9.9.14

mulheres. ciúmes. confere?

Mensagem do homem para a mulher:
Querida, fui atropelado à saída do escritório. A Paula trouxe-me ao hospital. Os médicos continuam a fazer exames. Tenho vários hematomas de grandes dimensões na cabeça mas já me disseram que não devem ser graves e que não vão deixar marcas. Mas, tenho três costelas partidas, também parti um braço, tenho uma fractura exposta na perna esquerda e existe o risco de me amputarem o pé direito.

Resposta da mulher:
Quem é a Paula?

Esta troca de mensagens não passa de uma brincadeira, exagerada, em torno dos ciúmes das mulheres. Mas, não anda muito longe da verdade. Isto, no sentido em que acredito que as mulheres são muito ciumentas. Ou melhor, as mulheres, e é apenas a minha opinião, têm uma maior dificuldade em controlar os ciúmes, quando os sentem. Explodem com uma maior facilidade. O que leva a que, em alguns casos, vejam coisas que não existem. O que pode levar a discussões desnecessárias e eventuais problemas graves.

Por outro lado, não acho que eles sejam imunes aos ciúmes. Eles também os sentem. Tanto ou até mais do que elas. Mas, do meu ponto de vista, eles conseguem controlar os ciúmes sem que elas percebam que os sentem. Até podem estar a morder-se por dentro mas fazem um esforço enorme para que os ciúmes não sejam visíveis aos olhos delas. Algo que, em alguns casos, ainda as deixa mais danadas.

De resto, acho que os ciúmes fazem falta a qualquer relação. Por considerar que são um sinal de que se gosta de alguém. Mas sempre em dose q.b. porque os excessivos e doentios só servem para arruinar uma situação através do efeito bola de neve que não para de crescer.

34 comentários:

  1. Todos sentem. Ninguém controla. Eles não demonstram tanto. É mais isto.

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    1. Resumindo e generalizando, acho que anda por aí.

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  2. Completamente de acordo, q.b. é saudável :) Tudo o que é em excesso... só estraga!

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  3. Sim, é verdade.
    Mas os ciúmes dos homens, quando são levados ao extremo, levam a atitudes drásticas.
    As mulheres são mais explosivas, mas passa.

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  4. Bem apanhado!
    ;)
    Mas cada vez conheço mais homens assim... se calhar ando a conhecer os homens errados! Lool

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    1. Sempre tive a ideia de que eles são mais comedidos ;)

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  5. Na minha opinião os ciumes são nefastos, sempre. Creio q partem de pessoas com falta de confiança e/ou baixa auto-estima. Acabam diria quer sempre por arruinar algo que poderia ter sido... bom,
    Agora os ciumes que nascem quando o sentido nos diz q algo anda no ar... esses são sim os que eventualmente poderão uma relação... enfim dava pano para mangas não me vou alongar mt mais! :)

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    1. Compreendo esse ponto de vista mas acho que um ciúme leve mostra paixão. E acho que estes todos nós sentimos. E isto dava pano para mangas. Mais do que isso é confusão na certa :)

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  6. Não concordo que façam falta.

    Passo a explicar:

    Ciúme é sinónimo de insegurança. Quem sente ciúme, tem medo de perder a outra pessoa. Tudo vai dar sempre ao mesmo ponto: medo. Por mais pequenino que seja.

    Por isso acho que ter ciúme, mesmo quando q.b. (e não estou a dizer que não os sinto, tamém tenho os meus medos), não faz falta, porque só provoca sofrimento em quem o sente, mesmo que esse sofrimento seja minúsculo...

    Só faz falta o "ciumezinho" quando à necessidade de "confirmar" que a outra pessoa nos "pertence".. (e mais uma vez, não estou fora desse grupo) e as pessoas não se pertencem umas às outras... mesmo quando são as "nossas" pessoas...

    A meu ver, seria muito mais saudável para uma relação, se não houvesse ciume, de todo, não acho que faça falta, quando ambos sabem o que sentem, e sentem que estão bem. Que a outra pessoa não lhes "pertence", porque essa parte da pertença mútua muitas vezes é o que leva à necessidade de demonstração desta insegurança que é o ciúme.

    Desapego. Desapego é o "segredo". E, isto não significa não gostar da outra pessoa, pelo contrário. Amar com desapego é das sensações mais libertadoras que podemos ter. Embora seja extremamente difícil..

    ok.. já falei muito.. espero ter-me feito entender...


    Beijinhos
    Z.

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    1. Obrigado pelo teu comentário e ponto de vista. Compreendo o que dizes e acho que isso levava à discussão do que é o ciúme para cada um de nós. Aquilo que considero ser um ciúme leve acaba por ser sentido por todos, pelo menos acredito nisso. Depois, existem os que controlam o que sentem e o que, pelo medo a que te referes, perdem o controlo de tudo.

      Mas isto vai sempre depender do que é ciúme para uns e o que é q.b. para outros. Isto dava pano para mangas :)

      beijos

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    2. Oh sim, claro! :)

      É sempre muito relativo falar de ciúmes q.b. e ciúme desmedido. Já passei por experiências extremamente dolorosas por ciúmes descontrolados, da parte da outra pessoa, e isso levou a muito sofrimento mutuo e terminou a relação.

      Também já tive a experiência do tal ciumezinho q.b. de que falas (definições à parte).

      Em qualquer um dos casos, houve sofrimento, num foi extremo, já a roçar o doente, e o outro foi comedido, dentro daquilo a que muita gente diz que é "saudável". Mas houve sofrimento, e isso me basta para concluir que não faz falta.

      Eu acredito que amar alguém, seja quem for, a tua mulher, a tua filha, o teu pai, a tua prima, ou amigos, deve ser sempre com desapego. Desapego liberta do sofrimento. Mas também implica aceitar que a qualquer momento essas pessoas podem "ir embora". E é aí que dói, é aí que reside o nosso medo, que gera o tal ciumezinho :)

      Já pensaste em como quando passeias no bosque e vês os pássaros nas árvores, ou uma flor colorida, aprecias a sua beleza, sentes-te bem com isso, mas não pensas que podes "perder" tudo isso, porque não é teu! :)

      Beijinhos
      Z.

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    3. Adoro estas conversas e ficávamos horas nisto. E como é que se faz para, por exemplo numa relação, não sentir que a outra pessoa e o seu amor, são nossos?

      Beijos

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    4. Eh pah, nunca mais saímos daqui, ainda acabávamos a escrever um livro!
      Também adoro estas conversas, acho que acabamos por aprender sempre alguma coisa. 

      Também ando a trabalhar nisso, e também não sei muito bem como fazê-lo. É muito fácil falar, mas depois na prática…

      Mas acredito que tudo começa em nós, e na nossa capacidade de reconhecer que nos somos suficientes para sermos felizes (sem indiferenças ao que nos rodeia, e à parte individualismos egoístas); e no reconhecimento que tudo é passageiro e que nada nos pertence, mesmo aquela pessoa que amamos tanto e com quem queremos dividir o resto dos nossos dias.

      Eu sou mãe, e não consigo conceber a ideia de “perder” a minha filha, mas todos os dias trabalho para que a minha felicidade não dependa da dependência dela por mim, na medida em que sei que vai chegar o dia, em que ela terá de “partir” e fazer o resto do seu caminho por si. Terá de bater as asas, e voar sem mim. Só de pensar nisso é doloroso. Mas como li algures estes dias:

      “A má notícia: é que nada dura para sempre.
      A boa notícia: é que nada dura para sempre.”

      E para além do desapego que falei lá atrás, a aceitação tem um papel fundamental, a meu ver. Aceitar a vida tal qual ela é, e viver, porque a única certeza que nós temos é que um dia todos nós vamos morrer, a nossa morte é a única certeza absoluta na nossa vida, tudo o resto é uma incerteza, a diferença está na tua atitude durante o tempo em que vives.

      Como tu disseste (e eu concordo tanto contigo): Ser feliz é uma opção.
      E eu acrescento-te que, dentro dessa opção, ser feliz é também um processo contínuo de aceitação e desapego. Dentro disso podes incluir a aceitação e o desapego àqueles que amamos e temos como “nossos”. 

      Beijinhos
      Z.

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    5. Adoro isto!

      Vou contar-te algo que bate certo com o que dizes. O meu melhor amigo tem uma filha. Num dia, a conversar comigo, disse aquilo que todos os pais dizem. Referiu-se a ela como "minha filha". Mas, rapidamente corrigiu. Disse que ela não era dele, da mãe nem de mais ninguém. Disse que a trouxe ao mundo mas que ela era dela. Acho que passa pelo que dizes.

      E sim, ser feliz é uma opção. Que não significa estar 24 horas por dia a rir e mostrar os dentes.

      beijos

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  7. As mulheres não têm mais dificuldade em controlar os ciúmes...identificam-nos mais facilmente do que os homens (assim como todas as outras emoções) e expressam mais pois comunicam melhor que os homens. Claro que toda a regra tem excepção, felizmente! E também é por isso que há mais crimes passionais cometidos por homens. Helena

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    1. O que dizes ao fim é interessante porque, de facto, pelo menos é o que se vê nas notícias, existem mais casos de homens que perdem totalmente o controlo por causa dos ciúmes. Apesar de surgirem cada vez mais casos de mulheres. Concordo quando dizes que as mulheres comunicam melhor.

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  8. As mulheres são mais ciumentas e controladoras quando sabem que há motivo para desconfiar...

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  9. Penso que somos mais ciumentos...mas guardamos uma picardia para uma hora H.
    ;)

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  10. Tudo que é em excesso estraga. No meu caso o excesso de confiança levou-me a que não visse mais nada á minha frente. A confiança que queria que tivesse em mim depositei na outra pessoa, esquecendo-me que nem todos somos iguais, e que deveria dar mais atenção á celebre frase "Quem não confia, não é de confiança"!

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    1. Certamente que serviu de exemplo e nem todos têm a capacidade que tiveste.

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  11. Sim, é verdade. As estatísticas sobre violência doméstica e crimes passionais estão aí para o comprovar.

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    1. Se não me engano, ao longo dos últimos anos existem mais casos de violência doméstica em que os homens são as vítimas. E os números não são mais elevados porque eles têm vergonha de fazer queixa. Mas não é isso que me leva a escrever o texto e compreendo e aceito o teu ponto de vista. E ainda bem que nem todos os ciúmes acabam em violência doméstica. Era o caos.

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    2. Existem mais casos em que os homens são as vítimas... a sério? Permita-me que duvide muuuuuuito dessa informação. Vou assumir que foi apenas pouco explícito no que quis dizer.

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    3. Não me expliquei bem. O que pretendi dizer é que ao longo dos últimos anos têm aumentado os casos em que eles são as vítimas. Não quis dizer que existiam mais vítimas masculinas. Mas é um facto que o número tem crescido mas nem foi esse o objectivo do texto.

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  12. Eu sou ciumento. E nem sempre consigo disfarçar (aliás, até porque no geral eu sou um gajo muito óbvio em tudo). Mas desde que o ciúme seja dentro dos limites do razoável, é algo saudável. Não concebo uma relação sem ciúme, porque no fundo o ciúme é sinal que se gosta de facto.

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  13. Ciúmes q.b. fazem falta e são muito bem-vindos.
    Entendo o que dizes sobre as mulheres. Eu considero-me ciumenta q.b. (tem dias). Mas garanto que já tive namorados muitooooooo mais ciumentos do que eu - um inclusivamente quase me "obrigou" a deixar de me dar com um grande amigo (só amigo, sem mais nada pelo meio).
    Não deixei de me dar com esse grande amigo, mas acabamos por nos afastar... Mais tarde, o namoro terminou. A amizade (com esse tal amigo), essa ainda perdura eh eh

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    1. Isso é coisa que nunca irei perceber. Cortar com relações com outras pessoas quase por imposição do namorado(a). Acaba sempre mal.

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    2. Sem dúvida, mas, às vezes, fazes coisas cretinices - e depois aprendes! ;)

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