10.7.14

a vida é igual a um puzzle

A vida é igual a um puzzle. Mas não é igual aqueles que têm meia dúzia de peças e que são apropriados para crianças de tenra idade que se divertem a encaixar aquelas peças enormes na perfeição. A vida é igual a um puzzle de cerca de dez mil peças, todas de reduzidas dimensões. Sendo que cada uma dessas peças equivale a uma ferramenta que deveremos usar num determinado momento para alcançar um objectivo específico. Peças essas que nos definem.

Esta é a visão que tenho da vida. Acreditando também que cada um de nós tem direito ao seu puzzle e às suas peças. É certo que as pessoas não têm todas as mesmas origens. Tal como não têm todas a mesma educação ou valores. Mas isso não impede que tenham acesso às tais peças que podem (e vão) fazer diferença no futuro. As peças estão lá. Ao alcance de todos. A diferença está na forma como cada pessoa encara o que tem à sua frente.

Existem aqueles que têm a paciência necessária para concluir um puzzle de dez mil peças. Existem os que procuram detalhadamente por uma peça específica que vai encaixar noutra dando continuidade à construção do puzzle. Há quem não desista quando não consegue encontrar a peça que tanto procura, continuando empenhado nessa procura. Há também quem distinga as peças na perfeição, guardando cada uma até que seja o momento indicado para a usar.

Depois, existem aqueles que não têm paciência para puzzles. Os que se fartam passados cinco minutos. Os que passam horas a tentar encaixar peças que nunca vão encaixar uma na outra. Aqueles que têm a peça certa à sua frente e que, mesmo assim, continuam à procura de outras. E aqueles que, ao primeiro percalço, arrumam o puzzle a um canto, desistindo. E com a vida é a mesma coisa. Tal e qual como num puzzle.

27 comentários:

  1. É mesmo! :)

    A mim parece-me que me faltam algumas peças.... hum...


    Beijinhos
    Z.

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  2. Sem dúvida.
    Adorei a metáfora.

    Beijinho

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  3. Essa analogia pode ser aplicada a tantas coisas... Mas sim, concordo com o que dizes. No final vamos ver o que obtemos. Será que o puzzle montado se traduziu numa imagem bonita? Ou existem demasiadas peças que estão no sítio errado e por isso o resultado final não é o esperado? Ou, pior ainda, impercetível? Questões filosóficas sobre as quais, por vezes, é preciso refletir.

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    1. Não podem estar no sítio errado porque não encaixam. Quando muito estamos a forçar as peças. Sim, é preciso reflectir.

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  4. Existem aquelas pessoas que têm as peças em cima da mesa e tentam mesmo montá-lo mas cansam-se e atiram com as peças todas para o chão e querem recomeçar tudo de novo. Uma espécie de nova oportunidade!

    Gostei da comparação!
    Beijinho

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  5. Nunca tive jeitinho para puzzles. Passar horas e horas à procura daquela peça que encaixa ali naquele lugar específico (ok, isto na minha cabeça não soava assim tão mal)... não é para mim. Paciência não é, sem qualquer margem para dúvidas, uma das minhas virtudes. E o quanto eu gostaria que fosse...

    A minha paciência só dá para aqueles puzzles para maiores de 3 anos. O problema é que a vida só dá puzzles para maiores de 12; aqueles complicados, com imensas peças, todas pequeninas. Talvez seja a altura ideal para começar a aprender a resolver puzzles. ;) Um beijinho!

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    1. Mas a vida tem muitas mais peças do que essas. E terás de ser tu a montar as peças do teu puzzle ;)

      beijos

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  6. Como te invejo...

    Amigo de Peniche

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  7. Já passei por muitas dessas fases de puzzles que descreves! Neste momento estou na fase "Há quem não desista quando não consegue encontrar a peça que tanto procura" eheheh

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  8. deves pensar que sabes escrever. ridiculo

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    1. Olá outra vez :)

      Eu não acho nada. Obrigado pelo teu comentário. Deixo-te apenas um pequeno conselho. Ocupa o teu tempo com aquilo que te faz sorrir e não com pessoas ridículas como eu. Verás que te divertes muito mais.

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    2. Espero que não me estejas a confundir com esse anónimo.
      Eu sou o, Amigo de Peniche.

      Já vi o teu post sobre o "ridículo".


      PS: Espero ter umas palavras tuas, mais que as demais que ofereces aos teus legionários. Sabes, sou um deprimido que ando de blog em blog, sem nada que fazer e a apelar por atenção.
      Gosto de vir aqui, principalmente pelo politicamente correto, contigo e com os demais. Acho graça... daí a minha inveja, é que é preciso trabalho e força de vontade para manter sempre essa postura.
      Outra coisa que te admiro é o tempo que gastas com comentários que não vão de encontro ao teu bem estar. Acho graça, pronto!

      E... vou passar este comentário para o post do "ridículo".


      Amigo de Peniche.

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    3. Aquilo que faço aqui é a forma como encaro as coisas longe do computador. É assim que sou. Gosto de conversar e não gosto de deixar pessoas sem resposta, tal como não gosto que me deixem sem resposta. E não acho justo responder apenas a quem concorda comigo. A piada está em construir diálogos a partir de diferentes pontos de vista. Desde que exista educação e respeito, tudo se consegue.

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    4. Sim, mas tens que conhecer que respondes sempre de forma irónica e aziada aos comentários que não vão de encontro à generalidade.
      Essa é uma das razões porque visito o teu blog. Falta-te qualquer coisa... um saber receber de braços abertos todo o tipo de letras e responder no mesmo tom. És, fazes-te politicamente correto, o que me irrita, e vai daí, venho cá espreitar. Claro que não ando a ver o que tu fazes, porque isso não me interessa nada de nada.

      Passa bem e espero que estejas a gostar do diálogo.

      Atentamente
      Amigo de Peniche.

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    5. É a tua opinião. Respeito mas não passa disso. Estás apenas a ser mais uma pessoa que cria uma imagem que deseja criar com base em algo que só a ti diz respeito. Se não quisesse comentários que não fossem de acordo com o que penso, não os aceitava. E ninguém me poderia criticar por isso. O blogue é meu e nele mando eu. Porém, com uma ou outra excepção, publiquei todos os comentários que estão dentro dos parâmetros de educação que defendo. Isso do "fazes-te politicamente correcto" é uma imagem que estás a criar sem me conhecer de lado nenhum. E se é essa a imagem que queres, é essa a imagem que tens. Até porque és tu que convives com ela. E tal como o que eu faço não te interessa para nada, aquilo que possas pensar sobre mim também não me interessa para nada. Quer seja isso ou outra coisa qualquer. E é assim que a vida funciona. Comigo, contigo e com todas as pessoas do mundo.

      De resto, destacam-se as prioridades. E as minhas não passam por perder mais tempo em conversas destas.

      Com todo o respeito, aparece sempre que quiseres. Mas é capaz de ser melhor não voltares porque só te vais irritar com o meu falso politicamente correcto.

      Que sejas muito feliz!

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    6. Irritar, eu?
      Como outros que passam e deixam flores, eu passo e deixo pedras. É apenas outra forma de passar o tempo. Já cansei de sorrir por sorrir.

      E, se sou anónimo é porque não posso comentar de outra forma. Não tenho blog.
      Que eu saiba, tens um blog com os comentários abertos.

      Atentamente
      Amigo de Peniche.

      Ah, eu sou feliz! Tive que dizer algo sobre isso, porque a tua frase parece que insinua alguma coisa.

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