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28.2.13

eles, elas e os telefonemas


Não há um único dia em que não fale ao telefone com os meus pais. Porém, a maior parte desses telefonemas não chegam a durar um minuto. Mais, se falar com o meu pai, o telefonema ainda é mais breve do que se for com a minha mãe. Não porque me dê mal com os meus pais mas porque digo apenas aquilo que tem de ser dito. De outra forma, porque sou homem. E isto é algo que também acontece com os meus amigos (homens). A maior parte dos telefonemas são curtos. Porém, com elas é diferente. Os telefonemas para os pais são, por norma mais longos. Há sempre um assunto extra para falar, mesmo que a última conversa não tenho sido há muito tempo.

Alguém consegue explicar este divertido triângulo entre eles, elas e os telefonemas. Nós (homens) somos desleixados? Elas (mulheres) são preocupadas em demasia? Nós (homens) somos pouco conversadores? Elas (mulheres) são umas linguarudas? É algo genético? Fomos formatados desta forma? Penso nisto, fico com um sorriso nos lábios e não chego a nenhuma conclusão...

Já agora, os vossos pais usam expressões características assim que atendem o telefone?

merecemos mais impostos e governantes ainda piores


Há dias em que constato que Portugal é um paraíso. Que os ordenados são altos demais para certas pessoas. Que os impostos são brandos demais para essas mesmas pessoas. E que os governantes que mandam nas nossas vidas até são uns porreiros. Abreviando e resumindo, há pessoas que mereciam muito pior pois agem como tal.

Não posso falar de todos os mercados profissionais porque não estou habilitado a isso. Sei apenas o que leio e vejo nas notícias ou aquilo que me contam. Porém, da minha área posso falar sem medos ou tabus. E a verdade é apenas uma. É um mercado onde não há espaço para quase ninguém. As publicações são cada vez menos e os jornalistas são cada vez mais. Essas mesmas publicações dispensam luxos e vivem do trabalho de um número mínimo de jornalistas que são pagos a preço de saldo. Estes, por sua vez têm de se desdobrar em diversas funções. E só há um caminho a seguir: dar o melhor de forma a não ficar para trás e desempregado.

Porém, há pessoas que não percebem que nos dias que correm ter emprego na área onde gostam de trabalhar é uma espécie de luxo ao alcance de poucos. Pessoas que em vez de lutarem por aquilo que têm, preferem encostar-se a uma parede simplesmente à espera que o telhado desabe. Pior do que isto, não se limitam a aguardar impávidos e serenos. Usam tudo aquilo que podem para que o tecto ceda rapidamente. De forma maquiavélica contam os segundos para o desastre enquanto empunham um serrote.

Envolvem-se tanto numa teia de maldade que não percebem que o tecto desaba de forma igual para todos. Não têm lucidez necessária para perceber que vão ficar debaixo dos escombros do tecto que tanto desejam ver ruir. Não percebem que após a limpeza dos mesmos vão ter de batalhar por um lugar ao Sol. E que, nessa luta vão ser derrotados por centenas de pessoas que sabem construir ao contrário destas que têm como qualificação única a arte de destruir.

Isto que acabo de escrever não significa que um trabalhador se sujeite a tudo apenas para manter o seu emprego. São coisas distintas. Não sou a favor do medo que certas empresas impõem aos seus trabalhadores. Mas também não sou adepto de pessoas que só atrapalham. Pessoas que vivem para provocar/desejar o mal dos outros sem perceber que o mal dos outros é também o seu.       

o que é nacional... não presta


Não percebo a mania que temos (os portugueses em geral) de olhar para algo estrangeiro como sendo automaticamente de elevada qualidade ao mesmo tempo que olhamos de soslaio para aquilo que é nosso e que é feito pelos nossos.

Na música, para dar apenas um exemplo, há uma adoração gigantesca com todos os projectos que chegam do lado de lá da fronteira. Quanto ao que é feito por cá, existe uma dificuldade em assumir que é música de qualidade. Por outro lado, adora-se a música de fora mas criticam-se os portugueses que cantam em inglês. E isto aplica-se a quase todas as áreas de mercado.

Se os estrangeiros reconhecem a qualidade dos nossos produtos, porque será que temos tantas reticências em aceitar aquilo que produzimos? Podemos ser um país pequeno e sem grande expressão europeia mas que ninguém duvide de que aquilo que é nacional é mesmo bom!  

eu já. e tu?


Ao longo dos tempos surgiram diversas formas de comunicar de forma discreta. Processos simples que permitem circular uma mensagem de forma a que grande parte das pessoas não se aperceba do conteúdo da mesma. Algumas delas, segundo contam alguns relatos, são utilizadas com frequência por terroristas no momento de planear um atentado. Porém, muitas pessoas adaptam essas “técnicas” de comunicação às suas vidas.

Uma das mais populares tem por base a criação de uma conta de email a que apenas um grupo restrito de pessoas consegue aceder. Neste caso, a comunicação é feita com emails que são guardados como rascunhos. Nunca são enviados, o que acaba por “quase” impedir que sejam descobertos.

Outra das formas discretas de comunicar é através de emails (ou textos como acontece neste caso) escritos a branco. Só se consegue perceber o conteúdo do email quando seleccionada a área a branco. Confesso que não sou terrorista. Revelo também que nunca comuniquei com alguém através do primeiro exemplo que aqui dei. Porém, já enviei muitos emails escritos a branco. Além de passarem uma mensagem de forma original garantem ainda largos minutos de diversão. Alguém já experimentou uma destas (ou outras) técnicas de comunicação discreta?

27.2.13

a grave doença dos vinte

Uma das doenças marcantes destes tempos está a crescer vertiginosamente. Cada um de nós terá perto de si várias pessoas que padecem desta grave maleita chamada de doença dos vinte. Cada vez mais as pessoas só se preocupam em ter a aparência de um jovem.

E isto é assustador. Agrada-me que as pessoas se preocupem com a aparência e acima de tudo com a saúde. Porém, assusta-me que só se preocupem com o aspecto do pacote e desvalorizem aquilo que é mais importante: o conteúdo do mesmo. De que vale não ter uma única ruga no rosto ou um cabelo branco quando se age e vive como uma pessoa de 95 anos? De que vale ter um corpo e rostos de sonho quando não há nada além disso para oferecer?

Cada vez mais ouço pessoas dizerem que têm medo do avançar da idade. Pessoas que dizem desejar voltar aos vinte anos. Pessoas que se preocupam tanto com isso que acabam por viver apenas um culto da imagem que os ilude. Pensam que não envelhecem tendo um embrulho todo arranjado. Com isso não reparam que não vivem para além dessa imagem.

Para mim, todas as idades têm o seu encanto desde que se saiba viver e aproveitar cada momento. Pessoalmente, não trocava os 31 pelos 21 anos. Gosto do homem que sou hoje e não choro com saudades do menino que fui. Tal como gosto dos meus cabelos brancos pois cada um conta uma história diferente. Quero é viver. E mais do que me preocupar com o embrulho (não escondo que me preocupo) faço tudo por tudo para ter a mente de um puto que é isso que importa.

Enviado do meu iPhone

o maravilhoso mundo dos agentes imobiliários


Neste momento, estou a ponderar mudar de casa. É uma realidade que cresce a olhos vistos. E isto leva a que volte a interagir com agentes imobiliários. Primeiro ponto, nada tenho contra quem tenta vender ou alugar casas. É uma profissão que respeito. Onde se destacam os melhores, aqueles com melhor discurso, aqueles que conseguem angariar as melhores casas e em alguns casos (conheço algumas histórias) aquelas que usam saias mais curtas e outras coisas que não devem ser escritas.

Ponto número dois. Os agentes imobiliários vivem naquilo a que chamo o seu mundo. E num destes dias fiz uma visita ao mundo dos agentes imobiliários ao visitar um apartamento disponível para arrendar. Lá, o que aconteceu foi isto. Imediatamente, aos olhos do agente imobiliário, a casa disponível era fantástica. Só tinha coisas boas. Parecia mesmo que tinha sido feita a pensar em mim e nas minhas necessidades. Parecia que era a luva perfeita para a minha mão.

Durante a visita, falei da minha casa e expliquei porque pretendo mudar. Nessa altura, o agente imobiliário conseguiu inventar mil (no mínimo) defeitos para a minha casa. Conseguiu dar-me centenas de razões para mudar de casa já “ontem” e assinar um contrato no imediato.

Isto será comum a todos os profissionais da área ou apenas aqueles com que me cruzei ao longos dos tempos? Este tipo de pressões só me afasta de uma casa. Tal como numa loja, gosto de espaço. Gosto que me mostrem a casa e que depois de afastem suavemente de forma a que possa ponderar sobre aquilo que acabei de ver. E não será o discurso “isto é que é bom e aquilo que tens é mau” que me fará tomar uma decisão.  

apenas vergonha #1


Quem nunca passou uma vergonha na vida? Há alguém por aí que nunca tenha feito nada com que tenha ficado embaraçado? Duvido. Eventualmente, se houver alguém, eu não sou uma dessas pessoas. Já passei vergonhas. Muitas. Demais, diria.

Por isso, lembrei-me de dar início à rubrica apenas vergonha. Aqui, irei dar conta daquele momentos embaraçosos que marcam alguns dos nossos dias. Para começar, nada melhor do que um episódio fresquinho ocorrido ontem.

“Amo-te”, foi o que escrevi numa mensagem que enviei. Neste momento, pensam que enviei a mensagem para a minha mulher, certo? Errado! Enviei a mensagem para uma colega com quem tinha acabado de trocar mensagens. De volta recebi um: “oi?” E é isto. Apenas vergonha.  

o meu oscar é teu


Até ler as notícias ontem, o momento mais importante dos Óscares tinha sido, para mim, o discurso emocionado de Ben Affleck que referi no texto anterior a este. Porém, felizmente, os momentos mais marcantes de um dos maiores e mais prestigiados eventos do mundo foi escrito em português.

Aos 16 anos, Ana Sofia Alves luta contra um tumor na clavícula. Há cerca de seis meses quando estava internada no IPO, a jovem revelou, à fundação Make-A-Wish, o desejo de ir aos Óscares. Algo que acabou por acontecer na última edição do certame.

Falo sem conhecimento de causa mas aposto que nenhum dos convidados da gala cinematográfica se sentiu mais importante do que a Ana Sofia. Aposto que ninguém sorriu mais do que esta menina. Aposto ainda que ninguém se sentiu mais realizado ao desfilar pela passadeira vermelha do que ela. E aposto também que Ana Sofia não pensou no mal que a apoquenta durante um segundo que seja.


Como tal, pela primeira vez decidi atribuir algumas estatuetas douradas. O Oscar de melhor filme vai para a Make-A-Wish, que arrecada também o de melhor argumento original e melhor realizador. O Oscar de melhor actriz vai para Ana Sofia Alves, pelo seu brilhante desempenho na luta por uma vida melhor e pela perseguição de um sonho. O Oscar de melhores efeitos especiais vai para a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e ainda para a TAP, pelo contributo essencial para a qualidade do filme escrito e realizado por Make-A-Wish.

Nunca é demais enaltecer o trabalho de fundações como a Make-A-Wish. Mais do que realizar sonhos, oferecem esperança a quem luta pela vida. Fazem com que os doentes acreditem que tudo é possível e não há melhor medicamento do que esse na cura de qualquer mal.

Por fim, e porque ontem falei no facto de desistir não ser uma opção. Aqui, através da Ana Sofia Alves e de quem tornou este sonho realidade, fica um exemplo de que desistir não deve mesmo ser uma opção.

26.2.13

desistir não é opção


Os tempos estão difíceis. Minto! A vida está mesmo uma merda. O futuro é negro. Sombrio. Frio. Medonho. Assustador. Há dias em que só queremos ficar na cama. Tapar a cabeça debaixo dos lençóis naquele que é o único sítio onde o mal não nos apanha. Onde não mandam em nós. Onde não somos obrigados a seguir um manual de regras estabelecidas previamente por alguém. Ou seja, é o único sítio onde nos sentimos seguros.

Este cenário é comum a muitas pessoas. Depois, separam-se os fortes daqueles menos fortes. Os lutadores daqueles que entendem não ter força para lutar. Aqueles que olham para um obstáculo com um sorriso e os que fogem a sete pés da mais pequena pedra que está na estrada. Perante este cenário existem duas opções. Lutar ou desistir e deixar o tempo andar até que nos aconteça algo que acabe connosco de vez.

Na cerimónia de entrega dos Óscares retive apenas uma frase, proferida com emoção por Ben Affleck. “Não importa como és derrubado na vida, porque isso vai acontecer. O que importa é que tens de te levantar”, disse. E é por isto que desistir não foi, não é nem será uma opção. Concordo que todas as pessoas caem na vida. Todas, sem excepção. Ninguém deixará este mundo sem um tropeção que deixe marcas. Porém, existem alguns que vão fazer com que essa marca profunda seja um motivo de orgulho e talvez o momento que mudou as suas vidas.

Custa-me perceber que existem pessoas que escolhem desistir. Que dizem não ter forças para lutar pelo que quer que seja. Doí-me ainda mais quando este sentimento vem de pessoas que mal começaram a viver. Pessoas que estão na fase adulta das suas vidas há poucos anos e que não querem nada mais do que serem invisíveis para o mundo. Espero que percebam rapidamente que desistir não é uma opção. Que a vida é curta demais para desistir do que quer que seja. Sobretudo de viver!

verdade ou mito #6


Sexo em locais onde existe risco de o casal ser apanhado (por exemplo, garagem, elevador, piscina ou provador de uma loja) aumenta o prazer da relação sexual. Verdade ou mito?

agora escrevo eu (especial)


Primeiro, quero pedir desculpa aos autores dos textos que já publiquei nesta rubrica. Por minha iniciativa decidi chamar a este “especial.” Isto não quer dizer que os anteriores não o sejam. Muito pelo contrário. Os textos que recebi até agora destacam-se todos pela originalidade. O facto de serem pessoais e autênticos confere-lhes automaticamente o carimbo de especial.

Aquilo que me levou a apelidar este de especial é o facto de não ter sido escrito a pensar neste espaço. Fui eu – tal como aconteceu com outro que ainda não publiquei – que decidi colocar o texto neste espaço. A diferença é que com o outro solicitei autorização à autora de uma linda história. Desta vez, assumi este passo por minha conta e risco. Além disso, trata-se de uma pessoa que não conheço pessoalmente mas que só pode ser bem formada e com o coração orientado na direcção certa. Por isso, desculpem-me mas este texto é especial.

“Antes demais as minhas desculpas, não sei se te importas que te trate por HSB, sou o autor do blogue Somente EU”, começa por dizer. “Este email é um pedido de ajuda, sei, reconheço e admiro o teu blogue, cheguei há pouco mas os problemas impedem-me de passar mais tempo lá”, acrescenta. “Ajuda-me a passar a informação e não tenho muitas mais palavras, desculpa”, prossegue. “Ajuda-me a passar a informação de quanto é importante ser dador de medula óssea e salvar uma vida humana, tenho a certeza tens as palavras melhor do que eu”, refere. Porém, enganado.

É um erro pensar que não se tem as palavras adequadas quando se passa a mensagem correcta com aquilo que mais importa: emoção e sentimento. Isso, para mim, é muito mais importante do que uma frase bem construída mas vazia de sentimentos. Que não passe de um embuste. E, neste caso, está tudo aqui. Verdade, sentimento e emoção.

Considero fundamental que as pessoas percam medo de ser dadoras de medula óssea e que percebam que ser dador não significa perder um terço do corpo a favor de alguém. É muito mais simples do que isso. Deixo aqui dois exemplos que recebi neste email. Um blogue: Sem açúcar, se faz favor e um video que me foram enviados no email que recebi. A ideia não é que tenham pena ou algo do género. Fica apenas a vontade de que seja um alerta para todos. Porque o futuro é imprevisível e pensar que só acontece aos outros é um erro. E também porque ajudar não custa nada.


“Desculpa estar a chatear-te e desculpa a minha ousadia”, diz. Não fui chateado e agradeço a tua ousadia. Mais do que isso, agradeço a tua forma de agir perante este problema. Por fim, tinhas as palavras certas. Não duvides disso.

é sempre assim...


Sou daquelas pessoas que gosta de quebrar as rotinas diárias. Para dar um exemplo, gosto de escolher estradas diferentes para fazer o mesmo caminho de forma a que a viagem não se torne aborrecida nem rotineira. E ontem tentei aplicar esta quebra de rotinas ao meu almoço. Mas, nem sempre tudo corre como desejamos...

Por ter ido almoçar um pouco mais tarde quis fazer algo diferente. Para começar, optei por um caminho diferente. Até aqui tudo bem. Por norma, estaciono o carro numa ponta do centro comercial onde habitualmente almoço. Depois, atravesso o mesmo a pé para almoçar e regresso num caminho diferente do inicial. Porém, ontem, quis estacionar perto do sítio onde ia almoçar. Acabei por perder mais tempo à procura de lugar para o carro do que se tivesse parado na zona habitual.

Além disso, atravessar o centro comercial a pé permite-me passar por diversas máquinas ATM onde levanto dinheiro para pagar a refeição. Ontem, como parei perto da zona onde ia comer, só tinha uma máquina para efectuar a operação. Para ajudar à festa, não tinha dinheiro. Tive de andar até outra máquina para levantar dinheiro. Com tudo isto, perdi o dobro (ou mais) do tempo habitual.

E fiquei a pensar em duas opções. Será que existem rotinas que não devem ser alteradas? Ou será que a máxima que diz que “quanto mais depressa mais devagar” nunca falha nestes momentos? Estou indeciso...  

25.2.13

a frase do século xxi


É verdade que o século XXI ainda está a dar os primeiros passos. É igualmente um facto que ninguém sabe como será o dia de amanhã mas arrisco escolher uma frase que tem tudo para ser a frase deste século. Se falhar redondamente – o que seria um bom sinal – é certo que se trata de uma das frases que definem na perfeição aquilo que têm sido estes últimos anos.

“Se quiserem falar mal de mim, chamem-me. Sei coisas terríveis a meu respeito”, é a frase que escolho. Para mim, estas palavras são aquilo que pauta, nos dias que correm, a forma de agir de muitas pessoas.

Ao longo dos últimos tempos, é mais fácil falar pelas costas do que questionar pessoalmente. É mais fácil supor do que saber o que realmente aconteceu. É mais excitante fantasiar sobre a vida de alguém do que viver a nossa. É preferível manipular as escolhas dos outros do que deixar que as pessoas descubram por si mesmas a realidade. É triste que esta pobre forma de estar na vida tenha cada vez mais adeptos e associados. Se há alturas em que gosto de estar errado, esta é uma delas. Mas temo que esta frase venha a ser uma imagem de marca de muitos e muitos anos.  

os óscares não são para mim. argo fuck yourself


Adoro cinema. Papo o maior número de filmes possível sem me cansar. Posto isto, era impossível não gostar dos Óscares. Agora, do gostar ao não dormir para ver a cerimónia vai uma grande distância. Isso não é para mim. Sou capaz de acordar e assim que abro os olhos pegar no telemóvel para saber quem ganhou e se os meus palpites bateram certo. Mas, ficar acordado até de madrugada para levantar-me às sete da manhã e ir trabalhar é algo que não consigo fazer. Apesar de adorar a cerimónia e tudo o que a mesma envolve.

Quanto à edição deste ano... só me apraz dizer isto: “Argo fuck yourself.” Já aqui tinha dito que, do meu ponto de vista era o melhor filme a concurso. E a academia comprovou isso mesmo ao atribuir o galardão mais desejado de todos. Além deste, Argo ainda conquistou a estatueta dourada para melhor argumento adaptado. Estes dois factores levam-me a questionar algo... Se é o melhor filme e se é o melhor argumento adaptado porque será que Ben Affleck não teve direito a ver o seu nome entre os concorrentes a melhor realizador? Estranho, no mínimo.

Daniel Day-Lewis foi eleito o melhor actor principal. Não vi o filme mas tenho a certeza de que o prémio é merecido pois é um dos melhores actores, se não mesmo o melhor, da sua geração. A bela e sensual Jennifer Lawrence arrecadou o troféu de melhor actriz. Esta decisão merece aplausos e quem viu Guia Para Um Final Feliz sabe o que quero dizer. Christoph Waltz foi eleito o melhor actor secundário com inteira justiça. Quanto a Anne Hathway, simplesmente não tenho opinião formada.

Por fim, Adele lutou sozinha pela melhor canção. Espero ainda que a 85ª edição do certame faça com que os portugueses se interessem pelo imenso talento de Seth MacFarlane, escolhido para apresentar o maior festival de cinema do planeta e um desconhecido para muitas pessoas (fora dos Estados Unidos da América). Por fim, uma curiosidade fantástica em tempos de crise. Cada spot publicitário de trinta segundos foi vendido por 1,7 milhões de dólares. É verdade... já me esquecia... “Argo fuck yourself.”   

a fashion de burgundy


Existem momentos que nos fazem perceber que não percebemos nada de moda. Nós até podemos pensar que somos entendidos no assunto mas na realidade não percebemos nada de nada. E não é preciso sair de casa para perceber isso.

Ela: “O que vais vestir hoje?”
Eu: “Vou vestir as calças largas de ganga, o casaco da Adidas e os All-Star vermelhos”
Ela: “Está frio para vestires esse casaco”
Eu: “Gosto dele porque a gola aquece-me o pescoço. E com uma t-shirt por baixo fico bem”
Ela: “Podias vestir uma camisola de manga comprida por baixo do casaco”
Eu: “Não tenho nenhuma” (aquilo que se diz quando não se quer vestir)
Ela: “Nunca usas aquela cor de burgundy que te ofereci”

Aqui começa o momento em que percebi que nada sei sobre moda

Eu: “Qual?”
Ela: “Aquela cor de burgundy”
Eu: “Tens que dizer isso devagarinho” (Tinha acordado recentemente e mesmo depois do banho o cérebro ainda funciona lentamente)
Ela: “Cor de burgundy”
Eu: “Quê?”
Ela, desesperada: “Cor de vinho”
Eu: “Aaaaahhhhhhhhhhh essa. Já vesti sim! E podias ter dito logo cor-de-vinho que uma coisa que adoro beber é mais fácil de perceber”

É um facto que não percebo nada de moda. Mas gosto de aprender. Depois de ter aprendido este nome, passei o resto do fim-de-semana a fazer piadas com a palavra burgundy. E com outras adaptações que dei ao termo.

faz-me sentir vivo


Num Sábado normal, ouvir o despertador tocar às 7h30 é motivo mais do que suficiente para gritar um sonoro “porra!” Sobretudo, após uma Sexta-Feira de trabalho intenso que me obrigou a jantar apenas às 23 horas. Porém, o último Sábado não foi igual aos outros. O despertador tocou muito cedo. Todavia, não gritei. Sorri, porque sabia que o dia seria especial.

Sabia que seria um dia passado no meio dos amigos de quatro patas. Pouco passava das 9h30 quando cheguei ao Canil/Gatil Municipal do Seixal. Poucos minutos depois já estava enturmado com os membros do Grupo de Voluntários no Canil/Gatil Municipal do Seixal e pouco tempo depois já andava a passear alguns dos cerca de cem cães do canil que são passeados naquele dia. Esse foi o primeiro momento do dia que me levou a perceber que perco tempo a mais com coisas e pessoas sem qualquer importância. Observar o orgulho e empenho dos voluntários naquilo que fazem e sentir o carinho daqueles animais especiais é algo que nos leva a perceber a realidade de uma forma mais acertada e justa. Não foi preciso muito tempo para que ficasse sujo e tivesse que mudar de roupa. Porém, naquele cenário é impossível perder o sorriso.

Foi então que chegou a Vespinha. Vinha com tanta (ou mais) vontade do que eu em ajudar e um carro atolado de bens para doar. Foi o segundo momento marcante do dia que reforçou a necessidade de deixar de dar importância aquilo que não tem qualquer valor. As tarefas passaram a ser feitas a dois. Os sorrisos multiplicaram-se e assim foi ao longo do dia. Para mim, estes são os momentos que fazem com que me sinta importante e acima de tudo, útil e vivo. Ver a alegria daquelas pessoas é algo que mexe comigo. É algo que me dá alento, coragem e força para ultrapassar qualquer problema que possa surgir. Trata-se de um grupo de pessoas que nunca falta aqueles cães e gatos mesmo que para isso sejam necessários sacrifícios pessoais.

O amigo que me sujou todo (disponível para adoptar)

Parte do contributo da manhã e um amigo para adoptar

 Mais um amigo para adoptar

Mais contributos e mais um amigo para adoptar

Um cão recentemente abandonado pela dona que rapidamente se fez amigo da Vespinha 

Areia para gatos

Alimentação para gatos 

Uma cadela amorosa disponível para adoptar

Alimentação para cães

Mantas e outros objectos doados 

O contributo da tarde 

 O descanso ao final da tarde

Uma cadela bebé para adoptar

É verdade que foi um dia muito especial. E o mérito é quase todo daqueles extraordinários voluntários que fazem daquela missão uma luta diária. Quero agradecer a todos aqueles que trocaram algumas horas de lazer por outras tarefas e que num momento complicado gastaram algumas economias em bens para ajudar estes amigos de quatro patas. Quero agradecer a quem lá esteve. À minha mulher, aos meus pais, à Ana S, à Sara, à Sofia, à Carolina Duarte e ao noivo. Seria impossível, e muito injusto da minha parte, não destacar o contributo da Vespinha, que dedicou muitas horas do seu tempo a recolher alimentos e objectos para doar e que assim que chegou ao local quis imediatamente começar a fazer tarefas. Um grande obrigado a todos. Quero também agradecer aqueles que não puderam estar presentes mas que fizeram questão de contribuir com algo. Um obrigado também para aqueles que fizeram questão de me enviar um email a desejar um dia feliz na companhia dos animais. Mas, o maior obrigado tem de ser dirigido aos voluntários. Espero que nunca deixem de fazer aquilo que fazem na perfeição e com tanto amor e entrega. Foi bom demais. E ficou a promessa de repetir no futuro.

Quem quiser ajudar o Grupo de Voluntários no Canil/Gatil Municipal do Seixal pode fazê-lo aqui.

24.2.13

o senhor azar

Existem pessoas que têm o dom (porque é uma capacidade no mínimo fantástica) de escolher as piores filas para pagar o que quer que seja. Conseguem escolher aquelas que demoram mais tempo, que andam mais devagar e onde estão os clientes mais chatos.

Isto é valido numa portagem, num hipermercado, num restaurante de fast food e até numa bomba de combustível. E eu sou uma dessas pessoas. Sou aquilo a que chamo um senhor azar.

Até nas vezes em que não escolho filas tenho azar. Sou tão azarado que parece que atraio clientes chatos. Nem no café me safo. Antes de mim está sempre aquele cliente que pede cinquenta coisas diferentes. Que muda o pedido três vezes e que ainda o altera outras tantas. E como quem não quer a coisa, acabo de explicar o início do meu Domingo.

Enviado do meu iPhone

22.2.13

10+10


A simpática Entre Biberons e Batons lançou-me um desafio. E eu, que adoro desafios não podia dizer que não. Até porque, este consiste em revelar um pouco mais de mim referindo dez coisas de que gosto e outras tantas que não me satisfazem. Desta forma, revelo um pouco mais sobre mim.

Dez coisas de que não gosto
Pessoas que não olham a meios para atingir fins
Ver animais abandonados
De pessoas que baixam a cabeça quando dizemos bom-dia
Que me mexam no cabelo (salvo raras excepções)
Que me perguntem se preciso de ajuda assim que coloco meio pé dentro de uma loja
Que me batam nos braços quando falam comigo
Do estado em que está o nosso País
De perder (apesar de ter aprendido a reconhecer a derrota quando alguém é melhor)
De pessoas com duas caras
De não ter o meu cão comigo. Penso nele todos os dias e nunca esquecerei o momento em que o coração dele deixou de bater, mesmo à minha frente

Dez coisas de que gosto
Praticar desporto
Sentir chuva na cara
Um bom vinho acompanhado de uma boa conversa
Pessoas com sorriso fácil
Barcelona (onde adorava viver)
Beijos inesperados
De me deitar no sofá antes de ir para a cama
Falar com os meus peixes: Carapau e Sardinha
De amar quem está perto de mim
De acreditar que o amanhã será sempre melhor do que hoje, por melhor que tenha sido o dia.

ir ao baieta


Uma das memórias que guardo da infância e adolescência diz respeito às idas ao baieta. Acredito que todos estejam familiarizados com esta expressão mas caso alguém desconheça, significa ir ao barbeiro. Confesso que não era uma das minhas coisas preferidas. Não que fosse daqueles miúdos que não param quietos na cadeira mas porque aqueles minutos pareciam uma eternidade para mim. Porém achava piada à cadeira antiga e aos posters que forravam as paredes. Aqueles das equipas de futebol e também os outros. Os das mulheres nuas com o visual que marca a década de 80.

O barbeiro onde ia, conhecido por baieta, era daqueles típicos. Bata branca. E um manancial de utensílios que serviam mais para exposição do que para uso. Recordo, em especial, duas visitas ao baieta. Numa, cortou-me a orelha, algo que para ele era tão natural como cortar um cabelo. Outra, aconteceu quando usava um daqueles penteados habituais para quem nasceu em 1981, ou seja, cabelo à tigela com risco ao meio. Fiz questão de dizer ao baieta que usava risco ao meio. Porém, cortou-me o cabelo como se usasse risco ao lado. Não reparei no corte e antes de sair do salão meti o boné. Quando cheguei a casa e fiz o penteado habitual reparei que tinha muito mais cabelo num dos lados da cabeça. Depois do gozo dos meus pais, lá voltei para um segundo corte. Como era habitual no baieta, a culpa do erro foi minha. Fui eu que não me expliquei bem. O homem era daqueles que nunca erra.

Além de nunca errar, o baieta falava mal de toda a gente. Só não falava mal de quem estava dentro do salão. Mas só não falava mal enquanto lá estivessem. Pois, assim que abandonavam o local, começava logo a falar mal das pessoas. Esta era a sua característica principal. Um dos alvos primordiais do seu veneno era outro barbeiro, que tinha um salão a cerca de 200 metros do seu. “Esse é um porco”, dizia vezes sem conta. “Esse gajo fica com coisas brancas nos cantos da boca quando está a cortar o cabelo”, referia. Esse, por sua vez também falava mal do baieta mas era mais comedido no despique que não passava despercebido aos moradores da zona.

Tenho saudades de tudo isto. Dos posters das equipas de futebol. Dos posters das mulheres nuas onde não se notava o uso do photoshop. Até tenho saudades dos cortes na orelha e dos cabelos mal cortados. Mas, aquilo de que tenho mais saudades é do “bairrismo” daqueles tempos. Da proximidade das pessoas. Algo que se tem vindo a perder ao longo dos anos e que provavelmente nunca será recuperado.

é já ali


Amanhã é dia de ajudar os amigos de quatro patas no Canil Municipal do Seixal. Lá, estão os membros do Grupo de Voluntários no Canil/Gatil Municipal do Seixal, que aguardam com expectativa a presença de quem puder ajudar com aquilo que mais falta lhes faz e que consta na lista que pode ser vista aqui. Apesar do Seixal ser já ali, deixo aqui algumas indicações para quem quiser aparecer. Estarei por lá a partir das 9h30 e conto com vocês.

Ponte 25 de Abril
- Saída para o Fogueteiro;

- Após passar a Max Mat e uma bomba da Galp (ambas à direita) virar à direita no primeiro semáforo;

- Na rotunda sair na quarta saída (atenção que a primeira é muito puxada à direita e pode passar despercebida);

- Na rotunda seguinte sair na primeira saída;

- É o primeiro edifício branco logo após o entroncamento que está à direita.

Ponte Vasco da Gama
- Saída para o IC32 em direcção ao Montijo;

- Saída para a A2 em direcção a Almada;

- Saída para o Fogueteiro;

- Após passar a Max Mat e uma bomba da Galp (ambas à direita) virar à direita no primeiro semáforo;

- Na rotunda sair na quarta saída (atenção que a primeira é muito puxada à direita e pode passar despercebida);

- Na rotunda seguinte sair na primeira saída;

- É o primeiro edifício branco logo após o entroncamento que está à direita.


mudar o argumento

Gosto daquelas pessoas que quando estão a ver um filme falam para o ecrã. Que tentam avisar os actores como se tivessem poder suficiente para mudar o argumento da trama.

E também gosto daquelas que se curvam e rodam o comando, quando estão a jogar numa consola, na esperança de que as suas "ordens virtuais" sejam melhor executadas.

São situações que motivam sorrisos e rir será sempre o melhor remédio.

Enviado do meu iPhone

21.2.13

vamos a isto? (este texto é vosso)


Primeiro, obrigado. Graças a vocês escrevi o maior texto de sempre deste vosso canto. E soube-me muito bem. Ao longo das linhas que vão ler, emocionei-me. Recordei momentos marcantes da minha vida. Imaginei o meu futuro. E isso aconteceu por causa das vossas palavras. E não imaginam o valor que isso tem para mim nem consigo explicar, por mais que tente.

Existe uma teoria que diz que todas as pessoas do mundo estão separadas apenas por seis laços de amizade. E foi esta ideia que me levou a pedir que cada um de vós escrevesse aquilo que vos passou pela cabeça no momento do comentário. Não pretendo provar que estão a seis laços de amizade uns dos outros mas acho que todos os pensamentos do mundo podem estar ligados a algo tão simples e belo como o amor. Vou tentar demonstrar que tudo aquilo que disseram tem algo a ver com o amor. Que aquilo que vos passou pela cabeça pode estar ligado ao vosso coração apesar de não sentirem isso no momento do comentário. Porém, não pretendo associar nenhuma das frases aquilo que são enquanto pessoas. Vou apenas usar as palavras como algo sentimental. E vou seguir a ordem pela qual me chegaram, o que pode retirar algum fio condutor ao texto. Por isso as minhas desculpas. Mais do que sempre, este texto é vosso.

No amor nem todos lidam bem com o final das relações. Aliás, há quem não saiba como reagir quando o amor chega ao fim. “Nunca estive de luto antes, e hoje cheguei à conclusão que não o sei fazer”, dizem aqueles que não sabem que passos dar no término de uma relação. Uma vida a dois pode ser também pautada por uma felicidade de fachada. A pessoa pode sorrir quando está em sofrimento por dentro, algo que Kurt Cobain referia com mestria. “Se os meus olhos mostrassem a minha alma, todos, ao verem-me sorrir, chorariam comigo”, dizia. Porém, falso ou não, o sorriso de alguém apaixonado tem muita força. “O sorriso é a melhor arma para desarmar qualquer cara triste, não fosse algo que nos toca sublimemente o coração de dentro para fora”, defende que adora um bom sorriso. Tal como em qualquer área das nossas vidas existem os cépticos. E o amor não é excepção. “Que raio de desafio!”, exclamam aqueles que temem ser postos à prova.

Amar é muito mais do que gostar de alguém. Amar é lutar por algo que precisa de ser renovado e alimentado a cada segundo dos nossos dias, até porque “o único sítio onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.” E, mais pobre do que aquele que não tem dinheiro no banco é aquele que não tem amor no coração. E esses, mais cedo ou mais tarde percebem que “vida de pobre não dá com nada.” Amar é uma missão complexa. É uma tarefa de uma vida e que mesmo assim poderá não ficar completa. Por isso é que “only a few find the way, some don't recognize it when they do - some... don't ever want to.” Também existem aqueles que pensam que não devem amar ninguém porque acham (de forma errada) que são diferentes dos demais. “born to be different”, gritam. Quando se ama alguém, um segundo longe dessa pessoa é a maior das eternidades e o coração bate de forma especial. “A saudade é, no fundo, um lugar dentro de nós e o mais verdadeiro sinal de que já fomos felizes”, pensam quando estão longe de quem dá sentido à vida.

Amar dá-nos vontade de gritar ao mundo que estamos bem. Até porque, “happiness is only real when it's shared.” Amar faz também com que exista uma espécie de timidez quando estamos com alguém que amamos mas que desconhece aquilo que sentimos... até ao momento em que deixamos o coração falar e dizemos as coisas mais belas do mundo, como algo relacionado com o toque com aquela pessoa que mexe connosco. “Have I ever told you how everytime you take my hand, I feel your hole life vibrating with mine?”, é apenas um exemplo da beleza do amor. Uma ligação forte entre duas pessoas leva-nos a questionar os porquês de alguém matar um companheiro enquanto pensamos em outras coisas da actualidade. “Parabéns TVI, parabéns Rihanna! Oscar Pistorius, why?”, questionamos.

Amar faz com que cada um de nós tenha comportamentos diferentes do comum. Até falamos sozinhos, o que acaba por ser um excelente monólogo que nos ensina algo. “Talking to yourself? That's actually more like listening than speaking.” E aqueles que não amam com medo dos sonhos que chegam com o amor nunca vão descobrir a beleza de um sentimento tão puro. “Se não sonharmos nunca saberemos o que existe para alem deles”, é aquilo que essas pessoas devem saber. Se o amor é bom, existem também momentos dolorosos em que questionamos tudo e todos. Mas, nunca se deve deixar de acreditar no amor e na felicidade que nasce com ele. Porque “é possível ser feliz apesar das contrariedades, porque a felicidade é algo que vem de dentro”, é algo que não pode ser esquecido.

Se existe alguém que nos leva a questionar tudo e todos são os políticos. Até nos levam a pensar que afugentam aqueles que podem ser a nossa cara metade. “Este país é uma anedota, mas daquelas que não têm piada”, dizemos quando sabemos que as mulheres/homens giros estão a sair de Portugal. Amar faz com que cada um de nós seja a pessoa mais poderosa do mundo. Como? Através das palavras que nascem daquilo que sentimos, porque “o poder das palavras só depende de nós.” E tal como em tudo na vida, no amor também existem os invejosos, aqueles que tentam destruir uma relação de duas pessoas que se amam e que levam os apaixonados a dizerem: “não tenho pachorra para gente que se mete onde não é chamado.” O amor leva-nos ainda a dizer tudo aquilo que nos passa pela cabeça. Porém, os mais ponderados preferem a cautela. “Não digo tudo o que penso mas penso em tudo o que digo”, defendem.

Um dos pontos mágicos do amor é que nos faz recuar à nossa infância. Quando estamos perante aquela pessoa que mais amamos, somos capazes de congelar, acabando por recorrer a muletas antigas que provocam sempre um sorriso. “O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia”, é algo que pode ser dito quando um olhar congela as nossas palavras. Amar leva-nos ainda a questionar a nossa vida e como seria se o rumo tivesse sido outro. “Amo o meu marido, mas algumas vezes penso em como seria ser ainda solteira aos 28 anos. Será que seria mais feliz?”, é uma das muitas dúvidas que nos assolam. O amor faz ainda com que se tenha medo do sítio onde vivemos por causa das notícias chocantes que envolvem casais. “Acho que o mundo está a ficar um lugar perigoso”, é a conclusão a que chegamos nesses momentos.

Tal como noutras áreas, quando nos empenhamos numa relação sentimos que “quanto mais trabalho, mais sorte tenho” ao amor. O amor leva-nos ainda a cometer algumas loucuras que queremos que nunca sejam reveladas por ninguém. O medo da revelação leva-nos a acreditar nos piores cenários, como “2 pessoas podem guardar um segredo se uma delas estiver morta.” O amor é capaz de tudo. Até de nos levar a mudar de vida por alguém que conhecemos naquelas férias especiais. “Neste momento passa-me pela cabeça emigrar para um qualquer país dos trópicos. livrava-me deste inverno sem fim.” Quando sofremos por amor pensamos que ficaremos sempre doentes. “Isto nunca mais vai ao sítio”, dizemos frequentemente ao nosso coração.

Para muitos, amar é estar preso a alguém e sonhar com algo que não tem uma definição exacta. “Liberdade é pouco, o que quero ainda não tem nome”, dizemos aos nossos botões. Para algumas pessoas, amar começa por ser uma mentira, até que tudo muda. “Fake it until you become it.” Nos momentos em que o amor nos falha, há quem se agarre a tudo para pensar num cenário melhor, até porque “nada está tão mal que não possa piorar”, pensamos. Amar faz com que se conte os segundos até ao momento em que vamos surpreender quem amamos. Nessa altura estamos sempre a olhar para o relógio. “Contando as horas para poder fazer uma boa acção”, é aquilo que mexe connosco.

Amar leva-nos a querer aquela pessoa especial sempre por perto, até naqueles momentos em que o frio aperta. “Está frio e tenho o raio dos pés de princesa Fiona congelados”, dizemos quando ninguém nos aquece. Amar pode ainda levar a uma saturação que nos faz ponderar mudar de vida. “Estou cansada, queria que os meus dias fossem diferentes. Só de mim depende esta mudança”, é o pensamento que não nos larga. Nessas alturas pensamos também noutras coisas. “Tenho a sensação que tenho feito tudo ao contrário”, é um dos exemplos. Mas, nesses momentos pensamos em algo mais importante. Recordamos que “ninguém disse que a vida é fácil, mas ninguém disse que ela não valia a pena.”

Quando sentimos que invejam o amor que sentimos por alguém percebemos que estamos no caminho certo. Até porque, “o número dos que nos invejam confirma as nossas capacidades.” Amar alguém é entregar a nossa vida e confiança a essa pessoa sem questionar o que quer que seja. “Em boa companhia...vou até ao fim do Mundo”, dizemos sem hesitar. Amar leva-nos a realizar o sonho de ser feliz tal e qual da forma que idealizamos. “Aqui estou e na verdade sei que sou o que sonhei”, pensamos entre dois beijos apaixonados. Amar leva-nos também a perceber que é algo muito melhor do que aquilo que os nossos sonhos previam. “Porra!”, amar é mesmo bom.

Amar leva-nos também a perceber que a inveja é algo que nos passa ao lado, até porque “a inveja mata e torna ignorantes os que se consideram senhores.” Amar faz ainda com que estejamos sempre a colocar aqueles que amamos à prova. “O que farias se não tivesses medo?”, perguntamos na esperança de ouvir a resposta que mais queremos. Amar faz ainda com que cada um de nós queira ser diferente de todos, porque “pessoas normais, não marcam a vida de ninguém, não pretendo ser a fotocópia de ninguém, sou eu sempre e numa versão original”, é algo que seguimos. Amar é ser feliz e sorrir a cada dia que passa. “Um dia perdido é aquele em que não nos rimos, e eu hoje ri!” graças ao amor que sinto. Amar é também ser amigo. “A amizade é semelhante a um bom café, uma vez frio, não aquece sem perder o primeiro sabor.”

Amor faz ainda com que muitas pessoas percam confiança em si e não acreditem que aquela pessoa que amam está interessada em si. “Are you talking to me??! Ah?? ...talking to me?!! ...ARE YOU TALKING TO ME? ...to me???”, perguntamos enquanto nos beliscamos. Amar e ter alguém especial ao nosso ledo é uma lição de vida que nos ensina aquilo que é realmente importante. “Há um momento na vida, em que vais saber: Quem é imprescindível para ti, quem nunca foi, quem não é mais, quem será sempre”, é algo que aprendemos. Amar leva-nos ainda a perceber a verdadeira personalidade de quem nos rodeia. “Na minha vida descobri que estranhos se podem tornar em grandes amigos. Descobri também que amigos se podem tornar em grandes estranhos”, é algo que se torna claro quando o coração é dominado pelo amor e verifica-se uma ausência de sentimentos negativos.

Quando amamos não existem impossíveis. “Quando a gente quer o mundo se ajeita”, gritamos à primeira contrariedade. Nos dias que correm, amar e alimentar uma relação é uma maratona que deve ser celebrada a cada segundo. “Um brinde a nós que já passámos por tanta merda e continuamos aqui de pé”, dizem os casais quando jantam a sós. Amar leva-nos a olhar com outros olhos para os amigos que sofrem por amor e que ameaçam desistir da vida. “A vida é agora, vê se não demora para recomeçar, é só ter vontade de felicidade para pular”, fazemos questão de recordar a quem sofre por amor.

Amar é ter desejo de aumentar a família. E nessa altura o amor passa a ser dividido por todos e os filhos ganham destaque. “Era bem capaz de passar o resto da minha vida,a dar beijos no pescoço da minha cria” é o refúgio ideal quando o mundo está com um tom cinzento. Amar leva-nos ainda a questionar o porquê do que nos aconteceu. “Nunca fui muito exigente com a vida, só pedi o essencial! E até isso ela me negou...”, balbuciamos sem ter noção do nosso real valor. Quando perdemos aquele amor verdadeiro, desejamos que algo igual volte a acontecer depressa. “A saudade é a esperança que um dia tudo volte a acontecer...”, pedimos vezes sem conta. Nesses momentos, tentamos ser positivos. “Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe”, escrevemos num papel que anda sempre connosco.

Deixar de amar leva-nos, por vezes, a não ter coragem de libertar alguém, apesar de existir a noção de que já não existe amor. “Estou aqui, mas nunca estou”, é aquilo que acontece nestas alturas. Amar é também perder a paciência e querer gritar. “Estou farta! Farta da pobrezinha, do pobre de espírito, do coitadinho. Farta de reclamações e de reclamar. Estou farta!”, gritamos nos momentos mais complicados. Amar é complicado. Mas também pode ser simples. E essa simplicidade faz com que se queira pouco para viver. “Uma quintinha com um pomar de todas as cores, uma mesa de madeira para refeições familiares sob a sombra de uma videira de uvas americanas, o meu cão, duas ovelhinhas, dois cavalos, dois ouriços-cacheiros, uma casa baixinha e linda, um jardim a perder de vista e amigos”, é aquilo que desejamos para viver o nosso conto de fadas.

A ânsia de amar leva-nos também a querer saltar etapas na esperança de que o amor apareça já. Até que percebemos que esse não é o melhor caminho. “Quando eu deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava e passei a olhar com gentileza para o que eu tinha, descobri que, de verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir”, é aquilo de que nos apercebemos quando a razão toma conta de nós. Amar é ser feliz em todos os domínios, porque “se Existem Várias Formas de Escrever e Várias Formas de Amar ... Eu Prefiro TODAS “, defendem os apaixonados.

E há uma certeza. Tanto na felicidade como no sofrimento por amor, ninguém está sozinho. “Não estamos sós”, é aquilo de que não nos devemos esquecer. Quando se ama somos diferentes. E isso nota-se em tudo. “Além das palavras, os meus dias têm sorrisos, olhares e gestos cúmplices, pois só assim a vida faz sentido”, é algo de que não duvidamos. Amar é passar a vida a perseguir aquilo que nos preenche a mente. “Porque sonhei contigo até ao dia em que os nossos olhos se cruzaram pela primeira vez e percebi que eras o rosto dos meus sonhos”, dizemos no momento certo.

Amar é ser indiferente a quem quer o nosso mal. “Os cães ladram e a caravana passa”, dizem os apaixonados entre sorrisos. Porque, quem ama pode dizer isto: “sou uma pessoa feliz.” Pode ainda dizer: “Eu cresci com um encanto, De ser caçador de sóis, Eu já corri tanto, tanto para ti.” Amar leva-nos ainda a perder tempo apenas com aquilo que é essencial. “Não acrescente dias a sua vida, mas vida aos seus dias”, passa a ser uma regra. Mais cedo ou mais tarde, aqueles que não amam percebem que: “aqueles que têm coragem de lutar pelos seus sonhos, sempre serão criticados por aqueles que são cobardes e que não têm audácia de fazê-lo.” Quem tem amor no coração mas não tem quem amar acaba por pensar sempre nisto: “sinto falta de pessoas genuinamente boas... daquelas que ajudam só porque sim, porque que não conseguem fazer de outra maneira.” Concluindo, amar ou ter um coração dominado pelo amor é o melhor do mundo. E quem defende o contrário, não sabe o que é amar.

praticante ou não


Provavelmente no mesmo patamar do futebol está a religião. Qualquer um destes temas consegue provocar acesas discussões entre grupos de amigos. Se o tema for o Benfica, o Porto ou o Sporting estão garantidas horas de conversa. O mesmo se passa com os defensores do Messi em oposição aqueles que veneram Cristiano Ronaldo. Na religião passa-se o mesmo. De um lado estão aqueles que acreditam num Deus. Do outro aqueles que não acreditam em ninguém. De um lado estão aqueles que acreditam na vida depois da morte. Do outro aqueles que não acreditam em nada que não esteja ao alcance dos seus braços.

Porém, aquilo que acho mais curioso são aquelas pessoas que discutem o ser católico praticante daqueles que são católicos não praticantes. Normalmente, esta distinção é feita pelas pessoas através da ida à igreja. Quem vai é católico praticante. Quem não vai, é católico não praticante. Quanto a mim, discordo disto. E acho que esta forma de ver a situação não tem lógica.

Eu não vou frequentemente à igreja mas considero-me um católico praticante. Por exemplo, um homem que vai à missa todos os Domingos mas que assim que chega a casa bate na mulher. Depois disso bate nos filhos. Só porque vai à igreja passa a ser um católico praticante? Por outro lado, quem não vai à missa mas tem um comportamento exemplar não pode ser considerado católico praticante só porque não frequenta uma igreja? Não acho que a entrada numa igreja seja um carimbo de qualidade na forma de ser de alguém. Mas isto sou eu...  

amizades proibidas


Como tenho ouvido e lido ao longo dos últimos tempos é um facto que vivemos numa era marcada pela maldade, inveja e mesquinhez. São tempos em que as pessoas têm constantemente a visão moldada por coisas nefastas que nada acrescentam às suas vivências. Sem (ou com) intenção, esses indivíduos deixam que esses sentimentos negativos se alastrem a todos os campos das suas vidas, o que faz com que andem sempre com os olhos raiados de sangue e a espumar raiva apesar de alguns conseguirem manter um sorriso cínico no rosto. Com isto, esquecem-se de viver as suas próprias vidas.

E as amizades profissionais são exemplo do que acabo de referir. Por exemplo, é impossível que um empregado seja amigo do patrão apenas e só por amizade. Se forem pessoas do sexo oposto é porque há sexo pelo meio. Se forem do mesmo sexo é porque também querem sexo (em alguns casos) ou porque querem ser promovidos através de uma amizade de fachada. Não importa se as pessoas já eram amigas antes de trabalharem juntas ou antes de um dos intervenientes ter sido promovido a chefe. E automaticamente as pessoas são apelidadas de amigos (leia-se bufos) do patrão. Começam as conversas de bastidores. As difamações nos corredores das empresas e nas redes sociais. Vale tudo.

Seria muito ingénuo se dissesse que não existem pessoas que se aproximam de alguém procurando tirar benefício dessa aproximação. Praticamente assisti a isso em todos os locais onde trabalhei. Há sempre alguém que faz isso. Por norma, é aquele que finge ser o melhor dos colegas. Porém, existem amizades que são verdadeiras. Que não nasceram na empresa nem são motivadas ou alimentadas por assuntos laborais. Será que isto é complicado de perceber? E porque será que a maior parte das pessoas prefere viver e comentar a vida dos outros em vez de se preocupar exclusivamente com a sua?

ódio anónimo


Ontem recebi este comentário:
“Se é para desabafar sobre o que quiser, cá vai: ó homem sem blogue tu merecias levar socos na cara e muitos estalos,seu jornalista estúpido!Odeio-te porque estás constantemente a fazer de coitadinho para todos os leitores dizerem que és bom e aumentares os seguidores. Também reparei que fazes de retardado em alguns temas mas isso é típico de quem anda (ou finge andar) fora da realidade. Desculpa mas burro és tu. A culpa é dos seguidores que têm uma péssima escolha. Obrigado por esta sessão de desabafo. :D”

Mais tarde, num outro comentário (em resposta a uma pessoa que deixou uma frase num comentário) que apaguei por ser ofensivo e de baixo nível esta mesma pessoa explicou que isto – o comentário que aqui publico e que ainda está onde foi deixado - era uma crítica vazia de inveja.

Pois bem, críticas aceito. Gosto de ser criticado. Acho saudável uma boa crítica e defendo que, através da inteligência, aprendemos muito com aquilo que nos dizem. E isso já me foi muito útil desde a criação deste blogue. Porém, olhando para aquele conjunto de palavras, pouco vejo de crítica. Aceito que a pessoa em questão entenda que escrevo mal. Que não goste dos temas que abordo. Que ache que sou (ou tento ser) um coitadinho. Que até acredite que apenas me importo com o número de seguidores. Tudo isto com base em palavras e ideias que criou na sua cabeça pois trata-se nitidamente de uma pessoa que não me conhece. Eventualmente, poderá ser alguém que já se possa ter cruzado comigo mas que saberá apenas a informação que pretendi passar (Sim. Sou cauteloso quando me encontro com alguém pela primeira vez e só revelo certas informações).

Porém, “tu merecias levar socos na cara e muitos estalos, seu jornalista estúpido” não representa uma crítica (com ou sem inveja - parvo aquele que inveja alguém por causa de um blogue) mas apenas uma ofensa patética. “Odeio-te” é algo que também me faz impressão pois isto são apenas palavras, vírgulas, pontos finais e nada mais do que isto. Odiar por isto? “Fazes de retardado”, esta frase que pouco tem de português também me deixa sem perceber o seu significado. “Desculpa mas burro és tu”, não passa de uma ofensa patética. Não por achar que sou burro mas o “mas” implica que chamei burro a alguém. E isso é algo que não faz parte da minha maneira de ser e desafio qualquer um de vós a encontrar um texto onde tenha chamado burro a alguém.

Por fim, dois detalhes. Um que me fez sorrir e outro que me leva a ter pena da pessoa. Gostei que a pessoa em questão tenha usado um “desculpa” antes de uma das ofensas. É um gesto que fica sempre bem. Vou ofender-te mas peço-te desculpa antes de o fazer. Gostei. Foi algo que me tocou. Agora, grave é que a pessoa revele sentir-se bem por ter ofendido alguém que não conhece de lado nenhum. “Obrigado por esta sessão de desabafo. :D” é algo preocupante. Imagino a pessoa em casa, colada ao seu iPad, MacBook ou outro aparelho qualquer a rir-se que nem um perdido por causa de uma ofensa e a pensar que já ganhou o dia por ter dito meia dúzia de coisas. É triste saber que existem pessoas que se contentam com tão pouco. Espero pelo menos que tenha sido o momento alto do dia e que a pessoa em questão tenha dormido bem.

Sou daqueles que acha que se aprende com tudo. E estas ofensas não são uma excepção. Aprendi o tipo de pessoa que não quero ser. Pois, se chegar o momento em que olhe ao espelho e sinta ódio por alguém que não conheço e que tem um blogue serei o primeiro a pedir estalos e socos para acordar para a vida. Se odiar alguém apenas porque não gosto daquilo que escreve ou acho que é, serei o primeiro a pedir estalos e socos para acordar para a vida.

PS – Como descobriram aquilo que realmente sou, vou ser sincero com quem passa por aqui e lê aquilo que escrevo. Neste momento vou ali para o cantinho chorar baba e ranho agarrado a uma garrafa de vodka que beberei num ápice (esta é a parte em que me faço de coitadinho e retardado(?!?) na esperança de receber 323 comentários/emails a dizer que sou o maior). E só voltarei a escrever no blogue quando tiver mais de 1500 seguidores (esta é a parte em que vos confesso que só me interesso com o número de seguidores). Até lá, não voltarei a escrever.

20.2.13

vamos a isto?


Preciso de vocês. Preciso das vossas palavras. Ou seja, é mais um desafio. Desta vez, quero que deixem um comentário com uma frase. Não muito longa. Sobre o quê? Sobre aquilo que quiserem. Que vos passe pela cabeça. Que tenha significado para vocês. Confuso? Talvez. E esse é um dos encantos disto que vos peço. Para quê? Isso descobrem em breve... Cá vos espero. Ansioso e expectante.

arregaçar as mangas


A convite da Angelini participei ontem num divertido workshop que se realizou ontem no espaço Kiss the Cook, no Lx Factory, em Lisboa. O ingrediente principal desta acção foi o Bonsalt, um substituto do sal que se destaca pela ausência de sódio e dos malefícios do sal convencional. Ao todo, foram quase três horas pautadas pela animação e boa-disposição. A meu lado tive a Filipa Garcia – a vencedora do passatempo que organizei – que partilhou comigo a bancada de cozinha e que mostrou ser óptima conversadora, bastante simpática e uma extraordinária chef.

A nossa missão passava por confeccionar um creme de abóbora e batata doce com baunilha, salmão em crosta de castanhas do Brasil com couscous de espinafres e ainda o molho de pesto cítrico que serviu de tempero. A missão era de risco elevado mas confesso que adorei o sabor com que ficaram os nossos pratos. Além disso, e pela primeira vez comi algo que em vez de sal, foi temperado com este produto e a verdade é que não se nota diferença no sabor.

 o aspecto da bancada

 as sopas

 o salmão

a sobremesa (já estava feita)

Aconselho este tipo de acções a todas as pessoas que tenham a oportunidade de frequentar um destes workshops. Além de divertidos são bastante úteis e, no meu caso, permitem-me fazer um brilharete em casa. Por gostar imenso destas actividades, fiquei muito feliz por ter tido a oportunidade de levar alguém comigo, experiência que espero repetir no futuro.

Por fim, quem estiver interessado nas receitas basta que me envie um email. Se preferirem, deixem o vosso email num comentário que envio as receitas (excepto da sobremesa) e posso ajudar em qualquer dúvida que tenham.

os desejados rabos firmes sem celulite


Enquanto homem, acho piada à forma como as mulheres debatem tudo o que diz respeito ao seu corpo. É o creme que dá para isto. É aquele que resolve aquilo. E o outro que deixa a pele suave como a de um bebé. Como homem aprecio sobremaneira que uma mulher queira sempre estar bem. Que procure ter um corpo que seja atractivo para os homens mas, e muito mais importante do que isso, lhes confira a confiança necessária para o dia-a-dia. Se há algo que se nota a quilómetros de distância é uma mulher que se sente bem com o corpo. Podem achar que os homens não reparam nisto mas a verdade é que reparamos. E a verdade é que as mulheres revelam com imensa facilidade se estão (ou não) confiantes com o seu corpo. E essa confiança (ou a falta dela) faz toda a diferença.

E um dos temas que as mulheres mais debatem tem a ver com a celulite. Quando as mulheres debatem beleza e estética, a conversa passa sempre por esse tema. E é por isso que escrevo este texto. Parece que a solução para esse “problema” é barata. Dr. Organic Royal Jelly Cellulite Cream é o nome do creme utilizado pelas celebridades internacionais, como é o caso de Madonna e Kate Hutson. Parece que o segredo para os rabos firmes e ausência de celulite destes dois ícones passa por este creme que custa dez euros. Cruzei-me com esta informação e achei por bem partilhar.


longe mas perto vs perto mas longe


Falei aqui de algo que considero essencial numa relação. Quando existe uma distância física acho que é fulcral as pessoas demonstrarem a quem amam que apesar da separação física sentem um amor forte. Que essas pessoas continuam a ser muito importantes apesar de não estarem ao alcance dos braços, olhos e dos lábios. E isto levou a que muitos de vocês contassem as vossas histórias. Que abrissem um pouco o livro das vossas relações. E confesso que não fiquei surpreendido com aquilo que li.

Sei que há pessoas que não acreditam nisto. Mas acredito que há pessoas que são muito melhores companheiros apesar de estarem longe de quem amam do que aqueles que estão perto. Tal como considero que um pai pode estar muito mais presente no crescimento e educação de um filho estando longe do que um pai que está perto. E o mesmo se passa com a amizade. Acho possível ter um grande amigo que quase não vemos e que essa pessoa seja muito mais importante do que alguém que vemos diariamente e que finge ser nosso amigo.

Compreendo que existam pessoas que duvidem disto. Sobretudo no que ao pai diz respeito. Mas o que será mais importante para uma criança: um pai que está perto mas que não liga ao filho, que o trata com indiferença ou um pai que está longe mas que tem uma participação activa no crescimento do descendente? Tal como no amor. O que será mais importante: um companheiro(a) que está perto mas que não mostra interesse na relação ou alguém que está longe mas que faz questão de mostrar que o amor está bem vivo?

Assumo que a minha relação com a distância possa ser moldada pelo exemplo que tenho em casa. Em pequeno recordo-me de diversos dias em que não “via” o meu pai apesar de viver na mesma casa. Ele ia trabalhar quando eu estava a dormir e regressava quando eu já dormia. Num momento como noutro fazia questão de me dar um beijo. É verdade que isto motivava uma distância física mas nunca senti o meu pai distante. E era (é e sempre será) impossível pedir um pai melhor. Cedo compreendi que aquilo que fazia era um sacrifício pela família. A minha mãe dizia-lhe que estava a perder o crescimento dos filhos (sobretudo o meu porque tenho uma irmã mais velha) mas eu sabia que ele lutava com todas as suas forças para que nada faltasse em casa. Para que o futuro dos filhos fosse seguro. E, mais importante do que isso, nunca tentou comprar-me com presentes. Ao contrário, o meu pai aproveitava todos os momentos que tinha para mostrar-me que me amava.

E aquilo que sou hoje vem disso que aprendi. Não só com o meu pai mas também com a minha mãe. Não podia exigir mais dos dois. Não seria capaz de o fazer. E é por isto que acredito que é possível estar mais presente na vida de alguém quando existe uma ausência física. Chamem-me louco. Não me importo. Eu acredito.

19.2.13

verdade ou mito #5


Aquela máxima que diz que "no amor um é pouco, dois é bom e três é demais" é verdade? Ou será mito? Será possível uma pessoa sozinha viver apaixonada sem precisar do amor de alguém? E será que três são demais? Ou um terceiro elemento, aceite por ambos, poderá reacender uma chama que está quase apagada? Quanto ao número dois, acho que ninguém duvida de que é bom ou mesmo perfeito.

agora escrevo eu #4


Mais um momento de partilha. E bastante indicado para o dia de hoje, o que resulta numa feliz coincidência. Tenho publicado os textos que recebo pela ordem de chegada. E hoje não é excepção. Aquele que publico, da autoria da Jovem Sonhadora é bastante indicado para o momento que vivo pois fala da vida num blogue. Hoje tenho vivido um dia bastante complicado e graças ao blogue recebi várias comentários e emails de pessoas que fizeram de tudo (felizmente, com sucesso) para colocar um sorriso no meu rosto. E isto leva-me a agradecer o dia em que me lembrei de criar este espaço que é vosso. E tenho de vos agradecer pela força e motivos para sorrir.

“A vida num blogue
Decidi participar em mais um desafio do homem sem slogue focando o assunto “A vida num blogue! Quando criei o meu blogue nunca pensei que afectasse tão positivamente a minha vida! Através do blogue tenho “conhecido” pessoas espectaculares através da sua escrita, tenho recebido apoio de várias partes do país e do mundo! Sempre que me sinto em baixo e com vontade de desistir passo pelo meu cantinho e pelo dos meus seguidores e sinto que a vida faz sentido e que tenho que continuar a lutar! Todos os dias recebo uma palavra de carinho e de amizade, todos os dias me sinto acarinhada por alguém, algo que tanta falta faz por vezes. Ninguém meu conhecido sabe da existência do meu blogue e pretendo que assim continue, pois tenho mais liberdade de escrita e de dizer tudo o que sinto e penso. Tudo isto para dizer que adoro por cá andar e só tem trazido coisas boas há minha vida! Quero por fim felicitar o homem sem blogue por todas as iniciativas e desafios que lança e também por ter um óptimo blogue que tanto gosto de visitar e ler! Contem-me as vossas experiências com os vossos blogs que vou gostar de ler! ;)”

ver apenas por ódio


Fiquei a saber que existe uma moda que se chama Hate Watching. De uma forma simples, consiste em ver, com frequência, programas que consideramos serem muito maus. Numa primeira análise, parece que estamos perante um Guilty Pleasure. Mas, segundo uma definição que encontrei, o Hate Watching consiste em ver uma produção de elevado nível, que gerou bastante expectativa mas que está sempre a falhar. Estas falhas permanentes fazem com que seja apaixonante assistir a esse programa e acabamos por ficar agarrados ao mesmo.

A minha questão é a seguinte: alguém se revê neste tipo de coisas? Para ajudar, revelo aqui alguns exemplos de programas que foram considerados best shows to hate-watch no ano passado. A saber: Newsroom, Game of Thrones, Glee e a própria cadeia NBC.  

vendo-me


Há dias assim. Em que custa sair da cama. Em que não há paciência. Em que as nossas forças já atingiram o limite máximo. Em que o aceitável deixou de o ser. Em que o “têm de entender” já está gasto de tanto uso. Em que não há vontade sequer de esboçar uma amostra de sorriso. Enfim, dias em que só apetece gritar.

E se me apetece gritar também tenho vontade de dizer que estou à venda. Quero colar uma folha A3 no peito e outra nas costas onde se pode ler simplesmente “vendo-me” e passear pelas ruas de Lisboa. A isto junto a distribuição de folhetos onde digo que faço tudo... quer dizer... quase tudo. Onde revelo aquilo com que venho equipado. O que consigo fazer e também a vontade de aprender o que quer que seja. Depois, aguardo que alguém faça uma licitação. Há dias assim. Hoje, mais do que nunca, é esse dia.  

18.2.13

não gosto de coitadinhos


Uma das coisas que mais me irritam numa conversa é aquilo a que chamo de síndrome do coitadinho, uma arma usada por muitas pessoas numa discussão. As pessoas que sofrem desta maleita são aquelas que transformam algo que foi dito num manancial de coisas negativas que fazem de si a pior pessoa do mundo.

São aquelas pessoas que quando ouvem algo de que não gostam dizem logo: “eu faço tudo mal”, “sou a pior pessoa do mundo”, “nunca faço nada correcto”, “a culpa é minha” e "sou a maior m****", são apenas alguns dos muitos exemplos proferidos por quem sofre deste mal. Isto, para mim, é meio caminho andado para dizer que a conversa termina naquele ponto e posteriormente perder interesse nessa pessoa.

Não aprecio conversar com quem usa este “truque” carregado de dramatismo para tentar o que quer que seja. Gosto de uma boa argumentação. Gosto que me deixem sem palavras mas com factos e argumentos irrefutáveis. Gosto que me façam pensar na melhor forma de rebater aquilo que me foi dito. Por outro lado, detesto rodriguinhos e dramatismos dignos de uma qualquer cena de uma qualquer trama televisiva. Quando isto acontece, coloco a viola no saco e vou tocar para outro lado.

é melhor não pensar e não fazer perguntas


Life asked death: “Why do people love me but hate you?”
and death responded: “Because you are a beautiful lie and I am a painful truth”

Aquilo que mais me assusta é a morte. A minha. Devasta-me pensar que posso partir cedo demais com tanto por fazer. Pior do que isto, aterroriza-me a morte dos meus. A partida precoce (porque será sempre cedo demais) daqueles que fazem com que a minha vida tenha sentido. Aqueles que me equilibram, guiam e dão rumo.

Por isso é que faço os possíveis para evitar pensar neste tema. Por isso é que não faço perguntas destas. Prefiro viver como se só me restasse um segundo de vida. E isso faz-me sorrir. Faz com que chore. Com que dê os passos certos. Com que caia. Faz-me errar. Deixa-me magoado. Enfim, faz-me viver sem ter que pensar neste diálogo que me arrepia.