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31.7.13

agora com convicção

Desde criança que ir à praia é sinónimo de jogar às raquetes. Sendo que jogar apenas uma ou duas vezes é muito pouco para mim. Gosto de passar largos minutos a jogar antes de dar um mergulho.

Este "vício" nasceu com o meu pai, com quem jogava horas a fio sempre com o objectivo de não deixar a bola cair. Dos nossos jogos recordo algumas frases que o meu pai me dizia. "Agora com convicção", "joga bem" e "vamos superar o nosso melhor" são apenas alguns exemplos.

Agora, dou por mim a jogar e a dizer aquilo que o meu pai me dizia enquanto contabilizo o número de vezes em que a bola bate em cada raquete. Quero sempre mais e melhor.

E o mais giro é reparar que este tipo de palavras são ditas vezes sem conta em cada areal que piso. Em jogos de casais, de pais e filhos, de irmãos ou de amigos. Onde há jogo de raquetes existem as frases que sempre ouvi, que digo e que ouço da boca de todos os "tenistas" de praia.

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deixa a vida me levar

Gosto de frases. De conjuntos de palavras que se misturam na perfeição. Letras que atingem o brilhantismo quando ladeadas pelas letras certas. E isto tudo resulta em frases que muitas vezes dão que pensar. Algumas delas são mesmo transformadas em máximas que passam a acompanhar-me ao longo da vida.

Uma das minhas frases preferidas diz somente isto: "deixa a vida me levar" e é muito utilizada pelos brasileiros. Gosto da simplicidade destas palavras e de tudo aquilo que representam. Porque é assim que a vida deve ser vivida.

Nos dias que correm esta frase tem um significado ainda mais forte. Acho que muitas pessoas deviam pintar estas palavras nas paredes do quarto ou tatuar as mesmas num pulso. E aposto que as suas vidas seriam muito, mas mesmo muito mais felizes. E acima de tudo, descomplicadas.

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30.7.13

e os homens?

Ontem dediquei algumas linhas a um comportamento feminino que observei não apenas uma vez mas diversas vezes ao longo de diferentes dias. Apesar de não ser mulher, acho que consigo perceber que aquela mulher não soube ser mulher tendo em conta o espaço onde estava inserida. Tal como uma mulher não precisa de ser homem para perceber quando é que um homem tem comportamentos menos correctos e nada adequados à postura que um determinado ambiente exige.

Aceito que existam homens que gostem do comportamento fácil e vulgar que descrevi. Pessoalmente, detesto. Entendo que dá uma imagem péssima à pessoa. E isto aplica-se a mulheres e a homens. Há um espaço próprio para cada comportamento. Aquilo que gosto de fazer em privado não pode ser feito em qualquer local.

Porém, aquela mulher não representa as mulheres. É apenas um caso isolado que não deve ser adaptado a todas as pessoas. E tudo isto se aplica aos homens. Há um tempo e um espaço para tudo. Saber adaptar aos diferentes ambientes é sinal de inteligência e de saber estar. Esta é a minha opinião.

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29.7.13

saber ser mulher

Muito mais importante do que as curvas bem delineadas do corpo ou do que um rosto perfeito são as atitudes de uma mulher. Por melhor que seja o corpo e por mais linda que seja a cara, se uma mulher não souber ser mulher deita tudo a perder e consegue deixar de ser interessante em segundos.

Para mim, uma mulher tem de saber estar. Tem de ter a capacidade de adaptar os seus comportamentos ao espaço onde está inserida. Porque a realidade é que estar numa praia deserta ou na piscina de um hotel onde estão diversas famílias e crianças, apenas para dar um exemplo, não é a mesma coisa.

No local deserto, tudo é permitido e aceitável. Pelo simples facto que isso só será observado pelos protagonistas. Eles é que sabem os seus limites. As suas regras ou a ausência das mesmas.

Porém, quando uma mulher decide usar fio dental numa piscina de um hotel familiar mostra que pretende ser o centro das atenções. Sobretudo quando, ao lado do namorado, empina o rabo para que todas as pessoas olhem para si. A imagem fica ainda pior quando decide deitar-se de pernas abertas com uma perna numa espreguiçadeira e outra numa mesa de apoio.

Para mim, a beleza e sensualidade de uma mulher não se medem por atitudes destas mas pela forma de estar adequada aos diferentes ambientes em que está inserida. O contrário serve apenas para dar um ar fácil às mulheres.

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28.7.13

até à próxima e até já

Até à próxima Algarve. Foi um prazer conhecer-te Vila Monte Resort. Adorei namorar contigo e com Moncarapacho. Foi bom matar saudades de Santa Luzia e da Praia do Barril. O mesmo se aplica às praias de Manta Rota, Vale de Garrão, Ilha da Armona e Praia de Faro. O y.not vai deixar-me a boca a salivar, tal como a picanha do Bem Bom e o peixe grelhado do Capelo. E o que dizer da Casa Pepín em Isla Cristina que ainda vai dar um post.

Mas a viagem não termina aqui. Seguem-se alguns dias em Vila Nova de Milfontes, o meu refúgio predilecto da Costa Vicentina. Até à próxima Algarve. Até já Vila Nova de Milfontes.

27.7.13

conversa de piscina/mulher sofre

Ela: "Ai!", solta ao entrar na água.
Ele: "Que foi?"
Ela: "A água tem cloro."
Ele: "E então?"
Ela: "Ainda fico com o cabelo verde"
Ele: "Não ficas nada."
Ela: "Tenho o cabelo pintado. Isto pode correr mal."

Voltei a ver a senhora em questão com os seus cabelos em perfeitas condições. Mas, aparentemente, isto de ser mulher e estar de férias é complicado pois o perigo pode vir de qualquer lado. Até da inocente piscina. Será caso para dizer que mulher sofre?

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26.7.13

a sério? ainda há quem tente?

Acontecia quando tinha seis anos. E ainda acontece, agora que tenho 32. Nas praias, muitos homens entendem que a melhor maneira de meter conversa com uma mulher (ou captar a sua atenção) é atirando-lhe com uma bola, que no plano ideal, deve tocar-lhe ao de leve nas pernas.

E fazem isto depois de passarem meia hora a dar a entender que o vão fazer. Vão ficando cada vez mais perto enquanto um amigo tenta acertar com a bola na ou nas mulheres alvo. Isto sempre acompanhado de olhares fulminantes.

Nunca percebi esta abordagem. Talvez porque nunca a tenha visto funcionar na perfeição. Por norma, constato que as mulheres ignoram a bola e ficam fulas quando levam com ela depois de perceberem que alguém lhes fez pontaria.

Por isso, fico admirado que esta estratégia ainda seja utilizada nos areais. E quando vejo alguém tentar, como aconteceu ontem, penso sempre: a sério? Ainda há quem tente?

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25.7.13

inveja

A inveja é provavelmente o sentimento que mais dificulta o desenvolvimento e evolução de alguém. Inveja-se aquilo que o vizinho do lado tem. Inveja-se a progressão profissional das pessoas da empresa. Inveja-se o sucesso de pessoas que não se conhecem de lado nenhum. Resumindo invejam-se todas as pessoas que conseguiram fazer aquilo que alguém não tem capacidade para alcançar.

Cegas por esta inveja, muitas pessoas caem no ridículo. Dizem coisas sem pés nem cabeça. Fazem figuras patéticas. Acabando por serem vítimas do próprio veneno que carregam consigo. Sem que consigam perceber que a verdadeira anedota são elas.

Infelizmente, esta forma de viver parece não ter fim à vista. Isto porque este tipo de pessoas tendem a rodear-se de outras iguais fazendo com que esta inveja seja transmitida para outras pessoas que possam vir a resultar dessas relações. Sem culpa, muitas crianças vão crescer a acreditar que são as melhores. E que nunca falham pois o sucesso dos outros - seja ele qual for - será sempre justificado com uma teoria qualquer inventada por alguém. Sem que percebam que o verdadeiro motivo do insucesso.

Infelizmente, não há Passos Coelho que resolva isto. Ou Paulo Portas ou mesmo José Seguro. Nem tão pouco a Troika tem poder suficiente para injectar valores na nossa sociedade. Este é um mal que está para durar. E que está tão enraizado na nossa sociedade que começa a ser visto como um normal comportamento padrão.

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24.7.13

são só dois dias

Antes de partir de férias recebi a visita da minha tia que é freira. Pessoa sábia, com uma longa e preenchida história de vida e que muito gosto de ouvir. Algo a que me habituei desde pequeno, sobretudo quando passava alguns dias no local onde está, na Boavista, Porto.

Quando me despedi da minha tia, no passado Domingo, e sabendo que vinha para Sul gozar férias, disse-me: "diverte-te muito. Aproveita que a vida são só dois dias para não se aproveitar." E dou-lhe toda a razão.

A vida é muito curta. Para não se aproveitarem os pequenos momentos. Mas não só. É também curta demais para que se dê uma exagerada atenção a tudo o que é acessório na nossa vida. E estes acessórios tanto podem ser pessoas como muitas outras coisas que dispensam uma atenção excessiva e que somente nos desgastam.

A vida é curta. A nossa viagem é breve. Por isso, aproveitar tudo ao máximo é, sem qualquer sombra de duvida, a melhor opção. O resto... é paisagem.


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23.7.13

giro giro é...

Comemorar dez anos de namoro no dia em que os meus pais festejam 41 de casados (e 44 de relação). Parabéns. O melhor exemplo para tudo na vida. Amo vocês e brindo a vocês nesta noite especial.

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amor x10

Vi-te pela primeira vez há mais de dez anos. Na altura andava na universidade e uma amiga em comum achou que poderíamos ser perfeitos um para o outro. E lá te convenceu a ir à faculdade. Sem que eu soubesse que esse era o motivo da tua visita. Recordo-me do local onde te vi pela primeira vez. No corredor em frente às salas junto ao parque de estacionamento. Lembro-me de ficar maravilhado contigo. E de fazer algo que raramente faço. Depois de passares por mim, contei alguns segundos para me voltar para trás sem que tu percebesses que te observava.

Depois dessa visita, existiram outras. Até que consegui o teu número de telefone. Até que te consegui convencer a sair comigo. E lá fomos nós à expo. Eu, que na altura era fã dos meus sapatos de vela e camisas (ainda não percebo como me achaste piada. Tu a manequim recém chegada de Milão que estava habituada a estar rodeada de homens belos e de corpos definindos). Nunca me irei esquecer dos momentos passados no banco junto ao rio e de te ter explicado o motivo pelo qual todos aqueles bancos são pintados às riscas (algo que ainda faço quando passamos por lá). Não me esqueço também de que fomos ao cinema ver o Dare Devil. Gostei do filme mas confesso que preferi muito mais o teu toque e a quantidade de beijos que te roubei. Foi aquilo que considerei um dia perfeito. Mas assumo que sempre senti que não era a nossa hora e que o nosso namoro não ia começar ali. Que aquilo era o primeiro episódio de uma história com muito para contar.

E estava certo. Despedi-me de ti na estação de metro com a sensação de que não eras minha. E assim foi. Contra aquilo que mais queria, tu achaste ser melhor seguir outro caminho. Lutei contra isso. Até ficar sem forças. Até sentir que tinha dado tudo de mim para te conquistar. Fiquei triste. Muito triste e segui a minha vida. Até que o telefone voltou a tocar. Até que as nossas conversas voltaram a ser uma constante. Até que nos aproximámos. Mais do que esperava. Palavra puxa palavra e voltei a convidar-te. Para um encontro nada romântico. Serias a minha companhia durante as largas horas de espera para efectuar mais uma reclamação junto da segurança social que não me pagava o subsídio de desemprego há largos meses.

Lá nos encontrámos no Areeiro. E não me esqueço da tua chegada. Até porque toda a gente olhava para ti, mulher vistosa. Eu babava e corava pois sabia que vinhas na minha direcção. E deste-me sorte. Chegaste. Fui ao multibanco e tinha recebido o dinheiro em dívida. Reclamação esquecida e lá fomos nós ao cafezinho onde era habitual ir. Pedi uma torrada em pão de forma e uma meia de leite de máquina. Tu, tímida, nada quiseste comer. Por mais que insistisse contigo. O que não era romântico transformou-se em algo bastante romântico. Um passeio. E largos minutos à conversa no nosso banco do nosso jardim. Sim, será sempre o nosso jardim e o nosso banco. Até que chegou o momento de te roubar um beijo. Algo que fiz. E nesse instante, senti que eras minha. Que já não me fugias. (Apesar de me teres perguntado se éramos namorados a partir daquele dia.)

Esse dia foi há dez anos. Parece que foi ontem mas foi há uma década. Porém, nada mudou. Apenas o tempo avançou. Trazendo coisas muito boas. Outras menos positivas. Algumas lutas complicadas. Mas muitos mas mesmo muitos momentos fantásticos a dois. Podia destacar momentos muito bonitos mas prefiro recordar-te um que mostra aquilo que entendo ser para ti. De certeza que te recordas do dia em que a jogar futebol levei uma cotovelada que me rasgou o lábio superior. Que me obrigou a levar mais de dez pontos na boca depois de horas de espera no hospital. Nesse dia choraste a meu lado com medo do meu estado. Tremias. Quase que desmaiaste. E quiseste ficar em casa dos meus pais. Para dormir a meu lado. No dia seguinte levei-te a casa e choraste durante o caminho. E, para mim, isso é um belo exemplo do teu amor. Porque é fácil sorrir e dizer coisas bonitas quando tudo está bem.

Depois de todos estes dias, continuo a amar-te loucamente como o menino dos sapatos de vela que ficou apaixonado por ti. Cada beijo teu é como se fosse o primeiro. Fico nervoso sem saber como será o beijo. Fico com um nó no estômago. Cada vez que te despes à minha frente é como se fosse a primeira vez. Fico a admirar-te. E à tua beleza física que me atrai. Cada programa a dois é vivido com a intensidade do primeiro e o medo de que possa ser o último. E sinto isto, todos os dias, há mais de dez anos.


Hoje é o nosso dia. Melhor, o teu dia. Porque és tu quem dá sentido a tudo isto. A magia é tua. O encanto é teu. A beleza é tua. É tudo teu. Eu continuo a ser o puto dos sapatos de vela. Só que já não os uso. Mas, por dentro, sou aquele menino que se apaixonou por ti e que vive para te fazer feliz. Obrigado por tudo. Não tenho palavras para te agradecer aquilo que me tens feito viver e sentir ao longo dos tempos. Sei que é pouco. Que é escasso e insuficiente. Mas amo-te. Muito!

22.7.13

eterna criança

Percebes que serás uma eterna criança quando és convidado para o primeiro aniversário das Lego Friends e dás por ti a brincar com as peças e bonecos tanto ou mais do que a tua sobrinha, o motivo da tua presença na festa.

Se ainda existirem dúvidas, quando sais da festa, que teve lugar no lindo Hotel da Estrela, em Lisboa, com quase trinta mini figuras Lego que foste encontrando no evento e só te apetece brincar com elas, voltas a perceber que serás uma eterna criança.

É por coisas destas, e tantas outras, que tenho a certeza de que serei uma eterna criança num corpo de adulto. E espero nunca perder esta importante parte de mim que me ajuda a equilibrar muitas coisas menos positivas.

21.7.13

que dia é hoje?

Gosto de acordar baralhado. Sem saber onde estou. Desconhecendo as horas que são. Que dia é. Se é dia de trabalho. Se é fim-de-semana. Se são férias. Se estou atrasado. Ou a horas. Para o que quer que seja.

Gosto destas sensações porque são sinal de que a noite foi bem dormida. Que descansei. Significa que o corpo e a mente conseguiram desprender-se de um qualquer problema que me possa apoquentar. E que o dia não será passado com dor de cabeça ou má disposição. Gosto de noites assim.

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19.7.13

ik ga op vakantie

Ik ga op vakantie. Ou, em bom português, vou de férias. Há muitos anos que não me lembro de ter quinze dias de férias neste mês mas este ano teve de ser assim. Que o bom tempo me acompanhe pelo Algarve, pelo Alentejo e (espero eu) por Espanha. Quem quiser acompanhar as férias de perto poderá fazê-lo através da minha conta no instagram (@homemsemblogue) sendo que também vão haver textos por aqui. Durante os próximos dias, vai ser mais ou menos isto. Tot nu, ou seja, até já.







adeus

Adeus é provavelmente a palavra que mais odeio e uma daquelas que menos uso na minha vida. De acordo com a minha maneira de ser é fria demais para ser usada numa despedida entre duas pessoas que têm uma ligação que vai para lá do normal. Como tal, mais facilmente digo até já e até logo. Mesmo que esteja a falar com pessoas que sei que não voltarei a ver num futuro próximo.

Se digo adeus a alguém que me é especial é pelo simples facto de que estou zangado com essa pessoa. Há quem chame nomes. Ou ofenda. Eu uso o adeus como defesa e também como arma de arremesso. Discreta mas eficaz para os meus propósitos numa qualquer argumentação mais acalorada. Isto porque acaba por travar quem está do outro lado. Impedindo males maiores.


Esta relação que mantenho desde tenra idade com a palavra adeus é uma herança dos meus pais. Ao longo dos meus 32 anos de vida nunca ouvi um adeus das suas bocas. Nem um. Foi sempre um até logo. Ou até já. E confesso que é uma das heranças que mais orgulho tenho em carregar. E que tento passar ao maior número de pessoas possível.

18.7.13

tenho um blogue

Como já aqui referi por diversas vezes, poucas são as pessoas que me conhecem que sabem que sou o autor deste espaço. Quase ninguém sabe que sou a pessoa que escreve estes textos. Que se expõe. E que mostra mais de si. Hoje, ao almoço, decidi abrir o jogo com um amigo de longa data. Os blogues vieram à conversa e acabei por assumir que este é meu.

“Sabes. Também tenho um blogue. Chama-se homem sem blogue”, disse.
“Já tinha ouvido falar. Mas nunca pensei que fosse teu”, respondeu.

Gosto tanto disto. De saber que amigos passam por aqui sem me associarem a este espaço. Gosto mesmo muito. E hoje já tive duas boas surpresas pois além de contar a um amigo fiquei a saber que uma amiga também sabe que este espaço é meu.

amigos. amantes. ou nada.

Amigos. Amantes. Ou nada. Basicamente é isto. Só se pode escolher uma destas opções. Que não se misturam. Que não existem em perfeição na mesma relação, excepto enquanto dura um romance. Tentar viver no meio disto tudo é travar uma batalha que, mais cedo ou mais tarde, será perdida. Por ambos os intervenientes. E com o tal nada como desfecho final de uma qualquer história de amor.

Amantes que deixam de o ser, nunca vão ser amigos. Se o conseguirem ser, provavelmente nunca foram amantes. Se a paixão foi intensa, impossibilita uma amizade normal entre ambos. Haverá sempre situações dolorosas. Alturas em que um não pode olhar para a cara do outro. Em que se vão afastar. Até que a distância é tão grande que nunca mais existe contacto entre ambos. Excepto os cumprimentos de circunstância quando se cruzam.

Depois existem os amigos que entendem ser amantes. Pessoas que mantêm relações de amizade há muitos anos. E que num determinado momento decidem envolver-se. Naquilo que consideram ser uma noite de sexo casual. Sem ciumes dizem. É só sexo. Nada vai mudar entre nós. Garantem. Até que descobrem que o mundo está cheio dos tais ciúmes que eles julgavam não existirem. Tal como está repleto de mudanças que juravam não fazer. Até que deixam de ser amantes. E são incapazes de voltar a manter a relação de amizade que sempre tiveram. Restando-lhes o tal nada. O vazio.

Amigos. Amantes. Ou nada. Não duvido disto. Não tento lutar contra isto. Porque não acredito no espaço entre ambos. Não concebo o somos amigos depois de termos sido amantes. Não acredito no somos amigos que vamos brincar aos amantes durante uma noite sem que nada mude entre nós. Acredito sim num mar de mentiras e ilusões que tentam manter em pé relações que estão nesta encruzilhada.

17.7.13

nove bons exemplos

Gosto de bons exemplos. Aprecio sobremaneira que sejam surpreendentes e inesperados. Que tenham origem em quem menos se espera. E outras coisas mais. Além disso, e apesar de não existir uma obrigação implícita, fico satisfeito quando os bons exemplos partem de quem os deveria dar. Sempre que possível. E aqui refiro-me a uma qualquer figura pública internacional. Ou, como neste caso que chega da Noruega, a princesas e príncipes.

Defensores dos animais, a princesa Mette-Marit e o marido, o príncipe Haakon decidiram partilhar com o mundo o nascimento das nove crias de Milly Kakao, a cadela da família real norueguesa. O casal, na companhia dos três filhos – Marius Borg Hoiby, Ingrid Alexandra e Sverre Magnus – aproveitou este facto para efectuar uma sessão fotográfica que é disponibilizada, de forma gratuita, para todo o mundo. Ou seja, o nascimento dos cães foi o mote para as novas fotos oficiais da família.

Como acontece em tantas outras família reais, a sessão fotográfica poderia ter sido feita num qualquer jardim de um qualquer palácio. Isso serviria para ser notícia em todo o mundo. Felizmente, na minha opinião, a família real norueguesa aproveitou a situação para passar uma mensagem ao mundo, dando não um mas nove bons exemplos. Mostrando que vale a pena ter animais de estimação. Que é possível viver momentos felizes ao lado dos mesmos, que acabam por pertencer à família. “Eu penso que se chama amor”, disse a princesa. E muito bem. 

É certo que os príncipes podem dar-se ao luxo de ter diversos animais de estimação. É um facto que provavelmente alguém irá ajudar a cuidar e alimentar os mesmos. Não esqueço isso. Mas é igualmente verdade que podiam ter ocultado este nascimento do mundo. Ninguém os iria criticar por isso. Porém, acredito que a divulgação destas imagens irá ter um grande impacto junto das famílias, criando nas mesmas o forte desejo de ter um animal de estimação e fazendo com que as vidas de milhares de animais sejam salvas. E só por isso, já valeu a pena este bom exemplo.









hoje é o meu dia

Diz que hoje é o dia do Bruno. Ou seja, o meu. “Bruno é nome e apelido de família de origem germânica. Nas línguas latinas provém de Brunus, forma latinizada de um nome germânico composto pela raiz brun-, que pode significar brunido (polido, com lustro) e também moreno, também presente nas palavras braun (em alemão) e brown (em inglês). O nome "Bruno" é muito frequente em Itália, onde já se documenta desde o século 8”, pode ler-se no site da Rádio Comercial (Obrigado pela dica Ana Pimenta).

Vamos lá a factos. Polido. Do ponto de vista da educação, delicadeza e cortesia, gosto de acreditar que sim. Ser de origem germânica é algo que acaba por ser comum na minha família, como é o caso da minha avó paterna. Moreno. Sem dúvida. Nesse aspecto, este nome assenta-me como uma luva. Porém, não deixa de ser curioso que quase ninguém me trate por Bruno. A maior parte das pessoas opta pelo apelido, pensando que se trata de uma alcunha. Seja como for, é o meu dia. Parabéns a mim. E a todos os Brunos deste mundo. Brindemos a nós. Tchin tchin!

acatar ordens

Nunca tive problemas em acatar ordens. Em primeiro lugar, sei o meu lugar. Depois, por mais que discorde delas e explique o meu ponto de vista, respeito que a decisão seja sempre da pessoa que ocupa o lugar mais alto da hierarquia. E isto não me incomoda. Minimamente. Gosto é de ter essas mesmas ordens registadas em algum sítio. De modo a que mais tarde, a culpa não me seja atribuída. Isto, quando as coisas correm mal.

Sou assim no trabalho. É para fazer isto. Faz-se. Digo que ficava melhor de outra forma. Chamam-me tonto. Respeito e faço o que me foi ordenado em primeira instância. Claro que retiro desta equação casos de coisas com as quais discordo por completo e onde recuso ter o meu nome por achar que será bastante prejudicial, em diversas áreas, para mim.

Também sou assim no futebol. Quem manda é o treinador. Por mais que possa discordar da táctica. Da escolha dos jogadores. Da estratégia de jogo e da leitura da equipa adversária. Existe um líder que, sendo bom ou mau, não deve ser desrespeitado. A solução passa por falar de forma correcta na altura indicada. Até lá, cumprem-se as ordens.

E aplico este modo de ser à minha vida pessoal. Quando me dizem para fazer algo, faço. Se querem algo de uma determinada maneira, é o que têm. “Não quero mais isto”, dizem. O isto acaba. “Não faças mais isto.” E eu não faço mas aquilo. “Esquece isto e aquilo.” E eu esqueço o que me foi dito para esquecer. Sendo certo que não me podem ser imputadas culpas por algo que me disseram para fazer. Sobretudo quando o preço a pagar pode ter um custo elevado.

passatempo dá vida ao b. com a lego (vencedores)

Com algum atraso – as minhas sinceras desculpas por isso – revelo agora o nome dos três vencedores do passatempo onde eram desafiados a dar vida ao boneco da Lego que me acompanha diariamente. Peço aos vencedores que me enviem um email (homemsemblogue@gmail.com) com a morada onde desejam receber o prémio. Obrigado a todos os que participaram. Aqui ficam os textos vencedores.

Ana Castanheiro

“B. não sabe nadar Era uma vez o B. Podia ser B de Bernardo ou de Barnabé ou B de Bob. Tal significado não é conhecido por ninguém, nem mesmo pelos seus amigos mais próximos. B não fala sobre o assunto, não que o incomode, ele apenas prefere ficar na penumbra. E é esse mistério, em torno do seu verdadeiro nome, que o torna um jovem ainda mais atraente. Não admira portanto que a E rapidamente se tenha apaixonado por ele, uma criatura tão enigmática mas, ao mesmo tempo, extremamente divertida. A E (aqui não há segredo: E de Eva) não resistiu e ficou-lhe pelo beicinho, como o povo gosta de dizer.

No dia em que a E perde a vergonha, convida-o para irem até à praia. Praia das Maçãs foi o local escolhido, por ela claro, que também tinha dado o primeiro passo. Durante o passeio, nem um minuto de constrangimento se sentiu. Era só brincadeiras, corridas até à beira-mar, pequenos mergulhos e gelado de morango. E mimos, muitos mimos. Nada a fazer contra a chama que se acendia entre o B e a E, os sorrisos e os olhos reluzentes estavam à vista. Já como Sol a pôr-se, ambos decidiram ir explorar um pequeno riacho que, nascendo a montante daquela praia, vinha ali mesmo desaguar, no seu mar salgado. O riacho apresentava uma profundidade modesta e o B e a E facilmente o transpuseram e pisaram a areia molhada do lado de lá, uma porção de terra isolada. O B, revelando o seu mais belo lado romântico, desvia os cabelos castanhos da E da sua face e beija-a suavemente. E, como que esquecendo os seus olhos nos dela, pronuncia devagar: ‘Sinto que poderia ficar aqui nesta ilha para sempre. Contigo.

O tempo parou, naquele pedaço de terra clandestina, para o recente casal. Mas o relógio, esse, não parou de tiquetaquear e, quando deram por si, não tinham forma de voltar. O riacho tinha duplicado, com o subir da maré, e não seria seguro atreverem-se contra aquela corrente; a opção restante seria escalar a parede de escarpa rochosa ao seu lado, maior do que um prédio de três andares. Depois de uma noite fria, tiveram de ser resgatados por um helicóptero salva-vidas e quando todo o romantismo parecia desfeito, B confessa ao ouvido de E: ‘Agora, em vez da ilha pequenina lá em baixo, temos o mundo inteiro.”

Ricardo Aires

“O b. é um pequeno boneco. Mas o seu tamanho não impede que os sonhos sejam grandes. Enormes. Gigantes. E o mundo está cheio de histórias e estórias de pessoas pequenas em tamanho mas grandes em talento. Como o b. sempre sonhou ser jogador de futebol, o seu modelo a seguir é Messi. Tal como ele, pequeno no tamanho. Tal como ele, gigante no talento. Assim deseja o pequeno b.

Esta admiração leva o pequeno b. a pensar em como seria o seu encontro com o astro Argentino. O que lhe diria. Se é que lhe conseguia dizer alguma coisa. É certo que iria pedir-lhe um autógrafo. E também uma camisola. Para a sua colecção de camisolas de jogadores de futebol. Depois, não ia resistir a soltar a sua bola para trocar uns toques com o seu grande ídolo desportivo. Se ainda houvesse tempo, seria agradável um jantar com ele. Num restaurante qualquer. Isso não importava.

Se os sonhos forem possíveis, este seria o dia perfeito na vida do b. Ou será na minha vida? Serei eu a sonhar com isto? Ou será o b.? Ok. Vamos os dois e não se fala mais nisso.”

Cristina Gonçalves

“O desafio é criar um episódio que seja um dia na vida do b. boneco que te acompanha há largos meses. Um desafio interessante. Bem sei que o b. não passa de um boneco. Mas seria tão bom que um aquilo que desejo para um dia na vida do b. fosse na realidade um dia normal na vida de todas as pessoas.

Gostava que todas as pessoas tivessem o sorriso do b. A sua simplicidade. Boa-disposição e trato fácil. Parece complicado. Mas será tão complicado que isto seja a realidade de todas as pessoas e não apenas de um simpático boneco da Lego que teve a sorte de ter como pai um rapaz que lhe dá vida de forma tão animada.

Desculpa. Não vou dar vida ao b. Vou desejar que o b. dê vida às pessoas. A começar pelas que passam os olhos pelo teu blogue. E que essas alastrem o seu espírito a todas as outras que conhecem. Haverá melhor do que isso?”

to do list #1 barba e festivais de verão

Não sei precisar o motivo mas sempre associei os festivais de Verão – principalmente aqueles que se realizam afastados das grandes cidades – a barbas fartas. Se me perguntarem qual é a primeira imagem que tenho quando penso num desses festivais, respondo: “boa música, barba farta e cerveja na mão.” No que aos pelos faciais diz respeito, talvez tenha esta ideia por ser algo mais descontraído, que em tudo se identifica com o propósito dos festivais de Verão e com férias.

Como não tenho por hábito deixar crescer muito a barba, nunca estive num evento destes com a imagem (completa) que tenho em mente. Mas isso vai mudar. E já nesta semana. Pois estou prestes a ir para o Super Bock Super Rock com a maior barba que a minha cara alguma vez conheceu. Por isso, ir a um festival de Verão com uma farta barba é algo que posso riscar da minha to do list.  

16.7.13

verdade ou mito #23

Diversos estudos dão conta de que várias pessoas são capazes de recuar numa relação se o primeiro beijo for mau. Isto será verdade e o primeiro beijo é o indicador ideal do aproximar entre duas pessoas? Ou será mito, pois é possível ter uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão? O poder de um mau beijo. Verdade ou mito?

a minha relação com a fia

A Feira Internacional do Artesanato, que decorre anualmente na FIL, em Lisboa, é provavelmente a única feira a que faço questão de ir sempre. Adoro as horas passadas naqueles pavilhões naquilo que considero ser uma viagem à volta do mundo, bastando para isso uns pequenos passos.

Gosto do aspecto de feira e mercado que me faz recordar o labirinto de lojas que é a medina de Tunes, na Tunísia. Aprecio o regatear de preços. A simpatia dos vendedores, desejosos de mais um bom negócio. E não escondo que também me delicio com as sandes de leitão e as gigantescas sandes de presunto e queijo que só costumo comer ali.

E esta feira tem dado vida a boa parte da minha casa. Foi lá que comprei o John Doe. A sua mulher, Jane Doe. Duas lanternas e muitos outros artefactos que adornam o meu cantinho. Este ano não foi excepção e nem a mobilidade reduzida me tirou a vontade de ir em busca de algo mais.


As escolhas deste ano passaram por uma Chicha, uma pulseira e ainda mais um amuleto. Como tenho feito, vou quase sempre no final do evento, o que permite comprar os artigos a melhores preços pois o objectivo de quem vende passa por escoar material. E este é o principal conselho que dou a quem compra artigos em eventos deste género. E não tenham receio de regatear preços. 



um dia

Um dia. Pegar na chave do carro. Meter-te lá dentro. Sem te dizer nada. Apenas uma mala com a nossa roupa. Depósito cheio. Meia dúzia de cd´s com boa música. Conduzir. Sem mapa. Sem direcções. Sem destino. Sem rumo. Será até onde a estrada nos quiser levar. Iremos para onde o sol nos guiar. Para onde a música nos mandar.

Um dia. Vendar-te os olhos. Meter-te no carro. Conduzir até ao aeroporto. Guiar-te até ao mapa das partidas. Pedir para apontares para o mesmo. Comprar dois bilhetes para o destino que escolheste aleatoriamente. Levar-te até ao avião. Partir à aventura.

Um dia. Acordar cedo. Ir ao cinema à primeira sessão. Comprar dois bilhetes. Ver um filme. Quando acabar entrar sorrateiramente noutra sala. Quando o segundo filme acabar, entrar de forma sorrateira noutra sala. Fazer isto um número de vezes sem conta na esperança de ser apanhado por alguém. Inventar uma desculpa para o sucedido. E rir. Muito.

Um dia. Entrar numa loja de música. Colocar os headphones. Escolher a música perfeita. Cantar até que a voz nos doa. Em voz alta. Muito alto. E em bom som. E dançar. Sem preocupar com as pessoas que nos observam. Um dia. Isto tudo. E muito mais. Ainda não será hoje. Mas vai acontecer. Quando? Um dia…    

15.7.13

verão. calor. sexo. e muito mais

Verão. Calor. Sexo. Romance. Desejo. Paixão. Sensualidade. Luxúria. Lascívia. Erotismo. Vontade de dançar. De tocar. De ser tocado. De desejar. De ser desejado. Esquecer o mundo. Os problemas. A crise. A vida. Viajar até ao paraíso. Dar a volta ao mundo sem sair do sítio. Sentir especial. Único. Isto tudo. E muitos mais sentimentos e sensações. Numa simples música. Her Favorite Song.

mr. nice guy

Isto de andar de muletas provoca um misto de reacções nas pessoas. As crianças olham para mim com um ar de quem imagina que terei de passar a minha vida inteira de meia branca. No polo oposto, boa parte das pessoas mais velhas olham para mim como um inválido, chegando mesmo a fazer comentários pouco simpáticos sobre a situação.

Porém, a maior parte das pessoas trata-me como um mr. nice guy. Preocupam-se comigo. Querem saber o que aconteceu. Mesmo que nunca me falem num dia normal. Parece que as muletas atraem o melhor que existe na maior parte das pessoas. Já que tenho que andar de muletas. Que isso traga à superfície aquilo que de melhor existe nas pessoas.

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isto do ser prioritário

Há mais de dez anos que não andava de muletas. E, sempre que andei foi pelo mesmo motivo. Entorses. Numa das últimas vezes que fui obrigado a movimentar-me assim ainda não tinha carta e deslocava-me para os tratamentos de transportes públicos. E, nunca fui de exigir um lugar para me sentar. Sempre deixei isso ao critério das pessoas que querem, ou não, ceder o seu lugar.

Porém, e devido à mobilidade limitada, uso as filas prioritárias, para o que quer que seja. Fiz isso no passado e voltei a fazer neste fim-de-semana quando fui à Feira Internacional de Artesanato. Para comprar o bilhete, coloquei-me na fila prioritária. À minha frente tinha mais de dez pessoas sem qualquer prioridade. Não exigi passar à frente de ninguém. Mantive-me na fila.

Até que estou a chegar à frente. E aparece um funcionário acompanhado de uma família prioritária. E quem é que ele escolhe para ceder prioridade na fila? Eu! "Vai ter que deixar passar", disse-me. Limitei-me a sorrir apesar de incrédulo.

Não está em causa deixar passar aquela família. Deixei. Como deixava passar as que fossem necessárias. O que está em causa é que fui obrigado a ceder passagem quando a única pessoa prioritária daquela fila - até chegar aquela família - era eu.

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14.7.13

vantagem de passear com um homem de muletas

Um passeio numa feira de artesanato, que costumava demorar cerca de uma hora, passa a ser feito em duas e meia. Sem pressas. Com todo o tempo do mundo para prestar atenção aos detalhes dos diferentes stands.

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13.7.13

meia branca da raquete

Nunca fui de usar meias brancas. Mas, já que o ortopedista disse que tenho de usar uma durante uma semana ou quinze dias, tomei a liberdade de personalizar a meia feita pelo dr. Welcome back meia branca da raquete.

olha que te aleijas

Joguei futebol durante muito tempo. Nos últimos anos, a modalidade foi praticada em paralelo com a minha carreira profissional. Por isso, habituei-me a ouvir: "Já não és nenhum miúdo. Ainda te aleijas e tens de trabalhar." Estas palavras são proferidas por pessoas próximas de mim, como é o caso da minha mãe e da minha mulher, que não conseguem esconder o receio que têm de que me aleije.

Nessa altura respondo sempre que as pessoas aleijam-se quando isso tem de acontecer. Quer seja a praticar desporto, a andar na rua, a sair do carro ou noutro movimento qualquer. E a prova disso é que não fazia uma entorse, a jogar futebol, há muitos anos e fiz uma, que me vai obrigar a andar de muletas, a dançar ao som de música pimba com a minha sobrinha.

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12.7.13

o melhor raio x da minha vida

Acabo de fazer aquele que considero ser o melhor raio x dos meus 32 anos de vida. Não está relacionado com a beleza da técnica de raio x. Nem com outro dado semelhante. Mas com o facto da senhora ter tentado pegar em mim como se eu fosse um saco de batatas para me mover. Algo que, obviamente não conseguiu. Mas valeu pelo esforço e pelo sorriso que me roubou.

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basicamente é isto

começou assim, com um pezinho de dança

de manhã foi isto

pit stop na farmácia

like a boss com o inchaço a crescer

não podiam faltar estes

e, quase de certeza que vai acabar aqui

isto hoje não vai correr bem

Noite de diversão com a sobrinha. Brincadeiras. Voltas em carrosséis. E dança. Muita dança ao som de um concerto de música pimba. Na última música torço o pé direito. Conheço-me bem. Sei que não é uma simples torção. É uma entorse.

Chego a casa com o tornozelo inchado. Gelo e um comprimido para ajudarem a noite a passar. Acordo. Pé no chão e mal consigo andar. No pior dia da semana. Naquele que não dá mesmo para faltar ao trabalho. Neste momento mentalizo-me para conduzir assim.

Pior. Arrasto-me até à cozinha. Olho para o aquário. Um dos dois peixes está morto. O sardinha está no fundo do aquário. Imóvel. Esqueço o tornozelo e sou consumido pela tristeza de perder um amigo de vários anos.

Arrasto-me para a casa-de-banho. Tomo um duche. E dou um jeito ao pescoço. Que me limita ainda mais os movimentos, fazendo de mim um robocop coxo. Palpita-me que isto hoje não vai correr nada bem. E fechar-me em casa não é possível. Mas eu queria.

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11.7.13

pessoas

Pessoas. O mundo está cheio delas. Não reparamos na sua grande maioria. Mesmo que passem a centímetros de nós. Mesmo que tenham rotinas semelhantes às nossas. Outras, conhecemos de vista. Quer seja da rua. Da televisão. Ou de outro sítio qualquer. Algumas, atraem a nossa atenção. Outras, são o nosso foco de interesse. Mesmo que não reparem em nós. Mesmo que não saibam que existimos.

Pessoas. Da maior parte delas não esperamos nada. Até porque nem notamos na sua presença. Os feitos de outras passam-nos ao lado porque são indiferentes para nós. De uma pequena parte delas esperamos o mundo. Este e o outro. Queremos que sejam heróis cheios de poderes que resolvem tudo. Que dão ordem ao nosso caos interior. E até nos esquecemos de que são simples humanos como nós.

Pessoas. O mundo é feito delas. Com as suas qualidades e defeitos. Há dias em que amamos essas pessoas. Há dias em que não podemos com elas. Foi assim ontem. É assim hoje. Tal como será amanhã. E sempre.

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cenas com volante e pedais #2

É certo que os condutores são todos iguais. É igualmente verdade que todos têm direito a andar na estrada. Mas isto não quer dizer que as pessoas optem por andar na faixa da esquerda (entre três possíveis) a 50 quilómetros por hora, com o vidro aberto e com o braço de fora. Pior. Que achem que estão bem e que o resto dos condutores é que estão mal, reagindo de forma negativa a quem tenta dizer que estão na faixa errada. Ou será que a faixa da esquerda é a nova faixa da direita?

mais rápida do que uma bala. mais afiada do que uma faca

Com o passar dos anos aprendi (muitas vezes à custa de erros) que existe algo muito mais rápido do que uma bala. E muito mais afiado do que uma faca. Além da velocidade e destreza de corte, é algo muito mais doloroso do que o impacto de uma bala do calibre mais temido ou mesmo do que qualquer uma das ferramentas da mala de um qualquer serial killer ao estilo de Dexter. E refiro-me às palavras.

Assim que saem da boca não há volta a dar. Assim que são proferidas em voz alta nunca mais regressam ao silêncio. E por mais que as pessoas digam que sim, a verdade é que nunca caem no esquecimento. E mesmo que se diga que está tudo bem, algures no futuro irá existir uma discussão. E, nesse momento, é um dado adquirido que virá à conversa algo do género: “não te lembras do que disseste? É que eu não me esqueci.”

Tal como na grande maioria das coisas, as palavras negativas são aquelas que mais marcam as pessoas. E, no calor do momento, não existe nada mais fácil do que dizer a maior barbaridade do mundo. Mesmo que não se sinta. É uma defesa humana. Ao sentir perigo ataca-se em jeito de defesa. O pior é que, em muitos casos, essa defesa acaba por ser o ataque mais mortífero que existe.

Já vi relações acabarem com base em palavras proferidas. Já vi amigos deixarem de falar por causa de palavras. Já vi conhecidos distanciarem-se por causa de palavras. E já vi pessoas ficarem amigas depois de uma luta física. Depois de trocarem uns valentes murros e pontapés. Algo que ajuda a demonstrar a força das palavras.


Por isso é que aprendi a esperar um ou dois segundos antes de "cuspir" uma série de palavras que vão ter um peso forte demais para alguém suportar. Domei a minha língua. De modo a que só ataque quando essa é a única solução possível no momento. Além disso, aprendi ainda a usar uma postura correcta para as palavras. É que juntar palavras duras a uma postura de guerreiro é uma combinação explosiva. E desde que faço isto que os meus dias são muito melhores. Sobretudo ganha quem me é mais próximo, ou seja, as pessoas mais fáceis de magoar.  

amor para a vida

Acredito que existem relações sentimentais que são para a vida. Relações que são tão fortes que nada nem ninguém as consegue destruir. Nenhuma distância será demasiado grande. Nenhum mal será demasiado forte. E nenhum obstáculo será inultrapassável. São amores fortes demais para serem destruídos.

Eu vivo uma relação destas. Com formigas. Que não me deixam em paz desde que saí da casa dos meus pais. Na primeira casa onde vivi, elas decidiram apoderar-se do terraço. Nessa altura, a solução passou por quatro lagartixas "amestradas" que se apoderaram do terraço fazendo com que fossem os únicos bichos no mesmo.

Quando troquei o rés-do-chão pelo último andar de um prédio pensei que a minha relação com as formigas tinha chegado ao fim. Até que ontem, ao chegar a casa, deparo-me com uma invasão das minhas amigas. Sem lagartixas para me defender, restou-me a artilharia pesada.

Ao estilo de William Wallace, e munido de uma lata de Dum Dum, travei uma batalha com elas. O combate foi intenso e acabei por vencer. Mas palpita-me que não terá sido o último encontro entre nós. Porque existem relações que são para a vida. Não é, formigas?

10.7.13

coisas destinadas a acontecer e uma vergonha

Dia de futebol. Onde? Numa prisão. E há coisas que parecem destinadas a acontecer. Talvez pelo ambiente envolvente. Digo isto porque o jogo acabou com um pequeno motim provocado por alguns jogadores.

Como se isto não bastasse, ainda passei uma vergonha. No balneário fui o último a sair. Quando os meus colegas saíram disse: "não me deixem aqui fechado!" Quem é que ouviu isto? A senhora polícia que toma conta do campo. Que sorriu perante o meu receio de passar a noite fora de casa. E assim acaba um dia.

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alguém sabe onde é esta festa?

“Ui! Apalparam-me o bumbum. Neste baile das mulheres não há respeito nenhum”, são as primeiras palavras que José Malhoa canta no dueto com a filha: Baile das Mulheres (girl power). Ao fundo, ouve-se a voz de Ana Malhoa, que diz, de forma bastante sensual... “girl power.” “Ai! Elas encostam-se a mim. Neste baile das mulheres, todo o homem canta assim: ratatatatatata rututututututu. Não há respeito nenhum. Não há respeito nenhum. Apalparam-me o bumbum”, prossegue o cantor. “Hoje é noite de balada e eu cá vou nesse bailão. Onde a mulher é que manda e só ela põe a mão. Nessa festa vale tudo. A rainha é a mulher. Solteiro, casado ou viúvo, todos cantam com prazer”, acrescenta José Malhoa.

Pessoalmente não conheço o José Malhoa. E duvido que ocupe o seu tempo a passar por aqui. O mesmo se aplica à filha, Ana Malhoa. Caso alguém os conheça, peço que lhes perguntem onde é que se realizam estas festas pois parecem bastante animadas. Agradecido.

muita areia para o meu camião

Acredito que os jogos de sedução que levam a que duas pessoas se interessem uma pela outra não estão divididos por compartimentos. Categorias estas que são dividias por aspecto físico, nível social, financeiro e por aí fora. Não nego que existem estes grupos. Mas, aos meus olhos, a sedução é comum a todos. E uma pessoa que tenha um emprego simples e modesto poderá perfeitamente arrebatar o coração de alguém com uma fortuna incalculável. Apenas para dar um exemplo.

Por isso, nunca liguei ao chavão: “é muita areia para o meu camião.” Já me aconteceu estar com amigos que acham piada a uma mulher. Quanto noto isso, incentivo que o meu amigo tente uma aproximação a essa pessoa. “Achas? É muita areia para o meu camião”, é o que normalmente ouço como resposta. E acho esta desculpa algo sem qualquer lógica. Provavelmente um escudo para a falta de confiança em dar o primeiro passo.

Para mim, todas as pessoas são areia para todos os camiões. O que importa é a atitude. A confiança. E aquilo que se vai dizer numa abordagem inicial. É também importante esquecer as aparentes diferenças que estão a bloquear a aproximação. Tal como considero um erro que algumas pessoas assumam papéis de quem não são numa abordagem inicial com o objectivo de impressionar. Naturalidade. Confiança. Saber estar. E saber falar. Estes são, para mim, os ingredientes fundamentais para a aproximação.


Depois, é tudo uma questão de timing. De estar no sítio certo na hora exacta. Para mim, nada impede que um astro de Hollywood se apaixone por uma menina que trabalhe numa loja de um centro comercial português. Ou um anjo da Victoria´s Secret por um ardina lusitano. Tudo é possível. Eu acredito. No dia em que deixar de acreditar nisto é porque já não acredito no amor.

hoje vais ser minha

Vou conhecer-te hoje. Ao final do dia mas quando a temperatura ainda estiver acima dos 30º graus. Confesso que estou nervoso com o nosso encontro. Remexe-me o estômago, que vai ficar às voltas até lá. Aliás, dizem que isto é bom sinal. Mas, não me chega conhecer-te. Vais ter que ser minha. E vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para te seduzir. Para fazer com que me desejes ainda mais do que te desejo.

Para começar, irei olhar-te de alto a baixo. De ponta a ponta. Não irás sentir-te observada porque prometo ser discreto. E se prometo discrição, garanto igualmente que te irei tocar. Sem qualquer pudor ou vergonha. Irei faze-lo para descobrir os teus melhores atributos e ainda as tuas fraquezas, na esperança de não encontrar nenhuma. O toque será suave. Bem ao de leve. Com os olhos fechados imaginando que te arrepias ao sentir os meus dedos. Na minha mente irá nascer a ideia de que desejas que te toque mais. E mais. E ainda mais. Algo que irei fazer.

Também te vou querer cheirar. Como gosto de te cheirar. Não é um fetiche. Nada disso. É apenas uma forma de te distinguir de todas as outras com quem já estive. No meio de tantas parecenças, agarro-me ao que te pode distinguir das restantes. Aquilo que te confere algo único. Se fores como imagino, serás marota. Sei que me irás tocar em sítios ousados. Algo que certamente irá acontecer. E que acabarei por levar partes de ti comigo para casa. A tua forma de fazer com que não te esqueça. E que queira estar contigo novamente.

Não te conheço. Irei estar contigo hoje pela primeira vez. Mas tinha saudades tuas. Que saudades de uma bela futebolada ao final da tarde. Hoje é dia de campo novo. De relva nova. Que o dia passe depressa!

9.7.13

verdade ou mito #22

Uma das grandes questões em torno do sexo. Só os homens é que vêem pornografia. As mulheres não! Isto será mesmo verdade? Ou seja, o mundo da pornografia é algo que apenas seduz os homens. Ou será mito? Pois na realidade uma em cada três mulheres assume ter por hábito ver pornografia, quer seja por curiosidade, para aprender novas posições, para comparar o parceiro a outros homens ou mesmo para explorar fantasias sexuais não praticadas na sua vida? Pornografia vista por mulheres. Verdade ou mito?

ele está a olhar para ti? a culpa é da ciência

A ciência tem coisas fantásticas. Uma das últimas é dar motivos a um homem para olhar para uma mulher. Parece que os homens estão geneticamente programados para olharem para mulheres. Esta descoberta vem dar uma nova dimensão à temática dos homens que observam mulheres. A partir de agora, quando uma mulher questionar um homem, perguntando se este olhava para si, poderá ouvir como resposta: “Sim. Mas não é por mal. A culpa é da ciência. Estou geneticamente programado para olhar para si.” Quando um homem for apanhado a olhar para outra mulher, poderá igualmente culpar a ciência. “Não fiz por mal. É a ciência”, usará em sua defesa. E estes são apenas dois de muitos exemplos.


Apesar de não duvidar destes dados, será que não se aplica o mesmo às mulheres? Será que elas não estão programadas para olharem para os homens? Acredito que sim. A diferença, para mim, é que nós, os homens, fomos programados com a versão beta do programa “observação do sexo oposto.” Uma versão básica cheia de defeitos por corrigir. Por sua vez, elas foram programas com a versão deluxe do programa “observação do sexo oposto” que já contempla actualizações nos módulos subtileza, discrição e arte de saber observar sem babar.

perder peso a comer chocolate

Muitas pessoas vivem uma relação complicada com o chocolate. Tanto o adoram e acham irresistível (no momento em que o comem) como o detestam e desprezam (no momento em que sobem para a balança). Como a maior parte dos alimentos, o chocolate deve ser ingerido de forma moderada. E a verdade é que o consumo moderado de chocolate até pode ajudar a perder peso. Mas não só. Além de contribuir para uma alimentação saudável, o chocolate ajuda a reduzir a ansiedade e melhora o humor. Recebi um press release – que chegou ao meu email profissional - da achoc (uma associação sem fins lucrativos que congrega os produtores de chocolate e de outros produtos a partir do cacau) onde são dadas algumas dicas para comer chocolate sem que isso dê início a uma dura batalha com a balança lá de casa. Como considero a informação útil, decidi partilhar as dicas no blogue.

Uma dose diária moderada, dependendo do tipo de vida e de actividade de cada pessoa, pode ser uma barra pequena de chocolate ou um bombom até quarenta gramas. Depois, o chocolate deve ser comido na hora certa. Especialistas aconselham que seja comido em jejum pois vai reduzir o apetite ao longo do dia, em resultado do triptofano, uma substância presente no cacau. Outra opção passa por comer o chocolate como sobremesa. Evita que a pessoa engorde, por concentrar componentes (feniletilamina e aciletanolamina) que agem no cérebro bloqueando os receptores que despertam a vontade de comer doces. O chocolate também pode ser comido ao lanche. Aqui, o truque é misturar o chocolate com um iogurte ou com uma salada de frutas. Sozinho, não vai saciar a fome e existe o risco de se devorar uma tablete inteira.


Quanto ao chocolate, o preto é uma aposta segura. De todos, é considerado o mais amigável pois concentra uma quantidade surpreendente de fenólicos, antioxidantes que reforçam a imunidade e protegem o coração. O sabor intenso também é um aspecto positivo. Permanece mais tempo na boca e faz com que seja mais fácil ficar satisfeito com a dose recomendada. E assim se mantém uma alimentação saudável sem ter que esquecer o chocolate. E por falar disso... acho que vou comer a dose diária recomendada que fiquei com esse desejo.

a vida é uma soma de momentos

Para mim a vida não é mais do que uma soma de momentos. Uns sequenciais. Outros sem qualquer ponto de ligação. Uns ligados ao coração. Outros à saúde. Ao trabalho. Aos amigos e por aí fora numa área que abrange tudo o que existe na nossa vida. Um dos poucos pontos em comum que encontro entre a maioria deles é o facto de não serem controlados por nós. Por mais que as pessoas achem que controlam tudo e mais alguma coisa.

Considero que esses momentos têm um timing para acontecer. E que, quando esse timing não é aproveitado pelo(s) protagonista(s) perde-se uma oportunidade que não volta mais. Por mais que as pessoas pensem que podem criar artificialmente um cópia daquele momento que deixaram fugir por medo, receio ou outra justificação qualquer. Qualquer cenário fabricado tende a correr mal e a ser um desastre. Pelo menos aos meus olhos.

E já tive problemas ao tentar explicar isto a algumas pessoas. Que não percebem que eu defenda que tudo tem um momento para acontecer e que é bastante fácil que uma pessoa perca interesse por outra (apenas para dar um exemplo) ao sentir que o momento dos dois passou e que deixou de fazer sentido insistir em algo. Ao sentir que a partir desse instante será tudo fabricado e irreal. Será como se fosse um guião a ser escrito. Passam a ser duas pessoas a querer controlar algo que não quiseram viver no momento adequado. Destinado, se preferirem e acreditarem em destino.


Volto a dizer. Para mim a vida é feita de momentos. E só existem duas opções. Viver os mesmos com intensidade máxima ou fechar os olhos quando aparecem à nossa frente. E qualquer uma das opções, mas sobretudo a segunda, é um ponto sem retorno. Quando se fecha os olhos não há volta a dar. Por mais que se acredite que é possível recriar um momento passado e ignorado.

8.7.13

elas. naturalidade vs produção excessivamente elaborada (take dois)

Neste texto falei de dois tipos de beleza e postura de uma mulher. De uma lado, a menina natural. Que do meu ponto de vista cativa muito mais do que a outra, a mulher com uma produção excessivamente elaborada. Quando escrevi o texto dei conta do meu ponto de vista, algo que faço sempre nas palavras que transcrevo para o blogue. Os comentários foram mais do que muitos. Diversificados. Na generalidade, o texto foi visto como uma espécie de utopia. E eu não percebo porquê...

Será que as mulheres conhecem todas homens do mesmo tipo? Que apreciam apenas o corte de cabelo, os saltos altos e a maquilhagem que cobre o rosto, em muitos casos dando um ar artificial ao mesmo? Ou será que as mulheres acreditam que todos os homens procuram apenas um pacote exterior e não a mulher que está para lá do papel de embrulho composto por roupa, maquilhagem e acessórios?

Se achasse que o texto não passava de uma fantasia, seria o primeiro a dizer isso mesmo. Mas não. Para mim é real. E porque eu sou o rapaz que mais depressa olha para a menina de all star e jeans do que olha para a mulher com saltos altos e maquilhagem xpto. Para mim, a primeira é mais interessante. Logo à partida, porque é uma entre poucas. Enquanto as outras são, em muitos casos, apenas mais uma num grupo de cinquenta todas iguais. Mulheres essas, que muitas vezes até se vestem de forma igual, parecendo um grupo de crianças do colégio que vão para a praia todas iguais para serem de fácil identificação.

Depois, vem a parte da beleza física. Muitas pessoas disseram que a segunda terá uma beleza que atrai mais. Porquê? É a maquilhagem que define a beleza? A beleza não pode passar por um grupo de comportamentos adoptados? Pelo sorriso? Pelo olhar? Ou mesmo somente pela naturalidade? Será que a mulher excessivamente produzida será sempre assim quando dormir com um homem? Não tira os saltos? Não remove a maquilhagem? Não se despe? Ou fará tudo isto às escuras de modo a que o homem nunca a conheça como verdadeiramente é?

Outro pormenor que passou quase despercebido. Eu falei em naturalidade. Não falei em desleixo. Tal como falei em produção excessivamente elaborada e não em mulher que tem cuidado com o seu visual. Uma mulher pode perfeitamente usar maquilhagem, saltos e manter um ar natural. Tal como pode ter all star e jeans e ter um ar artificial. A linha que separa tudo isto é bastante ténue. Mas perceptível para qualquer mulher que se preocupe consigo em vez de ter em mente agradar ao marido, ao namorado ou ao grupo de amigas com quem compete pelo título de mulher das mulheres.


Chamem-me louco. Utópico. Digam que vivo num mundo diferente. Que seja. Mas, para mim, ainda bem que existem mulheres naturais. Com jeans, all star e que se preocupam com a vida e não em parecer iguais a outras cinquenta que estão no mesmo espaço. Eu irei continuar a destacar essas. Irei continuar a ser adepto da naturalidade. Daquela que rouba o ar a uma pessoa. Mesmo que digam que isso não existe. E mesmo que jurem a pés juntos que todos os homens gostam é da mulher produzida, maquilhada e dos saltos altos.

questões com água e areia #3

Num destes dias estava pela praia quando um grupo decidiu ficar bem perto do local onde estava. Este grupo era composto por dois jovens casais e pela mãe de uma das meninas. Até aqui tudo bem. Até ao momento em que a mãe decide fazer topless perto do namorado da filha. Aliás, das três era a única que estava sem parte de cima do biquíni. Considero-me um rapaz liberal e de mente aberta mas fiquei a pensar: isto será uma situação bastante constrangedora para sogra e genro, daquelas que motivam largos minutos de silêncio ou algo perfeitamente normal sem motivo para qualquer embaraço?

os três b´s

Quando vou às compras gosto de aplicar a regra dos três b´s. Gosto que aquilo que vou comprar seja bom, bonito e barato. E aplico esta regra sobretudo à roupa. Ontem entrei em diversas lojas à procura das melhores promoções. O objectivo era comprar uns calções de ganga. Porém, como é hábito acontecer comigo, rapidamente desviei os meus olhos para a nova colecção. Na Bershka, acabei por encontrar os calções que queria (sem ser em promoção) e não saí de lá sem levar duas tshirts que me chamaram à atenção. Uma pela simplicidade. E outra por um detalhe que adorei. Que são dois alfinetes a fazerem de piercings. Só não trouxe mais porque já não tinham o meu tamanho.

Existem muitas pessoas que questionam a qualidade deste tipo de peças de roupa. Pessoalmente, nada tenho contra. Até porque tenho tshirts de lojas destas que me duram há muitos anos como se fossem novas. É certo que tenho outras que pouco tempo duram. Mas, do meu ponto de vista, isto tanto pode acontecer com uma tshirt de cinco euros como com uma de cinquenta. Para mim, não interessa se a peça de roupa é da marca x ou y. Aquilo que importa é que goste e que me sinta bem com essa peça vestida. Quanto mais barata for... melhor.





vinte minutos chegam

Somos um dos poucos países do mundo que tem três jornais diários desportivos. Por exemplo, em Inglaterra (um dos melhores campeonatos do mundo) não existe nenhum. Mas, as curiosidades sobre comunicação não ficam por aqui. Isto porque temos noticiários excessivamente longos. Vinte ou trinta minutos são o tempo ideal para um serviço noticioso. Não é uma opinião minha. Existem estudos que o comprovam. Porém, em Portugal, os telejornais arrastam-se muito mais tempo do que isso.

Isto faz com que existam muitas notícias que de interessante ou lógico têm muito pouco. Ao longo dos últimos dias vi notícias que davam conta de que com o calor vão mais pessoas para as praias e também para as esplanadas. Isto é o mesmo que dizer que quando chove existem mais pessoas a usar chapéu de chuva ou que quando as temperaturas estão muito baixas as pessoas têm tendência para se aquecer. Isto é apenas encher chouriços.


Além disso, repetem-se notícias que já deram nos cinco serviços noticiosos anteriores. Infelizmente, são as audiências que mandam e ditam regras. No meu caso, isto afasta-me das notícias. Prefiro saber o que se passa em Portugal e no mundo num dos canais informativos ou mesmo online.

7.7.13

calor. esplanadas. mais calor

Aquele que era o Verão mais frio dos últimos anos passou a ter temperaturas acima dos quarenta graus. O calor é insuportável. O único refúgio é a praia. E a água. Ao final do dia pensa-se em esplanadas. E em petiscos. É impossível resistir. E vai-se uma vez. E outra. E mais uma. Nessa altura faço contas ao dinheiro que gasto em petiscos. E lembro-me que posso fazer tudo isso em casa, gastando muito menos dinheiro. É verdade que não é a mesma coisa... é muito melhor!


6.7.13

questões com água e areia #2

Porque será que, quando na praia, algumas mulheres só se preocupam com o biquini fio dental e com o penteado, esquecendo coisas básicas como depilar os pelos nas axilas, nas virilhas ou em ambas as zonas?

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5.7.13

elas. naturalidade vs produção excessivamente elaborada

Ela está em casa. Acabou de tomar um duche para se refrescar das altas temperaturas. Quase insuportáveis. Nua, deambula pelo quarto. Na cabeça um único pensamento. O local onde vai. Aquele bar da moda que tem o melhor sunset da cidade. Ela pensa no bar. Nas pessoas que costumam lá estar. E, no seguimento destes dois pensamentos, na roupa que vai usar. Ao escolher a indumentária, tem como objectivo ser notada por todos assim que entrar no bar.

Escolhe os sapatos de saltos altos mais caros que alguma vez comprou. Escolhe a saia da marca xpto que também foi muito dispendiosa. E segue este linha de pensamento nas restantes peças de roupa e acessórios. Já está atrasada mas é incapaz de sair de casa sem se maquilhar. Algo em que abusa sem ter essa percepção. O mesmo pode ser dito em relação ao perfume. Resumindo, ela não se veste nem arranja para se sentir bem mas para ser notada.

A poucos quilómetros de distância existe outra mulher. Que curiosamente também vai ao mesmo bar. Que acabou de sair do trabalho. E que foi a correr até casa para tomar um duche rápido. Nua, não deambula pelo quarto. Não tem tempo para isso porque os amigos estão à sua espera. Como tal, pega nos jeans que até nem lhe ficam justos ao corpo (bem feito por sinal). Pega num top que andava por ali na cadeira do quarto. E calça os ténis velhos de que tanto gosta e que são confortáveis. Não há tempo para maquilhagens nem sequer para secar o cabelo.

A primeira a chegar ao bar foi aquela que mais se produziu. Entrou e ninguém olhou para si. Não foi o centro das atenções. Nenhum homem fitou os olhos no seu corpo ou rosto. Os únicos que olham para si são os amigos. E com má cara pois atrasou-se cerca de duas horas em relação ao combinado. Depois chega a outra. A simples, descontraída e natural. Assim que entra, boa parte dos homens sente-se atraído pela sua beleza. Mas não só. A naturalidade que revela escasseia nos dias que correm. E isso confere-lhe maior interesse em relação a boa parte das mulheres que estão por ali.

O ambiente na mesa da primeira é pesado. Na da segunda é de amena cavaqueira. Chegou a horas. A tempo de ainda participar na primeira rodada de bebidas. A primeira está triste. A segunda está alegre. Ninguém revela interesse pela primeira. A segunda tem um grupo de fãs no bar. A primeira não percebe o que está errado. A segunda nem nota que está a ser o centro das atenções. A primeira preocupou-se demais com aquilo que é supérfluo. A segunda deu mais importância às pessoas. A diferença entre a naturalidade e a produção demasiadamente elaborada pode ser ténue na percepção de algumas pessoas. Mas fará sempre a diferença.

deve ser mais ou menos isto

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas têm estado reunidos para chegar a um entendimento quanto à permanência do líder do CDS/PP no Governo, evitando assim a queda do mesmo e uma crise política ainda mais acentuada. Esta é uma daquelas alturas em que gostava de ser mosca para observar o que se passa durante as conversas de ambos. Como tal não é possível, dou por mim a pensar naquilo que deve ser uma conversa entre estes dois políticos. E acho que deve ser mais ou menos isto...

Paulo Portas: “Vês Peter. Eu avisei-te. Se não me dás o que quero para brincar, faço birra e bato com a porta. (risos). Gostaste desta piada com o meu nome?”

Pedro Passos Coelho: “Paulinho, não sejas assim. Isso já passou e eu gosto muito de ti. Quanto à piada, acho que te fazes um bom comediante se bem que muitos portugueses já te vêem como um palhaço. Olha, mudando de assunto. Senta-te aqui perto de mim para ver o que podemos fazer para salvar o país”

Paulo Portas: “Salvar quem?”

Pedro Passos Coelho: “Portugal, Paulinho. O teu país”

Paulo Portas: “Mas eu vim aqui para isso? Pensei que vinha dizer-te aquilo que quero para que possas contar comigo e fazer com que o teu Governo não vá ao fundo como um submarino. Gostaste de mais esta piada?”

Pedro Passos Coelho: “Paulinho, não brinques. Diz lá então o que queres...”

Paulo Portas: “Quero a Rua Augusta e o Rossio e ficar para sempre livre da prisão”

Pedro Passos Coelho: “Queres o quê?”

Paulo Portas: “Desculpa. Que cabeça a minha. Estava a pensar no jogo de monopólio que nunca mais acabamos.”

Pedro Passos Coelho: “Isso fica para depois. Queres o quê?”

Paulo Portas: “Está calor e esta reunião não está a dar em nada. Quero uma caixinha de pastéis de Belém para ir comer para uma esplanada junto ao rio. Falamos mais tarde. Pode ser Peter?”

Pedro Passos Coelho: “Ò Paulinho, isto não serviu para nada. O que digo aos jornalistas?”

Paulo Portas: “Diz que estamos a negociar e que já não te vou bater com a porta. (risos) Mais uma piada. Gostas?”

Pedro Passos Coelho: “Paulinho, Paulinho...”

Paulo Portas: “Só mais uma coisa”

Pedro Passos Coelho: “Diz...”

Paulo Portas: “Não te esqueças daquilo do monopólio. Senão vou jogar com o Vítor Gaspar que ele já me convidou.”

Pedro Passos Coelho: "Vê se te portas bem ou chamo o Cavaco para te meter na ordem."

Paulo Portas: "Chamas quem?"

Pedro Passos Coelho: "O Presidente da República."

Paulo Portas: "Quem? Nós não temos disso. Não me faças rir Peter. Vou comer os pastéis e volto às 19h. Até mais logo."    

4.7.13

quase quarenta graus. que vais fazer agora?

A noite foi quente. Mal dormida. O dia ainda mais quente. Com o passar das horas mantém-se o calor abrasador que torna quase impossível fazer o que quer que seja. O horário de trabalho chega ao fim. E o que vou fazer? Aproveitar para dar uns mergulhos? Não. Beber um copo numa esplanada num qualquer sunset? Também não. Relaxar no sofá em casa? Nada disso. O destino é o ginásio. Para mais duas aulas e muitas calorias perdidas.

Há quem veja esta atitude como uma espécie de escravidão em relação à imagem. O culto do corpo bem delineado ou algo do género. Acha que é algo associado à imagem. Uma forma de poder comer mais uns bolos e beber mais uns copos sem que isso pese na consciência. Mas, para mim, ir ao ginásio em pleno verão e quase com quarenta graus é muito mais do que isso. É uma questão de saúde. De bem estar. De equilíbrio físico e mental.


Verões há muitos. Dias de Sol também. Praias com águas convidativas, idem. Agora, vida há só uma. E se for vivida com saúde tem muito mais encanto. Os dias de praia ganham outra magia. As jantaradas com os amigos também. As noites de copos e risadas são ainda mais animadas. Para mim o desporto será sempre muito mais do que um simples meio para caber numa peça de roupa um número abaixo daquele que uso agora. É, acima de tudo, a forma ideal de manter o corpo a funcionar bem. E se o corpo funcionar bem, tudo correrá muito melhor.  

agora escrevo eu #15

Depois do rebuliço a Sul de Portugal e de uma semana de férias para recuperar do jet lag algarvio, está de volta a rubrica Agora Escrevo Eu. O espaço dedicado aos vossos textos regressa em grande e com força, com um tema que me diz muito. A distância física entre duas pessoas que se amam. E o misto de sensações que a ausência provoca nas mesmas. Recordo que esta rubrica irá manter-se enquanto existirem textos para publicar. Quem quiser participar, pode enviar a sua contribuição para homemsemblogue@gmail.com.

"Fazes-me falta

Levaram-me o Sol. O meu. Porque o meu Sol é o meu Amor. E com ele levou o meu coração. No meu peito apenas ficou um buraco vazio. Oco. Negro. Que apenas se enche de angústia e saudade. Diz que está calor lá fora. Não sinto. Por cima de mim viaja constantemente uma nuvem cinzenta. Escura. Que de vez em quando deixa cair umas gotas. Ou serão apenas as minhas lágrimas?

Fazes-me falta. Sinto-me vazia. Os meus dias são vazios. Deambulo pelos dias em piloto automático. Tento seguir uma rotina. A nossa. E quase que te pressinto perto de mim. Espero pela noite. E fazes-me ainda mais falta. Procuro a tua mão e não a encontro. Procuro o teu calor e não o sinto. Procuro os teus olhos e não os vejo. Procuro sentir-te e não te encontro.

Conto os dias. As horas. Os minutos. Os segundos. Para te poder ver. Para te voltar a tocar. Para te poder sentir. A tua ausência magoa. A tua ausência é uma ferida que não sara. A tua ausência dói.


Já te disse que me fazes falta?"