POWr Multi Slider

31.8.13

podia ser tão simples... mas não é!

Há serviços neste país que deveriam ter sido criados para facilitarem os clientes. Entre eles as bilheteiras que gostam de revelar que têm uma linha telefónica para facilitar a missão de quem pretende comprar um bilhete para um espectáculo. Porém, só complicam.

Ando a tentar comprar bilhetes para um concerto. Num dos pontos de venda disseram-me que estava esgotado. Percebi que só naquele local é que já não existiam bilhetes. Nesse sentido procurei outros locais de venda. Entre eles uma bilheteira de um grande espaço, que contactei por telefone.

"Bom dia! Podia passar a chamada para a bilheteira, por favor?", disse.

"Que pretende?", respondeu-me.

"Queria saber se têm bilhetes para um espectáculo. E, se possível, reservar dois que ainda hoje passo por aí", referi.

"Não fazemos reservas por telefone", disse a funcionária.

"Mas pode dizer-me se tem bilhetes? Só para não fazer uma viagem desnecessariamente", acrescentei.

"Vou ficar com o seu nome e contacto e alguém há-de ligar a dizer se há bilhetes ou não", concluiu.

Quando desliguei fiquei a pensar em que consiste este serviço. Em primeiro lugar. Não fazem reservas por telefone. Fazem como? Pessoalmente? É que estando lá não preciso de reservas. Em segundo lugar. Será que custava muito passar a chamada para a bilheteira ou informar-se sobre a disponibilidade dos bilhetes?

Algo que deveria ser simples revela-se complicado. Uma pergunta simples exige mil coisas para que se tenha uma resposta. Escusado será dizer que ninguém me ligou para dizer se existem bilhetes disponíveis ou não. Não sei se são funcionários desleixados ou ordens superiores. O que sei é que dá uma imagem de desorganização à casa.

Enviado do meu iPhone

30.8.13

pensamento da semana #2


Poucas coisas no mundo incomodam mais os outros do que a felicidade. E este estado é a melhor arma que se pode levar para uma qualquer guerra. Tal como é o melhor remédio para curar qualquer doença. Sendo também a melhor solução para qualquer problema. Não percebo porque incomoda tantas pessoas mas sei que é algo que sabe muito bem. 

eu sentia vergonha

Há momentos em que gosto de pensar em mim. Naquilo em que me transformei. Naquilo que sou. Naquilo que ainda pretendo alcançar. Nos sonhos ou metas, se preferirem, que quero realizar. Ao concentrar a minha mente nisto, dou por mim a pensar naquilo que fui. Nos caminhos que escolhi. Nas opções que tomei. E na forma como decidi gastar o pouco tempo que tenho nesta coisa chamada vida.

E sentia vergonha se percebesse que a maior parte do meu tempo tinha sido ocupada a falar mal dos outros. A criticar aquilo que fazem, pensam e dizem. Também sentia vergonha se tivesse duas caras. Uma, cobarde. Que serve para falar mal das pessoas nas costas ou mesmo sob anonimato numa qualquer plataforma de comunicação destas novas tecnologias que incluem redes sociais, blogues e afins. Outra, falsa. Aquela que dá palmadinhas nas costas e elogia sem qualquer sentido. A que finge desejar o bem quando realmente só se quer o mal. E que é usada, muitas vezes, apenas para espiar isto e aquilo, de modo a ser usada pela faceta cobarde.

Sentia vergonha de ser assim. Ou de agir deste modo. Pelo simples facto de que isso significaria que a minha vida não teria qualquer interesse para mim. Seria tão vazia e despida de coisas interessantes que o único caminho seria ocupar o tempo a falar dos outros. Com críticas vazias, despropositadas que servem apenas para revelar a falta de inteligência e amor próprio. Quem sabe a roçar a inveja por aquilo que os outros fazem e alcançam, quer isso seja bom ou mau. Invejável ou não.

Há quem pense que ser uma pessoa de merda é uma qualidade. Que é algo ao alcance apenas dos predestinados. Que é algo que merece uma ovação de outras pessoas que se regem pelas mesmas regras do que nós. Mas enganem-se. Ser uma merda é do mais fácil que existe. O complicado é estar na extremidade oposta dessa posição. Falar mal é fácil. Fugir do veneno que nos cresce na boca e mãos é que é difícil. Criticar é fácil. Fazer bem é que é mais complicado. E perante a impotência de marcar a diferença pela positiva é muito mais fácil esconder as frustrações na tal faceta cobarde e fácil.

aquele momento #15

Em que o telefone toca. Do outro lado está a minha mãe, que me telefona para fazer aquilo que as mães fazem melhor: preocupar-se com o bem-estar dos filhos. “Filho, é só para te recordar de que não convém que bebas álcool enquanto estás a tomar o antibiótico”, diz-me. “Eu sei mãe. Não tenho bebido nem estou com disposição para o fazer”, respondi. “Mas é bom recordar-te. Não te vás esquecer”, prosseguiu. Primeiro fiquei a rir mas depois comecei a desconfiar que a minha mãe acha que bebo mais do que aquilo que realmente bebo.

29.8.13

habemus prandium

Não há male que dure para sempre. É uma das frases em que gosto de acreditar. Após seis dias de dores, várias noites mal dormidas e duas idas ao dentista, abandonei o consultório com a indicação de me alimentar à base de coisas frias. Regra que pretendo cumprir na perfeição de modo a manter-me afastado das intensas dores. Estava a mentalizar-me para comer fruta pelo jantar… até que a campainha tocou.

“Quem é?”, perguntei.
“É o sr. Olá. Tenho uma entrega para si”, ouvi no intercomunicador.

Minutos depois batem à porta. Era o sr. Olá em pessoa.

“Tenho isto para si”, diz, enquanto me entrega duas embalagens de Yoggo, os gelados de iogurte da Olá. Uma embalagem de sabor natural e outra de frutos vermelhos. Ao estilo de Homer Simpson, agradeci ao sr. Olá a salivar.

“Habemus prandium”, gritei. Resta saber qual será o sabor do jantar: natural, natural misturado com fruta, frutos vermelhos ou um pouco de tudo?


não há nada como ser tratado pelo dexter

A minha segunda ida ao dentista esta semana começou com um apontamento de humor. “Então! Traz aí um kinder”, disse-me o dentista assim que meti os pés dentro do consultório e mal olhou para a minha cara inchada, com aspecto de quem foi picado por abelhas. Apesar das dores e do desconhecimento da situação porque nunca tive a cara nestas condições, não evitei esboçar um sorriso ao mesmo tempo que pedia por tudo que saísse do consultório sem dores.

Até que uma súbita mudança transformou o dentista bem-humorado e com piadas de algibeira no Dexter, o serial killer que mais fãs tem no mundo. Sem me levar a jantar ou ao cinema ou sem sequer me pagar um café, convidou-me a deitar. Um convite daqueles que soa a ordem e que só tem uma resposta possível. E lá me deitei.

Ao jeito de Dexter, olhou bem de perto para mim enquanto eu permanecia deitado, imóvel e um pouco assustado. A única diferença para as vítimas do serial killer é que não estava embrulhado em celofane. Aproximou-se com um bisturi. Mas não me golpeou a cara de lado para recolher uma amostra de sangue como troféu. Foi mesmo dentro da boca que me cortou, de modo a aliviar-me a dor que me apoquentava.

Tudo isto fez com que me sentisse uma vítima de Dexter, com a vantagem de ter sobrevivido para contar a história. E em vez de sentir dores, saí de lá com muito menos dores do que quando lá entrei. Não há nada como ser tratado pelo Dexter.

belo motivo para ir ao cinema

Sempre gostei de Jennifer Aniston. Dos seus atributos e beleza física e também dos seus atributos enquanto actriz. Com a balança a tender mais para a mulher do que para a actriz. E tenho esta opinião porque considero Jennifer Aniston um actriz sem sal. Que joga sempre pelo seguro. Ou seja, cumpre à risca aquilo que lhe é pedido sem acrescentar nada de novo e pessoal aos papéis que aceita. Além disso, usa sempre o mesmo corte de cabelo. A roupa pouco muda. Representa sempre da mesma forma. E até os argumentos que aceita rondam sempre o mesmo tipo de histórias.

Para mim, isto é uma pena. Porque considero que Jennifer Aniston fica a ganhar quando arrisca. Algo que fez brilhantemente em Chefes Intragáveis, quando deu corpo a uma dentista ninfomaníaca, que até dizia palavrões, algo pouco visto em Aniston. Nesse filme, deixou de ser a loira de outros 2321342 filmes para ser uma morena ousada, sensual mas nada vulgar. Esse registo – não escondo que também tenho em conta as prestações do restante elenco – foi aquele que mais gostei de a ver.

Agora, Jennifer Aniston chega às salas de cinema na pele de uma stripper de improviso. Só vi o trailer mas fico com a ideia de que se trata de um belo motivo para ir ao cinema. Isto porque, apesar de se manter como loira, arrisca um pouco mais em vez de se limitar a ser uma mulher sem sal que cumpre sem arriscar.



Olhando para o seu percurso, não posso dizer que a sua carreira seja limitada. É sólida e com muitos milhões à mistura. Isto a par de algumas histórias familiares menos felizes. Porém, acho que podia ser muito melhor actriz e participar em filmes que não passem por comédias românticas de Domingo à tarde. E para isso não precisava de ser vulgar ou de andar sempre nua. Bastava arriscar.

hoje é à vontade do freguês

O meu modo zombie está a ganhar uma nova forma. Desde Sábado que não sei o que é dormir em condições e em períodos superiores a coisa de duas horas. Como se isso não bastasse tenho a cara a inchar como se não houvesse amanhã. Como se fosse um balão cheio de ar e onde cabe sempre mais um pouco sem que rebente.

Como rir é o melhor remédio e ajuda a esquecer as dores – missão onde os medicamentos que tomo estão a falhar – dei por mim a viajar no tempo e a recordar alcunhas que me ficam bem neste dia. E, curiosamente, o mundo da cara inchada é um poço de criatividade sem fim.

Existem os tradicionais: cara de bolacha, de quem foi picado por abelhas, de lua cheia ou mesmo cara de balão. A estes juntam-se: cabeção, cabeça de pirulito, maçã do amor, cabeça de vento, de bola, de repolho, big head, marciano e cabeça arromba navios.

Estes foram aqueles de que me lembrei. Mas, hoje é à vontade do freguês. Por isso, tomem a liberdade de acrescentar nomes à lista. Aproveitem e transformem este desafio numa viagem até à infância, período em que as alcunhas dominam e aplicam-se a tudo e mais alguma coisa.

28.8.13

poucos euros e acomodação profissional

Na semana passada escrevi um textosobre procura e oferta de emprego. Sobre as ofertas que são feitas aos diferentes tipos de pessoas que procuram emprego com valores a rondar os 600 euros. Na altura, surgiram vários comentários de pessoas licenciadas que acham pouco digno que se ofereça uma remuneração tão baixa a quem passou uma vida a estudar e que se especializou numa determinada área para se valer disso mesmo no momento da entrada no mercado profissional. Concordo com tudo isto, até porque já tive nesse lugar. Mas, aproveito agora para desenvolver um pouco mais este tema, que é bastante complexo.

Quando estava a estudar, mais especificamente na faculdade, acreditava que assim que concluísse o curso teria um emprego bem remunerado, dentro da minha área. E isto aconteceu por volta de 2002, altura em que iniciei o curso de comunicação social na universidade Lusófona. Acreditava nisto porque vinha de vários empregos onde até nem era mal pago e para os quais se exigiam poucas qualificações. Porém, cedo percebi que estava errado. Com o avançar do curso descobri que vagas na minha área eram muito poucas. E percebi também que isso dos ordenados “justos” era coisa para meia dúzia de alunos.

Depois de interiorizar isto que acabei de descrever ponderei sobre o que ia fazer quando o curso terminasse. E tinha dois caminhos a seguir: ficar à espera de um ordenado que considerasse justo tendo em conta os anos dedicados ao estudo bem como ao dinheiro utilizado no curso ou aceitar um estágio não remunerado na área e um emprego com um ordenado baixo, algo que seria suportado durante um período de tempo que considerasse aceitável e justo para mim. Como vivia na casa dos meus pais e não tinha contas para pagar, apostei na segunda hipótese.

Aceitei um estágio sem remuneração e durante seis meses estava disposto a pagar para trabalhar. Quando digo pagar para trabalhar refiro-me às despesas com deslocações. O objectivo que tinha em mente era apenas um: ser o melhor que pudesse ser, de modo a que a empresa reparasse em mim e não me deixasse ir embora. O meu esforço e empenho foi reconhecido a meio do estágio com um contrato. Na altura, aceitei sem hesitar o ordenado proposto. Olhando para o passado, percebo que podia ter exigido mais. Mas, para primeiro emprego na área achei que não era mau. Mais uma vez, vi-me numa estrada com dois caminhos a seguir: o da acomodação, em que passaria a minha vida a trabalhar a troco daquele valor ou ser melhor a cada dia, de modo a que a empresa entendesse que merecia mais do que aquilo que tinha. Escolhi a última opção. Que me trouxe ao patamar onde me encontro hoje, depois de ultrapassar várias barreiras. Se estou satisfeito? Não. Porque nunca estarei. Vou querer (e lutar por) sempre mais.

De forma resumida, esta é a minha história de vida na área em que me formei. Que não tem de ser vista como um exemplo. Porque cada qual pensa por si e toma as suas próprias decisões. Porém, aquilo que noto hoje em dia é que muitos jovens recém licenciados julgam que existem ordenados bons num primeiro emprego ao virar da esquina. Mas eles não existem. Existiam poucos na minha altura. E agora ainda existem menos. Se alguém disser que o mercado está bom, está a mentir. Porque isto está mau. Quer dizer... está uma grande merda. Esperar por um ordenado bom é uma aposta arriscada. Esta é a minha opinião. Também não defendo que todas as pessoas devam aceitar tudo. Existem contas a fazer. Perceber o projecto de que se vai fazer parte. As perspectivas de crescimento dentro da empresa e por aí fora. E depois, tomar uma decisão. Até porque pode ser melhor ganhar 800 euros num projecto certo e com pernas para andar do que 1200 num que vai morrer em poucos meses atirando a pessoa para o desemprego e com ordenados por pagar.

Além disto, noto também que muitas pessoas se acomodam em relação ao que têm. Pessoas que são capazes de passar uma década ou mais no mesmo cargo sem exigir uma única revisão salarial. “Estou bem assim”, “não me vou chatear com isso”, “já sei que me vão dizer que não”, são apenas alguns exemplos de coisas que dizem quando desafiados a procurar algo melhor ou a lutar por um ordenado digno e justo para aquilo que fazem. Porém, são pessoas que passam a vida a lamentar-se de nunca terem sido aumentados. Queixam-se mas nunca fizeram nada para estar melhor. Têm medo de concorrer a outros empregos ou de lutar por algo muito melhor no local onde estão.

Este é um tema que dá pano para mangas. Havia muito mais a dizer e passava horas de volta deste texto. Resumindo, defendo que toda a gente deve lutar por aquilo que considera ser justo para si e para as suas competências. Sem medo de ouvir um redondo não porque esse está sempre garantido. O que vier a mais é bónus. Agora, começar pelo topo e com ordenados chorudos é quase tão fácil como acertar na chave do euromilhões desta semana. Isso e ficar à espera que alguém nos pergunte se queremos um aumento salarial.

vais ser minha

Ando para te dizer isto. Sinto algo que não me deixa em paz. Que não me dá descanso. Quando olho para ti fico sem saber o que fazer. Perco o controlo sobre mim mesmo. Sou dominado por um mar de fantasias. Desejos que quero realizar, um por um. Até que chegue o momento em que não vais conseguir saciar o meu desejo. Basta um simples olhar para ti para que tudo isto aconteça na minha cabeça. Vezes sem conta. Algo que me tem levado à loucura.

Quero mostrar-te o que é amor. Algo que nunca sentiste. E tudo isto faz com que tenha um olhar provocador quando olho para ti. Sem qualquer preocupação com discrição. Tu permaneces imóvel perante a minha postura. Ficas ali, quieta, sem qualquer reacção. Chego a pensar que serás areia a mais para o meu camião. Ou será que estás apenas a provocar-me? Se for essa a tua intenção, estás perfeita neste jogo de sedução que protagonizamos e que me deixa a salivar.

Estás perto. Mas quero-te ainda mais perto. A uma distância que me permita dizer que és só minha. Quero que estejas tão perto que sintas a minha respiração em ti. Sei que não te irás arrepiar. Aliás, eu é que irei ter essa reacção. Mas não me importo com isso. Vivo bem assim. Só me interessa que estejas ali, bem perto de mim. Mesmo que não sintas nada por mim. Mas, garanto-te uma coisa. A nossa hora vai chegar.

Pode ser pela manhã. Pela tarde. Pela noite. Ou mesmo pela madrugada dentro. Altura em que ganhas um encanto especial. Sei onde estás. Não te podes esconder. Nem sequer fugir. Por isso, mentaliza-te disto. Amo-te. Muito! E não podes negar este amor. Nem este desejo que vive dentro de mim. Quem sabe dentro de nós. Por isso, é uma questão de segundos até te despir. Provar. Lambuzar. Até não conseguires ser mais aquilo que és. Prepara-te frasco de Nutella. Eu estou a chegar!  

o rabo da semana

Na semana passada foi o rabo de Rita Pereira que andou na “boca” dos portugueses. Esta semana, é o rabo de Miley Cyrus que anda pelas “bocas” do mundo. Já tinha ouvido muitos comentários sobre a actuação de Miley Cyrus (quem não viu pode ver neste link). A minha curiosidade cresceu ao ponto de perceber aquilo que a jovem cantora tinha feito em palco. E confesso que não fiquei espantado.

É certo que tem apenas vinte anos mas, há muito que Miley Cyrus quer descolar-se do rótulo de menina fofinha que dava corpo e voz a Hannah Montana, uma personagem Disney que cativou milhões de jovens em todo o mundo. Contudo, os fãs de Hannah Montana não aceitam que a personagem desapareça e queira crescer. E ficam chocados com tudo. Com as roupas. Com as atitudes. Com a língua de fora. Com os cortes de cabelo. E com as actuações que roçam o erotismo, como foi o caso desta.

Pessoalmente, a leitura que faço da situação é que Miley Cyrus faz tudo o que pode para que a vejam como artista em nome próprio em vez de uma personagem Disney proibida de crescer. Para isso, recorre aos truques de outras artistas como Rihanna ou Lady Gaga, que apostam na polémica para divulgarem o seu trabalho e imagem, independentemente da qualidade daquilo que fazem. Aquilo que não percebo é se estamos perante uma aposta pessoal de uma menina que quer ser vista como mulher e bomba sexual ou se a artista está a ser uma marioneta nas mãos de quem gere a sua carreira. Por outro lado, acredito que seja complicado para Miley Cyrus despir a pele de Hannah Montana sem ser com um tratamento de choque. Além disso, duvido que pudesse cantar as músicas que pretende cantar se mantivesse o ar angelical da Disney.

Como já referi, não me choca que Miley Cyrus faça aquilo que fez. Pelo simples facto de que não mexe comigo. Tal como não me diz nada que Rihanna mostre as mamas e o rabo em fotos que divulga com os fãs. Ou mesmo que Lady Gaga medite nua para promover um novo single ou que apareça no instagram com um charro na mão, quando estava nos bastidores dos MTV Music Video Awards. Para mim, o negativo destas estratégias e posturas reside no facto de serem um exemplo a seguir por milhões de crianças (algumas sem cabeça e sem alguém que as guie no caminho certo). Para muitas adolescentes, aquilo que Miley Cyrus fez em palco é entendido como um comportamento a seguir. Tal como tudo aquilo que Rihanna e Lady Gaga fazem. E esse é o grande perigo.


27.8.13

verdade ou mito #27

Parece que os casais que têm televisão no quarto tendem a ter menos relações sexuais do que aqueles que não têm. Sendo que o número chega a baixar para metade. Ou seja, aqueles que têm televisão têm metade das relações sexuais em comparação com os casais que não têm televisão no quarto. Isto será verdade? Porque a televisão tende a distrair os membros de um casal que acabam por se deixar dormir a ver um qualquer programa de televisão? Ou será mito? Porque basta desligar a televisão quando o desejo chama pelo casal? Verdade ou mito?

o truque do casaco

Há mil e uma maneiras, ou truques se preferirem, de se passar despercebido num local de trabalho. Ou seja, andar na balda mas aparentar que se está muito ocupado, com mil e uma missões de complicada resolução. Ao longo dos anos que levo enquanto trabalhador, há um que destaco dos demais. Aquele que considero ser o truque dos truques e que provavelmente engana pessoas desde que foi criado o primeiro posto de trabalho a nível mundial. Falo do truque do casaco.

Este simples truque consiste em ter sempre um casaco colocado na cadeira. Depois, basta que a pessoa abandone o posto de trabalho. Pode ser para falar com um amigo de outro departamento. Para dar conversa aquela rapariga bem gira ou ao rapaz charmoso igualmente de outro departamento. Para discutir os resultados dos jogos de futebol com os apaixonados pelo desporto rei. Para falar dos mexericos deste e daquele. Ou ainda para outras mil coisas diferentes como sair mais cedo sem que ninguém dê conta. Para que isto funcione basta deixar um casaco na cadeira.

“Alguém viu o x? Precisava de lhe pedir uma coisa”, pode ser um dos sinais de alerta. Quando se ouvem estas palavras, os colegas tendem a olhar para o posto de trabalho do “x”. “Não o vi mas ainda deve estar cá pois deixou o casaco na cadeira”, respondem. “Deve estar numa reunião ou a resolver um problema”, acrescentam outros. Sendo que poucos colocam a hipótese do “x” estar na balda ou simplesmente já ter saído. Quando se volta a aparecer junto dos colegas, usa-se o casaco para resolver tudo. “Acham mesmo que me tinha ido embora? Ainda tenho aí o casaco”, diz-se. “Ah e tal mas o casaco está aí desde ontem”, pode ser dito por alguém mais ousado. “Estive a resolver um assunto complicado até tarde e acabei por me esquecer dele aí na cadeira”, pode sempre dizer-se.


Já trabalhei em vários locais completamente diferentes. Já lidei com pessoas que são capazes de inventar as mentiras mais descabidas para não trabalhar, para sair mais cedo ou para passar para outro colega tarefas indesejáveis. Pessoas que dizem tudo e mais alguma coisa mas que acabam quase sempre apanhados numa noite de copos por alguém da empresa que calhou ir para a noite naquele dia. Mas, uma coisa é certa. Nada bate o truque do casaco.

venha o diabo e escolha. ou é o clonix a falar?

Ao longo dos meus 32 anos de vida já experimentei diversas dores. Mais do que desejava. Já levei pontos na cabeça. Também levei na boca, a sentir a agulha a raspar nos dentes. Já perdi conta às entorses em ambos os tornozelos. Bem como às distensões musculares, algumas tão fortes que a única solução era cair assim que as sentia, no momento em que ia a correr, por falta de força na perna. Além disto, quando tinha os meus seis anos tive uma lesão numa virilha que me impedia de colocar o pé no chão. Assim que o fazia, escorriam lágrimas pelo rosto. Num breve exercício de memória, são as dores de que me recordo.

A estas dores, acrescento outro episódio. Em criança tinha que efectuar análises ao sangue com bastante frequência. Como tinha pavor de agulhas (ainda tenho), aquilo transformava-se numa dolorosa tortura para mim. Como tal, eram necessárias quatro enfermeiras para me agarrarem o braço. Ou não havia sangue para ninguém. Olhando para o passado sentia-me um prisioneiro de guerra a ser torturado. Mas, mesmo assim dava-lhes luta até não ter forças. Porém, nada disto que referi é comparável a outras dores que já senti.

Dores de dentes e dores de ouvidos. São o Messi e o Cristiano Ronaldo das dores que um humano pode sentir. Refiro-me apenas às chamadas dores “normais” que qualquer pessoa sente ao longo da sua vida. Para mim, nada é pior do que isto. São as dores que me roubam o sono. Que me alteram o humor. Que me tornam insuportável enquanto não são resolvidas. Que me fazem sonhar com um mundo absurdo onde as pessoas não têm ouvidos nem dentes. Se houvesse uma cerimónia de entrega de Óscares para as dores, dava a estatueta dourada de melhor realizador para as dores de dentes e melhor filme para as dores de ouvido. Ou será que isto é o efeito do clonix a falar e existem dores bem piores?

26.8.13

o que fazes às três da manhã?

O ponteiros do relógio aproximam-se das três da manhã. Por norma, durmo a essa hora. Sonho com algo de que raramente me lembro pela manhã sendo que ao longo dos últimos tempos tenho tido aquilo a que chamo de sonhos parvos. Que se destacam pela ausência de qualquer lógica que faça sentido para mim. Porém, a última noite foi diferente. Aproveitei essa hora para fazer rir um farmacêutico que tinha como missão trabalhar durante a noite toda.

Sem conseguir dormir por causa de uma aborrecida e intensa dor de dentes, não tive outro remédio. Saí da cama. Agarrei uns calções de ganga. Uma t-shirt. Vesti-me e calcei uns chinelos. Agarrei na carteira e na chave do carro e desloquei-me à farmácia de serviço. A missão era simples. Matar a dor de dentes de modo a conseguir dormir algumas horas antes de iniciar mais uma semana de trabalho. Antes de chegar à farmácia, aproveitei a única vantagem que a dor de dentes me trouxe. Ser o único condutor da zona, com uma bela paisagem como pano de fundo. Chegado à farmácia, iniciei o diálogo que acabou com uma gargalhada para o farmacêutico.

“Boa noite!”, disse-me. “O que precisa?”, acrescentou.
“Quero algo para a dor de dentes”, respondi.
“Tem alguma preferência?”, perguntou-me.
“Tenho”, referi.
“Por qual?”, inquiriu.
“Por aquele que seja mais eficaz e que me deixe dormir”, disse-lhe, provocando uma gargalhada.


Do mal o menos. Já que tive de sair da cama por alguns minutos, fiquei satisfeito por ter provocado uma gargalhada a quem ainda ia a meio de uma noite de trabalho. Já agora, se passares por aqui quero agradecer-te. O Clonix deixou-me dormir. Obrigado!

o morcego da discórdia

Ben Affleck será o novo Batman nos próximos filmes deste super-herói. Algo que tem gerado uma grande controvérsia com grande parte das pessoas a criticarem a escolha. Pessoalmente, este é um tema complicado para mim. Gosto de todos os filmes feitos até hoje. Sobretudo daqueles feitos nos últimos anos. Sou apreciador de Ben Affleck enquanto actor e enquanto realizador. E sou um fã incondicional de Christian Bale, o Bruce Wayne dos últimos filmes e um dos responsáveis pelo maior sucesso de bilheteira há história de Batman.

Pessoalmente, não percebo as críticas em torno de Ben Affleck. Em primeiro lugar, porque acredito que está no melhor momento da carreira e os últimos filmes que protagonizou são sinal disso mesmo. Além disso, tem aquilo que considero ser um queixo à Batman, que encaixa na perfeição no requisitos físicos do personagem. Contra si, o actor tem a pressão por suceder a Christian Bale, que vestiu o personagem de forma perfeita. Agora, considerar que Ben Affleck não tem qualidade para este papel julgo ser um julgamento bastante precoce e até errado.

Será que as pessoas ainda se recordam que Heath Ledger foi severamente criticado quando estava a dar vida a Joker e que acabou por conquista um Oscar com esse papel. De criticado, o malogrado actor passou a aplaudido e rotulado do melhor vilão de toda a saga cinematográfica. Noutro registo, Daniel Craig foi criticado no momento em que foi escolhido para James Bond. Até o facto de ser loiro serviu para ser criticado. Contudo, é o agente secreto de Casino Royale, considerado por muitas pessoas o melhor filme da saga do agente secreto.

Ficarei a contar os segundos para o lançamento de Batman vs Superman. Irei analisar detalhadamente o desempenho de Ben Affleck. Tal como os restantes detalhes do filme. E acredito que não irei sair desiludido da sala de cinema apesar de ainda ter bem presente em mim as magníficas prestações de Christian Bale.

25.8.13

ontem. hoje. sempre.

Longe vão os anos em que as turras eram uma constante entre nós. Algo que os irmãos, de sexos opostos e com alguma diferença de idade, fazem tão bem. Confesso que sinto um misto de sensações em relação a isso. É algo que não nos faz falta. Mas de que sinto saudades porque tinha a sua piada.

Mas, naquela altura sentia sempre algo especial neste dia. O teu dia. E isso não mudou. A intensidade deste dia continua igual. E será sempre assim. Sobretudo porque já não vivemos juntos e porque tens uma filha linda, que amo como se fosse minha. Ingredientes que tornam este dia ainda mais especial.

Sei que não vais passar por aqui. Não é algo que faças. Mas quis deixar-te os parabéns em forma de texto. Antes de estar contigo num jantar familiar animado, como é hábito. Amo-te muito. És a melhor irmã do mundo. Beijos.

Enviado do meu iPhone

24.8.13

recordar o regresso às aulas

Quando era mais novo adorava o regresso às aulas. Acho que já disse por aqui que chegaram a existir anos em que no primeiro dia de aulas ia munido de mochila e cadernos novos, tal era o encanto pelos mesmos, que acabava por nunca usar naquele dia. Fartava-me de chatear os meus pais para ir às compras. Quando me faziam a vontade, deliciava-me nos corredores dedicados ao regresso às aulas. Escolhia detalhadamente cada acessório como se fosse uma pedra preciosa.

Além disso, acabava por fazer sempre uma incursão ao corredor dos brinquedos. Além dos cadernos tentava sempre que os meus pais me comprassem um brinquedo. Que podia passar por um boneco, um carro de brincar ou um jogo qualquer. Mesmo que não comprasse nada, passava sempre alguns minutos na zona dos brinquedos.

Quando recebi esta informação da Lego, recordei isso tudo. Assim que li, sugestões regresso às aulas, recordei tudo isto. Desde o material escolar até aos brinquedos. Até porque, aos 32 anos, continuo a não dispensar uma visita à zona do regresso às aulas e dos brinquedos, quando vou a um qualquer hipermercado. E acabo sempre por comprar qualquer coisa para mim. Aproveito ainda para deixar as sugestões da Lego para o regresso às aulas. E palpita-me que mais do que aconselhar, vou acabar por comprar algo para brincar com a minha sobrinha... ou mesmo sozinho.






23.8.13

pensamento da semana #1


É verdade que o dinheiro não compra felicidade. Mas é igualmente verdade que existem pequenos prazeres da vida que podem ser comprados pelo dinheiro. Que custam muito pouco. E que trazem felicidade. Como é o caso dos Oreos.

o pedaço da vergonha

Jantares com amigos. Mesa cheia. Boas conversas. Boa comida. Bom vinho. Algo que resulta em horas de diversão e animado convívio. À mesma velocidade que os minutos passam, os copos vão ficando mais vazios. Tal como as garrafas. Nos pratos, a comida que todos dividem vai diminuindo. Ao mesmo ritmo das animadas conversas e gargalhas vai escasseando a comida. Até que o prato fica apenas com um pedaço de comida. Para o qual todos olhos de forma discreta enquanto tentam adivinhar quem o irá comer.

Este último pedaço é aquele a que se chama pedaço da vergonha. “Está tudo com vergonha?”, ouve-se à mesa. “Ninguém apaga a luz?”, dizem outros. Este processo pode durar largos minutos. Durante os quais se usam argumentos para empurrar o tal pedaço para o prato de alguém. Para o do mais tímido, que comeu menos. Ou para o do mais garganeiro, que nunca diz não a mais um pedaço de comida. É certo que é um pedaço que todos podem comer. Mas, por uma questão de educação, todos oferecem esse bocado de comida a alguém como se fosse fisicamente impossível ingerir aquela porção de um qualquer alimento.

O cenário que descrevi não existe quando está alguém à mesa que come o último pedaço de comida sem dó nem piedade. Sem fazer perguntas. Quando isto acontece, os minutos que se seguem são passados de forma diferente com a maior parte das pessoas que estão à mesa a deitarem olhares fulminantes para aquele que não teve vergonha de comer um pedaço de comida que ia ser empurrado de prato em prato durante minutos a fio. Este, por sua vez, chega a sentir-se tão mal como se tivesse acabado de cometer o maior erro do mundo.

Porque será que todos oferecem o último pedaço de comida aos outros mas quase ninguém gosta que esse mesmo pedaço seja comido sem que decorra este processo do agora como eu ou agora comes tu?

malas de férias. elas vs eles

Quando o tema são férias existe um detalhe que se destaca dos demais. Fazer as malas! Eles assumem-se como práticos. Elas dizem que eles são desleixados. Eles dizem que elas levam roupa para três meses quando as férias duram uma semana. Elas defendem-se dizendo que são mulheres prevenidas. Elas dizem que eles contam com elas para que nada falte. Eles dizem que fazem tudo sozinhos e que nada irá faltar. E podia passar horas a escrever argumentos deles e delas.

Acho que, regra geral, eles são mais rápidos do que elas a fazer uma mala. Não digo que o façam melhor. Mas na velocidade ganham. Além disso, mais uma vez regra geral, eles levam menos coisas do que elas. Sendo que o menos pode levar ao esquecimento de algumas coisas. Por sua vez, elas levam quase sempre coisas a mais. Que acabam por não usar. Mas, há que assumir, elas conseguem lembrar-se de muitos detalhes úteis em que eles não pensam.

O jornal Daily Mail desafiou três homens a arrumarem as suas malas bem como as malas das mulheres para uma semana de férias num destino de Sol. O primeiro, para a mulher, levou uma camisola polar, um vestido de baile e umas skinny jeans um número abaixo. O segundo, um cachecol de lã, a t-shirt que a mulher usa na jardinagem e um vestido de grávida para a mulher que não está grávida. O último, levou uns ténis 41 para a mulher, que calça o 38, um livro que a mulher tinha acabado de ler e ainda um chapéu que pertence ao espantalho do casal. Sendo que se tratava de um destino de Sol, nenhum dos homens arrumou biquínis para as mulheres. Tal como se esqueceram da roupa interior, do protector solar e ainda da maquilhagem.

Existem várias leituras que podem ser feitas desta experiência. Podem ser três casais com pouco conhecimento pessoal. Homens que preferem a beleza natural das mulheres e que acham o uso de maquilhagem desnecessário. Podem ser três homens que nunca fizeram uma mala na vida e que nem compram roupa para as mulheres. Podem ser adeptos de nudismo que dispensam biquínis, tal como podem gostar de liberdade corporal dispensando assim a roupa interior. Pessoalmente, quero acreditar que estes homens foram escolhidos a dedo e que eles conseguem fazer muito melhor do que isto. Ou será que estou errado?

oferta e procura de emprego

Em conversa com amigos tenho ficado a par de várias experiências de pessoas que procuram emprego. Alguns desempregados, outros com emprego mas que procuram uma nova aventura profissional e ainda aqueles que procuram o seu primeiro emprego depois de uns bons anos dedicados aos estudos e formação específica numa determinada área. Em comum, estes diferentes tipos de trabalhadores queixam-se do mesmo mal. Lamentam que boa parte dos recursos humanos das diferentes empresas a que concorrem não saibam diferenciar os candidatos. E tenho que lhes dar razão.

Todas as pessoas que vão a um processo de selecção ouvem o seguinte: “após uma cuidadosa análise, vocês foram escolhidos para esta última fase da escolha da pessoa que irá ocupar o lugar.” Porém, cedo se percebe que de cuidadosa, essa análise nada tem. Pelo simples facto de que quem está a recrutar não sabe diferenciar uma pessoa que procura um primeiro emprego de outra que está desempregada ou ainda daquele que tem emprego mas que procura uma experiência nova.

Por exemplo, uma coisa é oferecer 600 euros a recibos verdes a quem acabou de sair da faculdade. Outra coisa completamente diferente é oferecer esse mesmo valor a quem tem um emprego. Tal como é diferente fazer esta oferta a quem está desempregado. Possivelmente o jovem na casa dos vinte e poucos anos, que ainda vive na casa dos pais, que não tem despesas e que procura o primeiro emprego irá logo dizer que sim. Sem hesitar. O desempregado, irá fazer contas ao subsídio de desemprego, a uma eventual indemnização que esteja a receber, e talvez aceite a proposta. A pessoa, na casa dos trinta anos, que tem emprego vai sentir que perdeu tempo e que fez a empresa perder tempo com uma proposta que considera ser ridícula.

Como se isto não bastasse, muitas vezes, quem selecciona não explica, numa primeira abordagem, o verdadeira cargo para o qual têm vaga. Aliciam os candidatos com nomes de empresas sonantes quando na realidade têm para oferecer uma vaga que acaba por ser aliciante para muitas poucas pessoas. Tudo isto resulta em diversas horas perdidas. Para a empresa, que chama pessoas que cedo desistem da candidatura. E para quem procura emprego, porque sente que perdeu o seu tempo com algo que podia ter sido evitado.

O mercado profissional está saturado em diversas áreas. Ou mesmo em todas. Mas existem pequenos detalhes que podem fazer grandes diferenças para quem oferece e para quem procura trabalho. Isto que acabo de referir é apenas um pequeno exemplo de diversas situações erradas no mundo do trabalho. Situações essas que dão má imagem à empresa que recruta, por maior que seja, e que desiludem ainda mais que luta diariamente por um futuro profissional melhor. E que fazem perder horas a milhões de pessoas.

passatempo poko pano


Numa parceria com a Poko Pano, a afamada marca brasileira de roupa de praia, tenho uma sunga para oferecer. Com o passar dos tempos, a marca tem sentido uma grande procura deste artigo específico, decidindo apostar cada vez mais na divulgação do mesmo, com o objectivo de chegar ao maior número de homens possível.

Quem quiser participar tem apenas de seguir estes simples passos: fazer gosto na página da Poko Pano Portugal e na página de facebook do homem sem blogue. Depois, é só deixar aqui um comentário com a frase “homem sem blogue, quero a sunga da Poko Pano.” O passatempo decorre até dia 30 de Agosto e o vencedor será escolhido aleatoriamente, com o auxílio de random.org.



O(a) vencedor(a) poderá optar por uma destas versões oferecidas pela Poko Pano. Uma lisa, mais discreta e outra estampada, mais ousada. Boa sorte!

22.8.13

precisamos de sisu e de hygge

Diz-se que saudade é uma das “poucas” palavras do mundo para as quais não existe tradução. É um termo muito nosso que os estrangeiros têm alguma “dificuldade” em compreender mas por que se apaixonam assim que descobrem o seu verdadeiro significado e conceito. Julgo, por tudo o que envolve esta palavra, que deveria fazer parte do vocabulário de todas as pessoas. Considero até que triste quem nunca sentiu saudades. E tudo o que isso provoca em nós.

E se acho que os estrangeiros deveriam ficar a par do verdadeiro significado de saudade, entendo igualmente que nós também poderíamos adoptar alguns termos estrangeiros sem tradução. Por exemplo, à Finlândia podemos ir buscar o sisu. Palavra que significa força de vontade, determinação, perseverança e corresponde ao agir de forma racional perante as adversidades que surgem nas nossas vidas.

Da Dinamarca podemos importar o hygge, que representa um estilo de vida. Significa alegria de viver e ainda o calor da companhia dos amigos com quem se partilham as coisas boas da vida. Hygge simboliza também a ausência de preocupações e aborrecimentos e a abundância das coisas boas, agradáveis e simples que a vida tem para proporcionar.

Nos dias que correm é fácil olhar para o fundo do poço. Quem nunca teve um dia em que duvida de tudo e deixa de acreditar por completo no futuro? É bastante fácil acreditar que dali não se passa. E, sem que se perceba, damos por nós num estando constante de tristeza. Do qual é bastante complicado fugir. É por isso que é preciso que as pessoas não se esqueçam do sisu e do hygge. Porque eles existem. E dar-lhes vida depende apenas de cada um de nós.  

quando discutir é amar

Não sou adepto de discussões. Detesto discutir. Mas isto não invalida que não me veja inserido em algumas das quais não consigo escapar. Contudo, uma coisa é certa. Só discuto com quem é importante para mim. São as únicas discussões onde participo. Sendo que nesta equação não entra o domínio profissional. Estou a referir-me apenas ao lado pessoal da vida. Se uma pessoa não tiver qualquer relevo para mim, não é merecedora de uma altercação verbal que não vai dar em nada.

Entrando no domínio das relações a dois, há quem defenda que se um casal discute com frequência é porque já não existe amor entre ambos e o melhor é cada um seguir o seu caminho. Pessoalmente, não vejo a questão de uma forma tão linear e simples. Do meu ponto de vista, defendo que uma discussão pode ser sinónimo de amor. Quando um casal discute de forma bastante acalorada e intensa está a revelar que existem sentimentos muito fortes que os unem.

Mas defendo isto quando a discussão é vivida de igual forma pelos dois. Para mim, grave é quando um discute e o outro vira as costas. Isso e quando já nada motiva uma discussão entre ambos. Ou nada tem valor suficiente para tirar alguém do sério. Isto sim, é desinteresse e inexistência de amor entre aquelas duas pessoas.

Não sei se todas as discussões são sinónimo de amor. Acredito que aquelas que referi são isso mesmo. E aqui não incluo discussões bidiárias e por tudo e por nada. Tal como acredito que quando duas pessoas que se amam não discutem por nada é porque algo vai mal e talvez seja o sinal de que o amor que em tempos existiu já perdeu a chama.  

agora escrevo eu #16

Quando somos mais novos, queremos ser mais velhos. Quando somos mais velhos, queremos ser mais novos e saber aquilo que já sabemos. Em traços gerais, esta é a forma como muitas pessoas lidam com a idade e com o passar dos anos. Depois, cada um tem a sua perspectiva pessoal do assunto e os seus motivos para querer ter uma idade diferente da real. Neste texto, a Sofia apresenta a sua visão sobre o tema. E dá que pensar.

"Uma das minhas histórias preferidas quando era pequena era o "Peter Pan", o menino que não queria crescer. Sinceramente, até há uns meses eu não concordava com ele. Queria crescer, ser adulta, ter 18 anos. Essas coisas todas que pensamos que acontecem quando chegamos aos 18 anos.
Tenho 18 anos e, por mim, não teria. Dou por mim a pensar que se aos 16, 17 anos, já vejo tantas pessoas intriguistas, invejosas, egoístas, sempre a tentarem deitar os outros abaixo...bem, nem quero imaginar o mundo adulto!

Infelizmente para mim, sou quase obrigada a ter de conviver diariamente com este tipo de pessoas na escola. É claro que podem tentar iludir-me e dizer que são adolescentes e que os adultos não são assim mas eu não acredito! Se um adolescente já é assim então o que será quando for adulto? Pois, acho que estamos em sintonia. Claro que as pessoas crescem e tudo o mais mas estas acções e palavras ficarão para sempre, definem o rumo que vamos tomar, aquilo em que nos vamos tornar. Ou não concordam comigo?

Tenho mesmo de concordar com o "Peter Pan" nestas coisas...por mim não crescia. Se na adolescência são assim...nem quero imaginar quando estiverem num mercado de trabalho. Vai ser só falar mal dos colegas! Perdoa-me o desabafo adolescente, homem sem blogue, mas agora escrevo eu. E se fosse dizer isto no meu blog ia haver centenas de pessoas afectadas e nem uma é suposto se sentir assim."

oblogdasconfissoes.blogspot.com  

21.8.13

amigos. noitadas. e engates

Conheço pessoas que olham para as noitadas como uma espécie de blind dates. Escolhem o local onde vão sair pela quantidade de mulheres/homens que frequentam esse espaço. Mesmo que não gostem da música. E mesmo que nem se enquadrem com o ambiente. Se existem muitas mulheres/homens solteiras/os, é um bom local para estar. E, antes de saírem de casa, não deixam escapar nenhum pormenor. Chegam a escolher a roupa com dias de antecedência. De modo que sejam o isco que todos os peixes querem morder.

Aquilo que é uma saída de amigos é facilmente transformado num episódio de BBC Vida Selvagem, dedicado à caça e acasalamento das diferentes espécies. Nunca deixei de sair com pessoas que olham para uma noitada nestes moldes. Simplesmente, recuso fazer parte disto. Divirto-me. Com aqueles que pensam e agem como eu. Para mim, uma saída de amigos é isso mesmo. Estar com quem nos diz algo para esquecer os problemas e descansar o corpo e a mente das rotinas diárias. E beber um copo. Ou dois.

Faz parte da minha maneira de ser não trocar a companhia dos amigos por um engate ou meia hora de conversa com uma miúda gira. Sempre fui assim. Isto não invalida que não se troque um contacto ou algo do género. Mas sou incapaz de abandonar os amigos. Pior, faze-los esperar pela conclusão de um engate para ir embora. Não crítico quem o faz. Não gosto, assumo. Mas nada tenho contra quem tem prioridades diferentes das minhas.

Para mim, poucas coisas estão acima de uma verdadeira amizade. Poucas pessoas estão acima daqueles a quem damos a roupa que temos no corpo se assim for necessário. Poucas pessoas são mais importantes do que aqueles com quem queremos estar quando não queremos estar com ninguém. E um rabo de saia nunca estará acima disto que acabei de referir.

eu nunca erro

Aprendi e sempre ouvi dizer que assumir os nossos erros é sinal de inteligência, maturidade e que revelam o desejo de crescimento e de uma melhor aprendizagem. Por isso, quando erro, pessoalmente ou profissionalmente, não tenho qualquer problema em pedir desculpa aos intervenientes envolvidos no erro e em corrigir aquilo que fiz.

A única coisa que faço é realmente analisar o que se passou. Descortinar o que falhou e perceber se o erro foi mesmo meu. Se assim for, aprendi e dei um passo em frente de modo a não cometer o mesmo erro no futuro.

Se há coisa que todas as pessoas fazem no mundo é cometer erros. Uns atrás dos outros. Aquilo que não percebo é o medo/receio que a maior parte das pessoas têm em assumir que falharam num ou noutro determinado aspecto. Em vez disso, procuram sempre um bode expiatório para uma saída airosa.

Borrar a pintura ocasionalmente não tem mal nenhum. É bem pior estar sempre a culpar algo ou alguém das nossas falhas. Até porque, perfeição não existe. E toda a gente erra. E toda a gente percebe isso. Por mais areia que tentem atirar para os olhos dos outros.

Enviado do meu iPhone

desde que o trabalho apareça feito

A crise tem prejudicado muitas famílias. É uma verdade que ninguém pode negar. Tem ajudado a destruir muitas empresas. Outro dado que está aos olhos de todos. Mas, infelizmente, tem sido aproveitada por muitos patrões para cortarem em tudo e mais alguma coisa. Para estes, a crise é uma aliada que justifica tudo. Em muitas empresas, onde a palavra crise fica à porta, de acordo com os lucros que apresentam, verifica-se uma redução de empregados, que chega a passar a metade.

É óbvio que muitas empresas tinham empregados a mais. Algumas até tinham chefes que eram apenas e só chefes de si mesmos porque não faziam parte de nenhuma secção. Mas, em alguns casos deveria ser impossível reduzir os empregados para metade. E dou como exemplo espaços que tenham atendimento ao público. Ou restaurantes. E podia dar muitos outros exemplos.

Num dos locais onde costumo almoçar verificou-se isto. Existe apenas uma pessoa para atender todos os clientes sendo que é essa mesma pessoa que prepara a comida dos clientes. Escusado será dizer que se aparecerem dez pessoas ao mesmo tempo, o tempo de espera aumenta de forma bastante significativa. Porém, isto não importa para quem manda. Pelo simples facto de que o trabalho aparece feito. E o dinheiro na caixa.

Quem manda, não quer saber se os clientes esperaram dois minutos ou meia hora. Quem manda não quer saber se os clientes foram atendidos de forma correcta ou à pressa porque a fila de espera era enorme. Quem manda nem sequer quer saber se meia dúzia de pessoas deixaram de frequentar o espaço porque o tempo de almoço não permite tanto tempo de espera. Aliás, aposto que em muitas empresas onde isto acontece, existe alguém com um cargo qualquer que a meio de uma reunião diz: “eu não disse que aquele trabalho podia ser feito com menos pessoas”, sendo aplaudido pelos seus pares. E este caminho é o mais rápido para destruir ideias e conceitos bastante interessantes. Mesmo que se tratem de grandes grupos empresariais.

20.8.13

verdade ou mito #26

Dizem que o sexo matinal é muito mais eficaz do que o café para que uma pessoa aguente o dia com mais energia e bem desperto. Isto será mito? Porque o sexo cansa e a pessoa fica necessitada de uma dose maior de cafeína? Ou será verdade? Porque fazer algo aprazível ao corpo e à mente mexe com as pessoas fazendo com que o dia seja sempre em alta? Verdade ou mito?

ser pai é estar numa prisão

Não sou pai. Tenho uma relação bastante próxima com a minha sobrinha mas tarefas como dar de comer, mudar fraldas, adormecer e tantas outras foram sempre situações pontuais. Nunca foram rotinas diárias para mim. Por isso, tenho uma ideia do que é ser pai. Mas é apenas isso. Tenho somente a teoria. Apesar do crescente desejo de viver a prática. Contudo, acho bastante divertida a comparação que o Huffington Post fez entre ser pai e estar fechado numa prisão, com base numa série de dez factos, no mínimo curiosos. Melhor do que eu, quem é pai poderá opinar sobre esta comparação.

- Não podemos fazer nada sem constante supervisão.

- As manhãs começam sempre com alguém a gritar para acordarmos.

- Estamos sempre com medo que algo mau aconteça quando estamos no banho.

- Estamos sempre com receio que alguém se deite na nossa cama durante a noite.

- A hora da refeição é pautada pela tensão.

- Há sempre alguém a olhar para nós quando vamos à casa de banho.

- Nunca escolhemos o filme que vemos e torna-se difícil ouvi-lo com tanto barulho.

- Existe o constante medo de levar um murro, uma mordidela, uma facada ou sofrer outro ataque qualquer com uma arma improvisada.

- Contrabando – álcool, chocolate ou um qualquer entretenimento adulto – são passados e consumidos em segredo.

- As visitas conjugais são difíceis de obter, requerem planeamento e são muitas vezes interrompidas.


a obrigatoriedade da depilação íntima feminina

Não sei precisar a data exacta em que a depilação passou a ser moda para elas. Tal como não sei dizer a altura em que a depilação íntima feminina passou igualmente a ser quase obrigatória para as mulheres. Porque, a verdade é que uma moda global acaba por ser confundida com uma regra geral obrigatória para todos. Sendo que, aqueles que não a cumprem, neste caso aquelas, passam a ser vistos como marginais e desenquadrados dos parâmetros defendidos por uma multidão.

Actualmente, é assim que vejo a depilação íntima feminina. Uma obrigação para todas as mulheres. E, nos últimos dias, este tema tem dado que falar no Brasil. Isto, porque Nanda Costa, a actriz que faz capa da edição de Agosto da Playboy brasileira decidiu posar nua sem recorrer à depilação íntima (as fotos são facilmente encontradas com uma pesquisa no google). Esta medida, gerou automaticamente uma enorme polémica.

De um lado, aqueles que adoram a naturalidade de Nanda Costa e que aplaudem a decisão de posar sem ter feito a depilação. Agradecem ainda a sua ousadia e o facto de ser protagonista de uma produção fotográfica completamente diferente daquilo que se costuma ver na referida e prestigiada publicação. Porém, o maior número de vozes ataca a actriz, que foi bombardeada com comentários negativos, chegando a ver a sua zona genital comparada com uma qualquer mata. Nanda Costa já disse que foi uma decisão ponderada e que aprovou todas as fotos – feitas em Cuba – que foram publicadas.

Pessoalmente, sou adepto da depilação. Mas nada tenho contra quem não a faz. É uma escolha pessoal que não define uma pessoa. A única coisa que “critico” é, para dar apenas um exemplo, quem não a faz e opta por usar biquínis bastante reduzidos na praia que acabam por mostrar muito mais do que deviam. E critico isto pelo facto de entender que uma coisa não bate certo com a outra. De resto, este é apenas mais um exemplo de que uma moda global é quase sempre vista como uma regra que todas as pessoas têm escrupulosamente de seguir. Para não correrem o risco de serem olhadas de lado e marginalizadas/gozadas por fazerem parte de uma minoria.

À parte disto, abro um parêntesis, para realçar o encanto que tenho por pessoas bem humoradas e com sentido de humor. Bombardeada por comentários negativos, Nanda Costa optou por lidar com a polémica de forma divertida. A actriz colocou esta foto no instagram, onde se podem ver os seus pés, uma máquina de cortar cabelo e ainda vários tufos, com a seguinte legenda: “Ok. Assunto encerrado.”


19.8.13

usa-me. abusa de mim. vezes sem conta

Ele. Rapaz na casa dos trinta anos. De bom coração, segundo os amigos. Um eterno apaixonado. Daqueles que acreditam no amor para a vida e que não concebem a entrega carnal despida de sentimentos. Ela. Mulher na mesma faixa etária. Divertida, alegre e adepta de noitadas com amigas. Apesar de gostar de sair à noite detesta sentir-se observada pelos homens. Algo que acontece com frequência. Tal como ele, só acredita em sexo com sentimento. Aliás, para ela não existem noites de sexo mas sim de amor. Ela não faz sexo. Ela faz amor. E critica quem faz o oposto do que defende.

Assim é ela. E assim é ele. Que nunca se viram. Que não se conhecem. Que não frequentam os mesmos locais. E que não têm amigos em comum. Até que, num dia, se cruzam no mesmo espaço. Num bar da moda numa qualquer cidade que vive a noite de forma ainda mais intensa do que o dia. É lá que se cruzam. E é lá que ele se rende a ela. À sua beleza. Imagem. E corpo escultural, segundo os parâmetros que ele mais aprecia numa mulher.

Ele congelou assim que os seus olhos vislumbraram a silhueta dela. Ficou preso. Até que ela se voltou para ele. “Linda”, pensou para si. “A mulher dos meus sonhos está aqui. Existe”, disse baixinho. Segundos depois, ele perdeu o controlo sobre si mesmo. E não deixou de olhar para ela. Sem ter a noção de que estava a ser tudo menos discreto. Até que ela se apercebe de que está a ser observada. Mas, ao contrário de tudo aquilo que criticava não se importou por estar a ser observada de forma intensa. Até gostou. E esboçou um sorriso na direcção dele.

Isto durou largos minutos. Até que ele sente que o único caminho é aproximar-se dela. Mesmo sem saber o que lhe irá dizer. Ele aproxima-se. Ela apercebe-se da movimentação dele. Ele está cada vez mais perto. E mais. Até que os corpos estão separados por meros centímetros. Juntos, ficam em silêncio durante alguns segundos. Ele porque não sabe o que dizer. Ela porque espera que ele tome a iniciativa.

Até que ele solta algumas palavras. “Usa-me. Leva-me daqui para fora. Abusa de mim. As vezes que quiseres e que te apetecer”, são as palavras que diz, apesar de nunca pensar ser capaz de as proferir. Ela não acredita no que ouve. O discurso não se coaduna com a sua maneira de ser. Porém, não lhe vira as costas. Nem o deixa a falar sozinho. Porque quer o mesmo do que ele. Pega-lhe na mão e arrasta-o para fora do bar onde estão. A noite prossegue e entregam-se os dois aquilo que ambos criticam. Mesmo sabendo que provavelmente não se vão voltar a ver depois daquela noite. Depois do tal sexo que não percebiam, ambos dão por si a pensar que o desejo tem razões que a própria razão desconhece. Por mais que se pense que tudo na vida é controlável.

é aqui que trabalho

Não sei como mas parece que cheguei à Colômbia. E não fui de férias. Fui mesmo em trabalho. E sem sair da minha cadeira. Diz que dou nome a um canal de televisão de Bogotá. E assim está revelado o meu local de trabalho: HSB Televisión.


oitocentosmilgado

Esta semana não podia começar de melhor forma. O blogue acaba de ultrapassar as 800 mil visualizações. Em dezasseis meses de vida, este canto que também é vosso, tem crescido em todos os aspectos. Às visualizações acrescem os mais de 45 mil comentários – onde estão incluídas as minhas respostas, uma das coisas que mais encanto tenho em fazer no blogue – os mais de 700 seguidores no blogue, os mais de 500 gostos na página de facebook e ainda os mais de 500 seguidores no instagram.

Aprecio o facto deste crescimento ter sido feito de braço dado com diversas histórias que aqui partilham e com o meu próprio crescimento pessoal. Já lá vão 16 meses disto mas a verdade é que cada dia continua a ser uma surpresa, sempre com algo novo para aprender. Por isso, e porque estes números existem por vossa causa, quero deixar aqui o meu oitocentosmilgado a quem aqui deixa a sua marca, a quem por aqui passa de forma anónima e ainda aos muitos que por aqui passam sem deixar qualquer pegada.

Se tudo isto poderia existir sem a vossa presença? Podia. Mas não era a mesma coisa.  

18.8.13

nada de novo

O Benfica começa o campeonato sem uma vitória. Nada de novo. Afinal, é o nono campeonato consecutivo em que isso acontece. Porém, e apesar deste velho dado há uma novidade deveras interessante e importante. Neste momento, o Benfica não tem treinador. Jorge Jesus já não é o treinador que disse (e cumpriu) meter o clube a jogar mais do dobro do que jogava com o treinador anterior.

Jorge Jesus já não tem impacto nos jogadores. Que não lhe ligam nenhuma. Já não tem o apoio dos adeptos que estão afastados da equipa, de si e que pedem a sua cabeça. Pior. Jorge Jesus já não consegue meter a equipa a jogar o futebol avassalador com que costumava sufocar os adversários. O único defensor do treinador é o presidente que lhe oferece quatro milhões de euros por cada ano de trabalho.

Jorge Jesus é um excelente treinador. Não nego isso. Nunca neguei. Mas o seu tempo no Benfica chegou ao fim. E este péssimo arranque de época é apenas mais um exemplo disso mesmo. Gostava de estar enganado mas acredito que no final da quinta jornada o Benfica estará à procura de treinador e com o campeonato "perdido."

PS - Na minha opinião, Cortez deveria jogar a extremo e não a lateral esquerdo. É que o jogador participa activamente em mais de 80% dos golos que o Benfica sofre.

Enviado do meu iPhone

17.8.13

judite sousa, você tem noção?

Judite Sousa decidiu entrevistar um jovem multimilionário brasileiro, de seu nome Lorenzo Carvalho que teve o “azar” de nascer com muito dinheiro. Naquilo que me pareceu um reflexo de inveja por ter à sua frente alguém de tenra idade que leva uma vida como nunca irá levar, a jornalista passou o tempo todo a atacar o rapaz. Parecia tratar-se de serial killer mas era “apenas” um multimilionário com raízes lusitanas que decidiu gastar parte da sua fortuna em Portugal, tendo, como qualquer jovem rico da sua idade teria, gastos excêntricos que não dizem respeito a ninguém.

Na maior parte da entrevista, Judite Sousa começou as suas frases por “você tem noção” a que acrescentou acusações atrás de acusações. A isto juntam-se diversos erros de informação recolhida sobre Lorenzo que culminaram em outros tantos ataques falhados quando a entrevistadora decidiu atacar o jovem que tem dinheiro que nunca mais acaba.

Pois bem, será que Judite Sousa tem noção de que ganha 27 mil euros por mês? Será que Judite Sousa tem noção de que é uma privilegiada em Portugal onde grande parte das pessoas não ganham esse valor ao ano? Será que Judite Sousa têm noção de que faz compras em lojas onde muitos portugueses conseguem apenas olhar para as montras?

E será que Judite Sousa ajuda todas as pessoas que lhe pedem auxílio? Será que sabe que tem essa obrigação devido aos rendimentos que tem, tal como deu a entender a Lorenzo? Será que Judite Sousa pensou nestas, e em muitas outras coisas, antes de abrir a boca? Judite Sousa tem muito dinheiro. Lorenzo Carvalho tem muito mais. Bill Gates tem ainda mais dinheiro. E Carlos Slim é o único que pode dizer que não existe alguém com mais dinheiro do que ele. É assim. Sempre foi. E sempre será. Uns com muito. Outros com pouco. E muitos ali pelo meio.

É certo que dentro de pouco tempo ninguém irá lembrar-se desta entrevista. Daquilo que Judite Sousa fez num claro exemplo de mau jornalismo. Mas, na minha modesta opinião, é triste ver uma pessoa que tem tanto julgar de forma tão descabida alguém que tem ainda mais. Sobretudo porque tratam-se de duas pessoas semelhantes. Duas pessoas bastante privilegiadas. Duas pessoas que têm as mesmas obrigações e deveres. Como tantas outras no mundo. (Só para dar um exemplo, alguém faz perguntas destas a Cristiano Ronaldo ou José Mourinho?) A diferença entre ambos está somente nas tatuagens e em alguns zeros que diferenciam as contas bancárias.

16.8.13

walking away

Como canta o Craig David, “I´m walking away.” Ele diz que é dos problemas da vida. Eu digo que é da redacção e de mais uma semana de trabalho. Aquilo que temos em comum é que vou para a Baía de Cascais, para assistir ao concerto que o cantor britânico irá dar, inserido nas Festas do Mar e provavelmente para comer uma fartura. Até já Craig David! Alguém vai?

questão para elas #2

A conversa em torno das leggings empurrou-me para outro tema que acaba por ser um certo mistério do universo feminino. Na maior parte dos comentários, as mulheres assumiram gostar de usar leggings – sem ser nos moldes descritos por mim que passam por peças transparentes que mostram excessivamente o corpo e com etiquetas gigantes que são vistas a quilómetros de distância – ao mesmo tempo que dizem que cobrem o rabo quando as usam, por exemplo, para praticar desporto.

A isto junta-se o facto de reparar que, quando corro, um grande número de mulheres corre/anda com uma camisola presa na cintura que tem por único objectivo cobrir o rabo. Pois bem, a partir do momento que as leggings/calças/calções escolhidos não mostram mais do que deviam, porquê esconder parte do corpo?

Será falta de confiança em relação à silhueta? Será que se sentem observadas quando praticam desporto? Ou será outro motivo qualquer que não me ocorre? A questão torna-se ainda mais curiosa porque fora deste ambiente desportivo é “raro” ver uma mulher com uma camisola à cintura para esconder o que quer que seja.

15.8.13

virou moda?

Participar na Casa dos Segredos é sinónimo de carreira musical? Ou será que virou moda? É que já perdi a conta às participações de ex-concorrentes em projectos musicais. “És tipo autocarro, toda a gente tem boleia”, “Sei que és mulherengo mas eu gosto bué de ti”, “Não sou mulherengo mas o diabo tenta, olho verde e sou moreno, troco 180”, “o meu swag está tão alto que elas ficam com vertigens” e “elas ligam o 112 e a chamada vem para mim” são algumas frases que captaram a minha atenção. O risco de ouvir a música é da vossa inteira responsabilidade. Sendo certo que vão captar pelo menos uma frase que não vos irá largar mais.

14.8.13

questão para elas

Existem muitas mulheres que optam por comprar leggings e fazer delas calças. Algumas mulheres usam as referidas leggings para fazer desporto, não se preocupando com o facto de que aquela peça, quando esticada e justa ao corpo ficar praticamente transparente.


Não pretendo questionar o uso que dão à peça. Nem se a usam propositadamente para expor o corpo. Nada disso! A minha questão é outra. Porque será que “nunca” cortam a etiqueta gigante que fica mesmo no meio do rabo e que se vê a três quilómetros de distância?

xiringuito

Quando fui de férias, a Liliana deixou um comentário a dizer que o Xiringuito (de que já tinha falado aqui por causa das festas de Lua Cheia) ia reabrir. Pois bem, agora tenho mais informações do espaço e fotografias do mesmo.

O Xiringuito (que para mim é um dos maiores tesouros de Albufeira e do Algarve) mistura na perfeição os encantos de um bar de praia com gastronomia e ainda arte. É um pequeno paraíso, ideal para quem procura fugir do Algarve tradicional apesar de estar no centro da “confusão” típica desta época.

Nesta nova etapa de vida, o espaço está aberto diariamente das 11h às 01h. Para quem desejar descobrir os encantos de uma festa das noites de Lua Cheia, aqui ficam as datas das restantes três: 12 de Agosto, 19 de Setembro e 20 de Outubro, que assinala o encerramento do espaço.


Aproveito para deixar o contacto para reservas (919 888 816) e indicações para chegar ao local. O Xiringuito fica em frente ao hotel Vila Joya e a entrada a 150 metros pela arriba à esquerda da praia da Galé.










sou o homem mais bonito do mundo

Há coisa de um mês convenci a minha sobrinha de que era o homem mais bonito do mundo. Na brincadeira (curiosamente na mesma noite em que fiz uma entorse enquanto dançava com ela) consegui convencer a pirralha de que era mesmo o homem mais bonito no mundo. Como se tratou de uma brincadeira momentânea, pensei que no dia seguinte ela já não se recordaria daquilo que lhe tinha dito.

Até que, em conversa com o meu cunhado, fiquei a saber que afinal a minha sobrinha acredita mesmo naquilo que lhe disse. Contou-me ele que estava na brincadeira com a filha até que veio à conversa a beleza do pai. Eis que, a minha sobrinha diz o seguinte: “Não, não! O homem mais bonito do mundo é o meu tio”, provocando um sorriso ao meu cunhado e à minha irmã.

Depois disto, voltei a fazer a mesma pergunta à minha sobrinha que continua a defender-me e a dizer que sou o homem mais bonito do mundo. É uma brincadeira. Não passa disso. Completamente desfasada da realidade. Mas, enquanto homem, basta-me ser o homem mais bonito do mundo para a minha sobrinha.

13.8.13

verdade ou mito #25

Parece que 40% das mulheres estão dispostas a terminar uma relação se as amigas não gostarem do namorado. Isto será mito? Porque aquilo que uma mulher sente por um homem é mais importante do que a opinião das amigas. Ou será verdade? Porque uma relação que não seja aceite por que rodeia as pessoas poderá levar ao isolamento do casal. Verdade ou mito?

o melhor de sempre?

Comecei a rever a série Prison Break, uma das minhas preferidas. “Só” a tinha visto apenas uma vez e quase de seguida. Rever algo permite analisar aquilo que vemos com outros olhos. A exigência é maior. Os eventuais defeitos são facilmente identificados. Nada escapa aos olhos que procuram tudo aquilo que deixaram escapar na primeira vez. Algo que acontece em quase tudo na vida.

Agora, que estou novamente quase a meio da primeira temporada, mantenho a opinião de que é uma série brilhante. Das melhores que já vi. Daquelas que mais me prenderam à televisão fazendo com que fosse impossível ir deitar-me sem ver mais um episódio. E mais outro. E ainda mais um. Algo que ainda acontece nesta segunda vez. E uma das coisas que mais aprecio é o casting. Simplesmente perfeito. Quase que arrisco dizer que se trata do melhor casting de sempre, no que diz respeito a uma série de televisão. E dou alguns exemplos que me levam a pensar desta forma.

Michael Scofield (Wentworth Miller)


Este actor, que esteve “perto” de ser um dos homens aranha foi muito bem escolhido para o papel do irmão frágil e abandonado que sacrifica a sua vida para salvar o irmão da cadeira eléctrica. Em primeiro lugar era quase desconhecido do público (recordo-me dele apenas de um videoclip da Mariah Carey). Magro, sem ser excessivamente musculado, e inteligente. O cérebro por detrás de tudo. Uma mistura que acabou por cativar mulheres em todo o mundo.

Lincoln Burrows (Dominic Purcell)


O brutamontes musculado que enveredou por maus caminhos acabando por cair numa trama que o leva a ser condenado (injustamente) à cadeira eléctrica. Ao contrário do irmão, Lincoln resolve quase tudo à força. Além dos músculos acaba por revelar ser um apaixonado, sobretudo pelo filho fruto de uma relação fugaz. Mas um exemplo de um actor que acabou por conquistar a audiência feminina.

Sara Tancredi (Sarah Wayne Callies)


A médica da prisão. Aqui, facilmente podiam ter escolhido uma mulher mais vistosa. Uma “bomba” sexual que acabaria por retirar importância ao papel. Em vez disso, e muito bem, escolheram uma morena com uma beleza “normal”, daquelas que podem ser vistas na rua todos os dias. Como é o tipo de beleza que aprecio, aqui me assumo como um grande fã de Sarah Wayne Callies, actriz a quem muitas mulheres não acham qualquer piada em termos de beleza. Eu gosto. E acho que casa muito bem com o papel da filha do governador que é contra as políticas do pai, um defensor da pena de morte.

T-Bag (Robert Knepper)


Provavelmente o actor com o melhor desempenho. A melhor escolha. Duvido que alguém consiga dar vida a um psicopata nascido de uma relação incestuosa melhor do que este actor. Chega a arrepiar o desempenho de Robert Knepper cuja performance roça a perfeição. Aliás, se a perfeição existe, Robert Knepper e o seu T-Bag são exemplo disso mesmo.

Sucre (Amaury Nolasco)


O típico latino que só pensa no amor e no casamento com a namorada. Sucre quer fugir da prisão para não perder a cara metade para o primo. O actor guia-se pelos mandamentos de Deus e é um dos responsáveis do momentos mais divertidos quando a série pretende escapar ao natural dramatismo e ambiente pesado de uma prisão e de uma fuga.

John Abruzzi (Peter Stormare)


Abruzzi está ao nível de T-Bag. Dificilmente poderia ter sido escolhido um actor com um melhor desempenho e expressão facial para um mafioso que está preso para sempre e sem direito a liberdade condicional. Para este homem, só existe vingança. Isso é que o move.

Charles Westmoreland (Muse Watson)


Outra escolha muito boa, apesar de ser um papel de menor relevo. Trata-se do mito da prisão. O homem que roubou uma fortuna mas que esconde ser o autor de tal golpe.

Brad Bellick (Wade Williams)


O guarda prisional, sedento de poder, que deseja subir na carreira depois da frustração de não conseguir ser polícia. A imagem está lá. Os tiques da função que ocupa também. Mais uma excelente escolha.


Estes são apenas alguns exemplos que escolhi. Na generalidade, acho que todos os personagens se enquadram muito bem, fisicamente e no que diz respeito à representação, no seu papel e no que o mesmo representa para a série. É pena que seja daquelas séries com uma curta longevidade porque pouco há para contar quando se foge de uma prisão, apesar das imensas e brilhantes reviravoltas que Prison Break oferece. É daquelas séries que todas as pessoas devem ver. Mesmo que aparentemente não lhe liguem nenhuma (aquilo que me aconteceu na altura do lançamento).