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31.1.14

pensamento da semana #15


Gostos de coisas naturais. De olhares que atraem. De trocas de sorrisos que dizem muito mais do que mil palavras. De insinuações físicas. Do jogo do quero-te mas vou fingir que te ignoro. E sou contra coisas fabricadas. Detesto atenções pagas. E, quando é preciso forçar para acontecer, mais vale não ter.

eles vão lá estar. provavelmente eu também. e vocês?

No meu regresso ao Club Knock Out, em Vale Figueira, depois de cerca de dez anos de ausência, descobri os Sede Bandida, uma excelente banda de Coimbra. Fiquei fã e na altura partilhei algumas fotos no instragram (@homemsemblogue) e também no facebook do blogue. Na altura, os Sede Bandida despertaram alguma curiosidade nas pessoas, que me perguntaram diversas coisas sobre eles, nomeadamente onde podiam ser ouvidos. Pois bem, hoje, no Knock Out, é dia de tributo aos U2. Segundo me disseram, são os Sede Bandida que vão actuar. Portanto, eles vão lá estar. Provavelmente eu também. Apareçam. E peçam Hendrick´s! É bem servido e o preço – em comparação com outros sítios – é bem simpático. 

o que é feito de? #1

Existem objectos que nos marcam. Durante muitos anos, enquanto andava no carro nos meus pais, vislumbrava diversos autocolantes, colados nas outras viaturas pois lá em casa nunca se achou piada a ter autocolantes a adornar a viatura. Dos autocolantes – se esquecer aqueles com frases do estilo “buzina se achares que sou muito bom” - destaco dois. A cara da menina de chapéu e o mítico coelhinho da Playboy. Alguém me sabe dizer o que é feito destes autocolantes?


eu e as asneiras

Ontem, usei o blogue para desabafar. De forma, mais ou menos contida, escrevi o mesmo palavrão em diferentes línguas. Defendo que há momentos em que gritar um sonoro "foda-se" consegue ser algo bastante libertador. Mas a verdade é que não tenho por hábito dizê-lo em público.

Aliás, sou daqueles que chama a atenção de um amigo quando nota que este diz várias asneiras por frase. Sobretudo se for mulher. Pessoalmente, acho que uma mulher perde "classe" com coisas como estar sempre a dizer asneiras em público ou quando cospe na presença de outras pessoas.

Com isto não quero dizer que um homem fica "sexy" quando diz asneiras ou passa a vida a cuspir. Porque não fica. É igual para ambos os sexos. Mas, tenho as minhas excepções. Tenho os meus lugares sagrados onde não controlo a língua.

No carro
Quando estou a conduzir, e vou sozinho no carro, aproveito aqueles momentos para relaxar. Canto, danço e solto umas quantas asneiras.

A ver futebol
No estádio vale tudo. Para mim, um estádio de futebol é uma espécie de templo das asneiras onde não há diferenças entre os diferentes homens. Todos dizem asneiras.

A jogar futebol
Já estou mais controlado neste aspecto mas sempre disse muitas asneiras a jogar futebol. E levei muitos cartões à conta disso.

A jogar PlayStation
Quando a noite cai e o PES toma conta de mim com destaque para os jogos online. É a bola que vai ao poste, o golo falhado e a derrota com um único remate do adversário. Só podia resultar numa asneira.

Enviado do meu iPhone

30.1.14

momento de desabafo

fuck
baise
fok
qij
quái
carallo
ag fuck
joder
jebati
souložit
cazzo
јебати
Майната
sikme
apaan
fasz
naida
arraio
fick

Agora, que já tive o meu momento de desabafo, posso desligar o computador e fazer-me à estrada. Amanhã será um dia melhor. Mesmo que não seja, pelo menos será um dia diferente deste que caminha para o seu fim. Se for igual, haverá mais um momento de desabafo.  

is this love? (capítulo catorze)


Alexandra e Miguel permaneciam no carro. Ela, totalmente nua, deitada no peito dele. Que por sua vez estava com as calças de ganga puxadas para baixo, apoiadas nos All-Star vermelhos. E com as costas, despidas e ligeiramente transpiradas, apoiadas no banco que é de Alexandra, pois Miguel tem por hábito ser o condutor. O silêncio era tão profundo que se conseguiam ouvir as batidas dos corações de ambos. “Não te queres vestir? Ainda aparece aqui alguém e vê-nos neste estado”, disse Miguel. “Não faz mal. Deixa-me estar assim. Em paz. Gosto de sentir o movimento do teu peito quando respiras ao mesmo tempo que me embalas com as batidas do teu coração”, respondeu Alexandra.

Tentando mexer-se o mínimo possível, Miguel esticou-se para agarrar a t-shirt que estava amarrotada no banco de trás do carro. Como o banco onde estavam estava deitado ao máximo, não foi necessário um grande esforço para agarrar na peça de roupa que utilizou para tapar o tronco de Alexandra. “Estás com medo que me vejam nua?”, brincou ela. “O teu peito está encostado ao meu, por isso ninguém te vê as mamas. E, para verem o rabo tinham de se aproximar muito do carro passando certamente aquele limite que nos assusta e que faz com que entremos para o livro de recordes do Guinness como o casal que se vestiu mais depressa dentro de um carro, estando os dois no mesmo banco”, gracejou ele.

O silêncio apoderou-se novamente do carro. Os corações voltaram a ouvir-se. E a bater numa perfeita sintonia. Alexandra rapidamente se deixou dormir. Miguel garante que não. Diz que estava a fazer contas de cabeça. Mas a verdade é que ambos dormiram mais de uma hora dentro do carro. Alexandra foi a primeira a acordar. De frio. Depois foi a vez de Miguel. Que continuava a garantir estar acordado. Foi já a caminho de casa que Alexandra se lembrou que tinha algo para contar ao namorado. “É verdade. Tinha-me esquecido de te dizer que amanhã tenho consulta na ginecologista. Aliás, deve ir dar-me na cabeça que não vou lá há muito tempo”, referiu. “És sempre a mesma coisa. Pensei que o tempo a idade fossem mudar essa maneira de ser. Sabes que não gosto nada desse deixa andar”, resmungou Miguel.

Já na cama, Miguel aproximou-se da namorada. Alexandra estava quase a dormir. Miguel começou a insinuar-se. Acariciando o peito com a mão direita, ao mesmo tempo que colocava a mão esquerda por dentro das calças do pijama de Alexandra. “Estás insaciável?”, perguntou ela. “Não te resisto”, respondeu ele, usando todos os truques possíveis para despertar Alexandra. Algo que não exigiu muito esforço da sua parte pois o desejo dela era ainda maior do que o dele. Segundos depois Alexandra estava nua, tal como Miguel. Ouviram-se gemidos de prazer. De ambos, que não se importaram com a possibilidade dos vizinhos partilharem sonoramente aquele momento íntimo.

Quando Alexandra acordou, já Miguel estava pronto para sair de casa. “Não consigo ir contigo ao médico. Não me tinhas dito nada e não consigo desmarcar a reunião com o Jorge, por causa daquele projecto de que te falei que nos pode dar algum dinheiro”, explicou. “Eu sei”, disse Alexandra entre bocejos. “Boa sorte. Espero que tudo corra bem na reunião”, acrescentou. Miguel beijou Alexandra, despediu-se e saiu de casa. Já ela, voltou a adormecer. E na cama ficou mais algum tempo.

As horas foram passando. Alexandra chegou ao consultório. Nervosa pelo que iria ouvir da ginecologista da família. Afinal, quase que nem se lembrava da última vez que tinha ido a uma consulta de rotina. “Dona Alexandra, pode entrar”, ouviu da boca da assistente da Drª Ana Sousa. Assim que fechou a porta do consultório, ouviu logo a voz mulher que continuava a chamar-lhe Xaninha. “Bons olhos te vejam Xaninha. Andavas desaparecida”, disse. “Pois...”, respondeu Alexandra, dando aquela resposta típica de alguém que não sabe o que dizer. “Que te traz por cá? Consulta de rotina?”, perguntou. “Mais ou menos... Estou grávida”, soltou Alexandra.

“Grávida?!?”, foi o que a médica disse com uma cara de espanto que Alexandra nunca esquecerá. “Dá cá dois beijinhos Xaninha. Os meus parabéns. E agora vem a parte profissional. A gravidez foi planeada?”, inquiriu. “Não. Aconteceu. Mas estou muito feliz com esta gravidez”, revelou Alexandra. “Não era isso que queria insinuar. É que é aconselhável fazer alguns exames de rotina para perceber se está tudo ok com a mulher antes da gravidez. E tu, pelo que vejo aqui na tua ficha, não fazes exames há muitos anos”, disse. “Pois...”, foi aquilo que Alexandra disse novamente por não saber o que dizer de modo a alterar o ar de reprovação que via nos olhos da sua médica.

Além da conversa e do raspanete, Alexandra foi sujeita a alguns exames. Além disso, a médica solicitou ainda que fossem feitas algumas análises complementares, já que nada fazia há muito tempo. Quando tiveres os resultados das análises, marca consulta e volta cá. Alexandra saiu assustada do consultório. A conversa da médica tinha provocado um receio inesperado. “Será que está tudo bem comigo?”, foi a pergunta que fez dezenas de vezes enquanto se encaminhava para casa.

elas e os rabos deles

Recentemente vi uma entrevista de uma actriz, que recordava o momento em que conheceu o noivo. Dizia ela que tinha ficado a olhar fixamente para o rabo dele. Disse também que preferia, mil vezes, ver um homem afastar-se do que aproximar-se de si, só para poder olhar para o rabo. Isto, para realçar a importância que dá ao rabo de um homem.

Que os homens prestam especial atenção ao rabo das mulheres não é novidade nenhuma. Mas confesso que me surpreendeu a forma apaixonada como Gabrielle Union falou dos rabos masculinos. A minha surpresa não é o facto de uma mulher admirar o rabo de um homem mas nunca julguei que pudesse ser assim tão importante num primeiro encontro. Será que se trata de um “encanto” especial da actriz ou realmente as mulheres prestam muita atenção aos rabos deles?  

praxe e inspecção militar

As praxes continuam na ordem do dia. Já li muitas coisas. Já assisti a diversas reportagens sobre o tema. E já tive de escrever, profissionalmente, sobre o tema. Analiso a perspectiva de quem, provavelmente a quente, mete tudo no mesmo saco, defendendo que todas as praxes são violentas e humilhantes. Assimilo as ideias de quem entende que as praxes fazem parte de uma tradição académica que nada tem a ver com aquilo que aconteceu na praia do Meco.

Frequentei o curso de Ciências da Comunicação e da Cultura, variante de Jornalismo, na Universidade Lusófona, a mesma das seis vítimas da trágica madrugada de 15 de Dezembro. Contudo, não fui praxado. Pelo simples facto de que entrei na última fase de candidatura, numa altura em que as praxes já tinham acontecido. Pretendia outro curso mas já não fui a tempo para os pré-requisitos desse mesmo curso. Para não ficar um ano sem estudar, optei por comunicação. Ainda fui a tempo mas perdi a altura das praxes. Ao ter que escrever sobre o assunto, recorri a uma colega que viveu aquele ritual.

Tal como ela, defendo que existem dois factores que podem ser associados a algumas, reforço o termo algumas, praxes académicas. Refiro-me à humilhação que alguns veteranos fazem questão de aplicar aos caloiros. E o enorme desejo de aceitação de um grupo de miúdos que se vê inserido numa nova realidade, querendo – muitas vezes a todo o custo – fazer parte do grupo cool da universidade. Este desejo faz com que muitos caloiros aceitem tudo e mais alguma coisa. Até porque, os veteranos adeptos da humilhação, usam o argumento da exclusão ao longo do curso, para levar os jovens a submeterem-se a tudo e mais alguma coisa. Quando na realidade, quem não aceita ser praxado ou quem se recusa a determinadas coisas não é excluído de nada. Nem de jantares nem de festas. Tal como quem aceita ser humilhado não é melhor integrado na vida académica por causa disso. Mais depressa é gozado ao longo do curso do que outra coisa qualquer.

Depois, existem aqueles que gostam de humilhar os caloiros. Que, por sua vez, são, regra geral, pessoas que só conseguem impor-se perante alguém daquela forma. Pessoas que nunca se destacaram de nada nem de ninguém e que aproveitam aqueles dias para usarem e abusarem de um poder que alguém lhes conferiu e que poucos caloiros se atrevem a questionar. E isto faz-me lembrar a inspecção militar.

A minha inspecção militar dividiu-se em dois dias. Metade de um e metade de outro. O grupo era grande e fomos bem tratados pela maioria dos militares. Excepto por um. Que gritava connosco. Que nos tratava mal. Que ofendia se assim entendesse. Que se insinuava fisicamente para os mancebos. Algo que fazia com maior destaque nos momentos em que estava sozinho com o grupo de jovens que ali estava por obrigação. Contudo, este militar precisava de subir para um degrau para nos intimidar. Aqueles momentos, sobretudo quando estava sozinho e se exaltava muito mais, eram o espelho de tudo aquilo que os outros militares lhe faziam. Ele não estava a fazer nada mais do que aquilo que os outros lhe faziam diariamente. A solução para aquele militar foi vingar-se dos mancebos que, por mais que queiram, não o vão enfrentar, com receio do que possa acontecer.

Comparo este militar aos veteranos que transformam uma simpática tradição académica num perigoso jogo de humilhação e violência. São pessoas que usam os pequenos momentos de comando para se vingarem de todos os males que lhes fazem ao longo dos tempos. Porém, não posso assumir que todos os militares são igual aquele exemplar com quem me cruzei na inspecção militar. Tal como não posso garantir que todos os veteranos são iguais aos que só sabem recorrer à violência e humilhação. Colocar tudo no mesmo saco não é para mim.

Por exemplo, ouvi na rádio que, em Coimbra, as praxes são proibidas no horário das aulas, que são proibidas pinturas nos caloiros e que a violência está igualmente proibida. Ouvi um caloiro afirmar que foi graças às praxes que ficou a conhecer a vida académica de Coimbra e que ficou igualmente a conhecer as pessoas do seu curso. Revelou igualmente que nunca foi humilhado nem nada que se pareça. Será que estas pessoas merecem ser tratadas como criminosas por causa do comportamento inadequado de um grupo de anormais? Ou será mais justo que se condene, de forma severa, quem usa uma tradição académica para humilhar e tratar abaixo de cão jovens que aceitam a realidade que lhes é oferecida naqueles rituais.

Como referi no início do texto, não fui praxado na Lusófona. Mas fui praxado em quase todos os clubes onde joguei futebol. Fui igualmente praxado em estágios de futebol onde marquei presença e também em diversos empregos onde estive. E também praxei nestes cenários. Olhando para o passado, não me recordo de um único momento de humilhação. Só apenas bons momentos e muitas gargalhadas. E, quando assim é, nada há para corrigir ou condenar. Até porque, se o comportamento de algumas pessoas fosse assumido como regra geral, tinha que se acabar com muitas coisas no mundo.

dar não dói

Existem causas às quais é impossível ficar indiferente. Como sempre, este espaço serve para partilhar aquelas que me vão chegando e/ou que vou descobrindo. Sei que os tempos não estão fáceis para ninguém. Mas, a ideia é que cada um dê o pouco que pode à causa que quiser. Esqueçam a vergonha de dar pouco. Porque se um grande número de pessoas contribuir com um euro ou com cinquenta cêntimos pode chegar para fazer a diferença.

A Vitória do Vítor
O Vítor é portador de um síndrome raro, de nome Síndrome de Paraganglioma e Feocromocitoma Familiar, algo que provoca o aparecimento de tumores. Neste momento, o Vítor precisa de ajuda para angariar uma verba que lhe permita fazer um tratamento na Alemanha. Podem saber tudo sobre este homem cheio de vontade de viver aqui.

NIB – 0010 0000 5059 4660 0010 9

Vamos Ajudar o Tonel
O André Duarte, mais conhecido por Tonel, de 21 anos, tem um Gblioblastoma Multiforme de grau IV, considerado o tumor cerebral mais grave. O Tonel, que já venceu uma leucemia quando tinha apenas 11 anos, está internado na UCIC do Hospital Egas Moniz, há quase um mês e meio. O pai do Tonel faleceu no ano passado e agora, a mãe quer leva-lo à Alemanha onde existe um tratamento bastante útil. Mais informações aqui.

NIB - 0035 0298 0000 7327 4306 5

Ajudar a Inês
A Fili Marc Lojas está a ajudar a Inês Vilarinho Reis, uma jovem de 15 anos que sofre de um tumor raro. Como a quimioterapia não fez efeito, a mãe levou-a à Alemanha, onde fez tratamentos através da imunoterapia. Porém, os recursos esgotaram-se e a Inês precisa de ajuda para continuar a sua luta. Nesse sentido, por cada compra feita nas Fili Marc Lojas, um euro será doado à Inês. Mais informações aqui e aqui.

NIB - 0038 0360 3001 4094 7711 5

Ajudar os animais
No próximo Sábado (1 de Fevereiro), o Grupo de Voluntários no Canil/Gatil Municipal do Seixal vai estar no Shopping Rio Sul (Continente Fogueteiro/Seixal), junto aos tapetes rolantes (piso -1, perto da SmartCartridge) entre as 09h e as 23h, para campanha de recolha de donativos (rações, areias, mantas, casotas, coleiras, trelas, medicamentos, resguardos, transportadoras, etc), angariação de sócios/voluntários e divulgação do nosso trabalho. A situação está cada vez mais caótica, todos os dias nos deparamos com mais animais feridos, famintos. Também recebemos diariamente pedidos de apoio de pessoas que não querendo deixar os seus amigos precisam de ajuda para os alimentar e por vezes tratar. Não queremos virar as costas mas, sem apoios as nossas capacidades de resposta estão cada vez mais esgotadas. Por favor, ajudem-nos a ajudar. Um saco de areia, um saco de ração, uma comprinha na nossa banca, 50 cêntimos, tudo ajuda, tudo conta. Mais informações aqui.

agora escrevo eu #25

A emigração é um tema que já passou por este espaço. Desta vez, a Vera junta a emigração à utilidade dos blogues. Para aqueles que pensam que os blogues não servem para nada, partilho um belo exemplo de algo bom e mágico que pode ser facilmente alcançado com um blogue.

“Eu, tal como muitos outros, sou uma portuguesa que decidiu emigrar. Em Portugal trabalhava num call-center, que não é de todo vergonha nenhuma mas não foi para isso que estudei e dediquei tanto tempo e dinheiro. Há um ano e meio surgiu a possibilidade de vir para Amesterdão fazer um estágio, cujo objectivo seria mostrar as minhas capacidades e caso me saísse bem tentaria obter um contrato. Assim foi, estou com contrato há quatro meses.

O tempo foi passando e alguns amigos sugeriram que eu criasse um blog por diversos motivos, nem todos têm facebook outros têm mas assim também poderia partilhar as experiências com outras pessoas. Não foi à primeira que tomei a decisão porque eu não gosto de hobbies com obrigações, mas lá me convenci e desde Agosto existe loveadventurehappiness.blogspot.pt contando com quase 7000 visualizações, que não estava de todo à espera! Algo bom nos blogues é a troca de experiências com pessoas que estão na mesma situação que nós, Tenho várias bloguers que me seguem e eu a elas. É constante a troca de mensagens, comentários e sugestões…

Para quem pensa emigrar, não me arrependo em nada, os meus pais e amigos dizem que foi o melhor que fiz mas… não é fácil, nada mesmo, principalmente se não forem com alguém. Eu já tenho o meu namorado comigo e antes disso vivia com os meus primos que são fantásticos mas mesmo assim não é fácil…E basicamente é isto, falei um pouco sobre mim e se quiserem saber mais podem sempre espreitar o blog e conhecer um pouco mais de mim, das minhas aventuras e desventuras enquanto procuro o meu lugar ao sol, ou neste pais mais o meu lugar à chuva e frio, mas tem valido a pena :D”

the late late night show with hsb #2

Bob Sinclair – Cinderella (She Said Her Name)

Para desejar. Para dançar. Para despir. Para amar.  

29.1.14

medidores de carácter

Nas costas dos outros vejo as minhas. É uma máxima que me acompanha há muito tempo. E na qual penso sempre que ouço alguém falar mal de pessoas que não estão presentes. Porque, quem faz isto uma vez e com uma pessoa, faz as vezes que forem necessárias e com quantas pessoas for preciso. Este é um dos meus principais medidores de carácter.

Hoje, li algo que é igualmente um extraordinário medidor de carácter. De forma resumida, aquilo que li, defende que a forma como uma pessoa trata alguém que não lhe traz qualquer benefício serve para perceber o carácter dessa mesma pessoa. E não posso concordar mais com isto. Porque, não existe qualquer dúvida de que o comportamento adoptado nessas ocasiões mostra aquilo de que uma pessoa é feita.

É fácil tratar muito bem alguém que nos pode dar algo em troca. Alguém que será um meio para atingir um fim. E o comportamento adoptado nessas alturas leva, muitas vezes de forma errada, alguém a elogiar uma pessoa pelo que faz. “É mesmo boa pessoa”, dizem, tendo por base atitudes e acções que não passam de um meio para atingir um fim. Depois do objectivo alcançado, as pessoas mudam. “Não pensava que fosse assim”, é o lamento que se ouve. Mas, cair neste erro é algo fácil de acontecer por qualquer pessoa que acredite em alguém. E acredito que todas as pessoas já passaram por uma desilusão destas.

Outra coisa completamente diferente é observar o comportamento de alguém perante uma pessoa que não lhe dará qualquer benefício. Ou perante alguém com quem não existe qualquer tipo de relacionamento. Neste cenário, a pessoa mostra a fibra de que realmente é feita. Para o bem e para o mal. E esta análise é mais fácil de fazer do que roubar um doce a uma criança.

vou ter de levar contigo outra vez...

Tive de levar contigo durante as seis temporadas de Lost. Era Sawyer para aqui, Sawyer para ali. E assim foi durante o tempo que durou uma das séries mais fantásticas que vi. Enquanto vi Lost, senti que Josh Holloway vivia lá em casa. Eram os toques com o cotovelo quando ele aparecia em tronco nu. E mais umas quantas frases. “Coitadinho do Sawyer”, era o que ouvia quando o personagem levava porrada. “Coitadinho do Sawyer”, era o que ouvia quando ele era colocado de parte pelos outros. Entre muitas outras coisas.

Quando não era o Sawyer, era o Jack (Matthew Fox). Parecia que estavam os dois no sofá lá de casa a ver a série connosco, para alegria da minha mulher. Como não faço parte do grupo de fãs de Kate (Evangeline Lilly), acho que é gira mas nada mais do que isso, pouco podia fazer para picar a minha mulher. Algo que acontecia apenas quando Sun (Yunjin Kim) se soltou mais. Como aprecio imenso a sua beleza oriental, aproveitava esses momentos para dar troco à minha mulher. Com o final da série, Sawyer e Jack abandonaram, finalmente, a minha casa.

Até que em 2011 vou ao cinema com a minha mulher ver Missão Impossível: Operação Fantasma. Logo no início do filme quem é que aparece? O Sawyer. Foi uma alegria para a minha mulher. Que durou pouco porque o personagem morre logo no início do filme, aparecendo apenas mais uma vez, se não estou enganado, durante o filme. E nunca mais ouvi falar do Sawyer.

Já este ano, foi a vez de ver, mais uma vez com a minha mulher, Eu, Alex Cross. Neste filme não há Sawyer mas há Jack. Que aparece muito magro e musculado. Além disso faz papel de mau. Que mudou a opinião da minha mulher em relação a Matthew Fox. Para mim foi uma alegria. Bruno 2 – Sawyer e Jack – 0.

Nestes dias, estava a folhear uma revista quando vejo uma publicidade da Fox. Falava de qualquer coisa relacionada com inteligência. Percebi que era uma série e, preparando-me para o que aí vinha, enviei um email à minha mulher.

“Vai estrear uma série na Fox com o teu amigo Sawyer”, foi o que escrevi.

“Quando? Sobre o quê?”, respondeu com entusiasmo.

“O anúncio só diz “inteligência, a arma secreta da Fox” e tem uma imagem dele”, expliquei.

Hoje, às 22h25 começa a série Inteligência, na Fox. Josh Holloway, o eterno Sawyer, é o protagonista. Lá estarei no sofá, ao lado da minha mulher. Na esperança de que a série seja boa. A cotação do IMDB diz que sim. Bem-Vindo a casa Sawyer. Põe-te à vontade. E que tragas mulheres bonitas contigo para que eu tenha algo a dizer quando a minha mulher começar a suspirar com algo que faças. Obrigado.

o que não fazer num primeiro encontro ou uma lição para este tipo de mulheres?

Esta história verídica envolve Adnan Januzaj e Melissa McKenzie. Para quem não sabe, Januzaj é um jovem jogador do Manchester United, de apenas 18 anos. E, apesar da tenra idade, é já disputado pelos maiores clubes europeus. Além disso, tem uma conta bancária bastante choruda. Melissa McKenzie é uma jovem igual a tantas outras.

Melissa meteu conversa com Januzaj numa qualquer rede social. Conversa puxa conversa e acabaram por combinar um encontro. Até aqui, nada de anormal. Certamente que não foram os primeiros nem vão ser os últimos a combinar um encontro após uma conversa online. Depois de combinar o encontro, Melissa ficou toda contente e meteu na cabeça que Januzaj a iria buscar a casa num vistoso carro topo de gama.

Até que o jogador pede que seja Melissa a ir busca-lo. Mas não a casa. Seria num sítio onde a sua mãe o iria deixar. A ilusão do bólide topo de gama morreu e teve de ser a jovem a conduzir o seu velho Ford Fiesta. Melissa escolheu as suas melhores roupas para este primeiro encontro. Optou por um elegante vestido. Quando chegou perto de Januzaj, este estava de camisola e calças de fato de treino. Mais uma desilusão para Melissa.

Mesmo assim, esquecendo o carro e a roupa, Melissa acreditava que ia jantar a um qualquer badalado e luxuoso restaurante. Errou, mais uma vez. Januzaj preferiu ir ao Nando´s, uma conceituada e modesta casa de frangos assados, de origem portuguesa. Comida boa e barata mas sem qualquer romantismo. O luxuoso jantar deu lugar a uma refeição de apenas vinte euros, lamenta Melissa.

Todavia, Melissa acreditava que depois do jantar é que tudo ia aquecer. Será? Não! Januzaj escolheu ir a um bar de um hotel de três estrelas onde ambos estiveram a assistir a mais um episódio de X-Factor. Depois disto, o jogador quis ir embora porque tinha de se levantar cedo para ir treinar. Melissa conduziu Januzaj até casa, antes de vender/oferecer esta história a um jornal britânico. Depois da publicação da mesma, Januzaj ainda recebeu um vale de 50 libras para gastar no restaurante.

Existem duas formas de ver esta história. A primeira, está relacionada com um jovem de 18 anos que se desleixou por completo num encontro que acedeu marcar com uma sensual jovem que conheceu online. Não deu boleia, não teve cuidado com a imagem, não escolheu um restaurante romântico, escolheu um bar onde a televisão se destacou, pediu boleia para casa e deu tudo por terminado.

Depois, existe outra perspectiva. Que se trata de uma grande lição para as mulheres que fazem do seu objectivo de vida engatar um jogador milionário que lhes compre este mundo e o outro. Nesse sentido, Januzaj pode ter optado por uma postura simples, de modo a perceber qual seria a atitude e o verdadeiro interesse da jovem que estava encantada por se encontrar com um jogador de futebol mediático.

A partir do momento que Melissa McKenzie vende/oferece a história a um jornal, tentando fazer passar a ideia de que o jovem jogador não passa de um forreta, está tudo explicado. Percebe-se qual era o objectivo da morena. Que assim aprendeu uma lição que lhe saiu cara. Pois teve de pagar o combustível e o estacionamento enquanto Januzaj gastou apenas 20 euros no jantar.

Pessoalmente, não condeno a atitude de Januzaj. Acho que esteve bem e será com um comportamento simples que perceberá se uma mulher gosta de si ou se está interessada apenas no seu dinheiro e fama. Até ao momento, Adnan Januzaj tem sido aplaudido pela sua atitude. “Este tipo de raparigas metem-me nojo”, escreveu o jogador Towsend, no twitter, apoiando Januzaj.

moda que não percebo

Tentei perceber. Esforcei-me para encontrar uma perspectiva lógica para isto. É certo que cada qual sabe de si e escolhe aquilo com que se sente bem. Mas andar com ouro e diamantes nos dentes serve para quê? Não percebo. Deve ser um upgrade da frase: "estás com um sorriso amarelo."


the late late night show with hsb #1

O silêncio da noite, quando tudo está calmo, é a altura ideal para ecoarem as mais belas músicas. Que tanto podem tocar com o volume no máximo, sendo partilhadas com diversas pessoas, podendo também ser ouvidas nuns quaisquer headphones, onde o prazer proveniente dessa música é pessoal e limitado.

Foi a pensar no prazer musical que nasceu esta rubrica que tem a sua estreia hoje. Aqui, o destaque vai para a música, que será acompanhada por poucas palavras. Esta rubrica pode ser diária, semanal ou mensal. Sendo certo que a hora de publicação será sempre a mesma.

E como não imagino uma rubrica musical sem dedicatórias, podem usar este espaço para dedicar uma música a alguém. Basta que enviem um email para homemsemblogue@gmail.com com “the late late night show with hsb” no assunto e com o link da música que querem dedicar, com o nome do remetente e destinatário (caso queiram) e algumas palavras (não muitas) sobre a música.

Para abrir as hostilidades, Mayer Hawthorne. Para ouvir. Para dançar. Para sonhar. Para desejar.


28.1.14

verdade ou mito #46

Diz que uma mulher começar aos saltos depois do acto sexual ajuda a prevenir a gravidez. Isto será verdade? Será que uma série de saltos assim que se termina a relação ajudam a evitar uma gravidez indesejada? Ou será mito? Porque na realidade serve apenas para incomodar os vizinhos de baixo e para deixar o homem boquiaberto com a reacção da mulher. Verdade ou mito?

será que os pais ensinam isto?

Nova visita de estudo à redacção. Desta vez, os jovens eram mais espevitados do que os últimos. Colocaram diversas questões, apesar de nenhum querer ser jornalista. Aliás, aquilo que desejam está relacionado com a área mas não passa pela escrita. Quando a visita chegou ao final, ficou na redacção a sensação de que os jovens alunos têm a ilusão de que vão encontrar um mercado de trabalho (seja ele qual for) bastante simpático, onde quem estuda vê esse esforço académico compensado com um belo ordenado.

Isto faz-me recordar aquela frase, muito reproduzida nos últimos tempos devido às reportagens sobre os ídolos do futebol que vivem agora com dificuldades, de que “Cristiano Ronaldo existe só um.” Palavras que são usadas como alerta para que os pais, que metem na cabeça que os filhos têm de ser jogadores de futebol, percebam que ordenados de milhões estão ao alcance apenas de uma minoria. Que não são regra geral.

E este exemplo de Cristiano Ronaldo aplica-se a todas as áreas. Ordenados bons (por outras palavras, justos) para recém-licenciados é uma excepção, quando deveria ser regra geral. Não sei se os pais alertam os filhos para esta realidade, mas é bom que o façam. Assim, evitam a reacção de choque que muitos jovens têm quando vão às primeiras entrevistas de emprego. “Só oferecem isto?”, é aquilo que ouço com frequência. E isto, infelizmente, não é uma excepção. É a dura realidade dos nossos mercados. Sendo que poucos jovens se podem dar ao luxo de esperar por um bom emprego.

A grande maioria das empresas paga pouco. Contam-se pelos dedos as pessoas que se conhecem que ganham aquilo que se considera ser um ordenado justo para o cargo que ocupam. É uma triste realidade. Mas é preferível que as cartas sejam colocadas na mesa e que se abra o jogo. Porque os paninhos quentes vão acabar por arrefecer. Com isto, não pretendo desmoralizar ninguém. A ideia é que as pessoas, sobretudo os mais novos, se mentalizem para a “guerra” que vão enfrentar. E que se preparem da melhor maneira de modo a que possam fazer parte das tais excepções que têm um ordenado justo.

obrigado carina


Hoje, é impossível ficar indiferente a este vídeo, que está a ser partilhado em dezenas de sites, blogues e outras tantas páginas de facebook. Tal como é impossível, pelo menos para mim, ficar indiferente ao sofrimento de Filomena Teixeira ao longo dos últimos dezasseis anos. Quanto ao vídeo, só tive força para o ver uma única vez do principio ao fim. Isto porque, aos 27 segundos, apodera-se de mim um misto de sensações que me impede de continuar.

Não sou pai. Sou “apenas” tio mas morro de medo só de pensar na possibilidade de viver aquilo que Filomena tem vivido ao longo dos últimos anos da sua vida. Aos 27 segundos, é quando a mãe de Rui Pedro, que hoje faz 27 anos, aparece pela primeira vez. Os seus soluços e a falta de força para dizer o que quer que seja arrepiam-me. Assustam-me. Metem-me muito medo. Não sei o que Filomena tem vivido ao longo dos anos. A dor vazia e sem fim de não saber o que é feito do seu filho. Mas sei que nenhum pai devia viver estes sentimentos durante poucos segundos. Quanto mais durante anos.

Por outro lado, e igualmente aos 27 segundos, vejo em Filomena uma força capaz de fazer girar o mundo. São anos e mais anos de sofrimento, de dor e de ausência de respostas. Mesmo assim, Filomena consegue ter força para lutar, não descansando enquanto não tiver o seu filho perto de si. O seu objectivo de vida. Quem procurar fotos desta mãe ao longos dos últimos anos, irá verificar um enorme desgaste que se nota fisicamente nos traços do seu rosto. Quem olhar com atenção, encontrará também uma força ao alcance de poucos.

É aqui que entra Carina Mendonça, a filha de Filomena Texeira. Digo isto sem qualquer conhecimento de causa mas arrisco que Carina tem sido a tábua de salvação de Filomena Teixeira. Acredito que Carina é o principal motivo para que a mãe não entre num colapso total, do qual seria impossível recuperar. Por isso, obrigado Carina! E que o futuro desta família seja risonho.


o amor verdadeiro está no soutien

Hoje, descobri que o amor verdadeiro está no peito de uma mulher. Mais especificamente no soutien que usa. A Ravijour, uma marca japonesa de lingerie, criou aquilo que considera ser o verdadeiro teste de amor. Trata-se de um soutien, de nome true love tester, que só abre quando a mulher está realmente apaixonada. Este artigo está ligado, via bluetooth, a uma aplicação no telemóvel que analisa os batimentos cardíacos.

Segundo explicações da marca, quando a mulher está apaixonada liberta hormonas que influenciam os batimentos cardíacos. Como tal, o soutien está equipado com sensores, que medem esses mesmos batimentos, e que enviam a informação para a aplicação no telemóvel. Quando a emoção atinge um determinado valor é dado um comando ao soutien para que este se abra.

Para já, trata-se de um protótipo. Diz-se até que não deverá ser comercializado. Todavia, existem cinco unidades que podem ser testadas por mulheres que gastem aproximadamente 36 euros em compras na marca. Posteriormente, irá realizar-se um sorteio para escolher as cinco que podem testar este soutien.


Estou curioso para ver o seguimento destes cinco testes. Por exemplo, uma mulher que se apaixone com facilidade estará sempre com as mamas ao léu? Uma mulher que diga a um homem que está apaixonada por ele sem que o soutien se abra será necessariamente uma mentirosa? E uma mulher que se queira envolver com um homem sem estar apaixonada não lhe poderá mostrar o peito?

então e os homens? no que pensam durante o sexo?

Neste post, partilhei a visão de Jenna Marbles, que à sua maneira, revelava algumas coisas nas quais as mulheres pensam durante o sexo. De acordo com os vossos comentários, existem verdades para algumas mulheres e nada mais do que brincadeira para outras. Fui ainda alertado para ver o vídeo onde Jenna Marbles, dava conta daquilo que os homens pensam sobre o sexo.


Comparando os vídeos, achei o feminino menos exagerado do que o masculino. Foi abordada a insegurança física, o receio de que a outra pessoa note nessas coisas, entrando-se depois no domínio das muitas coisas que os homens tentam fazer às mulheres sem se preocuparem se isso as incomoda ou não. No caso do vídeo masculino, acho que há um misto de verdades com piadas exageradas.

Acredito que muitos homens tenham receio de acabar a relação cedo demais (talvez este seja o grande receio deles). Acredito que alguns façam má cara (apesar de não perceber porquê) quando elas pedem para usar preservativo. As palmadas no rabo também devem ser comuns. E acredito que muitos tentem dar uso aos dedos de forma mais ou menos inesperada. De resto, não acredito que um homem coma uma sandes quando está a fazer sexo com uma mulher, que mate a sede, que pegue no cão nem que adopte certos comportamentos que Jenna Marbles reproduz de forma muito divertida. Mas, no amor e na guerra vale tudo. E casa casal escolhe as regras da sua cama. Que se manifestem os homens e as mulheres que revelem aquilo que já lhes aconteceu.

27.1.14

dois em um. vale (mesmo) tudo e os tribunais

Ontem, estava no zapping televisivo quando passei pela TVI. Já tinha ouvido dizer que o Desafio Final 2 estava ao rubro, com muitas expulsões e momentos pautados por níveis elevados de testosterona onde pouco faltou para que existissem agressões físicas. Estava a ver um pouco do reality show no momento que aconteceu aquilo que considero ser o momento mais baixo, de que me lembre, da história deste tipo de programas.

Em poucos minutos houve de tudo. Um ex-concorrente (Cláudio) que se sente perseguido e invejado por Zezé Camarinha. Este, por sua vez, acusado de chamar galdérias às concorrentes. Os pais de uma das concorrentes a dizerem que Zezé, “à beira da terceira idade”, inveja um jovem casal. Um ex-concorrente (Rúben) a defender a sua amada, que foi chamada de galdéria. O Zezé Camarinha a dizer que Bernardina era a “maior queca de Portugal.” Esta, que já lhe tinha chamado porco pela forma como tratou as mulheres ao longo da vida, a responder-lhe com um “vai-te f****!” Outro ex-concorrente (Wilson) a dizer que o problema de Zezé Camarinha é que já não o levanta. Camarinha a dizer que Wilson falava mal da TVI e que ia para ali. Pais aos gritos. E por aí fora. Tudo em mau.

Por sua vez, Teresa Guilherme (que considero ser a única apresentadora capaz de dominar um programa destes) assistia impávida e serena aquilo que acontecia à sua frente. Não se foi para intervalo para acalmar os ânimos. Não se mandou calar ninguém (excepto o público que apupava um e aplaudia os outros). Não se fez uma ligação à casa para que o estúdio perdesse destaque. Até se davam microfones a quem falava sem um, de modo a que a picardia tivesse o volume adequado.

Quando me pergunto o porquê daquela situação, só me ocorre uma palavra: audiências. Só isso justifica aquilo que continua a não ter justificação. Ao longo dos anos, a TVI dominou as audiências com os seus programas do género. Factor X mudou essa tendência, tendo resultados muito bons. Como tal, é o verdadeiro vale tudo para recuperar as audiências. Não se olha a meios para atingir um fim. Quantos mais escândalos, melhor. E, espero estar errado, quase que aposto que deu resultado. Que aquele momento teve uma audiência brutal.

E agora os tribunais
Ao ver aquele momento percebi também o porquê da nossa Justiça ser tão lenta. É que a maioria daquelas pessoas passa o tempo todo a trocar insultos. “Galdéria, porco, violador, pedófilo” e por aí fora. Trocam estas ofensas perante câmaras que mostram tudo a milhões de portugueses. Mais a frio, pedem desculpa. Mas, a resposta é sempre a mesma: “As desculpas pedem-se em tribunal, que é lá que isto será resolvido”, disparam. Era bem melhor que pensassem na forma como se mostram a milhões de pessoas em vez de pensarem que o tribunal é a salvação para todas as bocas que trocam.

quem me explica a utilidade disto #14

“É pó menino e pá menina”, podia ser o grito de venda desta almofada criada a pensar nos solteiros. Chama-se boyfriend ou girlfriend pillow. Está disponível em diversas cores e promete ocupar o espaço, pelo menos no que aos carinhos no sofá e na cama dizem respeito, deixado vazio pelo namorado(a) que não se tem no momento.

A troco de pouco mais de 18 euros é literalmente possível ter um ombro amigo e uma mão que nos confortam quando mais queremos e quando não temos ninguém por perto para cumprir essa missão. O fabricante garante um abraço real de um(a) companheiro(a) que não ressona, que não cheira mal e que não passa a noite a mexer-se na cama. Só vantagens, dizem.


Pessoalmente, só comprava esta almofada para oferecer a alguém numa despedida de solteiro(a). E quero acreditar que é mesmo só para isso que este produto serve. A meu ver, e a minha opinião vale o que vale, quem concordar com a marca, que defende que se trata de um abraço real, talvez encontre nesse argumento uma explicação para o facto de estar a abraçar uma almofada e não um homem/mulher. Mais depressa gastava esses dezoito euros num bar ou noutro local qualquer que implicasse convívio com outras pessoas, que até podem ressonar, cheirar mal ou mexer-se muito na cama. Mas isto sou eu. E como posso estar errado, quem me explica a utilidade disto?

gabarolas e pedestais

Nunca percebi aquelas pessoas que adoram gabar-se disto ou daquilo, numa gabarolice sem qualquer sentido. Refiro-me aquelas pessoas que chegam a falar com outras apenas no momento em que têm algo para se gabar, achando que isso faz deles superiores e que vão deixar os outros tristes perante uma eventual inferioridade que pretendem demonstrar. No prédio dos meus pais existe uma pessoa assim.

A pessoa de quem falo consegue andar na rua, daquelas onde toda a gente se conhece há largos anos, sem falar a ninguém. Acha-se a maior, ignora as pessoas e segue caminho numa passadeira vermelha imaginária que surge a seus pés a cada passo que dá. Porém, quando esta pessoa tem algo para se gabar, tudo muda. Conhece toda a gente. Cumprimenta todas as pessoas. E conta a mesma história a todos com um sorriso nos lábios.

Tenta fazer isso com a minha irmã e sobrinha. Tem azar que a miúda foge dela a sete pés. Não o tenta fazer comigo porque quando nos cruzamos não lhe dou espaço para nada mais do que bom dia ou boa tarde, isto nos dias em que não me ignora. E também o tenta com a minha mãe, com quem se cruza mais vezes. Num dos últimos episódios, aproximou-se da minha mãe cheia de sorrisos. A minha mãe desconfiou que vinha lá mais uma pérola. E com razão! “Olááááááááá! Tudo bem? Blá blá blá, o meu filho está no México”, disse num monólogo. “Tem piada, o meu filho e a mulher estiveram no Dubai na semana passada”, respondeu centésimos de segundo depois.

A aura que habitualmente tem quando se gaba, logo desapareceu. O sorriso fechou-se. Meteu a viola no saco e foi tocar para outro lado. Como é óbvio, eu não tinha ido a lado nenhum. A minha mãe só respondeu daquela forma porque sabia que era tudo aquilo que não queria ouvir e porque isso ia acabar com aquele momento em que a pessoa tentou revelar-se superior. Do estilo, o meu filho é muito bom e o teu não.

Se entendem ser superiores, ignorando as outras pessoas, pelo menos que sejam coerentes e que se mantenham nesse pedestal eternamente. Caso contrário, quando descem do mesmo correm o risco de levar com respostas que não esperam e que fazem com que pareçam inferiores, e não superiores, aos outros. Quando soube disto, só me apetecia dizer: high five mom!

mais um na corrida

Esta é a melhor altura para ir ao cinema. Os Óscares estão aí à porta e a salas de cinema são ocupadas com a maior parte dos filmes a concurso. Eu, que já gosto de ir ao cinema, uso esta altura como desculpa para tentar ir uma vez por semana ao cinema. Ontem, foi dia de ver Golpada Americana, um dos filmes mais badalados dos últimos tempos, com dez nomeações para as desejadas estatuetas douradas.

Gostei do filme. Considero que está muito bem feito, com detalhes muito bons de fotografia e de guarda-roupa. Sem querer abordar a história do filme, para não ser um desmancha prazeres para quem não viu e deseja ver, falo das representações. Este filme prova que não existe um único papel que Christian Bale não seja capaz de fazer com mestria. Entrega e perfeição são com ele e vale cada cêntimo do dinheiro que ganhou para fazer o filme. Confesso que o nome de Amy Adams não me dizia muito. Mas, vou manter esta actriz, nascida em Itália, debaixo de olho. Gostei do que vi. Da forma como representa. Do jeito como comunica com o olhar, provando ainda que consegue ser bastante sensual.

Golpada Americana, do mesmo realizador de Guia Para Um Final Feliz, mostra ainda que Bradley Cooper tem talento para muito mais do que comédias como Ressaca ou para filmes românticos de Domingo à tarde. E ainda para comprovar o imenso talento de Jennifer Lawrence. Não aparece muito no filme mas, quando o faz é para brilhar. Aquela cena da dança a limpar o pó é demais e mostra que não é por acaso que é a actriz sensação de Hollywwod.

Da corrida aos Óscares já vi Golpada Americana e O Lobo de Wall Street. A eleger um destes, para melhor filme, escolhia O Lobo de Wall Street. Na minha opinião é melhor filme e tem uma melhor história, apesar das semelhanças que me agradam: um é uma história verídica, outro é inspirado em factos reais. Entre Christian Bale e Leonardo DiCaprio, escolhia o segundo para melhor actor principal. Entre Bradley Cooper e Jonah Hill, escolhia o primeiro para melhor actor secundário. Para já, não tenho termo de comparação para Amy Adams mas acredito que só seja vencida por Cate Blanchett. Também não tenho termo de comparação para Jennifer Lawrence mas aposto as fichas todas nesta bela (em todos os sentidos) actriz de apenas 23 anos.

Por fim, vi a apresentação de Her – Uma História de Amor e fiquei cheio de vontade de ver o filme que tem o louco e brilhante (em doses iguais) Joaquin Phoenix como protagonista e que está na corrida para melhor filme. O trailer promete!

25.1.14

ando numa de mercados

Faz hoje uma semana que andava a passear pelo Mercado do Bom Sucesso, no Porto. Hoje, depois de  muitos elogios, fui visitar o Mercado de Campo de Ourique, em Lisboa. Se gostei da modernidade do Bom Sucesso, fiquei rendido ao ar mais tradicional e antigo do espaço de Campo de Ourique, onde as frutarias e as bancas de peixe convivem em perfeita harmonia com os espaços mais modernos.

O único senão, e almocei já perto das 15 horas, é encontrar mesa. A oferta é muita. Resisti às ostras, aos camarões, ao leitão, aos ovos mexidos com farinheira, ao sushi e entreguei-me ao entrecosto e aos pedaços de frango do Joe's Shack Menu, que recomendo. Gostei muito da onda americana do espaço e do preço acessível (sete euros).

Estes dois espaços são perfeitos para comer, beber um copo ou simplesmente para passear. Fazem-me recordar, apesar das diferenças, o Mercat La Boqueria, em Barcelona, que gostava de visitar novamente. Como ando numa de mercados, tenho de encontrar mais para visitar.


@homemsemblogue


já lá vão dez anos

Faz hoje dez anos que estava deitado na cama, no quarto dos meus pais, a ver mais um jogo do Benfica. Era uma difícil deslocação ao campo do Vitória de Guimarães. O Benfica ganhava por um zero. O jogo estava perto do fim quando Miklós Fehér decidiu queimar tempo atrapalhando o lançamento lateral de um jogador adversário. Levou cartão amarelo. Deu um passos a sorrir. Dobrou-se, apoiando as mãos nos joelhos. E tombou. De forma violentíssima. Como uma pedra que é largada de uma altura qualquer, batendo no solo sem qualquer reacção.

Quando deu a repetição, poucas dúvidas restavam de que era algo bastante grave. As reacções dos jogadores confirmavam o pior. E, horas mais tarde era confirmada a morte de Fehér, de 24 anos. Voltei a ver o vídeo ontem e arrepio-me como se tivesse acabado de acontecer. E, ao rever o vídeo volto a ser inundado pelas mesmas questões que me atormentaram naquela noite.

Como é que aquilo é possível? É uma pessoa saudável. Um atleta de alta competição sujeito a exames frequentes para descortinar tudo e mais alguma coisa. É uma pessoa que vive do seu corpo, que é analisado ao detalhe. Como é que isto é possível? Como? Foi aquilo que me perguntei, e que ainda hoje pergunto, vezes sem conta. Por mais explicações que ouça, fico sempre sem perceber como é possível. E não minto que é algo que me assusta profundamente.


Desde miúdo que jogo futebol. Não sei se as leis mudaram mas posso dizer que apenas numa época fiz mais exames do que o normal. Foi quando joguei no campeonato nacional. Nesse ano, até o despiste de HIV tive de fazer, apesar da tenra idade. Nos outros anos, eram exames do estilo: teve isto ou aquilo? Alguém na família teve? Sendo que, mais tarde, passei a ter de assinar termos de responsabilidade que ilibavam todas as pessoas de qualquer problema que pudesse ter. Não sei se isto mudou, mas espero que sim.

24.1.14

pensamento da semana #14


O pior que se pode fazer é tomar decisões, sobretudo permanentes, com base em sentimentos temporários. Por norma, salvo raras excepções, os sentimentos temporários que nos levam a tomar decisões que podem ser irreversíveis são os maus, que podem ser resultado, por exemplo, de uma discussão. Nessas alturas, o importante é fechar a boca e deixar passar o tempo. É certo que o mais fácil é disparar uma barbaridade à primeira oportunidade mas nada melhor do que engolir o orgulho e pensar muito bem naquilo que se vai dizer. Até porque existem três coisas que não voltam atrás: a flecha lançada, a oportunidade perdida e a palavra pronunciada.

mixtape #3

Hoje, aqui só entra música. E, dentro deste universo fantástico só cabe um cantor, de nome Teddy Pendergrass. Confesso que só nos últimos dias é que me informei mais e melhor sobre este extraordinário cantor soul que, infelizmente, já morreu. Descobri, entre outras coisas, que ficou paraplégico em 1982, na sequência de um acidente de viação. Mesmo assim, continuou a gravar e actuar, sendo apenas derrotado por um cancro do cólon, em Janeiro de 2010.


O que motivou a minha curiosidade foi a extraordinária canção que aqui partilho. Quando vi um link, na página de facebook do actor Sung Kang, para uma tal música de nome Turn Off The Lights, fiquei curioso. Abri, ouvi. Voltei a ouvir. Voltei a ouvir. Voltei a ouvir. E depois fiz aquilo que sempre faço quando gosto de uma música. Abri o youtube e escrevi Teddy Pendergrass playlist. Foi então de descobri esta lista de cem vídeos, onde ouvi algumas músicas que reconheci, como é o caso de Love TKO.


Para quem gosta da companhia de música durante o trabalho, aconselho aquela que é uma das melhores playlists que descobri nos últimos tempos. Como cartão de visita, Turn Off The Lights, que já está no topo das minhas músicas preferidas. E fica o aviso: vão ficar presos em Teddy Pendergrass.   

mulheres, desvendem este mistério sff

Será que alguém me consegue explicar porque é que uma mulher, por mais magra que esteja, diz sempre que está gorda (ainda hoje assisti a um episódio destes). Será que querem um elogio? Será que querem ouvir dizer que é mentira, que estão esbeltas e maravilhosas? E, se estão sempre a dizer que estão gordas, porque reagem mal quando alguém, em brincadeira, confirma essa ideia?

o que é feito dos porquês?

Quando somos mais novos (e mais genuínos) fazemos uma pergunta. Sobre um tema qualquer. Em troca recebemos uma explicação. Não satisfeitos, perguntamos novamente porquê. É-nos dada uma explicação diferente. Voltamos a mostrar a nossa insatisfação e lançamos um novo porquê? A pessoa dá-nos a terceira explicação, completamente diferente das anteriores. Mas a nossa insatisfação não fica saciada. Queremos mais. Desejamos que nos expliquem tudo até ao mais ínfimo detalhe. E continuamos a disparar porquês atrás de porquês até desgastar a pessoa que faz os possíveis e impossíveis para matar a nossa sede de conhecimento, típica da tenra idade. É certo que não passamos de crianças. Mas não aceitamos nada menos do que uma explicação perfeita que nos dê a conhecer tudo aquilo que queremos, de modo a criar uma imagem bem elaborada sobre algo.

Os anos vão passando. Com eles estes porquês vão diminuindo. Até que desaparecem por completo. Até ao momento em que um(a) colega nos diz que a fulana x é uma cabra por isto e por aquilo. E nós acreditamos. Aceitamos aquelas palavras, muitas vezes infundadas e lançadas com o objectivo de criar o caos, sem um único porquê. Até que nos mandam um email a falar mal da pessoa y. E nós acreditamos. Se alguém escreveu, é porque é verdade. E dispensamos os porquês que nos permitem separar um boato motivado por inveja ou outros interesses nefastos da realidade. Aceitamos tudo de mão beijada. Não colocamos nada em causa. Nada! As merdas que nos poluem são todas assumidas como verdades inquestionáveis. E ai daquele que ouse duvidar de algo. É logo atacado por uma alcateia sedenta de sangue: “És parvo? Estás a duvidar porquê?”, dizem a maior raiva que conseguirem.

E com a morte destes porquês facilmente se matam muitas outras coisas. Em poucos segundos instala-se o mau ambiente num qualquer local de trabalho. Em breves segundos existe uma pessoa que passa a ser olhada de lado, quem sabe porque se lançou um boato (que não passa disso mesmo) de que subiu na carreira na horizontal ou porque supostamente andou a falar mal dos colegas, quando na realidade quem lançou os boatos (passando por estrela da companhia) é que é uma pessoa intragável que se deve evitar. Sem porquês e com muita poluição sonora temperada com veneno facilmente se destrói a mais sólida das amizades. Ou coloca-se mesmo um ponto final numa relação amorosa. E contra mim falo pois no secundário terminei um namoro com base em boatos, que não passaram disso mesmo, lançados por alguém que gostava da minha namorada.

Para mim, esse foi o ponto de viragem. A partir daí acabou-se o emprenhar pelos ouvidos. Voltei a ser a criança que precisa das dezenas de porquês, dizendo com frequência: “explica-me isso como se eu tivesse cinco anos.” Faço os possíveis para acreditar nas pessoas mas tenho tendência para duvidar de tudo aquilo que me dizem. Sobretudo daquelas conversas que nascem fruto do veneno de alguém e que são motivadas pelo caos que esse mesmo alguém pretende criar. 

vê lá se te descais

Adoro aqueles momentos em que pessoas, que sabem que sou o autor deste blogue mas que nunca tocaram no assunto perto de mim, fazem conversas em torno de blogues e autores desses mesmos blogues com o objectivo de testar a minha reacção. Na esperança de que me descaia ou algo do género. Mas, sempre sem sucesso. Quer seja quando falam bem ou quando falam mal. Porque é uma temática que não me leva a reagir. Não deixa de ser curioso que alguns dos comentários sejam feitos por pessoas que também têm blogues.

23.1.14

a melhor prenda do mundo

Para mim, a melhor prenda que se pode dar a alguém é uma música. E digo mesmo dar. Não quero dizer dedicar. Para mim, não basta dizer que se gosta muito de uma música, que quando se ouve essa mesma música se pensa numa determinada pessoa, acabando por dedicar esse tema a alguém que é especial para nós. Algo muito comum nos apaixonados que dedicam músicas a quem gostam. E também em algumas pessoas, como é o meu caso, que gostam de associar músicas a pessoas.

Quando menciono dar uma música, quero dizer escrever uma letra (e porque não a música também) e dizer a alguém: “Esta música é tua. Escrevi esta letra a pensar em ti.” Melhor ainda será se essa canção ganhar alguma popularidade e entrar no tal domínio dos casais que as dedicam entre si e que associam aquilo que alguém escreveu a uma história de amor.

Por exemplo, gostaria de saber o que sentiu Bernie Taupin, quando escreveu Your Song para Elton John. Quem será a pessoa para quem esta maravilhosa letra foi escrita? Também gostaria de saber o que sentiu Marisol Maldonado quando Rob Thomas escreveu If You´re Gone para si. E o que será que sente o cantor ao perceber que esta canção é amada e adaptada por milhões de apaixonados em todo o mundo? Ou ainda o que terá sentido Cynthia Rodes quando Richard Marxx escreveu Right Here Waiting para si, num momento em que estavam zangados. Canção essa que só foi tornada pública pelo cantor (e ainda bem) a pedido dos amigos que defendiam ser um crime manter aquela música apenas para o casal.

Podem falar-me em milhões de euros. Em anéis de diamantes. Em férias de sonho. Em carros de luxo. Em mansões com dezenas de suites. Mas tudo isso tem uma duração curta. Tudo isso é efémero. Agora, músicas como aquelas que mencionei vão ficar para sempre. Vão ser ouvidas eternamente. Fazendo sorrir ou chorar milhões de pessoas que vão associar-se a um conjunto de palavras agrupadas de forma perfeita por alguém que pode dizer: "fui eu que escrevi isto", existindo também a pessoa que pode dizer: "é para mim". Posso estar enganado mas acredito que a maioria das pessoas preferia ser a inspiração de uma música destas do que receber um presente qualquer, por mais valioso que possa ser.

is this love? (capítulo treze)


Alexandra e Miguel viviam as horas mais intensas das suas vidas. Depois de tudo o que tinha acontecido, estavam juntos. Ambos se tinham entregado a um amor que parecia agora indestrutível. E reforçado com uma gravidez inesperada mas que era o realizar de um sonho para ambos. Aliás, a notícia da gravidez era o principal motivo da alegria que os dominava. Depois de largos minutos de euforia, Miguel revelou a Alexandra aquilo que queria fazer ao longo do dia. “Hoje é o nosso dia. Já tenho tudo planeado. Vamos tomar banho. Despacha-te”, disse.

Cerca de quarenta minutos depois estavam prontos. Radiante, Alexandra preparava-se para abrir a porta quando foi agarrada por Miguel. “Onde pensas que vais?”, perguntou. “Não é para ir passear?”, respondeu. “É. Mas vou ter de te vendar os olhos antes de saíres de casa. Não quero que saibas onde vamos”, explicou Miguel, já com o seu cachecol preto favorito na mão. Como era de um material não muito grosso, servia o propósito de vendar os olhos de Alexandra. Assim que sentiu o tecido no rosto, Alexandra pressionou ainda mais o cachecol com as suas mãos. Adorava sentir o cheiro do perfume do namorado, que assim se misturava com o seu  aroma passando a ser um só. Aquilo a que gostava de chamar o cheiro deles.

Com os olhos vendados, lá foram para o carro. Seguiu-se uma viagem de cerca de meia hora. Sempre ao som das melhores músicas de Teddy Pendergrass, uma das preferências de Miguel, que tinha acabado de fazer o download das suas preferidas. De olhos vendados, Alexandra cedo perdeu a noção da direcção do carro. Ainda descortinou o percurso nos primeiros cinco minutos. Depois disso concentrou-se na música. E nas três vezes em que tocou Turn Off The Lights, a versão gravada ao vivo num espectáculo de 1982, o seu ano de nascimento. Até que o carro parou. “Posso tirar a venda?”, perguntou. “Claro que não”, respondeu Miguel, que saiu do carro para guiar a namorada até ao destino final. Sentou Alexandra e depois desfez o nó que prendia o cachecol. Assim que abriu os olhos, Alexandra sorriu. “Sabes onde estás?”, perguntou ele. “Claro que sei. Estamos no banco onde nos beijámos e onde começou o primeiro capítulo do nosso namoro”, disse, com a voz trémula e com os olhos a lacrimejar. Depois, beijou Miguel e suspirou. “Ficava o dia todo aqui”, soltou. “Mas não ficas. Vamos já embora”, referiu Miguel, que vendou a namorada, regressando ao carro de mão dada com Alexandra.

Nova viagem. Desta vez, o sentido de orientação de Alexandra não durou mais de um minuto. No rádio, com o volume alto, continuava a tocar Teddy Pendergrass. Agora, Miguel cantarolava You´re My Latest, My Greatest Inspiration. É certo que a voz dele não era nada de especial. Mas como ela adorava ouvi-lo a cantar só para ela. Não o trocava por nenhum cantor do mundo. Por ela, podiam passar horas naquilo. E foi com isso que se ocupou até que o carro parou novamente. No momento em que saiu do carro sentiu uma ligeira diferença na temperatura. “Estou em Sintra”, pensou. E acertou. Quando retirou a venda estava num local especial. “Vou poupar-te uma pergunta. Foi naquele café que lanchámos num dia muito especial para nós”, disse perante o espanto de alguns turistas que tinham observado a chegada de uma jovem vendada. Quando Alexandra e Miguel se beijaram, tudo aquilo passou a fazer sentido para os turistas, em especial para uma senhora de idade que não resistiu e acabou por fotografar o momento do beijo enquanto Alexandra segurava o cachecol com uma mão. “Poupaste-me uma pergunta. Também não preciso de dizer o que tens de fazer ao meu cachecol, pois não?”, gracejou Miguel. Venda posta. E mais uma viagem.

Desta vez, a viagem durou mais tempo. Sempre ao som de Teddy Pendergrass. Com Miguel a cantarolar todas as músicas que conhecia. Nesta viagem, com especial incidência em Love TKO. Alexandra já nem se preocupava com o sentido de orientação. Limitava-se a tentar adivinhar qual seria o destino, sabendo que seria especial para eles. A determinada altura sentiu o carro abanar mais do que o normal. “Posso estar enganada mas estamos na Ponte Vasco da Gama”, disse. “Não sei”, respondeu, entre risos, Miguel. A viagem continuou. Mais alguns minutos. Algumas curvas. Até que o carro parou num local onde não se ouvia qualquer barulho. “Algum palpite?”, perguntou Miguel antes de tirar a venda. “Tenho um palpite mas como não se ouve nada, não sei...”, disse. Já sem venda, Alexandra confirmou o seu palpite. “Bem me parecia que era o restaurante onde jantámos pela primeira vez. Estava na dúvida por causa do silêncio”, referiu. “Compreendo. O restaurante está fechado, o que é uma pena”, lamentou Miguel. “Era tão giro”, acrescentou. “Já sei o que vais dizer agora”, referiu Alexandra. “O quê?”, inquiriu ele com curiosidade. “Que naquela mansão ali em frente é que foi gravada a telenovela Anjo Selvagem. Era a mansão onde a Paula Neves era empregada. Dizias sempre isso”, respondeu, provocando uma gargalhada em ambos.

“Adorei. Obrigado por tudo”, disse Alexandra. “Mas quem é que disse que já acabou? Como esta está fechado e como já são duas horas, vamos procurar um sítio para almoçar que não quero a mãe do meu filho com fome”, brincou Miguel. Lá encontraram uma tasca castiça e por ali ficaram mais de duas horas, a recordar os momentos mais marcantes da história de ambos. Eram os únicos no restaurante mas o amor era tão contagiante que o dono sentiu-se incapaz de lhes pedir para abandonar o espaço de modo a fazer uma pausa antes dos jantares. Foi já perto das cinco da tarde que voltaram a entrar no carro. Olhos vendados. Teddy Pendergrass a cantar. E assim se iniciava mais uma viagem.

Trinta minutos depois chegavam ao destino. Desta vez não saíram do carro. Assim que o carro parou, e ao som de Just Because You´re Mine, Miguel tirou a venda a Alexandra. “Sabes onde estamos?”, perguntou. “Claro que sei. Estamos no parque de estacionamento da praia, onde vivemos uma das nossas melhores noites de amor. Longe de uma cama, claro”, gracejou Alexandra. “Fico feliz por te recordares de tudo tão bem”, enalteceu Miguel. “Agora sim, este dia está completo”, acrescentou. “Adorei. Foi um dos melhores dias da minha vida”, sussurrou-lhe ao ouvido enquanto o abraçava. “Sabes o que quero agora?”, perguntou Miguel. “Levar-te para casa e fazer amor contigo, tal como aconteceu no dia em que fomos passear a Sintra”, disse, sem que Alexandra tivesse tempo para dizer algo. “Gosto da ideia. Mas se a noite já está a cair e se já fomos tão felizes aqui, porque haveremos de ir para casa?”, referiu Alexandra que imediatamente começou a despir Miguel.

Segundos depois os corpos eram um só. Numa união perfeita e imperturbável. Nem sequer se incomodaram com a possibilidade de serem apanhados por alguém. Para eles, naquele momento, mais ninguém existia no mundo. Só eles os dois. Com os vidros embaciados ficaram agarrados um ao outro. Nus, deitados nos bancos rebaixados. “Há algo de mágico em relação a este local. Pelo menos no que ao sexo diz respeito pois a praia nem é uma das minhas preferidas”, gracejou Alexandra. Miguel riu-se. “Sabes aqueles momentos em que gostavas de congelar o tempo. Este é um deles. Parava o tempo agora. Quero-te muito. Ficas comigo para sempre?”, perguntou Miguel enquanto sentia a cabeça de Alexandra no seu peito.

o problema das modas

O grande problema das modas é que passam. E todos as esquecem. Porém, aquilo a que algumas pessoas se sujeitam, para estar dentro dos parâmetros definidos por outros, é eterno. É algo que fica para sempre, nem que seja registado numa qualquer fotografia. E, muitas vezes, paga-se um preço muito alto apenas e só para satisfazer um capricho que nem sequer é pessoal. É por isso que acredito e defendo que a melhor moda será sempre aquela que a própria pessoa deseja para si. Mesmo que isso signifique ser olhado de lado por uma plateia onde não se consegue distinguir ninguém porque são todos iguais, dos pés à cabeça.  

motivação para o rabo delas

Quando as mulheres conversam sobre exercício físico e ginásio, a conversa vai quase sempre dar ao rabo. “Aquilo que queria mesmo era tonificar o rabo”, dizem. Quando as mulheres frequentam o ginásio, pedem quase sempre planos que permitam tonificar a zona abdominal e... o rabo. “Quero tonificar o rabo o mais depressa possível”, explicam.

O primeiro passo para que isto aconteça passa por trocar o aconchego do sofá e a vida sedentária por treinos frequentes, adaptados às capacidades físicas de cada pessoa. Para as mulheres que não conseguem colocar um ponto final na relação de longa data com o sofá, deixo o exemplo de Jen Selter, uma jovem norte-americana que é a “dona” de um dos rabos mais famosos do mundo.


Jen Selter costuma divulgar, nas redes sociais como é o caso do facebook e instagram (@jenselter), fotografias dos momentos que passa treinar. A aplicação no treino, e os resultados do mesmo, valeram-lhe o título de rabo mais famoso do instagram. A publicidade em torno dos seus glúteos faz com que seja seguida por mais de dois milhões de pessoas que olham para a jovem como uma inspiração para treinar mais e melhor.

No página de facebook de Jen Selter é possível encontrar vários exemplos de treinos. Deixo aqui um desafio (de um mês) de agachamentos e o link para um vídeo com vários momentos dos treinos da jovem de 20 anos. De resto, só falta escolher. Treinar e ter um estilo de vida mais saudável e um rabo tonificado ou ficar no sofá, eternamente insatisfeita, a desejar um corpo melhor sem nada fazer para que isso aconteça.


agora escrevo eu #24

Muitas pessoas gostam de escrever. Mas têm medo de partilhar aquilo que escrevem. Este é um receio que gostava que desaparecesse do mundo. E ainda bem que a Daniela perdeu a timidez que sentia em relação às suas palavras. Até porque palavras e sentimentos nunca ficam mal. Que seja um exemplo para os tímidos que escondem as suas palavras do mundo.

“Amar é isso mesmo. Ter cinquenta peles, sentir cinquenta sensações, ter-se a si mesmo e o outro também. Amar é ser-se completo e sentir-se vazio quando o outro está longe. É estar só quando o outro não está por perto, mas saber-se que se é amado e que estamos no pensamento de alguém. É ter certeza que vamos ter saudades, mesmo que nos vejamos logo à tarde.

Amar é isso mesmo. Chegar a casa, atirar com os sapatos para o fundo do corredor e perguntar como correu o dia. É lamuriar-se e reclamar com a vida que se leva, mas agradecer pelo o facto de a outra pessoa estar ali e só ali e não noutro lugar. Porque ela escolheu estar ali. Porque ela quer estar ali. Amar é assim, escolher-se sem se ter opção de escolha. É uma escolha voluntária que se faz sem pensar. É saber que se fez a escolha acertada, sem perceber quais foram as razões. Amar é olhar para o outro e por vezes percebemos que o outro é um mistério, é descobri-lo dia após dia, sem noção dos dias da vida conjunta.

Amar é assim, perceber que o nosso mundo é algo mais só porque as escovas dos dentes estão no mesmo copo, só porque as chaves de casa estão em ambos os porta-chaves, só porque sim. Amar é não ter respostas, é não ter explicações para aquilo que se quer explicar. É um simples assim. E é assim que se ama. No meio de 7 biliões de pessoas, aquele ser veio parar até nós. E nós fomos parar até ele. E se não estivermos juntos é mais uma parte, no meio de tantas partes, do universo que não faz sentido. Porque amar, e não amor, é dar de si mesmo, é entregar-se, é pensar no outro sem saber porquê, é querer agrada-lo sem precisar de razões.

É perpetuar a imaculidade da pessoa em nós, amar alguém é estender-nos a nós mesmos e ligar-nos a outra pessoa. São as coisas simples que nos fazem amar alguém até ao fim da nossa existência individual. É um café num café qualquer da cidade, é um telefonema para avisar de quem vai buscar os miúdos hoje, é deitar-nos de frente um para o outro e saber que amanha é um outro dia e a outra pessoa ainda vai estar ali. É um beijo no topo da testa em sinónimo de despedida e de respeito. É um abraço vindo do nada e um favor à muito pedido. É um de nós ir ao supermercado, só porque o outro precisa de chocolate para o leite, pois sem isso não consegue adormecer.

Amar é estar ali, sentados no sofá da sala a ver uma série, é conversar na mesa da cozinha, é discutir problemas sem se levantar o tom da voz. Amar é ter limites, sendo-se ilimitado. Ilimitado no amor e naquilo que podemos dar ao outro, respeitando os limites daquilo que constrói o amor entre ambos. Amar é ser-se assim, algo mais, ser uma única pele, só porque existimos em conjunto. Amar só porque sim.”