que dali não se passa. Aceitar que se vai ficar por ali. E esperar que o tempo passe. Sempre a olhar para baixo, sempre a pensar que a vida é ali, naquela escuridão. Ou seja, não observar nada mais do que o problema. Acreditar que só existe o problema.

A segunda opção é olhar para cima. Observar os raios de Sol que vão dando alguma luz ao poço. E, a partir daí, procurar a melhor maneira para trepar o poço e sair dali. É ter como único objectivo sair da escuridão e ir para um sítio melhor, menos frio e muito mais acolhedor. É estar no problema a pensar apenas na solução. Tendo como objectivo deixar para trás aquilo que nos levou aquela posição.

Destas duas pessoas sou a segunda. Tenho os meus momentos maus. Aqueles em que olho para baixo. Mas, felizmente, rapidamente me concentro nas soluções para o problema. E é essa a mensagem que passo para os meus amigos, para aqueles que desabafam comigo. Até porque, uma pessoa que tem um problema, seja ele qual for, a última coisa que precisa de ouvir é “tens razão, estás mesmo na merda.” E dizer isso não é ajudar, é atirar areia para cima dessa pessoa.

Exceptuando a morte, acredito que tudo na vida tem solução. Pode dar muito trabalho, pode parecer impossível de alcançar mas a solução existe. E é uma pena que muitas pessoas, que têm muito mais força do que aquela que julgam, se deixem prender no fundo do poço. Acreditar é o primeiro passo para soltar as algemas. E, fazendo isso, tudo é possível.